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As opções abaixo exemplificam textos narrativos; a opção em que o narrador se mostra como mero observador dos fatos, é:
Aproximei-me da cerca e a atravessei, preocupado com o touro que pastava ali próximo;
As nuvens se juntaram no horizonte, o céu tornou-se escuro e, em pouco tempo, a chuva desabou sobre minha cabeça;
O Maracanã ficou cheio, e as torcidas dos dois times pareciam ansiosas pelo início daquela partida decisiva;
O guarda parou o carro onde eu estava e multou o motorista por excesso de velocidade;
O professor viu que eu não havia feito o dever de casa e ordenou que eu fosse para fora de sala.
Sabe-se que um narrador relata uma situação ou acontecimento, seja ela real ou fictícia. Em síntese, o narrador é aquele que conta uma história. Considerando-se que há diferentes tipos de narradores, leia atentamente a crônica “A Mulher do Vizinho” e assinale a alternativa que identifica corretamente o estilo do narrador.
Narrador personagem.
Narrador testemunha.
Narrador onisciente intruso.
Narrador presente e ativo.
Narrador onisciente neutro.
Acerca dos elementos estruturais do texto de Manuela Cantuária e suas estratégias de produção, é correto afirmar que
emprega recursos sonoros, métrica e ritmo que enriquecem a coerência temática por meio da linguagem poética.
possui características do gênero carta pessoal, pois veicula uma narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta.
apresenta um narrador em terceira pessoa que faz um relato desenvolvido em torno de acontecimentos cotidianos factíveis.
segue a estrutura clássica dos textos prescritivos: um título, um subtítulo, o conteúdo da informação e um desfecho inesperado.
envolve um discurso cujo ponto de vista se realiza por meio de argumentos de autoridade falaciosos para conquistar a adesão do leitor.
A seguir você vai ler os dois primeiros parágrafos do romance Pssica, do escritor paraense Edyr Augusto, publicado em 2015.
"Era para ser um dia normal, de aula. Mas Janalice percebeu algo diferente ao entrar. Não que sua passagem no pátio do colégio não provocasse, sempre, algum frisson por conta da altura de sua saia. Mas era mais do que isso. Dentro da sala, cochichos e risos. Então, a professora se irrita e alguém se levanta. Entrega um celular. A professora põe a mão na boca. Sai. O que é que tem no celular? Janalice assiste a uma demorada cena de felação que ela protagoniza, junto a seu namorado, Fenque, com direito a closes de sua genitália, a pedido dele. Chocada, não sabe o que dizer. A professora retorna. A diretora vem junto. Pede que ela saia. Que volte para casa. Que somente retorne com os pais. E, atravessando o pátio, agora ouve claramente o deboche de todos. Janalice tem catorze anos. Em casa, a mãe chora. Grita. Estapeia. Rasga suas roupas. Entra o pai, com a farda de cobrador de ônibus. Tira o cinto. Espanca. Expulsa de casa. Ela sai chorando pela rua. Em uma esquina, Fenque está com os amigos. Ela chega e pede ajuda. Ele a trata mal. Ri de sua cara. Os amigos também. Ela cobra. Ele dá um tapa. Sai fora."
Augusto, 2015, p. 7
Edyr Augusto, além de autor de romances, é jornalista, radialista e autor de textos teatrais. Ao falar da própria escrita, ele diz “eu escrevo como quem dá socos na boca do estômago do leitor repetidas vezes, para que ele não consiga respirar e continue lendo. É como se eu não quisesse que ele largasse o livro. Às vezes, tá lendo, 'amanhã eu continuo', não! Siga e vá até o final. Essa é a ideia.” (https://www.youtube.com/watch?v=_F0209fplMk. Acesso em 22 mar. 2022, às 20h).
Relacionando a fala do escritor sobre a sua produção literária e os procedimentos narrativos adotados no trecho em destaque, é possível dizer que:
Janalice, a personagem protagonista da história, narra os episódios que marcaram o dia mais infeliz de sua vida, chamando a atenção para a violência sofrida pela mulher.
O emprego marcante do ponto simples provoca o encurtamento das frases, tornando o texto menos dinâmico e a narrativa mais lenta.
Um narrador que acompanha os fatos como uma câmera que dá zoom a cada cena é uma imagem que se articula bem à forma como cada acontecimento é representado.
