Questões de Concurso sobre Função conativa ou apelativa

 
 
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Atenção! O texto a seguir serve de base para as questões de 01 a 07:


RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO


O termo “responsabilidade” é o conhecido pelo senso comum. É utilizado para qualquer situação em que alguém deva responder pelas consequências de atos ou fatos lesivos – toda pessoa que é apta a ter direitos deve responder por suas obrigações. No campo do Direito, verifica-se a existência de uma tríplice responsabilidade: a administrativa, a penal e a civil, inconfundíveis e independentes entre si e, eventualmente, cumuláveis.

No entanto, a regra da independência não é absoluta, existindo a possibilidade de interdependência entre tais instâncias. É corrente, no Direito Civil, que não se pode mais questionar a existência do fato ou sua autoria, quando a questão estiver decidida no juízo criminal, o que reforça a ideia de uma autonomia relativa entre as esferas. Essa relativização da independência de jurisdições se justifica em virtude de o Direito Penal incorporar a exigência de provas mais rígidas para a solução das questões submetidas a seus ditames, sobretudo em virtude do princípio da presunção de inocência. Porém, nem sempre as questões decididas definitivamente no juízo criminal irradiarão efeitos vinculantes nos juízos cível e administrativo.

A sentença penal absolutória, tanto no caso em que fundamentada na falta de provas para a condenação quanto na hipótese em que ainda não tenha transitado em julgado, não vinculará o juízo cível ou administrativo no julgamento das respectivas ações. Sobre o tema, no RE 1164236/MG, o STJ registrou-nos que "a ação em que se discute a reparação civil somente estará prejudicada na hipótese de a sentença penal absolutória fundamentar-se, em definitivo, na inexistência do fato ou na negativa de autoria'.

A responsabilização civil tem origem no Direito Civil, em que se verifica, no mais das vezes, a responsabilidade contratual, pois fundada em acordos prévios entre os particulares. Em regra, a responsabilidade do Estado constitui modalidade extracontratual, por inexistir um contrato que sustente o dever de reparar, distintamente do que ocorre nas relações travadas entre os particulares. A seguir, aprofundemos a distinção entre a responsabilidade extracontratual e contratual.

A responsabilidade extracontratual ou aquiliana é a que decorre da ação ou omissão, lícita ou ilícita, que provoque dano a alguém, independentemente de prévia obrigação contratual. É o exemplo da responsabilidade civil do Estado, a qual se destina a salvaguardar os "terceiros': assim entendidos aqueles que não se acham submetidos a qualquer vínculo especial com o Poder Público (§ 6.0 do art. 37 da CF/1988). Já a responsabilidade contratual origina-se no descumprimento de cláusulas contratuais entre as partes. É o exemplo da indenização decorrente da anulação do contrato administrativo de prestação de serviços de limpeza, devido à culpa atribuível ao Estado-administrador.


(Adaptado de Borges, Cyonil e Sá, Adriel. Manual de Direito Administrativo Facilitado. São Paulo: Editora Juspodivm, 2018. 2ª edição).



A leitura atenta do texto permite concluir que nele predomina uma função da linguagem conhecida como:


A

Referencial, também conhecida como informativa ou denotativa.


B

Fática ou de contato.


C

Emotiva ou expressiva.


D

Conativa ou apelativa.

Tem como principal objetivo transmitir as emoções e sentimentos do emissor. Assim, a mensagem é pessoal e subjetiva, tendo como base a visão do emissor. Trata-se da seguinte função da linguagem:


A

tática.


B

poética.


C

conativa.


D

emotiva.


E

denotativa.

A Questão é Começar


Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar.

Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho.”

Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde.


(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13).


Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternativa que explicita essa função.


