Questões de Concurso sobre Variação Linguística

 
 
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Assinale a alternativa em que há ocorrência de palavra ou expressão típica da linguagem oral.


A

“A queima do lixo em incineradores / Dos hospitais”


B

“Você já parou pra imaginar / o que polui o nosso ar?”


C

“A poeira que sai do chão / Nas ruas não asfaltadas / E sem calçadão”


D

“Tudo isso é poluição / poluição do ar”

Variedades linguísticas são as variações que uma língua apresenta, de acordo com diversos fatores, como, por exemplo, o sexo, a idade, a classe social do falante, a região geográfica, a evolução histórica da língua, entre outras variedades da comunicação. A esse respeito, leia a tirinha.

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <http://veredasdalingua.blogspot.com/2011/09/erros-comuns-na-lingua-portuguesa-parte.html>. Acesso em: 15 out. 2019.


A fala do papagaio e do seu antigo dono representam uma variação


A

regional: resultante das características de uma região.


B

histórica: originária ao longo de determinado período.


C

estrangeira: decorrente da adaptação de palavras de outros países.


D

fonológica: derivada de diferentes pronúncias para uma mesma letra.

Sobre o trecho falado por Chico Bento: “POXA! FEIZ OCÊ MADRUGÁ? COITADO!”, podemos afirmar que


A

Todos os leitores são incapazes de compreender essa conversa.


B

Chico Bento fala completamente errado.


C

Chico Bento usa uma variante linguística.


D

Chico Bento fala de acordo com a norma-culta.


E

Há uma única maneira correta de se falar a Língua Portuguesa, mas Chico Bento não a usa.

A teoria linguística de Saussure exposta em seu Curso de Linguística Geral (1916) baseia-se em um grupo de pares distintivos, chamados de dicotomias. Entre elas, pode-se destacar aquela que versa sobre a distinção entre sincronia e diacronia. Essa é a segunda das dicotomias anunciadas pelo teórico e foi acolhida amplamente pela Linguística moderna. Sobre os estudos sincrônicos e diacrônicos, na perspectiva de Saussure, pode-se afirmar:


A

Os estudos sincrônicos são aqueles que se dedicam a analisar a língua em um momento específico, enquanto os estudos diacrônicos estudam a língua através do tempo.


B

Os estudos sincrônicos debruçam-se sobre a história da língua, enquanto os estudos diacrônicos analisam a língua em um período específico.


C

Os estudos sincrônicos analisam as variações da língua que coexistem em uma determinada época, enquanto os estudos diacrônicos incidem sobre o processo evolutivo da língua.


D

As alternativas “a” e “c” estão corretas.


E

As alternativas “b” e “c” estão corretas.

A macaxeira é um alimento conhecido também como mandioca ou aipim em diferentes estados brasileiros. Essa variação linguística se caracteriza como:


A

Variação cultural.


B

Variação regional.


C

Variação histórica.


D

Variação da situação de comunicação.

O texto apresenta uma perspectiva crítica diante de uma determinada ocorrência da variação linguística, especificamente relativa à


A

variação econômica.


B

diferença regional.


C

gíria empregada por um arranjo social.


D

transposição da escrita para a oralidade.


E

modalidade formal da língua.

Considerando o pensamento do texto 1 e tendo conhecimento das atribuições de um oficial de justiça, chegamos à conclusão de que, nessa atividade, a língua escrita, o nível, o uso ou o registro do idioma deve ser predominantemente:


A

formal, de acordo com os princípios da gramática normativa;


B

informal, em busca de mais ampla compreensão da mensagem;


C

regional, adequando-o ao local onde ocorre a comunicação;


D

popular, tendo em vista que as mensagens são lidas por todos;


E

ultraformal, selecionando vocabulário erudito e construções elaboradas.

“Um objeto qualquer do mundo mostra-se sempre perpassado por ideias gerais, por pontos de vista dos outros [...]. Todo discurso que fale de qualquer objeto não está voltado para a realidade em si, mas para o discurso que a circunda. Por conseguinte, toda palavra dialoga com outras palavras, constitui-se a partir de outras palavras, está rodeada de outras palavras.” (FIORIN, 2011).

