Questões de Concurso sobre Narrador

 
 
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Ao mencionar o Timor (linha 38), o narrador-personagem diz atacar o patriotismo de seu interlocutor (linha 37), que tem nacionalidade portuguesa, em razão de o Timor já ter sido uma colônia de Portugal e de ser uma localidade na qual se fala a língua portuguesa.


C

Certo


E

Errado

Quanto ao foco narrativo, pode-se afirmar que:


A

No texto, o narrador reconhece o ponto de vista de cada personagem, apresentando uma mesma situação sob diferentes perspectivas.


B

O narrador está presente na narrativa, relata suas percepções, sentimentos e pensamentos criando, assim, um efeito de subjetividade.


C

O narrador mostra-se objetivo, conhecedor dos fatos apresentados, do comportamento dos personagens, de suas intenções e de seus sentimentos.


D

Através de um estilo único, são apresentados dois modos de narrar que se complementam: primeiro o narrador introduz-se no discurso, a seguir ausenta-se dele.

Há na narrativa informações que indicam que:


A

O silêncio do narrador era uma continuação do legado da mãe, por imposição do pai, porém.


B

O narrador não se sentia completamente à vontade na função de “ajudar o pai a ficar calado”.


C

A relação entre o narrador e seu pai era permeada de problemas e obstáculos que impediam o diálogo franco e voluntário.


D

A partir do convívio familiar o narrador estabelece associações com modelos típicos de famílias que o levam a questionamentos e reflexões.

Considere as afirmativas a seguir.


I. A finalidade do texto é narrar uma sequência de ações inusitadas para entreter o leitor.

II. O foco narrativo do texto está na primeira pessoa do discurso e o narrador é o personagem principal da história.

III. O texto é exemplo do gênero crônica narrativa, que se caracteriza pela flexibilidade de circular tanto no domínio discursivo jornalístico como também no literário.

IV. O narrador do texto apresenta ao leitor suas impressões e inferências acerca de um acontecimento real, que serviu apenas de pretexto para expor suas reflexões.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e II.


B

I e III.


C

II e III.


D

II e IV.


E

III e IV.

Em relação ao narrador do texto:


1- É um narrador observador, pois não participa dos acontecimentos.

2- É um narrador personagem, pois participa da história.

3- É um narrador onisciente, pois faz algumas falas durante o desenrolar da história.

4-O narrador faz um relato parcial, pois não se pode ter outra visão dos fatos a não ser a dele.


Estão corretas somente a(s) afirmação(ões):


A

2


B

2 e 4


C

1 e 4


D

3 e 4


E

4

Em foco narrativo, narrador e personagem, atribua (V) verdadeiro ou (F) falso aos itens e marque a alternativa correta.

( ) O narrador é a voz escolhida pelo autor para relatar os acontecimentos em uma narrativa de ficção.

( ) O narrador em terceira pessoa não participa dos fatos narrados, ele apenas observa.

( ) O narrador em primeira pessoa participa da história, ele é uma personagem e, por isso, seu campo de visão é parcial, limitado. Ele só pode contar o que viveu, pensou e sentiu, ou aquilo que soube pelo relato de alguém.

( ) O narrador protagonista narra uma história do ponto de vista de quem é a personagem principal, todas as ações giram em torno dele. Sendo o ponto central da narração, ele tem conhecimento de toda a história e articula as informações do jeito que lhe convém.

( ) O narrador testemunha é uma das personagens inseridas na história, mas ele não é a principal. Ele vivencia os fatos, mas como não é protagonista, sua narrativa apresenta uma visão secundária.


A

V – V – V – V – F.


B

V – V – F – F – V.


C

F – V – V – F – V.


D

V – V – V – V – V.

Observe o seguinte fragmento do texto:


“Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.” (9°§)


Sobre a figura do pai do narrador, pode-se dizer que a característica pessoal que mais se ressalta no trecho é


A

a sua bondade com os filhos, pois além de ouvi-los frequentemente, ainda os presenteava sempre com saquinhos de balas à noite.


B

o seu comportamento repetitivo e metódico, uma vez que ele costumava seguir o ciclo de ações descritas pelo narrador.


