Questões de Concurso sobre Variação Linguística

 
 
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Aquele homem humilde, simples, sotaque caipira foi eleito governador. Um dia, um desses políticos de palácio chega bem perto e surpreende o governador vendo televisão. Faz, então, sua média:


_ E aí, governador, firme?

_ Firme, não. Novela!

(In: Livro Didático de Português: Múltiplos olhares. 2001, p.83)


Em relação ao texto acima, pode-se afirmar que


( ) há no gênero textual exposto o uso de variedade linguística, com o objetivo de causar humor.

( ) em razão dos interlocutores pertencerem a grupos sociais diferentes, houve uma ambiguidade de sentido, em relação ao termo “firme”.

( ) o preconceito linguístico decorrente do valor social é visível na intencionalidade comunicativa da piada.


O preenchimento CORRETO dos parêntesis está na alternativa


A

V, V, V.


B

V, F, F.


C

V, F, V.


D

F, F, V.


E

F, V, F.

“Coupé”, “dez mil-réis”, “cinco tostões”, “lacaio” constituem um léxico que comprova a variação linguística entre:


A

regiões.


B

gerações.


C

níveis sociais.


D

fala e escrita.


E

situações de fala.

Leia o texto a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Considerando-se o texto de Oswald de Andrade e os conhecimentos acerca da variação linguística, assinale a afirmativa verdadeira.


A
O autor condena, de forma crítica, o uso de variedade linguística de menor prestígio.

B
O uso que o autor faz da norma-padrão, no texto, busca efeitos que expressam ironia e crítica.

C
A linguagem empregada pelo autor, literária, não pode ser considerada sinônimo de norma-padrão.

D
A partir do emprego da variedade linguística utilizada no texto, é possível observar domínio precário da língua.

Do ponto de vista da norma culta, o segmento destacado em “O meu coração era tão terno QUE FEZ DE MIM UM OBJETO DE ESCÁRNIO DOS MEUSCAMARADAS.” possui valor de:


A

proporção.


B

conformidade.


C

causa.


D

consequência.


E

finalidade.

Leia a citação abaixo, retirada dos PCNs de Língua Portuguesa:


A Língua Portuguesa é uma unidade composta de muitas variedades. O aluno, ao entrar na escola, já sabe pelo menos uma dessas variedades — aquela que aprendeu pelo fato de estar inserido em uma comunidade de falantes. Certamente, ele é capaz de perceber que as formas da língua apresentam variação e que determinadas expressões ou modos de dizer podem ser apropriados para certas circunstâncias, mas não para outras. Sabe, por exemplo, que existem formas mais ou menos delicadas de se dirigir a alguém, falas mais cuidadas e refletidas, falas cerimoniosas. Pode ser que saiba, inclusive, que certos falares são discriminados e, eventualmente, até ter vivido essa experiência. (p. 81 e 82)


A citação acima trata de um assunto bastante em evidência quando se fala sobre linguagem: variedade linguística. Sendo assim, assinale a alternativa que melhor descreva esse conceito:


A

Ocorrência de diversas maneiras de se comunicar com uma variedade a ser considerada mais importante que as outras.


B

Diversos registros de fala e escrita comuns a um mesmo idioma em que um, por razões históricas e sociais, acaba sendo considerado mais adequado em algumas situações de formalidade.


C

Existir uma língua padrão a ser utilizada na maioria das situações e alguns dialetos em contextos mais regionais.


D

Preocupação com a preservação da unidade de um idioma frente à extinção de registros exageradamente informais.


E

Convivência de diversas formas de comunicação em um mesmo idioma e ausência de uma norma prescritiva.

É um fato conhecido que instituições diversas (a escola, a imprensa, a própria escrita) retardam mudanças linguísticas. Pode-se apostar que, se essas instituições não existissem, ou se sua política fosse outra, ninguém mais saberia que as formas verbais em questão são (?) “leer” e “creer”. Sintetiza o que se afirma sobre a passagem anterior:


A

A escrita padrão representa a língua do povo.


B

As instituições provocam mudanças na língua.


C

As instituições reproduzem a língua do povo.


D

Quem faz a língua é o povo.

Quanto às variedades sociais, elas possuem diferenças em nível fonológico ou morfossintático. No nível Morfossintático, tem-se, por exemplo: “prantar” em vez de “plantar”; “bão” em vez de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; “bicicreta” em vez de “bicicleta”. No nível fonológico, tem-se: “dez real” em vez de “dez reais”; “eu vi ela” em vez de “eu a vi”; “ a gente fumo” em vez de “nós fomos”.


C
Certo

E
Errado

Assinale a alternativa que completa adequadamente a lacuna abaixo.


__________________ são as manifestações mais imediatas da identidade linguística dos falantes. Caracterizam-se por traços segmentais e por traços suprassegmentais.


A

Metalinguagens


B

Epilinguísticas


C

Linguagens


D

Erros


E

Sotaques

Quanto ao uso do recurso linguístico utilizado, assinale a alternativa correta.


A

O emprego de “devida e acuradamente”, no 1º parágrafo, atesta a opção do autor por estilo mais didático e despojado, no qual se dispensa o sufixo marcador de intensidade.


B

Em “os indícios nos permitem apenas inferências de certeza relativa, pois expressam somente probabilidade ou possibilidade.”, no 1º parágrafo, o deslocamento de “apenas” para depois de “certeza” configura mudança semântica, ao mesmo tempo em que se caracteriza como transgressão à norma culta.


