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Nesse texto, tem-se um narrador-observador.
Certo
Errado
Quando narramos, devemos situar as ações narradas no tempo de forma a mostrá-las em sucessão cronológica.
A frase em que a indicação de tempo tem o valor de sucessão é:
No final de agosto vou mudar do apartamento para uma casa;
Raras vezes sinto dor na perna operada;
O dia 22 de abril marca um feriado nacional;
Na primavera nascem as flores;
Em cinco minutos estarei com você.
Assinale a alternativa que se contrapõe ao texto:
Clarice Lispector traz para os leitores o relato breve de seu primeiro contato com o chiclete.
Para a sua construção, a autora utiliza-se de diversas figuras de linguagem
A crônica que faz uma reflexão a respeito de um dos maiores medos da humanidade, que é a morte.
Induz o leitor a refletir a respeito da eternidade, algo complexo para a mentalidade finita do ser humano.
A crônica apresenta um narrador, em 3ª pessoa, que conta as memórias de uma situação vivida na infância.
Em relação à tipologia textual, é CORRETO afirmar que os textos narrativos:
Contam com a presença de instrução, ordem ou orientação, e dirigem-se à realização de uma atividade ou ação a ser executada.
Destacam-se pela ocorrência de sequências em que o locutor apresenta comentários e termos de natureza avaliativa e opinativa.
Estruturam-se por meio de sequências indicativas de eventos e ações, com unidade temática e transformação de predicados.
Trazem verbos estáticos, no presente ou no pretérito imperfeito, além de elementos que indicam caracterização de um objeto.
“Cheguei ao trabalho por volta das oito da manhã. Como sempre, meu chefe já estava na seção. Nunca pude entender o porquê de ele chegar tão cedo, pois as coisas só começavam depois que todos chegassem. Dirigi-me a minha mesa e passei a organizar o material de trabalho.”
Esse é um fragmento de texto narrativo, caracterizado basicamente pela evolução cronológica de ações. Assinale a opção que apresenta as formas verbais que documentam essa evolução.
começavam / chegassem.
Cheguei / dirigi-me.
estava / pude entender.
pude entender / chegar.
chegassem / dirigi-me.
Eis abaixo o início do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis:
“Era a primeira vez que as duas iam ao Morro do Castelo. Começaram de subir pelo lado da Rua do Carmo. Muita gente há no Rio de Janeiro que nunca lá foi, muita haverá morrido, muita mais nascerá e morrerá sem lá pôr os pés. Nem todos podem dizer que conhecem uma cidade inteira. Um velho inglês, que aliás andara terras e terras, confiava-me há muitos anos em Londres que de Londres só conhecia bem o seu clube, e era o que lhe bastava da metrópole e do mundo”.
Considerando-se esse segmento inicial da obra, depreende-se que:
a narrativa é direta, sem digressões;
o texto é de caráter autobiográfico;
a narração é feita em linguagem popular;
o texto mostra inserções descritivas;
o narrador do texto é onisciente.
Leia o fragmento a seguir.
Rubião fitava a enseada, — eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.
Machado de Assis. Quincas Borba. São Paulo. Ed. Ática. 1988.
No primeiro parágrafo do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, o narrador do romance, mostra-se como
observador de caráter onisciente, fornecendo características predominantemente psicológicas do personagem.
observador de um momento de um personagem, com informações limitadas por vê-lo à distância.
narrador onisciente, com conhecimento dos fatos em sua integralidade.
narrador de terceira pessoa, participando como personagem do romance.
Abaixo estão cinco segmentos de textos narrativos; aquele texto em que o ponto de vista adotado pelo narrador pode ser caracterizado como onisciente, é:
“Mas o barulho foi tão grande nesse momento, que Cláudio não pôde responder. Devemos confessar que nosso herói foi pouco herói nesse momento, apesar de o medo que o tomou não ter sido exagerado.”
“Eu ao menos, eu experimentava o estranho contraste entre as promessas da primavera e a sinistra pesquisa em que estava engajado.”
“Júlio nunca havia visto uma pessoa tão bem-vestida e sobretudo uma mulher com uma pela tão luminosa, falando com ele com um ar tão doce.”
“Antes ele não sorriu. Antes ele oferece um cigarro. Sua mão treme.”
“Ontem à tarde, eu passeava sozinho; o céu mostrava uma aparência de outono; um vento frio soprava em intervalos...”.
Nos textos narrativos, são bastante comuns as intervenções do narrador, como ocorre em todos os fragmentos textuais a seguir. Assinale a opção que apresenta o tipo de intervenção que está inadequadamente identificado.
Possa você, amável leitor, nunca experimentar o que eu experimentei nesse momento. / interpelação direta ao leitor.
‘Eu dormi’, gritava ela, acordada em sobressalto por um desses movimentos noturnos que nos fazem despertar quando marcamos o despertador para bem cedo. / referência a algo que é supostamente conhecido.
Esse tratamento pessoal não está muito adequado, mas nós devemos ter indulgência com esses personagens. / o emprego de pronomes que envolvem narrador + leitor.
Ele se pôs a ler oito páginas. Ele as lia lentamente, com bastante atenção, com esse interesse que nós colocamos nas coisas que nos tocam o coração. / a utilização do presente genérico.
Ele agiu rapidamente, sacando o revólver da cintura e atirando repetidas vezes contra os assaltantes em fuga. / emprego de vocábulos de conteúdo subjetivo pelo narrador.