A partir dessa citação e sabendo que muitas expressões utilizadas no dia a dia são carregadas de ideologias socioculturais, imagine uma situação em que alguém comete uma manobra inábil no trânsito e, então, outro alguém diz: “é mulher!”. Essa expressão vem carregada de uma ideia pronta relacionada à mulher no trânsito, especificamente na condução de um veículo. Em situações semelhantes, é mais provável que o enunciador


A

simplesmente quis informar sobre um dado da realidade, ou seja, que a motorista é do sexo feminino.


B

esteja demonstrando admiração por mulheres que dirigem, demonstrando que as mulheres são dotadas de uma fibra incomum.


C

esteja desdenhando e manifestando um estereótipo do gênero, que inferioriza o sexo feminino.


D

pretendeu informar que é pessoa adulta, e não, por exemplo, uma adolescente ou criança que está dirigindo.


E

pretendeu corrigir alguém que, possivelmente, pronunciou o termo “mulher” de forma inadequada, por exemplo: muié.

Assinale a alternativa em que o termo em destaque no seguinte excerto seja substituído adequadamente por uma variante linguística mais formal. “Destrinchar as fontes de culpa tem sido um desafio dos especialistas em comportamento.”.


A

Despedaçar minuciosamente.


B

Analisar detalhadamente.


C

Integrar detalhadamente.


D

Repartir igualmente


E

Coadunar harmonicamente.

Após leitura atenta do Texto 2 e seus conceitos sobre variação linguística, infere-se que:


A

para entendimento completo do texto, são fundamentais as regras da norma-padrão.


B

o uso prescritivo de sintaxe o mais correta possível é suficiente para construção dos sentidos do texto.


C

as variações linguísticas presentes em nossa língua não devem ser empregadas como exemplos de língua materna.


D

a língua em uso e seus fenômenos de variação não devem desprezar a interação entre sociedade e língua.


E

o formato coloquial acontece independentemente do poder aquisitivo do usuário de língua materna.

Comparando os Textos 1 e 2, é correto afirmar que, no Texto 2, ocorre uma variação linguística marcada pelo uso de uma linguagem que pode ser considerada mais


A

regional.


B

formal.


C

coloquial.


D

informal.


E

imparcial.

Variação linguística é o movimento comum e natural de uma língua, que varia principalmente por fatores históricos e culturais. É o modo pelo qual se usa a língua, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sociocultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente.


Analise as enunciações seguintes:


I.Em: "Vou à feirinha comprar jerimum (abóbora)", temos uma variação regional.

II.As variedades estilísticas comportam as mudanças da língua de acordo com o grau de formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma linguagem formal ou uma linguagem informal. Se estivermos preparando um discurso para a formatura de Médicos, devemos adequar a linguagem num nível formal, porque o evento impõe a formalidade.

III.A gíria é normalmente relacionada à linguagem de grupos de jovens (skatistas, surfistas, rappers, entre outros.). Enquanto o jargão, em geral, está relacionado à linguagem de grupos profissionais (professores, médicos, advogados, engenheiros, etc.)


Está(ão) em conformidade com "Variação linguística"


A

I apenas.


B

I e II apenas.


C

II apenas.


D

II e III apenas.


E

I, II e III.

A literatura sociolinguística costuma descrever a variação linguística segundo os seguintes fatores: região, tempo na história, situação social, profissão, grupo social, idade, sexo, grau de escolaridade, situação comunicativa, situações de in/formalidade, etc. Qual das seguintes alternativas relacionadas a esses fatores NÃO corresponde aos pressupostos apregoados pela Sociolinguística?


A

A variação regional ou diatópica (do grego dia = através de; topos = lugar), também chamada de variação geográfica, tem a ver com as diferenças linguísticas observáveis entre falantes oriundos de regiões distintas de um mesmo país ou oriundos de diferentes países.


