Questões de Concurso sobre Coesão e coerência

 
 
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“Tudo bem que a vida humana não passe de um teatro. O problema é que grande parte dela é só um melodrama barato”.

Sobre a estrutura desse pensamento de Malcolm Muggeridge é correto afirmar que


A

entre os dois períodos há uma relação de concessão.


B

o primeiro período apresenta uma discordância do segundo.


C

o termo “dela” estabelece “problema”.


D

os termos “teatro” e “melodrama” realizam uma relação de coerência.


E

os adjetivos “humana” e “barato” são qualificações dos substantivos por eles determinados.

No trecho “Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência.”, presente no 6º parágrafo, há duas ocorrências do vocábulo “que”. Sobre elas, é correto afirmar:

A
a primeira refere-se a “mundo” e a segunda, a “diálogo”.

B
ambas fazem referência a “mundo”.

C
ambas fazem referência a “diálogo”.

D
a primeira refere-se ao pronome “este” e a segunda, à “transparência”.

E
a primeira refere-se à “clama” e a segunda, à “demanda”.

Assinale a alternativa correta quanto aos elementos de coesão empregados no texto.


A

“Uma hipótese” retoma o conteúdo antecedente.


B

“Isso” retoma a expressão “repressão policial”.


C

“lá” retoma a expressão “causa interna”.


D

“sucesso” retoma a “estratégia de ação”.


E

“a redução da tarifa” é a definição de “causa”.

Sobre os recursos linguístico-textuais usados no segundo parágrafo do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O pronome os refere-se a especuladores e equivale a aqueles especuladores.

( ) Tendo em vista que o verbo ser em O grande problema do Brasil são os especuladores liga-se à palavra problema, a concordância não segue a norma padrão da escrita.

( ) A palavra que, em todas as ocorrências, exerce a mesma função: pronome relativo.

( ) Os termos próprio e outros concordam com o substantivo ou pronome a que se referem.


Assinale a sequência correta.


A

V, V, F, F


B

V, F, V, V


C

F, F, V, V


D

F, V, V, F

A coesão textual também é marcada pelo uso de pronomes que atuam como referentes anafóricos. A referência desses pronomes, destacados abaixo, está correta em:


I. "Curvar-se a isso" (l.13)


II. "Romper com essa ideia é imprescindível" (l.15)


III. "Somente alcançaremos essa ruptura" (l.17)


IV. "Para isso, um passo importante rumo a esse ambiente" (l.21)


A

Em I e IV, o referencial é o mesmo.


B

Em II, o pronome refere-se "qualidade de vida".


C

Em IV, "isso" refere-se ao "mercado consumista".


D

Em III, a referência está na ideia da dualidade "produção desenfreada x vida equilibrada".


E

Em I, a referência está na ideia do rompimento com o consumismo.

A coerência textual consiste em ordenar e interligar as ideias de maneira clara e lógica; resulta, portanto, da concatenação entre diversos segmentos textuais encadeados logicamente, formando um conjunto harmônico. Isso se verifica na seguinte frase:


A

Por mais que os salários estejam cada vez mais defasados, o aumento de preços diminui consideravelmente o poder aquisitivo.


B

Como ainda existe no Brasil bastante solo fértil disponível para o plantio, é possível atenuar consideravelmente o problema da fome.


C

Não sabíamos se o diretor nos convocaria para a reunião, mesmo assim a gente estava preparado para comparecer.


D

Cada país tem os governantes que merece, apesar de estes, como os demais cidadãos, serem influenciados por valores dominantes na sociedade.

Em “Eu possuía uma cópia do Nelsons Pediatrics com o qual eu conferia os diagnósticos do nosso pediatra.”, com o qual refere-se a


A

o nosso pediatra.


B

Nelson Pediatrics.


C

uma cópia do Nelson Pediatrics.


D

os diagnósticos do nosso pediatra.

Assinale a alternativa que apresenta a melhor reescritura do terceiro parágrafo segundo as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, preservando o sentido que assume no texto.

A
Assinale a alternativa que apresenta a melhor reescritura do terceiro parágrafo segundo as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, preservando o sentido que assume no texto.