C

No trecho “O que assim se declara a respeito desse fulano”, no 2º parágrafo, “assim”, por ser advérbio, pode, sem prejuízo gramatical ou semântico, deslocar-se para o início do período em que está inserido, desde que sucedido de vírgula.


D

O emprego de “daí”, no 3º parágrafo, constitui evidência da composição do texto, de forte marcação narrativa.


E

O deslocamento do advérbio “realmente”, no 4º parágrafo, para depois de “provar” desfaz a ênfase posta sobre “ter” ao mesmo tempo em que passa a modificar a ação de “provar”.

Tendo em vista o que se diz no texto, pode-se delimitar como seu conteúdo temático:


A

Acordo ortográfico.


B

Concordância verbal.


C

Preconceito linguístico.


D

Variação linguística.

Considerando as relações entre língua e sociedade, as percepções e reações do personagem Fabiano em contato com o Seu Tomás da bolandeira expressam um exemplo de ocorrência da variedade linguística:


A

Dialógica.


B

Diastrática.


C

Diatópica.


D

Diafrásica.

Quanto às variantes linguísticas presentes nas orações a seguir, assinale a alternativa em que a norma-padrão da língua portuguesa é rigorosamente obedecida.


A

Cada um de nós falamos a verdade ao professor.


B

Os Estados Unidos prioriza a educação.


C

Hoje fazem dez anos que conheci Dirceu.


D

Os Estados Unidos mobilizam a economia mundial.


E

Deve existir muitas maneiras de conquistar um grande amor.

“[...] baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro.”

“Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco.”

Os termos em destaque são exemplos de que a língua varia conforme:


A

A classe social.


B

A idade do falante.


C

O período histórico.


D

O espaço geográfico.

No quadro a seguir, há uma variação de termos da língua portuguesa utilizados nas diferentes regiões do país. Quando se trata de variação regional, estamos falando de variação diatópica.


Região Nordeste

Região Sul

Região Norte

Racha - pelada, jogo de futebol

Campo Santo - cemitério

Miudinho - pequeno

Jerimum - abóbora

Alçar a perna - montar a cavalo

Umborimbora? - Vamos embora?

Sustança - energia dos alimentos

Guacho - animal que foi criado sem mãe

Levou o farelo - morreu


C

Certo


E

Errado

Leia, atenciosamente, uma passagem do texto "Cacarecos da língua", de Gregório Duvivier.


___Todo dia uma palavra morre e a gente não se dá conta. [...] Algumas, para não morrer, reinventaram-se. Trocaram de sexo, de nome e de profissão. A palavra "zoeira" já significou barulho: hoje significa troça. [...]

___Pense quando foi a última vez que ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma coqueluche, que fulana é uma songamonga.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2016/07/1790346-cacarecos-da-lingua.shtml>. Acesso em: 20 out. 2018.


No texto, há reflexões sobre o uso ou emprego de algumas palavras da língua portuguesa. Nele infere-se que a construção dos significados da palavra "zoeira" resulta de um/uma


A

preconceito linguístico.


B

inadequação vocabular.


C

contraste morfossintático.


D

variação semântica.


E

diversidade técnico-situacional.

As falas das mães dos meninos caracterizam basicamente a seguinte função de linguagem:


A

Referencial.


B

Apelativa.


C

Emotiva.


D

Poética.

Com base na norma padrão escrita da língua portuguesa e em suas variações linguísticas, marque a afirmativa CORRETA.


A

A expressão “nos trinques” corrobora o caráter erudito que assinala o estilo do poema.


B

O uso do “Dão” foi para conferir maior nobreza ao Imperador do Brasil.


C

As duas grafias para a palavra “imperador” evidenciam e acentuam o tom coloquial e despojado do texto.


D

O uso do “me” no início do verso expressa a obediência às regras ortodoxas da gramática.

Considerando as variações linguísticas, os sentidos das palavras e o gênero textual apresentados, assinale a alternativa correta.


A

No trecho “E, não, não estou falando que as pessoas precisam viver de forma rígida e azeda.”, o uso repetido do advérbio de negação “não” denuncia uma linguagem mais informal, próxima da oralidade, traço linguístico característico de textos de opinião.


B

A sequência “E errar. E acertar. E tentar outra vez, outra coisa, de outro jeito.” traz a repetição das palavras “E” e “outra”, o que é uma característica muito marcante da linguagem formal, repleta de rigidez gramatical, com foco exclusivo na transmissão de informações.


C

Em “Existe uma legião de perdidos num limbo da infância emocional eterna [...]”, o vocábulo destacado possui um sentido figurado, significando um espaço entre o certo e o errado.


D

As referências mostradas no trecho “Vivemos cercados de pessoas acometidas por uma espécie de mistura de ‘Síndrome de Peter Pan’, com ‘Complexo de Cinderela’, mais uma pitada de ‘Jeito Pateta de ser’ e um tiquinho de ‘Meu sonho é morar na Disney.’” são inúteis para o entendimento do texto, isso é comum em textos muito formais.


E

Em “[...] o que era encantador certamente será ridículo.”, há a contraposição de ideias entre os adjetivos destacados. Tal característica não é bem-vista em textos opinativos como o apresentado.

Diferentemente do Texto 1, na tira (Texto 2) é adotado um estilo linguístico


A

informal e espontâneo, para reproduzir a oralidade.


B

poético, mas despojado, para encantar o leitor.


C

culto, mas descontraído, para imitar jovens.


D

coloquial e elegante, para atrair atenções.

   
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