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A respeito da variação linguística do português brasileiro, assinale a alternativa correta.
Em “eu lhe vejo sempre no parque”, o uso do pronome “lhe”, apesar de originalmente corresponder ao dativo, no uso brasileiro é, com frequência, utilizado como um acusativo equivalente ao pronome “ele.”
No português brasileiro, o uso extensivo de “você” em lugar de “tu” não gera ambiguidades referenciais com o pronome possessivo “seu/sua”.
Atualmente, no Brasil, há uma convivência mista de paradigma verbal. Um de quatro posições (eu falo; ele, você, a gente fala: nós falamos; eles, vocês falam); outro de três posições (eu falo; ele, você, a gente fala; eles falam); outro de duas posições, dos menos escolarizados, mas não só, em que não se aplica a regra de concordância verbo-nominal (eu falo; ele, você, a gente, eles, vocês fala).
O funcionamento do sistema pronominal do português brasileiro, marcadamente enclítico, difere do sistema pronominal do português europeu, marcadamente proclítico.
O uso brasileiro de pronomes átonos é majoritariamente enclítico.
A palavra “xerimbabo”, indicada pelo autor do texto como “animal de estimação”, denota variação linguística local que ele destaca como pertencente ao grupo indígena de Cuiabá. Essa variedade linguística é
histórica.
social.
estilística.
fonética.
Sobre os componentes linguísticos estruturais do texto, marque a alternativa INCORRETA.
O trecho: "E quando estourassem aquelas greves políticas que eu tanto amava - a escola ferveria em pleno clima revolucionário sob o tacão da ditadura ..."- está estruturado, respectivamente, com ações: em tempo pretérito imperfeito do modo subjuntivo, em tempo pretérito imperfeito do modo indicativo, em tempo futuro do pretérito do modo indicativo.
A numeração no período: "E¹ foi daí por ¹ diante que¹ eu ² comecei a perceber então ³ que de nada vale decorar máximas que² ficam gravadas na memória, mas não ficam no coração ³". - identifica (1) termos monossílabos invariáveis, (2) termos monossílabos pronominais, (3) termos oxítonos sem acento gráfico que justifique a tonicidade, porque til só serve para marcar a nasalização da vogal.
No período: "Sim, diariamente, eu lia poemas antes de sair." - as vírgulas separam advérbios com sentidos diferentes, deslocados na oração.
O período: "Se me batessem num lado da face, imediatamente ofereceria outro..." está escrito com elementos coesivos conjuntivos com ideia concessiva.
No trecho: "Eu devia conservar serenamente a minha ". - destacamos, respectivamente: uma locução verbal, advérbio de modo e pronome possessivo.
Sobre o texto da campanha publicitária, é correto afirmar que:
há uma inadequação no que diz respeito à variedade linguística usada e o contexto discursivo.
os autores da campanha seguem a prescrição da gramática normativa, para melhor explicar a função do outdoor.
a variedade linguística usada evidencia que os autores da campanha não se preocupam se o seu público entende a mensagem veiculada.
o distanciamento proposital da variedade padrão tem um efeito positivo – o público é tratado com intimidade; a linguagem coloquial tenta envolvê-lo.
o uso de marcas de oralidade compromete o entendimento do leitor, logo o texto não satisfaz o objetivo da campanha.
Leia a composição musical a seguir “Samba do Arnesto”, de Adoniran Barbosa.
-
Samba do Arnesto
-
O Arnesto nos convidou
Prum' samba, ele mora no Brás
Nós fumos, não encontremos ninguém
Nós vortermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez, nós não vai mais
Nós não semos tatu
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No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas, mas nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado ansim', ói
Ói, turma, num deu pra esperar
Ah, duvido que isso num faz mar, num tem importância
Assinado em cruz, porque não sei escrever Arnesto
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(Disponível em: https://www.letras.mus.br/adoniran-barbosa/43968/. Acesso em: 8 jul. 2022.
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A canção retrata um tipo específico de variação linguística. Analise as afirmações a seguir e marque a alternativa VERDADEIRA sobre a variação em destaque na composição musical.
Variação diastrática.
Variação diacrônica.
Variação diafásica.
Variação diatópica.
Variação regional.
O termo “picolé” exemplifica um caso de variação linguística do tipo sociocultural, uma vez que se trata de uma gíria, não dicionarizada, empregada geralmente por jovens.
Certo
Errado
Considerando que as línguas são voltadas para a mudança, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A variação diastrática considera a correlação entre o segmento social do qual o falante procede e os fatos linguísticos que caracterizam a sua fala.
( ) A origem regional do falante correlaciona-se com as marcas linguísticas que ele imprime em sua fala, tendo sido a visibilidade desse tipo de variação um dos fatores responsáveis por originar os estudos brasileiros de Dialetologia.
( ) O registro é caracterizado pelo português formal ou refletido – quando se fala com mais cuidado e refletindo melhor acerca das escolhas linguísticas – e pelo português informal ou coloquial – quando a fala é menos monitorada.
