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A capacidade de formar leitores críticos e reflexivos é predominantemente alcançada através da decodificação precisa de textos, tornando desnecessária a integração de uma ampla gama de gêneros textuais e contextos socioculturais nas práticas de leitura.
Certo
Errado
A leitura e a interpretação de textos exigem habilidades como a identificação de ideias principais e secundárias, inferência de informações implícitas e compreensão do contexto, além de serem influenciadas pelo repertório cultural e conhecimentos prévios do leitor. Um texto pode ter diferentes interpretações, dependendo do background do leitor.
Certo
Errado
Para compreender as concepções de leitura, é possível analisar as perspectivas apresentadas na obra: Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, escrita por Kleiman. Em conformidade com tais perspectivas, analise cada asserção posterior e marque a alternativa correta.
I - O conhecimento prévio tem grande influência para a efetivação da compreensão textual.
II - O conhecimento que o leitor tem sobre o assunto é que permite fazer as inferências necessárias para relacionar diferentes partes discretas do texto num todo coerente.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Leia o excerto que segue e complete as lacunas.
"[...] a __________________________ está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer um/uma ___________________ para o texto, ou seja, ela é o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo, portanto, ser entendida como um princípio de ________________________________, ligada à __________________________ do texto numa ______________________________ e à capacidade que o receptor tem para calcular o sentido deste texto."
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas do excerto:
Coerência − lógica − contextualização − inteligibilidade − produção textual.
Coesão − sintaxe − organização textual − clareza − situação de produção.
Coerência − sentido − interpretabilidade − inteligibilidade − situação de comunicação.
Coesão − conexão − inteligibilidade − interpretabilidade − produção textual.
Coerência − objetivo − aceitabilidade − objetividade − situação de escrita.
Observe a atividade de compreensão do texto “Celular na escola: proibir ou mediar?”, de Marana Ochs, abaixo transcrita, extraída do livro didático de língua portuguesa de Costa e Marchetti (2023).
7. Releia o sétimo e oitavo parágrafos do texto e responda:
a) Segundo a autora, qual seria o grande desafio para a escola no desenvolvimento do letramento digital?
b) Para superar esse desafio, que ações a autora propõe?
Fonte: COSTA, Cibele Lopresti; NOGUEIRA, Everaldo; MARCHETTI, Greta . 5ª ed. São Paulo: SM, 2023, p. 270, com adaptações.
A questão 7a denota uma concepção de leitura que tem como foco o autor. Para tanto, o aluno precisa realizar apenas um trabalho de decodificação e reconhecimento de letras, palavras e ideias apresentadas.
As questões 7a e 7b denotam uma concepção de leitura que tem como foco o texto. Para responder questões desse tipo, o aluno precisa reconhecer as informações apresentadas textualmente.
A questão 7a denota uma concepção de leitura que tem como foco o autor-texto-leitor. Nesse tipo de questão, o aluno precisa realizar um trabalho ativo de compreensão e interpretação.
A questão 7b denota uma concepção de leitura que tem como foco o leitor. Nesse tipo de questão, o aluno precisa ativar seus conhecimentos prévios.
As questões 7a e 7b denotam uma concepção de leitura que tem como foco o autor-texto-leitor. Para responder questões desse tipo, o aluno precisa realizar um trabalho ativo de compreensão e interpretação.
A leitura de textos científicos não exige a análise crítica dos dados ou a compreensão do contexto em que foram coletados. Por exemplo, ao ler um artigo sobre os efeitos de um novo medicamento, os leitores devem focar apenas nos resultados apresentados, sem questionar a amostra utilizada ou os métodos aplicados, pois todos os estudos científicos seguem padrões rigorosos e são automaticamente confiáveis.
Certo
Errado
De acordo com Kleiman, é mediante a interação de diversos níveis de conhecimento que o leitor consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor utiliza justamente diversos níveis de conhecimento que interagem entre si, que a leitura é considerada um processo interativo. Ainda dentro da perspectiva do referido autor, complete o excerto a seguir:
“É possível afirmar com segurança que sem o engajamento do conhecimento ________________ do leitor não haverá compreensão”.
linguístico
cognitivo
textual
prévio
do mundo
A professora Helena está planejando uma sequência didática para sua turma do 5º ano, focada no gênero textual “notícia”. Durante a etapa de produção inicial, ela percebe que muitos alunos têm dificuldades em distinguir fatos de opiniões e em manter uma linguagem formal e objetiva, características típicas do jornalismo.
Assinale a afirmativa que se mostra mais eficaz para ajudar os alunos a superarem tais problemas.
Pedir aos alunos que reescrevam histórias fictícias que conheçam, adaptando-as ao formato de notícias.
Conduzir atividades de análise de notícias reais, destacando como os fatos são apresentados e diferenciando-os de opiniões.
Incentivar os alunos a escreverem textos de opinião para que expressem livremente suas ideias, sem se preocuparem com a objetividade.
Focar exclusivamente em exercícios gramaticais para aprimorar a linguagem formal dos alunos, deixando a estrutura da notícia em segundo plano.
