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Para a produção textual (oral ou escrita), o autor ativa conhecimentos armazenados em sua memória. Em relação a esses conhecimento, é correto afirmar que
o conhecimento linguístico está relacionado à compreensão acerca das diferentes formas de produção e estruturação textual que envolvem duas práticas sociais distintas, o letramento e a oralidade.
o conhecimento enciclopédico está relacionado à ativação de modelos cognitivos globais que configuram aspectos de escrita, como ortografia, gramática e léxico da língua na qual o texto será redigido.
o conhecimento textual está relacionado à ativação de modelos de práticas comunicativas que se configuram textualmente, considerando aspectos como suporte, função, modo de organização, etc.
o conhecimento interacional está relacionado à compreensão das formas linguísticas mais adequadas para a construção de textos na modalidade oral.
O conhecimento de mundo está relacionado aos conteúdos adquiridos, formal ou informalmente, sobre os tipos de enunciados estáveis que possibilitam a interação social pela escrita ou pela oralidade.
Analise as proposições abaixo:
I- O enunciado linguístico, de acordo com Bakthin, pode ser entendido por meio do elemento verbalmente exposto e elementos contextuais advindos das relações sociais e históricas dos sujeitos na comunicação.
II- A noção dialógica da linguagem inaugurada em Bakthin desdobra - se em dois aspectos, que são os conceitos da intertextualidade e o da interação verbal entre o enunciador e o enunciatário dos textos.
III- A intertextualidade pode se manifestar de formas diferenciadas e produzir efeitos de sentido também diversos. A escolha das formas de expressão da intertextualidade resulta do trabalho do autor, e revela o jogo entre seu estilo pessoal, suas escolhas, e o estilo do gênero.
É verdadeiro o que se afirma em:
I apenas
II apenas
III apenas
I e III apenas
I, II e III.
A respeito das práticas que envolvem a análise linguística, pesquisadores do campo educacional destacam que:
1. A análise linguística inclui tanto o trabalho sobre as questões tradicionais da gramática quanto amplas a propósito do texto, entre as quais vale a pena citar: coesão e coerência internas do texto; adequação do texto aos objetivos pretendidos; análise dos recursos expressivos utilizados (metáforas, metonímias, paráfrases, citações, discurso direto e indireto etc.); organização e inclusão de informações.
2. A prática de análise linguística não poderá limitar-se à higienização do texto do estudante em seus aspectos gramaticais e ortográficos, limitando-se a correções. Trata-se de trabalhar com o estudante o seu texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores a que se destina.
3. A análise linguística tem como único foco tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos - letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas e frases.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 1.
É correta apenas a afirmativa 2.
É correta apenas a afirmativa 3.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
A interação social é um componente necessário para que se adquira linguagem. (BORGES; SALOMÃO, 2003). Teorias linguísticas como a Pragmática, o Funcionalismo e a Sociolinguística consideram a interação o ponto de partida em suas análises. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
A linguagem é considerada a primeira forma de socialização da criança e, na maioria das vezes, é efetuada explicitamente pelos pais através de instruções verbais durante atividades diárias, assim como através de histórias que expressam valores culturais.
À medida que a criança se desenvolve, seu sistema sensorial se torna mais refinado e ela alcança um nível linguístico e cognitivo mais elevado, enquanto seu campo de socialização se estende, principalmente quando ela entra para a escola e tem mais oportunidade de interagir com outras crianças.
A interação verbal é uma atividade realizada em conjunto por todos quantos nela tomam parte e não apenas pelo locutor.
Em qualquer das modalidades discursivas que utilizem dispositivos mediáticos destinados a substituir a presença física dos interactantes, por exemplo nas interações epistolares, telefônicas, televisivas, na escrita e na leitura de obras literárias ou de qualquer outra modalidade de discurso escrito, as pessoas só podem entender o sentido daquilo que escrevem ou leem porque pressupõem ou imaginam, se preocupam com os seus interlocutores, para que haja interação.
Nas interações verbais, estão envolvidos somente comportamentos verbais, não são considerados os para verbais, tais como a entoação, o timbre da voz, a intensidade, a altura e débito, as particularidades de pronúncia, as características da voz, e extra verbais, tais como os olhares, a postura, os gestos, a mímica, os sorrisos.
A partir dos excertos apresentados e de seus conhecimentos a respeito de Variação Linguística, assinale a alternativa correta.
A Sociolinguística parte do princípio fundamental de que a língua é homogênea. Isso é devido ao fato de que, em toda comunidade, os falantes empregam sempre a mesma forma de se expressar.
Em Sociolinguística, chamam-se variantes as formas da língua que se encontram em variação e são influenciadas por determinados fatores, denominados variáveis.