C

a sua religiosidade, pelo fato de seguir os preceitos previstos pelo catolicismo, exercendo a figura paternal de chefe de família.


D

o seu altruísmo, pois se dispunha a ajudar a todos e estava sempre disponível à sua mulher, depois a seus filhos e, enfim, a qualquer amigo que quisesse encontrá-lo.


E

a sua idade avançada, porque ele já necessitava do uso de bengala para se locomover e não conseguia mais retomar à sua casa sem ter que utilizar o bonde.

[...]


Operário não pode sonhar, Quinzinho, não pode. A vida não é para sonhos. Tudo realidades vivas, cruéis. A luta com a vida. [...]

A tua mãe já não chora, Quinzinho, não chora porque é forte. Já viu morrer outros filhos. Nenhum morreu como tu. Despedaçado pela máquina que te escravizava e que tu amavas.

Eu também aqui no meio dos teus amigos. Mas não vou triste. Não. Porque uma morte como a tua constrói liberdades futuras. E haverá a quem as máquinas não despedaçarão, pois as máquinas serão escravas deles, que as hão de idealizar, construir.


[...]


VIEIRA, Luandino. Quinzinho. In: A cidade e a infância. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 87.


De acordo com as ideias retratadas no texto, dadas as afirmativas,


I. As observações do narrador revelam o olhar crítico para uma realidade que explora o trabalhador.

II. Mesmo diante da morte, o narrador afirma a crença em um futuro potencialmente melhor.

III. O narrador acredita que haverá um momento em que essa relação será invertida e os seres humanos conseguirão libertar-se da posição servil em que se encontram.


verifica-se que está(ão) correta(s)


A

II, apenas.


B

III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II e III.

Em “um instrumento sem o qual eu não saberia viver” (1º parágrafo), o verbo em destaque está flexionado no futuro do pretérito do indicativo. Assim como nesse contexto, o uso desse tempo verbal indica hipótese em:


A

A entrevistadora decidiu que insistiria na pergunta até obter resposta.


B

O narrador percebe que detestaria ouvir a resposta mentirosa do pai.


C

O pai afirmou, com convicção, que jamais renunciaria ao rock.


D

A mãe gostaria que ele não mudasse tantas vezes os canais de tevê.

Qual das alternativas abaixo faz uma afirmação correta acerca do texto?

A
É predominantemente dissertativo, uma vez que o autor defende um ponto de vista a respeito da violência urbana e se utiliza de uma definição metafórica para fundamentá-lo.

B
É essencialmente descritivo, pois tem como principal objetivo fazer uma rica caracterização do estado físico e psicológico do caboclo que chegou à casa do narrador-personagem.

C
Tem a composição de uma notícia, já que contém elementos caracterizadores desse tipo de texto, quais sejam: o quê?, quando?, onde?, com quem?, por quê?.

D
Utiliza-se da narração de um episódio da vida do narradorpersonagem como pretexto para as reflexões do autor sobre o papel social do escritor.

Qual dos trechos abaixo representa um direcionamento de conduta para o narrador-personagem?


A

“Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.” (3°§)


B

“[...] estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que, se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim”. (5°§)


C

“Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa [...]”. (9°§)


D

“A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação.” (18°§)


E

“Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.” (11°§)

De acordo com foco e discurso narrativos, marque cada item como (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta:


( ) Narrador participante: é uma das personagens, principal ou secundária, da sua história; ele está “dentro” da história e “vê” os acontecimentos de dentro para fora. Nesse caso, a narrativa, elaborada na 1ª pessoa (eu – nós), tende a ser autobiográfica, memorialista ou confessional.

( ) Narrador observador: relata os fatos, registrando as ações e as falas das personagens; ele conta como mero espectador, uma história vivida por terceiros. É a narrativa escrita em 3ª pessoa.

( ) Narrador onisciente: é uma espécie de testemunha invisível de tudo quanto ocorre, em todos os lugares e em todos os momentos; ele não só se preocupa em dizer o que as personagens fazem ou falam, mas também traduz o que pensam e sentem. Ele tenta passar para o leitor as emoções, os pensamentos e os sentimentos das personagens.

( ) Discurso indireto: o narrador reproduz na íntegra a fala das personagens ou interlocutores. Geralmente essa fala é introduzida por travessão.