B
Na medida em que há décadas o Movimento Negro brasileiro, sindicatos, universidades e setores progressistas denunciam o racismo e propõem políticas para sua superação, o Governo Federal não havia assumido uma política nacional articulada e contínua para a promoção da igualdade racial.

C
O Governo Federal não havia assumido uma política nacional articulada e contínua para a promoção da igualdade racial, tanto que há décadas o Movimento Negro brasileiro, sindicatos, universidades e setores progressistas denunciam o racismo e propõem políticas para sua superação.

D
O Governo Federal não havia assumido uma política nacional articulada e contínua para a promoção da igualdade racial, apesar de há décadas o Movimento Negro brasileiro, sindicatos, universidades e setores progressistas denunciarem o racismo e proporem políticas para sua superação

E
Há décadas o Movimento Negro brasileiro, sindicatos, universidades e setores progressistas denunciam o racismo e propõem políticas para sua superação; o Governo Federal não havia, pois, assumido uma política nacional articulada e contínua para a promoção da igualdade racial.

Apresentam-se proposições em que o termo “isso” não apresenta a parte retomada conforme figura no texto:

I – Com certeza, isso ocorre tanto pela inexistência de consenso acerca do que é ético, como pelo próprio anseio social em ter interlocutores éticos e justos. (linhas 6 e 7) => EXISTÊNCIA DE COMISSÃO E DE CÓDIGOS DE CONDUTA.

II – Isso ocorre porque ética refere-se à essência dos atos humanos e tem como objeto a moralidade desses atos, variável num contínuo que vai da bondade à malícia de comportamentos humanos. (linhas 13 e 14) => INCAPACIDADE PARA EXPLICAR O FENÔMENO DO DESMORONAMENTO DAS CONDUTAS ÉTICAS.

III – É possível perceber que são os valores predominantes na sociedade brasileira e em seus governantes e políticos os fatores determinantes da qualidade dos serviços públicos. Ilusões e esperanças têm se desmoronado e é possível distinguir três fatores responsáveis por isso. (linhas 17 a 19) => DESMORONAMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS.

IV – Isso significa, portanto, que a ética vai se impor mais por um movimento interno das pessoas do que por meio de regras ou instrumentos de trabalho. (linhas 36 e 37) => PERPLEXIDADE DO LEITOR.

Assinale a alternativa CORRETA.


A

Somente as proposições I e II são corretas.


B

Somente as proposições I e III são corretas.


C

Somente as proposições II e III são corretas.


D
Somente as proposições III e IV são corretas

Em “parece ter decidido impor-lhe...”, o termo destacado é um elemento coesivo que retoma


A

surpresa.


B

Olavo de Carvalho.


C

revista Época.


D

um número expressivo de leitores.


E

excelentes textos.

O termo em destaque “... não corrige o que colocamos nele...” (2o§) atua, no texto, como elemento de coesão e tem como referente:


A

Texto.


B

Papel.


C

Superego.


D

Autocrítica.

Assinale a alternativa correta.


A

Em “aquela publicação explicou” a expressão sublinhada refere-se a Diário Catarinense.


B

Em “naquele dia em que o trânsito estava engarrafado” a expressão sublinhada refere-se a 20/01.


C

Em “corrupções comuns no nosso dia a dia” subentende-se que diariamente todos os brasileiros se submetem à corrupção.


D

Gramaticalmente há problema de regência, em “Lembre das furadas de fila”. Ela não ocorreria, se o termo sublinhado fosse substituído por as.


E

Colocando no feminino a expressão sublinhada, em “aquela publicação explicou a seus leitores”, haverá acento de crase antes do pronome (à suas leitoras).

Um texto não é um conglomerado de ideias soltas. As frases articulam-se interna e externamente, formando uma espécie de teia de significados que compõem um todo articulado e significativo – a isso chamamos coesão. Sendo assim, assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que apresenta o elemento coesivo implícito mais adequado para relacionar os períodos a seguir: “Foi então que leu sobre a relação entre lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação.” (Texto I – 3º parágrafo)

A
Aquele

B
Esse

C
Isto

D
Isso

E
Aquilo

A relação entre termos está INCORRETAMENTE avaliada em:


A

A presença do complemento 'diversas formas variantes' [linha 14] é mandatória, em atendimento à regência do verbo 'coligir' nessa passagem [linha 14].