A escolha de uma ou outra variante é influenciada somente por fatores de natureza interna, isto é, estrutural – os de natureza fonomorfossintática, os semânticos, os discursivos e os lexicais.
A Sociolinguística reforça sempre a crença comumente difundida de que a língua padrão é melhor, superior às demais.
A Sociolinguística Variacionista exige que se considere somente a variedade padrão culta da língua, fora do dinamismo discursivo, que envolve falante, ouvinte e contexto, sem preocupação com análises que explicam as relações existentes nos usos sociais.
Leia as afirmações, a seguir, dispostas em lista, sobre o ensino do oral, em língua materna, na escola. Em seguida, numere as afirmações iniciadas por parênteses de acordo com as referidas afirmações listadas acerca desse conteúdo:
1- finalidade do ensino da linguagem oral, em língua materna, na escola;
2- abordagem da linguagem oral usualmente feita na escola;
3- relação complexa do oral com a linguagem oral na escola;
4- objetos de trabalho escolar com a linguagem oral;
5- trabalho didático com o oral na escola;
6- ficcionalização;
7- palavra.
( ) práticas de linguagem diferenciadas (gêneros) que se dão pelo uso da palavra (falada), mas também por meio da escrita.
( ) unidade linguística com significado definida e regulada do exterior de uma situação discursiva, sobre a qual deve incidir prioritariamente o ensino do oral na escola.
( ) dialética entre oral e escrita, em que o oral é concebido como uma realidade multiforme, que entra em relação com a escrita de maneira diversa, ora aproximando, e mesmo dela depender, ora se distanciando.
( ) construção de representação das atividades de fala, em situações complexas.
( ) conhecer e dominar a língua, nas situações mais diversas; desenvolver uma relação consciente e voluntária com o próprio comportamento linguístico, fornecimento de instrumentos eficazes para melhorar as capacidades de falar.
( ) processo de representação interna e abstrata de uma situação de interação discursiva requerido para desenvolver atividade complexa de linguagem na escola.
( ) estabelecimento da dicotomia oral e escrita na escola, em cuja concepção a fala é vista como ideal, um todo homogêneo, que se confunde com a escrita, e como expressão cotidiana, que se opõe à escrita.
Baseando-se no texto Palavra e ficcionalização: um caminho para o ensino da linguagem oral (SCHNEUWLY, 2004), assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA da numeração:
4, 7, 2, 6, 1, 5 e 3.
1, 7, 2, 6, 4, 5 e 3.
1, 7, 3, 6, 4, 5 e 2.
4, 7, 3, 5, 1, 6 e 2.
Sobre os conceitos (linguagem e língua), assinale a alternativa correta.
A linguagem é uma parte essencial da língua, é um produto social e um conjunto de convenções.
A língua é, conforme Saussure, um sistema de signos, um conjunto de unidades que se relacionam organizadamente dentro de um todo.
No Brasil, assim como nos Estados Unidos, linguagem e língua têm o mesmo conceito, são termos sinônimos.
A linguagem é um sistema linguístico, um código convencional utilizado por uma comunidade específica.
A linguagem é estudada e descrita especificamente pela Linguística, uma ciência autônoma, fundada por Saussure.
Leia o texto abaixo e, em seguida responda às questões 13, 14 e 15
O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)
No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.
E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.
Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade.
Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.
- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?
- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.
- Perneta?
- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.
Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.
- E quando saiu das grades?
- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.
Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.
- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?
- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.
- E por que abandonou a carreira de cego?
- Concorrência desleal.
E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
-E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.
Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola.
(Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Analise as explicações a seguir com relação a alguns recursos linguísticos presentes no texto e assinale (V) para as proposições verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Em: “No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida.”, o item “o” se classifica como pronome demonstrativo.
( ) Em: “Não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro,[...]”, os conectivos “porque” e “enquanto que” podem ser substituídos, sem prejuízo semântico, por “pois” e “mas”, respectivamente.
( ) Em: “Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade”, a expressão “Seu Júlio”, que inicia o parágrafo, assume a função de vocativo na frase.
( ) Na resposta apresentada pelo personagem: “ – (Eu)Virei cego por necessidade”, o termo “cego” assume, na frase, a função de objeto direto e a unidade “por necessidade”, de adjunto adverbial de causa.
A sequência CORRETA se apresenta em:
F, F, V, V.
V, F, F, V.
F, V, F, F.
V, V, V, F.
V, V, F, F.
Considere as afirmativas relacionadas à Diversidade Linguística no Brasil. Registre "V", para verdadeiras, e "F", para falsas:
(__)O Brasil possui uma vasta diversidade linguística, no entanto, as variações do idioma formal, mesmo enriquecendo nossa língua, são alvo de preconceitos.