B

A variação social (também conhecida como variação diastrática) está relacionada a fatores concernentes à organização socioeconômica e cultural da comunidade. Entram em jogo fatores como a classe social, o sexo, a idade, o grau de escolaridade, a profissão do indivíduo.


C

A variação histórica acontece ao longo de determinado período e pode ser identificada ao serem comparados dois estados de uma língua. O processo de mudança é gradual.


D

A variação estilística é aquela considerada a correta pela escola, trata-se de prescrição de regras a serem seguidas sob pena de se incorrer em erro. Nessa variação, considerase somente a “norma culta”, que remete aos usos da classe social de prestígio, daquela parcela da população que é plenamente escolarizada e que está em contato com a cultura escrita historicamente legitimada.


E

A variação contextual ou de registro se manifesta nas diferentes situações comunicativas no nosso dia a dia. Em contextos socioculturais que exigem maior formalidade, usamos uma linguagem mais cuidada e elaborada – o registro formal; em situações familiares e informais, usamos uma linguagem coloquial – o registro informal.

Leia a crônica “Sketches”, de Luís Fernando Veríssimo.

Dois homens tramando um assalto.

- Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de chumbo. Pra arejá.

- Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.

- Tá com o berro aí?

- Tá na mão.

Aparece um guarda.

- Ih, sujou. Disfarça, disfarça...

O guarda passa por eles.

- Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.

- Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18...

O guarda se afasta.

- O berro, tá recheado?

- Tá.

- Então, vamlá!


Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/1731104. Acesso em: 08.11.18.


Com relação à noção de variações linguísticas, considere as afirmações abaixo a partir do fato narrado na crônica:


I. Os dois assaltantes usam a gíria típica de malandros e mudam o nível de linguagem para disfarçar quando o guarda se aproxima.

II. Quando o guarda se aproxima, os dois malandros passam a falar sobre filosofia numa linguagem culta para impressiona-lo, dando a impressão de serem intelectuais.

III. A crônica mostra que há um preconceito com relação ao nível de linguagem que usamos, e, por isso, ela é um fenômeno de exclusão social.

IV. Por ser um estilo coloquial, a gíria só é usada por pessoas de baixa escolaridade, como, por exemplo, assaltantes.

V. A crônica mostra que devemos ter uma consciência linguística para as diferentes situações de uso da linguagem.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I, II, III e IV.


B

I, II, III, IV e V.


C

I, II, III e V.


D

II, IV e V.


E

II, III e IV.

“Aborígine, aborígene

A palavra aborígine (ou aborígene) é com frequência empregada para designar autóctone de um país, nativo, indígena, principalmente em referência a populações originárias da Austrália. Sua origem está no latim aborigines (‘os autóctones ou primeiros habitantes do Lácio e da Itália, cujos reis lendários são Latino, Saturno e Fauno’).”


Palavras: Origens e Curiosidades, Roosevelt Nogueira de Hollanda, p. 42


As informações prestadas no texto acima se localizam no terreno linguístico da


A

ortografia e sintaxe;


B

etimologia e fonologia;


C

sintaxe e semântica;


D

semântica e etimologia;


E

etimologia e fonologia.

A respeito da linguagem utilizada no conto de Guimarães Rosa, é incorreto afirmar:


A

O autor emprega o uso de neologismos, como se vê em termos como “verivérbio” – que poderia ser interpretado como o sentido correto da palavra, a verdade do verbo – ou “farsância”, como sinônimo de falsidade.


B

Observa-se ao longo de todo o texto emprego de uma variação formal e arcaica do português brasileiro, de acordo com a norma-padrão, o que se confirma no uso de termos como “vosmicê”, por exemplo.


C

Ao mencionar a “linguagem de dia de semana”, a personagem do conto refere-se a uma variação coloquial da língua portuguesa, próxima aos registros linguísticos empregados por ela.


D

Nas falas do narrador, observa-se uma diversidade de registros linguísticos, em alguns momentos utilizando a variação formal e, em outros, empregando termos típicos da oralidade.