( ) A forma como um assunto é abordado linguisticamente – por meio de uma linguagem cotidiana ou por meio de uma linguagem técnica, como a utilizada por cientistas, especialistas ou profissionais de determinada área – distingue o português corrente e o português técnico no interior da variação de canal.
( ) Aspectos como o grau de escolaridade, o uso formal ou informal do português, a idade e o sexo do falante caracterizam a variação sociocultural.
F – V – F – V – F.
F – F – V – F – F.
V – V – V – F – F.
V – F – F – V – V.
V – V – F – F – V.
A respeito de variação linguística, avalie o que se afirma.
I – Pelo gênero textual usado pelo autor e considerando a exposição de Marcos Bagno, na obra Nada na língua é por acaso, Castro usou predominantemente a norma culta.
II – Pelo gênero textual usado pelo autor e considerando a exposição de Marcos Bagno, na obra Nada na língua é por acaso, Castro usou predominantemente a norma popular.
III – Pelo gênero textual usado pelo autor e considerando a exposição de Marcos Bagno, na obra Nada na língua é por acaso, Castro usou predominantemente a norma-padrão.
IV – No segundo parágrafo, segundo período, na oração “Eles o estão chamando de TOI 700 d [...]”, o uso do pronome oblíquo “o” expressa uma construção da norma culta, conforme a exposição de Marcos Bagno, na obra Nada na língua é por acaso.
V – No quinto parágrafo, primeiro período, a concordância nominal usada pelo autor, “Os cientistas [...]”, ocorre na norma-padrão, mas não ocorre predominantemente na norma popular, na qual se flexiona somente o determinante: “Os cientista”.
Está correto apenas o que se afirma em
I, III e IV.
III e V.
II, IV e V.
II e V.
Toda língua varia, isto é, não existe comunidade linguística alguma em que todos falem do mesmo modo. A variação é o reflexo de diferenças sociais, como origem geográfica e classe social, e de circunstâncias da comunicação. Com efeito, um dos princípios mais evidentes desenvolvidos pela linguística é que a organização estrutural de uma língua (os sons, a gramática, o léxico) não está rigorosamente associada com homogeneidade; pelo contrário, a variação é uma característica inerente das línguas naturais.
(CAMACHO, R. Norma culta e variedades linguísticas. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php. Acesso em: 15/12/21.)
A partir das informações dadas, assinale a afirmativa INCORRETA.
A variedade culta, também chamada de norma culta, representa o uso característico das pessoas com acesso à cultura letrada; é essencialmente urbana.
Todas as línguas e suas variedades são igualmente eficientes para o exercício de todas as funções a que se destinam e nenhuma língua ou variedade dialetal é inerentemente inferior a outra similar sua.
No senso comum, há a crença equivocada de que os falantes de variedades populares falam sem obedecer à regra alguma e, por desconhecimento, não seguem as regras da variedade culta escrita.
A discriminação de uma determinada língua ou variedade linguística em relação a outra denomina-se preconceito linguístico, geralmente pautado na ideia de que há línguas ou variações linguísticas “melhores” ou “piores” que outras.
O usuário da língua nunca deve preferir a variedade culta, pois nem sempre é a mais adequada, aquela que estabelecerá uma maior sintonia entre os interlocutores.
Segundo Ilari e Basso*, “a variação linguística é um fenômeno normal, que, por manifestar-se de várias formas, leva os estudiosos a falar em variação diacrônica, variação diatópica, variação diastrática e variação diamésica” (grifos dos autores). Em referência a essa tema, neste excerto “No decorrer das décadas, muitas expressões se tornaram engraçadas para as gerações recentes, mas elas devem ter em mente que daqui a 30 anos, as gírias que elas falam também vão estar nessa situação para seus filhos e netos”**, tem-se o fenômeno que corresponde à variação:
*BASSO, Renato; ILARI, Rodolfo. O português da gente -a língua que estudamos - a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006, p. 151-152. **Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/coluna/memoria/a-evolucao-dasgirias/ (acesso em 1o /
diatópica.
diamésica.
diacrônica.
diastrática.
Leia frase abaixo:
“O estudante deve ser visto como um ser social que necessita interagir nas mais diversas situações e contextos. Ele deve reconhecer e valorizar a linguagem de seu grupo social como instrumento adequado e eficiente na comunicação cotidiana, na elaboração artística e mesmo nas interações com pessoas de outros grupos sociais.”
Assinale a alternativa que mostra a que ela se refere.
Educação de jovens e Adultos
Variações linguísticas
Temas transversais afetos à linguagem
A linguagem como forma de interação
Os diversos gêneros textuais
Quando afirma que “era clara a necessidade de rupturas com os modelos europeus” (terceiro período do terceiro parágrafo), o autor do texto não remete diretamente ao conceito de variação linguística diastrática.
Certo
Errado
A partir da leitura do texto, infere-se, a respeito das variedades linguísticas, que:
I- A língua modifica-se naturalmente com o tempo.
II- É preciso considerar as diferenças entre o português europeu e o português brasileiro.
