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A alternativa com palavras que NÃO integram uma relação de variação linguística é:
desgelar - degelar.
rebite - arrebite.
bêbado - bêbedo.
enfarte - infarto.
deferir - diferir.
Leia a tirinha.

(www.turmadamonica.uol.com.br)
Quando analisa a variação linguística nos livros didáticos, Bagno (2007) observa que eles
reconhecem a importância da língua falada, pois, ao abordarem textos como os da personagem Chico Bento, relativizam questões centrais do estudo da língua, como o uso ou não das formas linguísticas de acordo com a norma culta.
selecionam, de forma bastante cuidadosa, textos como os da personagem Chico Bento, reafirmando sua intenção artística e promovendo uma adequada reflexão sobre a relação entre fala e escrita, de acordo com a norma culta.
subestimam o potencial artístico de textos como os da personagem Chico Bento, pois os utilizam com o fim específico de justificar a variação presente na língua oral, sem levar em consideração a língua escrita na modalidade culta.
tratam de modo inadequado textos como os da personagem Chico Bento, seja por desconsiderarem a sua intenção lúdica e artística, seja por proporem a reescrita da fala da personagem em norma culta, o que a descaracteriza.
dão muito espaço ao tratamento da variação linguística, selecionando textos como os da personagem Chico Bento, disseminando a falsa ideia de que não há unidade linguística no país, pois se critica, ainda que veladamente, a norma culta.
Assinale a alternativa em que a autora utiliza uma variante linguística regional para construir uma ironia.
“O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.” (Linhas 30-31)
“Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra.” (Linhas 37-38)
“[...] quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social.” (Linhas 49-50)
“Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa.” (Linha 26)
Observe a charge abaixo:
A charge poderia ser ilustração do seguinte item do conteúdo programático desta prova:
variação linguística;
marcas de textualidade;
língua falada e língua escrita;
redação oficial;
o esquema da comunicação linguística.
O texto trata das diversas formas de utilizar a língua portuguesa, bem como cita exemplos de variações linguísticas em várias situações de uso. Quanto às informações presentes no texto, é correto afirmar que:
Já que temos uma norma culta/padrão, são inadequados outros usos da língua portuguesa em quaisquer situações.
Apesar de haver variação linguística, o certo é usar a norma padrão em todas as situações, sob pena de não sermos compreendidos.
Pessoas de baixa escolaridade e idosos cometem mais erros gramaticais, assim como os nordestinos.
A convivência vai dosar a quantidade de formalidade e informalidade na interação e se deve ter bom senso para escolher a variação linguística mais adequada, de acordo com a situação.
“A gente não sabe bem por onde vai porque tem muitos obstáculos no caminho; para mim decidir, só entre eu e você, tenho que consultar minha mãe, já que ela conhece tudo por aqui!”
Nesse segmento de texto há uma série de marcas de uma variedade linguística popular: a apreciação inadequada sobre um dos componentes do texto é:
emprego de “a gente” em lugar de “nós”;
emprego do verbo “ter” em lugar de “haver”;
emprego de “mim” em lugar de “eu” em “para mim decidir”;
emprego de “eu” em lugar de mim, em “entre eu e você”;
emprego de “conhece tudo” em lugar de “conhece de tudo”.
A respeito da variação linguística, assinale a alternativa com as afirmações corretas.
I- Quando se fala em Língua Portuguesa, está se falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja relativa unidade linguística e apenas uma língua nacional, notam-se diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, de morfologia e de construções sintáticas, as quais não somente identificam os falantes de comunidades linguísticas em diferentes regiões, como ainda se multiplicam em uma mesma comunidade de fala.
II- Em uma sociedade como a brasileira, marcada por intensa movimentação de pessoas e intercâmbio cultural constante, o que se identifica é um intenso fenômeno de mescla linguística, isto é, em um mesmo espaço social convivem mescladas diferentes variedades linguísticas, geralmente associadas a diferentes valores sociais.
III- A variação linguística caracteriza a existência de um único falar adequado no Brasil, representado pela normapadrão, que é o único objeto de ensino da Língua Portuguesa nas escolas, em especial no Ensino Básico.
IV- Para cumprir bem a função de ensinar a escrita e a língua padrão, a escola precisa livrar-se de vários mitos: o de que existe uma forma correta de falar, o de que a fala de uma região é melhor do que a de outras, o de que a fala correta é a que se aproxima da língua escrita, o de que o brasileiro fala mal o português, o de que o português é uma língua difícil, o de que é preciso consertar a fala do aluno para evitar que ele escreva errado.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Pergunta Depreende-se das informações do texto que Felipe Massa falou com Hamilton em tom:
irônico.
educado.
agressivo.
respeitoso.
injustificável.