( ) Discurso direto: o narrador exprime indiretamente a fala da personagem. O narrador funciona como testemunha auditiva e passa para o leitor o que ouviu da personagem. Nessa transcrição, o verbo aparece na 3ª pessoa, sendo imprescindível a presença de verbos dicendi (dizer, responder, retrucar, replicar, perguntar, pedir, exclamar, contestar, concordar, ordenar, gritar, indagar, declarar, afirmar, mandar etc.), seguidos dos conectivos que (dicendi afirmativo) ou se (dicendi interrogativo), para introduzirem a fala da personagem na voz do narrador.


A

F – V – V – F – F.


B

V – V – V – F – F.


C

V – F – F – V – V.


D

V – V – V – V – V.

Considerando-se a organização do texto, a autora utiliza


A

os tempos do presente, na maior parte, aproximando-se dos fatos, como se tivesse recorrido a uma câmara de zoom, e aumentando, portanto, a tensão narrativa.


B

um narrador onisciente, em 3ª pessoa, na maior parte do texto, tendo em vista que revela ao leitor uma visão mais aproximada da narrativa, com detalhes da relação de um cão com o seu dono.


C

um narrador em 1ª pessoa, a que corresponde o papel de personagem e a não onisciência da narrativa, como fica claro na passagem “Mas eu avisei que o tempo era de guerra” (linha 14).


D

o tipo textual descritivo, predominantemente, com o objetivo de qualificar, nomear e situar os seres do mundo, sob um ponto de vista estático, como se verifica na passagem “Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra”. (linhas 1- 2).


E

o discurso direto, predominantemente, como é possível verificar na passagem: “As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?” (linhas 37-38)

Quanto ao tipo de narrador dos textos I e II, escolha a assertiva correta.


A

O narrador do texto II é, também, personagem do episódio da compra de dois gatos.


B

No texto I, o personagem Jarinho narra as aventuras com seu melro de estimação.


C

Nos textos I e II, os narradores são observadores, ou seja, não participam do enredo.


D

Os narradores dos textos I e II são crianças apaixonadas por seus bichos de estimação.

Marque a alternativa em que aparece um trecho que contenha uma opinião do narrador e não um fato que se passa com ele:


A

"―Ela acendeu outro fósforo" (6º parágrafo).


B

"―Talvez não pudesse, com os dedos duros, tirar um fósforo do pacotinho e acendê-lo" (4º parágrafo).


C

"―Sentou-se, encolheu as perninhas, mas continuava a sentir frio" (4º parágrafo).


D

"―Viu-se sentada sob os ramos da mais linda árvore de Natal" (6º parágrafo).


E

"―Morrera de frio na última noite do ano" (11º parágrafo).

O texto em análise evidencia um narrador:


A

capaz de absorver a dor de Barbara, evocando uma imagem de constante sofrimento.


B

angustiado, emocionalmente envolvido no drama de sua irmã.


C

que, através do discurso direto, permite ao leitor observar, ao longo da narração, a maneira como se elabora o pensamento de Barbara.


D

registra os acontecimentos sob uma ótica individual, sem que haja uma sobrecarga de emoções na narração.

O texto narra o encontro do coronel Ponciano de Azeredo Furtado com uma onça. Nesse sentido, pode-se afirmar que o narrador é:


A

apenas observador e narra os fatos com certo distanciamento.


B

Saturnino, que narra em primeira pessoa, como personagem secundário.


C

o próprio coronel que ora refere-se a si em primeira pessoa, ora em terceira.


D

o personagem João Ramalho, que conta os fatos a partir de seu ponto de vista.

Quanto ao quesito narrador, assinale a alternativa incorreta.


A

Narrador-personagem: aquele que conta a história e é também personagem.


B

Narrador-observador: aquele que conta a história, narra aquilo que vê, sem participar como personagem.


C

Narrador-onisciente: aquele que conta a história, narra não só aquilo que vê, mas também o que as personagens pensam e sentem.


D

Narrador-protagonista: não é a personagem principal da história. Os acontecimentos não giram em torno de si mesmo, e por isso, a narrativa é mais impregnada de objetividade.

   
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