(__)Esta diversidade condiz com a nossa pluralidade cultural, que se traduz na riqueza de costumes, tradições, crenças e diversos outros aspectos.
(__)A língua se constrói e se transforma com o passar do tempo.
(__)No Brasil, por exemplo, cada Estado possui elementos culturais próprios e isso se reflete também na diversidade linguística.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, V.
V, V, F, V.
F, V, V, F.
V, V, V, V.
Sobre a organização da estrutura da língua portuguesa e sobre os estudos sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Tradicional e comumente, na Fonologia, na Morfologia e na Sintaxe, são analisadas as relações formais entre as expressões linguísticas, ao passo que a Semântica seria responsável por tematizar o lado do significado dessas unidades.
De acordo com estudos linguísticos, sabe-se que, no sistema linguístico, são combinados conteúdo linguístico (com significado, portanto) e expressão linguística, e que uma divisão estanque entre as áreas seria sempre complicada.
Na Fonética, descrevem-se os sons da fala (por exemplo, como o som [t] é articulado, que órgãos anatômicos estão envolvidos e como, na sua produção, ele se diferencia de um [d] etc.); e, na Fonologia, procura-se interpretar os resultados obtidos por meio da descrição dos sons da fala, em função dos sistemas de sons das línguas; aqui, portanto, explicam-se e interpretam-se os sons.
A análise mórfica consiste na descrição da estrutura do vocábulo mórfico, depreendendo suas formas mínimas ou morfemas, de acordo com uma significação e uma função elementares que lhe são atribuídas dentro da significação e da função total do vocábulo.
A Sintaxe é o ramo dos estudos linguísticos que explora a palavra. Assim, ocupa-se da estrutura interna e formação das palavras. A abordagem aos estudos de sintaxe da Gramática Tradicional incita discussões devido às lacunas que traz consigo, mas os conceitos ali presentes podem contribuir para as discussões da sintaxe sob a perspectiva dos estudos linguísticos.
Nesse excerto, as reflexões sobre a linguagem revelam
o preconceito impingido a pessoas iletradas.
a associação entre posição social e modo de expressão.
a valorização da aprendizagem da língua por meio da leitura.
o inconformismo diante da dificuldade cognitiva para se expressar.
o esvaziamento de sentido de construções linguísticas rebuscadas.
Sobre a língua e suas variedades, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Linguagem: qualquer código (sistema de sinais convencionais) por meio do qual os seres humanos podem realizar atos de comunicação. Pode ser verbal (palavras faladas, escritas) ou não verbal (sinais de trânsito, desenho, foto, filme, música).
( ) Língua, ou idioma: forma particular de linguagem utilizada por um determinado povo para se comunicar por meio da palavra falada, ou escrita. Exemplo: Língua Portuguesa, Língua Inglesa.
( ) Uma língua oferece a seus usuários diferentes formas de realização, isto é, diferentes “jeitos de falar e escrever”, e segundo a linguística, não existe uma forma melhor (mais certa), ou pior (mais errada) de empregar uma língua.
( ) A variedade padrão (ou língua culta formal) é apenas uma entre as muitas formas de usar a língua. A escolha da norma-padrão como “modelo a ser seguido” é arbitrária e convencional; baseia-se em critérios ideológicos (sociais, culturais, políticos e econômicos).
( ) Não existe uma “língua única”, que coincida com a variedade padrão. A língua é, na verdade, um conjunto de diferentes variedades linguísticas, associadas às diferentes realidades sociais, econômicas, culturais, regionais, etc, dos falantes que utilizam essas variedades.
V – V – V – V – F.
V – V – V – F – F.
V – V – F – V – F.
V – V – V – V – V
Avalie se é verdadeiro (V) ou falso (F), a partir de uma síntese das teorias de Morkes e Nielsen sobre hipertextualidade (1997), feita por Carla Viana Coscarelli (2002), o que se afirma sobre as exigências e as características dos leitores de hipertexto.
( ) Em ambientes virtuais, optam pelo uso de uma escrita de natureza simples e formal.
( ) Não leem, “eles escaneam”, por isso gostam de texto “Escaneável”, conciso, curto e direto.
( ) Buscam qualidade e relevância da informação, o conteúdo é o mais importante para os usuários.
( ) Procuram credibilidade, ainda que sem se interessar em saber a autoria ou a procedência do texto.
( ) Gostam de hiperlinks, mas acreditam que eles podem desviar a atenção quando um site contém links demais.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
V, V, F, F, F.
F, F, V, V, V.
V, F, V, V, F.
F, V, V, F, V.
A concepção de língua veiculada no texto se aproxima das formulações teóricas de:
Ferdinand Saussure.