O narrador, que participa da história narrada, narra com objetividade os acontecimentos, uma vez que ele tem acesso à consciência das personagens.
A narrativa de Pssica, já no princípio, revela a constante presença do fluxo de consciência das personagens, tornando o texto introspectivo.
Considerando que os tipos de narrador correspondem ao ponto de vista da história contada, isto é, a uma perspectiva particular, assinale a passagem textual na qual o narrador se deixa transparecer.
“Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.” (1º§)
“Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.” (5º§)
“Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.” (2º§)
“Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.” (4º§)
Leia abaixo o início do conto “A porca”.
__ERA UMA VEZ UM MENINOZINHO, que tinha muito medo. Era só soprar um vento forte, desses de levantar poeira no fundo do quintal e bater com os postigos da janela; era só haver uma nuvem escura, uma única, que tampasse o sol; era só esbarrar com a pipa d’água e ouvir o rico e pesado sacolejar da água dentro, para que o menino se encolhesse bem no centro de seu ventre, orelhas retesas, olhos muito abertos ou obstinadamente fechados. Depois, o menino levantava, limpava o pó do fundilho das calças e ia para o quintal.
__Conhecia as galinhas, os porcos, mas nenhum lhe pertencia. Achava mesmo engraçado quando via os irmãos abraçarem um leitãozinho, a irmã mais nova tentando, por força, enfiar uma de suas saias no bicho. Bicho é bicho, sabia ele. Bicho tem vida sua, diferente da de gente. Os irmãos não sabiam. Fingiam que eram bonecas, criancinhas pequenas e, nos dias de matança, todos já eram petiscos, brinquedo esquecido.
__[...]
(FAILLACE, Tânia Jamardo. A porca. In: MORICONI, Ítalo. Os cem melhores contos brasileiros do século. São Paulo. Objetiva, 2000.)
O narrador utilizado nesse trecho é classificado como:
narrador de terceira pessoa observador.
narrador de primeira pessoa onisciente.
narrador de terceira pessoa personagem.
narrador de primeira pessoa personagem.
narrador de terceira pessoa onisciente.
Leia o seguinte fragmento: “– Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir. A fase se inicia com o ponto de travessão, representado pelo sinal gráfico (_). A CORRETA utilização de tal pontuação justifica-se, quando:
Utiliza-se do discurso indireto.
Utiliza-se de narrador-personagem.
Utiliza-se para o narrador em terceira pessoa.
Utiliza-se do discurso direto.
O narrador dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:
Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. (4º parágrafo)
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. (2º parágrafo)
Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço; outro, o ferro ao pé. (1º parágrafo)
Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. (1º parágrafo)
Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. (2º parágrafo)
Marque a frase que NÃO exemplifica a voz do narrador da historinha.
E alçando voo, partiu.
O sabiá seguia-o com olhar de admiração.
Boa tarde, amigo!
Era uma tarde de verão.
Ao vê-lo, disse-lhe o pássaro cantador.
Sobre o tipo de narrador presente no texto, é correto afirmar que se trata de um:
narrador observador.
narrador personagem
narrador onisciente em 1ª pessoa.
narrador onisciente em 3ª pessoa.
narrador testemunha em 3ª pessoa.
De acordo com o texto, o narrador-personagem passava por dificuldades financeiras e, no intuito de conseguir um emprego, tornou-se professor de língua javanesa.
Certo
Errado
Analise as seguintes afirmações:
I. O narrador usa o pretérito perfeito para descrever as ações do segundo parágrafo.
II. O narrador usa o pretérito imperfeito para descrever personagem e cena entre as linhas 18 e 20.
III. No último parágrafo, para descrever o personagem Cintra o narrador usa o pretérito imperfeito.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Identifique a CORRETA caracterização do narrador de Numa e a ninfa.
é um narrador onisciente, que julga crítica e sarcasticamente os fatos e as personagens.
é um narrador personagem, imparcial, em 3ª pessoa.
é um narrador em 3ª pessoa, imparcial ao narrar os fatos, mas que julga criticamente as personagens.
é um narrador onisciente, em 1ª pessoa, que julga moralmente as demais personagens.
é um narrador onisciente, distanciado dos fatos e das personagens.