Um texto anônimo encontrado em um pequeno jornal de um bairro registrava:
“Chamo-me Pedro Álvares Cabral. Quero dizer que acabo de descobrir uma terra que parece muito grande, habitada por gente estranha, que vive em completa inocência, pois não escondem seus corpos, como nós. Não sei o que acontecerá a este lugar no futuro, principalmente me preocupa o fato de virem descobrir muitas riquezas nele, mas espero que Deus o proteja dos homens. Daqui a alguns dias voltarei para Lisboa e darei as boas-novas ao rei. Vou registrar diariamente os acontecimentos mais notáveis dessa descoberta”.
Sobre a estrutura desse pequeno texto, é correto afirmar que:
neste caso, o narrador e o autor são a mesma pessoa;
o foco principal da narrativa está na apresentação das diferenças entre os índios e os europeus;
o narrador deste pequeno texto mostra uma visão nostálgica de um passado já distante;
as características da linguagem empregada no texto tentam indicar que se trata de um momento já distante no tempo;
o texto projeta uma visão futura positiva para o Brasil.
É correto afirmar que o texto é predominantemente
narrativo.
informativo.
injuntivo.
descritivo.
dissertativo.
O foco narrativo utilizado pelo narrador no conto está especificado na alternativa:
3ª pessoa – narrador-personagem.
2ª pessoa – narrador onipresente.
3ª pessoa – narrador observador.
1ª pessoa – narrador onisciente.
Em certas passagens, o autor utiliza recursos linguísticos ou textuais para destacar apenas a voz do narrador. Assinale a alternativa que apresenta uma situação em que isso acontece.
No uso dos parênteses das linhas 08 e 10.
No uso das aspas das linhas 31 e 33.
No uso de itálico na linha 44.
No uso do diminutivo na linha 46 e da expressão por favor (l. 47).
No uso do diminutivo na linha 48.
O locutor do texto inclui o interlocutor em suas reflexões em:
“Nós, humanos, é que nos atrapalhamos. Confesso: já fui a festa no dia seguinte ao marcado. Um desastre.”
“Também é um exagero. Gasta-se meia hora apenas para acalmá-lo. Aí, a alegria do encontro já foi embora.”
“Tenho um amigo que conta cada instante. E diz: “Você chegou quinze segundos atrasado”. Também é um exagero.”
“Todos os outros ostentavam sorrisos, bom humor. Óbvio, nunca mais fui a encontro algum dessa associação.”
O texto tem um(a) narrador(a):
personagem em primeira pessoa.
observador em segunda pessoa.
observador em terceira pessoa.
onisciente.
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que o narrador da história é
o jardineiro, que relata como transformou, com suas habilidades, uma roseira na mulher de sua vida.
Marina Colasanti, que narra um conto fantástico em cujo final prevalece o amor entre uma roseira e um jardineiro.
Rosamulher, “a mulher ramada” que, incrivelmente, muda de roseira para mulher e conquista o amor de um jardineiro.
um narrador onisciente, que conta uma história de amor incrível entre um jardineiro solitário e a roseira por ele plantada.
uma testemunha, provavelmente habitante do palácio que possuía um jardim mágico, cujas rosas se transformavam em seres humanos.
Em boa parte do texto I, há traços da natureza brasileira muito bem retratados pelo romancista. Portanto, pode-se considerar que o capítulo 1 de Iracema é predominantemente:
narrativo
descritivo
dissertativo
argumentativo
O narrador manifesta-se explicitamente no próprio texto no seguinte trecho:
Estava tão atordoado, que só dai a alguns minutos é que lhe acudiu a casa (6º parágrafo)
Afinal, Damião contou tudo, o desgosto que lhe dava o seminário (13º parágrafo)
Aqui o vemos agora na rua, espantado, Incerto, sem atinar com refúgio nem conselho (4º paragrafo)
Damião fugiu do seminário ás onze horas da manhã de uma sexta-feira de agosto (1º parágrafo)
Não assentara no ponto de refúgio, porque a salda estava determinada para mais tarde (1º parágrafo)
O cronista dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:
“Por favor, engavetem-me com simplicidade do lado da sombra.” (5o parágrafo)
“É, meu filho, tudo isso pode ser muito bonito, mas pai de família que não tem plantação, não sei não...” (1o parágrafo)
“Ando bem sem automóvel, mas sinto falta de uma charrete.” (5o parágrafo)
“Eis em torno de mim, a cingir-me como um anel, o Rio de Janeiro.” (3o parágrafo)
“Vivo em apartamento só por ter cedido a uma perversão coletiva;” (4o parágrafo)
Todos os segmentos textuais abaixo são exemplos de textos narrativos, que podem mostrar, entre outras, uma focalização onisciente dos fatos, ou seja, em que o narrador mostra um conhecimento completo de todos os elementos romanescos: tempo, espaço e personagens.
Esse tipo de focalização está apresentado em:
Meus pensamentos vagaram toda a noite por projetos a serem realizados e, quando despertei, procurei anotar alguns detalhes importantes;
A raposa olhou as uvas lá no alto e, sabendo que não iria alcançá-las, desistiu do seu projeto, alegando que estavam verdes, mantendo, assim, o orgulho;
O homem aproximou-se do portão da casa e talvez, desejoso de ver a sua amada, apertou o botão da campainha...;
Estacionei o carro na esquina, deixei rapidamente o local e meia hora depois a explosão acordou todo o quarteirão;
Ele não sabia por que estava ali, parado, nem mesmo eu, o narrador desta história, tenho esse conhecimento.