Questões de Concurso sobre Narrador

 
 
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No texto “O mistério assustador”, o narrador é:


A

uma pessoa diferente dos personagens.


B

um dos personagens do texto.


C

o prefeito da cidade.


D

a casa abandonada.


E

um fantasma.

Em relação ao narrador do texto “Crônicas de uma infância”, é correto afirmar que se trata de:


A

alguém que conta cenas da sua própria vida, em primeira pessoa.


B

um narrador em terceira pessoa onisciente.


C

um personagem próximo do narrador, possivelmente um amigo, colega ou parente.


D

um personagem distante do narrador, com quem este teve contato um dia.


E

várias pessoas que contam as suas experiências de vida do passado.

No texto “O velho mestre”, é correto afirmar que o narrador é:


A

um dos personagens, o jovem rapaz.


B

um dos personagens, o velho mestre.


C

o passarinho que estava na mão do jovem rapaz.


D

uma terceira pessoa diferente dos personagens.


E

o leitor do texto.

No texto, o narrador é:


A

observador, pois participa diretamente da história


B

personagem, pois participa diretamente da história


C

observador, pois não participa diretamente da história


D

personagem, pois não participa diretamente da história

A leitura do texto permite concluir corretamente que o narrador é um


A

professor de ensino secundário saudoso dos alunos de Portugal.


B

escritor reconhecido, que se mostra devotado à arte da escrita.


C

crítico literário, que analisa o impacto da literatura nas escolas.


D

pretenso escritor, que vivencia o magistério antes da literatura.


E

bibliotecário e professor, que fomenta a literatura nas escolas.

Toda história é contada a partir do ponto de vista daquele que narra, ou seja, do foco narrativo adotado pelo narrador. Nesse sentido, considerando as características estilísticas do fragmento do conto “O Alienista”, verifica-se a caracterização de um


A

narrador que estrutura o discurso narrativo na 3ª pessoa, sem participar dos eventos narrados, demonstrando objetividade. Ele expõe a sucessão de acontecimentos, mantendo o distanciamento.


B

narrador em 3ª pessoa onisciente, imparcial, uma vez que se ocupa das descrições das personagens e do enredo. Ele narra sem observações ou avaliações sobre os dilemas familiares e sociais das personagens.


C

narrador que narra como personagem-testemunha, inserindo-se na história, apesar de não ser o protagonista. Ele narra o que acontece, interagindo com as personagens e fatos narrados, ainda que em um papel secundário.


D

narrador onisciente em 3ª pessoa, passando do distanciamento para uma função de intruso, pois não se limita a narrar a história, faz também considerações sobre o que narra. Ele tem total domínio da narrativa e passa a emitir observações sobre os fatos.

A constatação de que o microconto apresenta um narrador em terceira pessoa caracteriza na prática de análise linguística a atividade


A

apelativa.


B

retórica.


C

especializada.


D

metalinguística.

A partir da leitura e compreensão do texto “O iglu”, assinale a alternativa que exemplifica o narrador em 1ª pessoa:


A

“Só aquele monótono barulho do motor do avião tinha vida.”


B

“As pessoas dormiam.”


C

“É um lugar branco e gelado, sem árvore nem nada.”


D

“Estava tudo escuro.”


E

“Eu estava meio triste.”

Observe o narrador do seguinte texto narrativo:


Eu saí bruscamente, sem avisar a ninguém. Eu não levava nada. Estava vestido com um terno escuro e um sobretudo azul. Eu andava pela rua: as árvores, a calçada, alguns transeuntes. Ao desembocar na praça, percebi o ônibus. Acelerei o passo, atravessei correndo a rua e subi após alguns outros passageiros. O ônibus partiu. Eu me sentei ao fundo. Os vidros estavam cobertos de chuva. Duas pessoas estavam diante de mim, uma senhora, um homem que lia o jornal.


Sobre o narrador desse segmento, é correto afirmar que


A

o texto mostra claramente a diferença entre o autor e o narrador do texto.


B

o narrador é de ponto de vista interno, ou seja, os fatos e os personagens são vistos pelo olhar de um personagem.


C

o ponto de vista interno está ligado ao fato de o narrador ser identificado como o autor do texto.


D

o texto mostra um ponto de vista externo, ou seja, os fatos são narrados por um personagem que não participa da história.


E

o texto exemplifica um narrador onisciente, ou seja, o narrador tem todas as informações sobre os fatos e os personagens.

Sobre foco narrativo e tipos de narrador, analise os itens e assinale a alternativa correta.


I- Narrador onisciente: é um narrador em terceira pessoa e tem total conhecimento dos fatos e dos personagens. Assim, ele conhece o passado, o presente e o futuro dos personagens, bem como seus pensamentos e sentimentos.

II- O narrador personagem está presente na história como personagem e narra os acontecimentos em primeira pessoa. Ele, portanto, participa da ação e seu conhecimento das coisas se limita ao que vê e sabe sobre os outros personagens.

III- O narrador observador não participa da história, narrando-a de fora, como observador, em terceira pessoa. Costuma relatar os fatos objetiva e imparcialmente. Conta, deste modo, apenas o que vê.