Noam Chomski.
Mikhail Bakhtin.
Michel Focault.
Roland Barthes.
Se o objetivo é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos, não é possível tomar como unidade básica de ensino nem a letra, nem a sílaba, nem a palavra, nem a frase que, descontextualizadas, pouco têm a ver com a competência discursiva, que é questão central. Assim sendo:
Dentro desse marco, a unidade básica de ensino não pode ser o texto, ou seja, o enfoque em palavras ou frases nas situações didáticas específicas como unidade independentes.
Dentro desse marco, a unidade básica de ensino só pode ser o texto, mas isso não significa que não se enfoquem palavras ou frases nas situações didáticas específicas que o exijam.
Dentro desse marco, a unidade básica de ensino só pode ser o fonema, o que significa que não se enfoquem palavras ou frases nas situações didáticas específicas que o exijam.
Dentro desse marco, a unidade básica de ensino só pode ser o texto, o que significa que não se enfoquem palavras ou frases nas situações didáticas específicas que o exijam.
É a condição do sentido do discurso, da linguagem.
Acerca da elaboração de resumo, assinale a alternativa correta.
Deve-se apresentar detalhes e subjetividades, de modo a manter a originalidade do texto.
É correto reproduzir frases ou partes integrais do texto.
É necessário utilizar o verbo na primeira pessoa.
Devem ser realizados comentários pessoais do texto analisado.
Deve-se condensar, de modo coerente e compreensível, as ideias do texto.
TEXTO III
1943 – Região do Jalapão
A primeira campanha do Programa Goiás-Bahia teve como objetivos o reconhecimento geográfico da região onde se encontra a Lagoa do Veredão; a determinação do divisor de águas entre as Bacias dos Rios São Francisco e Tocantins; o estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Preto; o levantamento de coordenadas geográficas, topográfico e de altitudes; e os estudos de Geomorfologia e de Geografia. No artigo publicado na Revista Brasileira de Geografia, v. 5, n. 4, p. 574-622, out./dez. 1943, o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão, região do Brasil Central ainda pouco conhecida. Ao descrever tudo que observou, o autor revela também as dificuldades encontradas e os sacrifícios dos expedicionários no cumprimento do programa que foi feito no curto prazo de cinco meses, atravessando sempre zonas semidesertas, onde todos os recursos eram difíceis ou impossíveis de se obter.
Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101574.pdf. Acesso em: 25 jun. 2019.
Qual tipo de recurso polifônico é utilizado na construção do Texto III?
Epígrafe.
Ironia.
Citação direta.
Alusão.
Citação indireta.
Com relação ao conceito de polifonia (amparamo-nos em Bakhtin) indique a alternativa que possui um equívoco conceitual para o termo em questão:
A introdução do conceito de polifonia no universo das ciências da linguagem deve-se aos trabalhos realizados por Bakhtin para caracterizar o romance de Dostoiévski.
O conceito de polifonia é mais amplo que o de intertextualidade. Enquanto nesta faz-se necessária a presença de um intertexto, cuja fonte é explicitamente mencionada ou não, o conceito de polifonia, tal como elaborado por Ducrot (1980, 1984), a partir da obra de Bakhtin (1929), em que este denomina de polifônico o romance de Dostoievski, exige apenas que se representem, encenem (no sentido teatral), em dado texto, perspectivas ou pontos de vista de enunciadores (reais ou virtuais) diferentes.
A polifonia é o elemento que harmoniza a diversidade de vozes independentes produzindo diferentes efeitos de sentidos repercutindo múltiplas ideologias.
A polifonia ocorre quando os possíveis sentidos da palavra ambígua apresentam alguma relação entre si, ou seja, as palavras polifônicas não são uma coincidência de formas, mas casos em que diferentes significados podem ser atribuídos a um mesmo item lexical e esses significados estão relacionados por acepções básicas.
A polifonia acontece quando cada personagem se manifesta com a própria voz, expressando o pensamento individual. Existindo determinado número de personagens, existirão diversas posturas ideológicas as quais repercutirão de maneira a serem ouvidas particularmente.
Assinale a alternativa correta acerca do tema ‘Gêneros Discursivos”.
Os gêneros estão ligados a uma única origem cultural, com aspectos sociais relacionados ao espaço e ao tempo.
Esses gêneros são apropriados às suas especificidades, com sua finalidade discursiva, correspondendo ao seu estilo universal.
Os gêneros discursivos são utilizados apenas nas situações comunicativas cotidianas, espontâneas e informais.
Tais gêneros aparecem em situações comunicativas complexas, como os enunciados verbais.
Esses gêneros estão no dia a dia dos falantes, resultando em formas-padrão estáveis de um enunciado, determinadas socio-historicamente.