Analise as características que constroem os textos seguintes:
I - A ajuda internacional para a educação no atual estágio da expansão capitalista: sua funcionalidade - Um dos aspectos que atualmente mais avultam nas redefinições dos rumos e das estratégias de desenvolvimento das sociedades periféricas é o tipo de atuação que sobre estas vêm exercendo as agências internacionais de ajuda e cooperação, pertençam ou não à Organização das Nações Unidas. É possível identificar, na maioria dessas agências capitalistas, não só aspectos ideológicos, mas também objetivos e formas de atuação semelhantes nos países do Terceiro Mundo. As diferenças neste último caso decorrem muito do estágio de integração desses países na esfera de influência do capitalismo, do que propriamente de diferenças de objetivos ou ideologias.
(ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil (1930-1973). Editora Vozes. 2003. Petrópolis.p.198).
II - Apostas na educação, como instrumento de diminuição da pobreza, encontram respaldo em pesquisas que mostram a correlação entre o aumento do tempo de estudo e a melhoria dos indicadores sociais (Menezes, 2006, Soares, 2006. In: Educação e desempenho escolar. Em Aberto, Brasília, v. 22, n. 80, p. 65-81, abr. 2009.) - (Adaptado)
III - Todos sabemos que os estudos sobre a educação brasileira revelam que a superação da pobreza e da desigualdade exige uma escolaridade mínima de 12 anos, embora se saiba que a pobreza e a exclusão social apresentem complexidades que exigem a conjugação de esforços de todas as políticas públicas e não apenas da área educacional.
(Educação e desempenho escolar. Em Aberto, Brasília, v. 22, n. 80, p. 65-81, abr. 2009.) - (Adaptado)
Marque a alternativa com correta identificação do gênero de cada texto.
Os textos: I, II e III estão construídos com elementos que identificam estrutura dissertativa.
Nenhuma das alternativas estão correta.
Enquanto os textos: I e II centram-se na defesa subjetiva do ponto de vista do enunciador, o texto III exemplifica narrativo-descritiva.
Os três textos exemplificam narrador onisciente.
Os textos: I, II e III estão construídos com elementos que identificam estrutura descritiva.
No trecho “Convenci-me... cômodos:” (linhas de 28 a 30), fica clara a intenção do narrador-personagem de provocar um encontro com o encarregado dos aluguéis dos cômodos, ao sair de casa cedo.
Certo
Errado
Os Sertões é narrado em primeira pessoa, por um narrador personagem, como se observa na linha 1 do trecho apresentado, em que a metaliguagem, recurso estilístico recorrente nos romances da fase realista de Machado de Assis, é utilizada: “Fechemos este livro”.
Certo
Errado
Considerando o exposto pelo Texto V, analise as assertivas a seguir:
I. A crônica de Clarice Lispector apresenta um narrador personagem que conta suas memórias.
II. A narradora era de uma família com posses, tendo em vista que sua irmã deu-lhe o chicle de presente.
III. A narradora constrói grandes expectativas a respeito do chicle que ganha de presente, elaborando comparações para a bala misteriosa.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Entre as características do narrador-personagem, destacam-se a sagacidade e a predisposição para a aprendizagem de línguas estrangeiras.
Certo
Errado
Leia atentamente o trecho, à esquerda, do conto “A mão no ombro” e, em seguida, assinale, à direita, a alternativa CORRETA.
Deixou cair a folha seca, enfurnou as mãos nos bolsos e seguiu pisando com a mesma prudência da estátua.
Contornou o tufo de begônias, vacilou entre os dois ciprestes (mas o que significava essa estátua?) e enveredou por uma alameda que lhe pareceu menos sombria. Um jardim inocente.
é um narrador predominantemente em terceira pessoa, que utiliza, por vezes, o discurso indireto livre para se confundir com a personagem protagonista.
é um narrador em primeira pessoa que constrói um monólogo interior.
é um narrador protagonista, que relata, em primeira pessoa, as experiências que outra personagem lhe contou.
é um narrador em terceira pessoa pouco atento aos pensamentos da personagem protagonista.
é um narrador judicativo que recrimina a culpa que a personagem protagonista sente e, por isso, faz perguntas a si próprio.
Sobre o narrador do texto, é correto afirmar que
é um narrador-personagem.
narra todos os acontecimentos em terceira pessoa.
é um narrador-onisciente.
é um narrador confiável, pois sabe de tudo que se passa na mente das personagens.
não faz parte da história.