A

Função emotiva


B

Função referencial


C

Função fática


D

Função conativa


E

Função poética

Marque a alternativa com a predominância correta da função da linguagem de cada um dos textos seguintes:


I - "Você, amigo livro, é como cada pessoa que passa em minha vida, mas com uma diferença, sempre me recebe de braços abertos. A cada página sua folheada recebo mais um abraço, nem sinto a vida passar, porque Você é o melhor amigo de quem quer crescer como ser humano". (Renato Luiz de Oliveira Ferreira) - (Adaptado)

II - Educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento. (...) O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização.


(https://www.significados.com.br/educacao/)


A

Poética e Apelativa.


B

Apelativa e Metalinguística.


C

Referencial e Emotiva.


D

Emotiva e Poética.


E

Metalinguística e Fática.

Observe o seguinte trecho, extraído do TEXTO 01 “Pudor”: “Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. Esse exemplo de uso da linguagem, em que o código linguístico explica o próprio código, como ocorre quando se busca o significado de uma palavra nos dicionários, pode ser compreendido como:


A

Apelativo.


B

Emotivo.


C

Referencial.


D

Fático.


E

Metalinguístico.

Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de


A

registro formal e registro informal.


B

função apelativa e função emotiva.


C

linguagem verbal e linguagem não verbal.


D

frase nominal e frase verbal.


E

intertextualidade.

Marque a função da linguagem que predomina no período: "O brasileiro não lê, mas vez ou outra aparecem best-sellers por aqui".


A

Referencial.


B

Apelativa.


C

Fática.


D

Emotiva.


E

Poética.

Quanto à função da linguagem e ao tipo de texto, é correto afirmar que o texto de Raquel de Queiroz é predominantemente


A

expressivo e narrativo.


B

conativo e narrativo.


C

referencial e dissertativo.


D

Fático e descritivo.


E

Poético e injuntivo.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.

Texto 2

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de


A

registro formal e registro informal.


B

função apelativa e função emotiva.


C

linguagem verbal e linguagem não verbal.


D

frase nominal e frase verbal.


E

intertextualidade.

Um texto pode apresentar várias funções de linguagem. Nos excertos, em análise, quanto a tal aspecto ponha V para as afirmações verdadeiras e F, para as falsas.


( ) A função de linguagem predominante é a cognitiva.

( ) No primeiro parágrafo, há exemplo de função metalinguística.

( ) A intenção, de convencer, presente no texto, é indicativa de função conativa.

( ) O objetivo de fornecer informações precisas é uma característica para haver predominância da função apelativa.


A

V, V, V, F.


B

F, F, V, V.


C

V, F, V, F.


D

V, F, F, V.


E

V, V, F, F.

A linguagem desempenha determinada função, de acordo com a ênfase que se queira dar a cada um dos componentes do ato de comunicação. Nesse sentido, a função predominante do texto é:


A

Emotiva, tendo em vista a reflexão do autor sobre a extinção dos livros impressos, com o uso reincidente da 1ª pessoa e sentimentos expressos do autor.


B

Conativa, pois o locutário é posto em destaque e é estimulado pela mensagem.


C

Referencial, porque a intenção principal do autor é informar o leitor sobre a possível utilização do livro sob a tela de um computador.


D

Fática, uma vez que não há intenção alguma de interação com o leitor.


E

Poética, por se tratar de uma crônica poética, traduzindo os sentimentos do autor sobre a possibilidade da extinção do livro impresso.

Considerando o gênero textual a que o texto III pertence, assinale a alternativa INCORRETA:


A

São utilizados para transmitir mensagens e, tendo em conta as suas características, é um meio de comunicação que consegue atingir de forma eficaz um grande público.


B

O objetivo é estabelecer uma interação com o receptor da mensagem, é comunicar algo a alguém, que pode ser simplesmente uma informação acerca de um evento - nesse caso é utilizada a função informativa.


C

Por outro lado, também pode instruir e convencer alguém, persuadir o receptor a adquirir um produto, por exemplo. Nesse caso, é utilizada a função apelativa.


D

Segmento da História em quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal com um único quadro.