IV- O narrador personagem atua como importante recurso narrativo do autor quando este quer que o leitor entenda o processo de articulação narrativa daquele. Em algumas produções, o narrador é o espelhamento concreto da produção artística do escritor.


A

Apenas os itens III e IV estão corretos.


B

Apenas os itens II, III e IV estão corretos.


C

Todos os itens estão corretos.


D

Apenas os itens I, II e III estão corretos.

O professor Adelino falou sobre o número de sílabas que “o Gonçalves” gostava de usar, das pausas, da rima consoante e da toante, ali havia o segredo da musicalidade de grandes poetas, nec pluribus impar*, falou da velha tradição da poesia portuguesa, dos árcades e que, embora o Gonçalves violasse as regras do verso e da gramática, era um poeta dos melhores. Que o Gonçalves tinha o direito de quebrar as regras do verso porque era verdadeiro poeta e o senso natural dos verdadeiros poetas vale mais que todas as regras, sejam da Versificação, sejam da gramática! Eu o ouvi, fiz-lhe perguntas e nossa conversa aconteceu. Claro, como poderia não acontecer? Ele falava do meu assunto predileto, o Gonçalves, e descobriu que quando falava no poeta, ou em poesia, eu me interessava, ele passou a levar o livro de Antonio para a minha casa, a fazer leituras em voz alta de poemas de Antonio. Embalde o professor Adelino tentava me conquistar com as poesias de Antonio que lia em voz alta, tão emocionado como se ele mesmo as houvesse escrito, ao final tecia comentários sobre a poesia, daí em diante nossos encontros eram para essas leituras, eu sentia algum pudor da situação, mas agradava-me fechar os olhos e imaginar que quem estava ali na minha frente lendo para mim era o autor das composições.

Ana Miranda. Dias e dias: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 143.

*superior aos outros homens

No fragmento de texto precedente, extraído da obra Dias e dias, uma biografia romanceada do escritor Antonio Gonçalves Dias, Feliciana, a narradora,


A

é também personagem e narra os fatos unicamente a partir do seu ponto de vista, como em um monólogo interior.


B

apresenta os fatos da narrativa predominantemente do ponto de vista dos demais personagens, embora seja ele também um personagem.


C

usa o foco narrativo exclusivamente na terceira pessoa para expor os fatos de um ponto de vista imparcial, ainda que seja protagonista.


D

é onisciente e utiliza o discurso indireto livre para revelar os pensamentos e as falas dos demais personagens.


E

é também personagem e apresenta a voz dos demais personagens por meio do discurso indireto, limitando-se a relatar o que estes fizeram e disseram.

Sabe-se que as colocações do narrador trazem dados importantes para o entendimento do texto. Nesse caso, o narrador tem informações que vão além das características físicas dos personagens, como é possível identificar em:


A

Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.” (16º§)


B

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família.” (13º§)


C

A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé.” (3º§)


D

Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.” (5º§)

No texto “A dança do arco-íris”, o narrador é:


A

observador, já que participa da história que narra


B

personagem, já que participa da história que narra


C

observador, já que narra o que vê, mas sem participar do enredo


D

personagem, já que narra o que vê, mas sem participar do enredo

O narrador que apresenta o texto, A vez do Pomsky, se trata de um narrador


A

observador.


B

onisciente.


C

personagem.


D

testemunha.


E

neutro.

Assinale a opção que exemplifica um narrador do tipo onisciente.


A

O turista aproximou-se do guichê da companhia aérea e pediu que lhe trocassem a passagem, mas o pedido não pôde ser atendido.


B

O mendigo, não se sabe por quê, avançou contra a mulher que lhe tinha dado uma esmola.


C

O atleta, ansioso por chegar e temeroso de que o ultrapassassem, pedalou sem descanso até a chegada.


D

Os passageiros entraram no ônibus um a um e sentaram-se nas poltronas que lhes eram destinadas, de forma ordeira e calma.


E

Os clientes da livraria aproveitaram a redução de preços e compraram vários livros durante todo o dia.

Identifique o trecho que demonstra a presença do narrador personagem.


A

“Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha.”


B

“_ Matei mesmo essa maldita árvore.”


C

“Percebi certo dia que a árvore começava a morrer.”


D

“Na época da floração, ela enchia a calçada de cores.”

No texto I, o narrador é classificado como:


A

personagem, pois participa das ações do texto


B

observador, já que está narrando em 3ª pessoa


C

personagem, pois testemunha os acontecimentos


D

observador, porque está contando fatos em 1ª pessoa

O texto Vênus, pertence à tipologia narrativa. Em relação ao papel do narrador, é correto afirmar que:


A

busca apresentar todas as informações sem interferir na apresentação dos fatos.


B

assume uma postura bastante objetiva à medida que não apresenta juízo de valor.


C

apresenta apenas as impressões ditas pelos personagens presentes nas cenas.


D

revela uma postura vacilante ao narrar evidenciando traços de sua subjetividade.

 
 
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