Foucambert (1994, p.11) afirma que “a leitura não é tarefa apenas da escola. É por isso também que a formação dos professores deve incluir contato com os pais, com bibliotecas de bairro e de empresa, com associações, de maneira a estabelecer intercâmbio entre as ações de informação e formação”. Quanto à leitura, assinale a alternativa correta.
O acesso à leitura também é de responsabilidade da sociedade e da família.
No período da alfabetização, a leitura é uma prática limitada ao contexto escolar.
No período de alfabetização, o aluno deve ser restrito a textos do ambiente escolar para facilitar o domínio da leitura.
A escola é isenta da busca da leitura como fonte de prazer, cabendo-lhe apenas a responsabilidade da leitura para conhecimento.
Considere o excerto abaixo:
“A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita etc.”
(Fonte: BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental – Brasília, 1997, p. 41.)
A visão de leitura contida na citação acima dialoga com a concepção de leitura como:
atividade complexa de identificação do sentido das palavras e das estruturas do texto.
atividade dialógica, sendo apenas para identificação das intenções do autor.
atividade sociointerativa de captação das ideias apresentadas.
atividade interativa complexa de produção de sentidos.
atividade cognitiva de produção de sentidos presentes na linearidade do texto.
A leitura crítica de textos jornalísticos envolve a habilidade de identificar diferentes vieses, avaliar a credibilidade das fontes e diferenciar entre fato e opinião. Essas habilidades são essencial em um mundo onde a desinformação é prevalente, e permite ao leitor formar uma opinião informada e consciente sobre os assuntos apresentados.
Certo
Errado
Leia o texto para responder às questões de números 35 a 42.
Professores que encantam: quem são e o que fazem
Na cultura oriental, afirma-se que nenhum profissional é tão admirado e respeitado quanto o professor. Para se ter uma ideia do grau de apreço que lhe é conferido no Japão, por exemplo, costuma-se dizer que a única pessoa que não precisa se curvar diante do imperador é exatamente o professor. Ainda que seja mito, esse tratamento distinto não deixa de ter algum fundamento lógico, especialmente se considerarmos que sem professores não podem existir “bons imperadores”, pelo menos nos países minimamente civilizados. Na verdade, seria um gesto de submissão da autoridade legal à autoridade que vem do conhecimento.
De fato, na base de todo o progresso que a nossa civilização tem experimentado, sempre encontramos o professor como personagem insubstituível no processo de produção e difusão do saber. Nas sociedades baseadas no conhecimento, é praticamente impossível encontrar alguém que, de alguma forma, não reconheça o valor desse profissional. Alguns conseguem encantar pelo esmero didático; outros, pela relevância das atividades de pesquisa a que se dedicam. Mas, no geral, professores que se tornam inesquecíveis são aqueles que marcam a vida dos seus alunos e da sociedade como um todo com o trabalho que realizam.
Importa esclarecer, contudo, que encantar não significa transformar a sala de aula ou os laboratórios num parque de diversões. Pelo contrário: encantar significa ajudar o aluno a pensar, a superar suas dificuldades e a dar um passo à frente rumo à concretização de seus ideais. Para tanto, não basta ministrar aulas atraentes ou divertidas. Mais que isso, é preciso transformar a sala de aula num espaço de superação das dificuldades, do preconceito, das barreiras familiares, sociais e das próprias limitações. Isso pressupõe humanizar-se a sala de aula, trabalhar valorizando-se as etnias, a diversidade cultural, as crenças, a individualidade do aluno, seus sonhos e seu projeto de vida.
Apesar de toda a dedicação e de todo o esforço que o professor empreende para promover o homem, alguns ainda são duramente ameaçados ou recebem como prêmio a morte no ambiente de trabalho, como temos visto recentemente. Triste é o país que desencanta, aniquila e mata seus professores. É bom lembrar que isso pode ser feito por diferentes meios. Assim agindo, a sociedade está matando o seu próprio futuro. Sim, porque a história comprova que sem professores e escolas capazes de “encantar” não há garantia de futuro melhor – e muito menos de justiça social.
(José Maria Dias Filho, “Professores que encantam: quem são e o que fazem”. Folha de S.Paulo, 29.07.2023. Adaptado)
No caso da língua portuguesa, uma rua que tenha um bosque vai convocar à consciência de grande parte dos leitores o nome Solidão, enquanto qualquer pedra que surgir no caminho fará aparecer no canto da página a silhueta magra de Drummond. É melhor que tudo isso esteja nos planos de quem escreve.
(Sérgio Rodrigues, “Como se tornar íntimo das palavras”. Folha de S.Paulo, 27.09.2023. Fragmento)
Com base em Koch e Elias (2011) e Marcuschi (2008), é correto afirmar que a produção de sentido do texto se dá com recorrência à
intertextualidade explícita, com a alusão ao poeta e ao seu poema.
ambiguidade, com o uso da expressão “nos planos de quem escreve”.
crítica subjetiva, com a referência ao porte físico de Drummond.
intertextualidade não explícita, com a citação de uma pedra no caminho.
metadiscursividade, com a qual refuta o conhecimento dos leitores.