E

Tem como característica: utilização de verbos no imperativo; utilização de linguagem verbal e não verbal; texto curto e sugestivo, adequado ao público; criatividade; preocupação estética (harmonia entre tamanhos das letras e das imagens, espaçamento, utilização de cores).

No texto, observa-se o uso de alguns recursos de argumentação entre os quais se nota a ausência de


A

dados estatísticos.


B

intertextualidade.


C

interrogação.


D

função apelativa.


E

epígrafe.

Relacione as colunas fazendo a correspondência entre as Funções da Linguagem à respectiva caracterização:


1.Referencial

( ) Essa função visa ao estabelecimento e à manutenção de um canal de contato entre as pessoas. Seu objetivo é assegurar que a comunicação inicie e se mantenha pelo tempo necessário.

2.Apelativa

( ) Essa função tenta explicar o que não ficou evidente na comunicação. É como se a linguagem estimulasse a reflexão sobre a própria linguagem.

3.Poética

( ) Essa função tem lugar quando se espera uma atitude ou uma decisão de alguém. Ela é bastante utilizada nas mensagens publicitárias.

4.Metalinguística

( ) Essa função valoriza a forma p ela qual ela é veiculada. Nesse caso, forma e conteúdo se equivalem em termos de importância, dando-se ás questões estéticas do processo comunicativo.

5.Fática

( ) Essa função denota uma linguagem focada no seu assunto. Nesse caso, a linguagem se caracteriza pelo simples fato de alguém informar algo a outro alguém.


A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:


A

1, 2, 4, 3 e 5.


B

4, 5, 1, 3 e 2.


C

5, 4, 2, 3 e 1.


D

5, 4, 3, 2 e 1.


E

2, 1, 3, 5 e 4.

Vou-me embora p’ra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas” ou “tesouro dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L’invitation au Voyage, de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me embora p’ra Pasárgada!” Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; [...] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências”, uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha” Pasárgada.

BANDEIRA, M. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 1984.

Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a


A

emotiva, porque o poeta expõe os sentimentos de angústia que o levaram à criação poética.


B

referencial, porque o texto informa sobre a origem do nome empregado em um famoso poema de Bandeira.


C

metalinguística, porque o poeta tece comentários sobre a gênese e o processo de escrita de um de seus poemas.


D

poética, porque o texto aborda os elementos estéticos de um dos poemas mais conhecidos de Bandeira.


E

apelativa, porque o poeta tenta convencer os leitores sobre sua dificuldade de compor um poema.

Observe o trecho da música de Chico Buarque e Maria Bethânia para responder ao que se pede:


- Olá, como vai?

- Eu vou indo, e você? Tudo bem?


Qual a função da linguagem predominante?


A

função conativa;


B

função referencial;


C

função emotiva;


D

função fática.

Ao analisar o TEXTO II, depreende-se que seu objetivo comunicativo está baseado, predominantemente, na função de linguagem denominada


A

metalinguística.


B

referencial.


C

apelativa.


D

emotiva.

Na frase “O termo “aldeia” faz referência a algo pequeno, onde todas as coisas estão próximas umas das outras” (L.20/21), depreende-se a função da linguagem:


A

expressiva ou emotiva.


B

metalinguística.


C

apelativa ou conativa.


D

referencial.

Analise as informações sobre alguns conteúdos da Gramática Normativa:


I. Na frase: “Não sabemos o porque de tanta violência na cidade”, a palavra destacada está escrita corretamente;

II. A palavra têm, 3ª pessoa do plural, a forma verbal pôde, na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo e o verbo pôr são exemplos de palavras que não perderam o acento diferencial após a reforma ortográfica;

III. Em um texto há o predomínio da função conativa quando o objetivo é persuadir o leitor. Tal função está centralizada no receptor;

IV. Na frase “Batiam oito horas quando ele acordou”, a concordância verbal está correta.


Assinale a opção correta:


A

Somente I e III são verdadeiras;


B

Somente III e IV são verdadeiras;


C

Todas são verdadeiras;


D

Somente II, III e IV são verdadeiras.

   
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