Ano: 2019
Banca: ADVISE
Prova: ADVISE - Prefeitura - Professor de Educação Básica II - Área Língua Portuguesa - 2019

Leia com a atenção o texto a seguir:


Variação social


Diferentes grupos sociais, independentemente da região ou da faixa etária também têm uma forma de expressão própria. Sejam essas formas específicas de comunicação gírias ou jargões profissionais.


Conforme contexto acima, pode-se dizer que:


A

A variação social, portanto, refere-se às formas da língua empregadas pelas diferentes classes ou grupos sociais.


B

A variação social, portanto, refere-se às formas da língua empregadas pelas escolas literárias.


C

A variação social, portanto, refere-se às formas da língua empregadas pelas técnicas pedagógicas.


D

A variação social, portanto, refere-se às formas da língua empregadas pelas diferentes poéticas de uma escola literária.


E

A variação social, portanto, refere-se às formas da língua empregadas pelas diferentes técnicas de um processo textual.

“Todas as variedades linguísticas são estruturadas, e correspondem a sistemas e subsistemas adequados às necessidades de seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das suas diversas modalidades”. (CUNHA & CINTRA, 2017, p.4).


A esse respeito, avalie a passagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Quanto à diversidade linguística, é correto afirmar que há, no trecho sublinhado, uma variação


A
diatópica porque diz respeito à linguagem oral.

B

fonológica em razão da pronúncia de um falar local.


C

diastrática em razão da convivência entre grupos sociais.


D

diafásica quando diz respeito à formalidade de um grupo.


E

histórica, pois a gíria se refere a um português contemporâneo.

Ano: 2019
Prova: MAR - CFN - Soldados Fuzileiros Navais - 2019

“ Ei, bichim.. Isso é um assalto... Arriba os bracos e num bula...”; O Ô sô, prestenção.. Isso é um assarto, uai... Levanta OS braços e fica quetim...”; “ O, guri, fica atento.. Bah, isso é um assalto... Levanta os braços e te aquietas, tchê”.

Nas orações acima, vimos um tipo de variação linguística que pode ser identificada como:


A

Social.


B

Cultural.


C

Regional.


D

Situacional.


E

Histórica.

O aspecto metalinguístico é uma das principais inovações dos textos de Machado de Assis. Por meio da metalinguagem, o autor estabelece um diálogo com o próprio leitor, estimulando-o a refletir sobre os recursos linguísticos empregados.

Assinale a alternativa em cujo excerto não há análise crítica da própria linguagem.


A

“Que o amor, conforme as ninfas antigas e modernas, não tem piedade. Quando há piedade para outro, dizem elas, é que o amor ainda não nasceu de verdade, ou já morreu de todo, e assim o coração não lhe importa vestir essa primeira camisa do afeto. Perdoa a figura; não é nobre, nem clara, mas a situação não me dá tempo de ir à cata de outra.” (ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Ática, 1990)


B

“Gonçalves soltou um grande suspiro, que, se tinha asas, ainda agora está voando. Tal foi, sem esta forma paradoxal, a impressão de Quintanilha.” (ASSIS, Machado de. Relíquias de Casa Velha, II. Serra: Formar, 1986)


C

“– Quando poderei voltar? Perguntou Simão. – Em poucos dias, salvo se as cousas se complicarem. Este salvo, posto na boca de Amaral como incidente, era a oração principal.” (ASSIS, Machado de. Contos Fluminenses, II. Rio de Janeiro: W.M. Jackson Inc. Editores, 1962)


D

“Deteve-se, sem que a moça mudasse de posição. Contemplou-a ainda um instante, e se Estela olhasse para ele veria que a expressão dos olhos era de respeitosa ternura e nada mais.” (ASSIS, Machado de. Iaiá Garcia. Rio de Janeiro: Garnier, 2005)


E

“– Ele respeita-o muito. Respeitar não era verbo pertinente; atender fora mais cabido, porque exprimia a verdadeira natureza das relações entre um e outro. Mas a viúva lançava mão de todos os recursos para obter de Luís Garcia que a ajudasse em persuadir o filho.” (ASSIS, Machado de. Iaiá Garcia. Rio de Janeiro: Garnier, 2005)

   
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