Escrever um texto envolve todo um processo que inclui a interação entre o autor, o público-alvo, o contexto de produção e os meios de circulação. Por isso, é crucial desenvolver critérios de avaliação que orientem nossas metodologias, como a adequação ao tema e ao gênero, a coesão e a coerência (observando fluência, progressão, temporalidade, criatividade ou paragrafação), além do respeito às convenções linguísticas e à escolha adequada de vocabulário.
Certo
Errado
Conclui-se da leitura do texto que, em algumas sociedades modernas, as pessoas não têm direito a igual participação na produção das leis e na eleição para cargos públicos.
Certo
Errado
Com base na tipologia das perguntas de compreensão nos livros didáticos de Marcuschi (2008), se o texto “Professores que encantam: quem são e o que fazem” constasse em uma obra dessa natureza e houvesse, nas atividades de interpretação, as perguntas – Qual sua opinião sobre o trabalho do professor?, O que você acha da violência que tem chegado às escolas e aos professores?, Do seu ponto de vista, o professor tem papel importante quando se pensa em justiça social? – seriam do tipo
subjetivas.
globais.
cópias.
inferenciais.
impossíveis.
Considere o texto a seguir.

Disponível em <https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos>.Acesso em: 27 jan. 2024.
O professor Textolino, na aula de Língua Portuguesa, ao analisar o texto para a turma, limitou-se ao seguinte comentário:
Trata-se do gênero textual tirinha. É muito comum de ser encontrado em jornais e revistas. Nesse exemplo, tem-se a história de um homem que acorda repentinamente e vê sua cama cheia de baratas. Assustado, olha para o lado e vê seu gato a observar tudo com ar de satisfação. Há um propósito de provocar o riso.
Considerando um processo de leitura proficiente de textos, o professor, em seu comentário, deixou de fazer menção a um fator de coerência prioritário para recuperar o propósito comunicativo da tirinha:
a conotação.
a intertextualidade.
as regras do gênero.
as informações implícitas.
Com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), o domínio social de comunicação do texto é
a discussão de problemas sociais controversos, por se tratar de um editorial.
a cultura literária ficcional nacional, por se basear em uma notícia.
a documentação e memorização de ações humanas, por se basear em dados de uma pesquisa.
a transmissão e construção de saberes, por se tratar de um relato de experiência vivida.
a instrução e a prescrição, por se tratar de resumo de texto expositivo.
A leitura, qualquer que seja a sua modalidade, traz uma série de benefícios; entre esses, aquele que ultrapassa o limite do benefício individualista do próprio leitor, é
a ampliação do repertório cultural.
o desenvolvimento da capacidade interpretativa.
o estímulo da imaginação e da consciência crítica.
a aprendizado de técnicas textuais.
a interação social por meio dos temas lidos.
Assinale a observação inadequada em relação ao que se chama “roda de leitura”.
O principal objetivo da roda de leitura em sala de aula é “divertir”, estimulando a imaginação dos alunos.
Os livros lidos devem ser da escolha dos próprios alunos, respeitando seus gostos e sua faixa etária.
A leitura para crianças pode ser um poderoso remédio. Feita a escolha certa de acordo com cada faixa etária, atingimos forças poderosas de transformação e superação nos pequenos.
Na roda de leitura as diversas formas de narrativa coligadas com os vários roteiros e elementos de apoio, atuarão como antídoto contra distúrbios morais, psicológicos, emotivos e físicos.
A roda de leitura propicia a oportunidade de educar, instruir, desenvolver a inteligência, usar como ponto de partida para ensinar algum conteúdo programático ou mesmo como um dos instrumentos para tentar entender o que se passa com os alunos no campo pessoal.
Os Textos I e II, como perceptível, tematizam sobre a leitura. Historicamente, o ensino de leitura na escola brasileira demonstra que várias concepções perpassam pelas salas de aulas, principalmente a partir dos estudos da Linguística Aplicada. Assim, tendo em vista as características das concepções de leitura com foco no autor, no texto e na interação autor-texto-leitor, assinale a alternativa correta.
Na concepção de leitura com foco na interação autor-texto-leitor, o texto se constitui como um produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte, bastando a ele o conhecimento do código utilizado.
Na concepção de leitura com foco no texto, ler se caracteriza como uma atividade de captação de ideias, não considerando as experiências e os conhecimentos do leitor.
Na concepção de leitura com foco no autor, ler se caracteriza como uma atividade de produção de sentidos, que se realiza com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual.
Na concepção de leitura com foco na interação autor-texto-leitor, o processo de leitura requer do leitor o foco no texto em sua linearidade, competindo a ele o reconhecimento do sentido das palavras e estruturas do texto.
Na concepção de leitura com foco no autor, o texto é visto como um produto lógico do pensamento, nada mais cabendo ao leitor senão captar uma representação mental.