III- A relação entre norma culta e informalidade da língua deve ser considerada em termos de graus e não como dicotomias distintas.
IV- A norma culta é um modelo do bem falar e escrever que tem como referência a forma como falam e escrevem as pessoas cultas na época atual.
Estão corretas apenas as afirmativas
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
I e III.
II, e IV.
Dadas as variações linguísticas que, entre outros fatores, são influenciadas por aspectos regionais, outras variantes lexicais possíveis para o vocábulo bergamota, no Português Brasileiro, com um adendo CORRETO, encontra-se em qual alternativa?
Um vocábulo equivalente a bergamota é mexerica, que já foi amplamente usado no eixo Norte-Nordeste do Brasil, até o início do século passado, porém já se encontra em extinção (ou desuso) nessas regiões.
Os vocábulos macaxeira e mexerica são uma espécie de corruptela de bergamota. Ou seja, são erros vocabulares, o que justifica e valida o processo de estigmatização sofrido por quem os utilize em diferentes contextos comunicativos.
Quanto às escalas de valoração e avaliação sociais, constata-se que o emprego dos vocábulos bergamota e tangerina, na condição de formas variantes/alternantes, não deveria gozar de julgamento negativo sobre o desempenho linguístico do falante/escrevente.
Não se deve empregar o vocábulo bergamota em textos jornalísticos, já que somente tangerina seria uma escolha lexical considerada correta e culta para ser usada nesse gênero textual.
Os vocábulos laranja-cravo, mimosa, fuxiqueira e bergamota, em hipótese alguma, correspondem ao mesmo referente (uma fruta), não podendo, assim, ser classificados como formas variantes/alternantes.
Conforme a situação comunicativa, o falante pode utilizar a linguagem formal ou informal. A variação linguística que se diferencia segundo estratos sociais é chamada de:
diastrática.
diatópica.
diacrônica.
sincrônica.
diafásica.
Sobre variação linguística, assinale a alternativa correta:
Variação diastrática é aquela que é usada para a construção de diferentes palavras para os mesmos conceitos.
Variações diafásicas é conceito que se dá às gírias, ligadas a determinadas profissões.
As variações linguísticas diferenciam-se em três grupos (sociais, regionais e históricas).
As variedades linguísticas marcam níveis culturais distintos que fazem a escrita e a fala representar variações de acordo com as condições sociais, regionais e históricas.
Considerando-se a variação gramatical na diversidade da língua falada, assinalar a alternativa que apresenta o tipo de variação linguística apresentado na letra da música transcrita abaixo:
Se o sinhô não está lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse adifício arto
Era uma casa velha
Um palacete abandonado
Foi aqui, seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa maloca
(Fonte: Saudosa Maloca - Adoniran Barbosa.)
Social.
Histórica.
Situacional.
Geográfica.
Regional.
Para Wanderley Geraldi, a escola deve
considerar fundamental conhecimentos gramaticais para o aprendizado da variedade linguística tida como padrão, sem os quais a comunicação fica prejudicada.
considerar que a variedade linguística utilizada pelas classes populares deve não apenas ser respeitada mas ter seu uso estimulado nas várias situações de comunicação.
oportunizar aos alunos o domínio do dialeto padrão, rompendo com certos bloqueios sociais, oriundos da falta de conhecimento da utilização da norma culta.
oportunizar a expansão da variedade linguística das classes populares para melhorar as suas condições de vida, já que a norma-padrão depende das classes privilegiadas.
preservar e privilegiar a variedade linguística de cada comunidade, já que ela é eficiente para a comunicação, não existindo necessidade de que seja substituída.
As variações (variantes ou variedades) linguísticas são as diferenças naturais de uma língua conforme diferentes aspectos.
Na tirinha de Fernando Gonsales, observa-se a presença da variedade
informal, que se adequa à situação comunicativa do diálogo.
histórica, uma vez que a língua é viva e se altera com o tempo.
padrão, em que a linguagem se adequa às regras gramaticais.
geográfica da língua, com a presença de termos regionais.
social, ligada às questões culturais e socioeconômicas.
Considerando que a variação linguística consiste no uso de duas ou mais regras com o mesmo significado ou função, assinale a alternativa correta.
A recomposição consiste em usar uma parte de um vocábulo composto e combiná-la com outro vocábulo para formar um novo vocábulo composto, como em: cine/cinema, foto/fotografia, auto/automóvel.
As formas sapata, macaca, quadradinho, maré, pula-pula, guiné, academia e bolita são variante lexicais da brincadeira mais conhecida por amarelinha.
O emprego do pronome reto “tu” com o verbo na terceira pessoa do singular (“tu falou comigo ontem”, por exemplo) é uma característica do dialeto caipira, típico do interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e arredores.
A ausência de concordância nominal em certas expressões, como em “as folha amarela”, “os girassóis colorido”, “minhas duas filha predileta”, é exemplo de variação lexical, atestada exclusivamente na fala de pessoas com baixa escolaridade.
Aleijado e alejado, peixe e pexe, touro e toro, coisa/cousa e cosa são exemplos de variação fonética denominada monotongação.