B

O termo 'regras ortográficas' [linha 11] acompanha o núcleo 'conjunto' [linha 11], e a justaposição desses dois elementos nominais é mediada pela preposição 'de'.


C

A presença do termo 'a promulgação de lei específica' [linha 30] é obrigatória diante da regência do adjetivo 'necessária' [linha 30].


D

O termo oracional 'de que há um equívoco reducionista e inadmissível no âmago do Acordo'[ linhas 36-37] complementa o significado do termo 'argumento' [linha 36].

As alternativas seguintes destacam trechos do texto que foram reescritos apenas deslocando-se termos ou expressões. Assinale aquela na qual essa alteração sintática também implica uma mudança de significado.


A

'[…] das normas ortográficas da língua portuguesa, que está próximo de completar 500 anos, apenas sofreu alterações a partir do início do século passado.' [linhas 1-2] […] das normas ortográficas da língua portuguesa, que está próximo de completar 500 anos, sofreu apenas alterações a partir do início do século passado.


B

Em qualquer época, contudo, a ortografia corresponde a uma tentativa imperfeita de registro escrito de um sistema essencialmente dinâmico e complexo [...].' [linhas 15-17] Contudo, a ortografia corresponde, em qualquer época, a uma tentativa imperfeita de registro escrito de um sistema essencialmente dinâmico e complexo [...].


C

Houve tentativas de se retomarem as linhas mestras desse documento em 1915 e em 1931, mas somente em 1943 se avança, no Brasil, em caráter efetivo.’ [linhas 22-24] Houve tentativas, em 1915 e em 1931, de se retomarem as linhas mestras desse documento, mas somente em 1943 se avança, no Brasil, em caráter efetivo.


D

´Em sua essência, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 2009, pouco apresenta de efetivamente novo em relação ao disposto [...].' [linhas 33-34] O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 2009, pouco apresenta, em sua essência, de efetivamente novo em relação ao disposto [...].

Na linha 5, o pronome “seu” pode fazer referência tanto ao processo de produção de sacolas retornáveis quanto ao processo de produção utilizado pela empresa hipotética mencionada, de forma geral.


C
Certo

E
Errado

Diz-se que um texto tem coesão quando seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si, quando há concatenação entre eles. Assim “Depois” (linha 2), “Depois” (linha 5) e “depois” (linha 9) são exemplos de elementos articuladores no texto.


C
Certo

E
Errado

Nas alternativas, as palavras sublinhadas referem-se ao princípio da fraternidade, EXCETO em:


A

“Ver o outro realmente é difícil, quanto mais neste cenário” (linha 15)


B

“porque se o entenda pressuposto dos demais princípios” (linhas 10 e 11)


C

“porque este acorde tenha ficado esquecido” (linha 11)


D

“ela é fruto do sentir-se e saber-se humano” (linha 21)

Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 5.

O profissionalismo como religião


Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: “O senhor pode colar, mas como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.

Acostumamo-nos com a ideia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa – e alhures –, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima”, a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas seus trajes.

Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou bem feito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai bem feito quando alguém espreita. Sai matando quando ninguém está olhando.

Existe uma relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo o mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada – que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?

Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre o aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício. Em tempo: amadores não formam profissionais.

(CASTRO, Claudio de Moura. Revista Veja, 1 de junho de 2011. Com adaptações.)



Analise o uso da expressão “naquela profissão” (2o§) e marque V (verdadeira) ou F (falsa) nas assertivas abaixo.

( ) A expressão refere-se às profissões de tapeceiro e de mecânico que são apresentadas no primeiro parágrafo do texto.

( ) O referente mais próximo é “conversão religiosa” (2o§), considerado como uma paráfrase da expressão em questão.

( ) A expressão remete a uma referência que não foi apresentada no texto, mas pode ser recuperada por “milenares corporações de ofício” (2o§).

( ) As profissões de carpinteiro, marceneiro e de corporações de ofício são recuperadas ao longo do texto pela expressão em questão.

A sequência correta é:



A

F, F, V, F



B

F, F, V, V



C

V, V, F, F



D

F, V, F, V



E

V, F, V, F.


   
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