Marcos Bagno, em seu livro “Preconceito Linguístico” (Edições Loyola, 2011), apresenta alguns mitos sobre a Língua Portuguesa. Alguns desses mitos seriam: “Português é muito difícil”, “as pessoas sem instrução falam tudo errado”, “é preciso saber gramática para falar e escrever bem”. Para o autor, é importante que se valorize o saber linguístico individual de cada um. Considerando essas reflexões, podemos afirmar sobre as variedades linguísticas:
As variedades linguísticas devem ser minimizadas. Há uma única norma que deve ser valorizada, que é a norma culta, aprendida na escola.
Diante de produções orais como “criente” (ao invés de “cliente”) e “probrema” (ao invés de “problema”), temos variações desprestigiadas da língua, que são consideradas erros e devem ser evitadas.
Somente com o domínio da gramática é que podemos ter um bom conhecimento linguístico, com condições de usar a linguagem de forma adequada.
As pessoas que discriminam quem fala “pobrema” ao invés de “problema” consideram que a língua é caracterizada pela variedade.
Quando estamos diante de produções orais como “criente” ou “probrema”, estamos diante de variações linguísticas, que devem ser vistas sem preconceito.
A variação linguística, representada na charge, se mostra, no texto dos balões:
pela presença de termos lexicais técnicos e específicos, que não foram compreendidos pelo homem do campo.
pela enorme superioridade do falar do motorista em relação ao caipira.
pelos problemas de concordância verbal problemática, em ambas as falas.
pelos desvios em relação à concordância nominal, os quais, surpreendentemente, estão mais presentes no falar do motorista.
por especificidades da linguagem oral dos falantes, mimetizadas pela escrita.
A variação linguística é a variedade na manifestação de uma língua, o que se dá de acordo com o contexto em que os falantes dessa língua se inserem. Assim, pode-se considerar que essa variação:
ocorre apenas nas línguas mortas, como o latim.
caracteriza o falante, sendo que os melhores falantes utilizam a norma culta e os piores, a forma coloquial.
pode ser resultado de escolaridade ou costume, já que somente se mostra entre aqueles que frequentaram a escola regularmente.
é determinada pelos mais diversos fatores, como os históricos, os geográficos e os socioculturais, por exemplo.
impede que pessoas de um mesmo país migrem para diferentes regiões de sua pátria, devido ao impedimento de comunicação e entendimento.
Entre as variedades linguísticas há uma que se pode denominar de jargão profissional, na medida em que revela a atividade de quem a utiliza. Nesse caso, o que mostra o jargão do policial é
o emprego dos verbos no imperativo.
a utilização do vocábulo “procedimento”.
o uso de formas de polidez, como “por favor”.
a objetividade das frases, sem maiores explicações.
a ilegalidade da cobrança aos jovens.
Sobre os tipos de variação linguística, analise as afirmativas abaixo:
I - De Oscar Martins e Rubens V. Marques:
“Quando eu entro no salão/
Com minha viola afinada/
Eu canto uma moda arta/
E muito bem expricada,/
Dizeno que eu não insurto/
Mas topo quarqué parada.”
(Variação Diafásica)
II - Linguagem dos funkeiros:
Alemão é turma rival, que está do lado oposto / bonde é grupo de funkeiros / cão é mentira, calote / filezinho, mel, uva é menina bonita / M C: mestre-de-cerimônias dos bailes funk”.
(Variação Diastrática)
III - Assaltante gaúcho:
- “O, guri, ficas atendo... Bah, isso é um assalto... Levantas os brações e te aquietas, tchê!
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchÊ. Passa as pilas pra cá! E te manda a la cria, senão, o quarenta e quatro fala.”
(Variação Diatópica)
IV - De Carlos Drummond de Andrade:
“Antigamente as moças chamavam-se mademoiselles, eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: colhiam primaveras, em dezoito. O Jonatas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.
(Variação histórica)
Qual o tipo de variação linguística dado entre parênteses corresponde corretamente ao texto apresentado?
Apenas as afirmativas I e II.
Apenas as afirmativas II, III e IV.
Apenas as afirmativas I, III e IV.
Todas as afirmativas estão corretas.
Assinale a afirmativa coerente com o emprego das variações.
os usuários de uma língua geralmente consideram as suas variações inferiores às demais.
as variações se realizam no plano fonológico das línguas, mas não nos demais níveis.
as variações podem ocorrer no plano fonológico, morfológico, sintático e semântico de um idioma.
as variações são empregadas naquelas situações comunicativas em que se procura despertar humor.
as variações sociais são alvo de maior preconceito por envolverem distinções de caráter profissional e de classe social.
Sobre as variações linguísticas em geral, pode‐se afirmar que:
todas as variações linguísticas devem ser aprendidas na escola.
algumas das variações linguísticas devem ser desprezadas, por serem deficientes.
as variações de caráter regional estão intimamente relacionadas às variações de caráter profissional.
as variações são testemunhos de pouco valor cultural, mas que não podem ser afastados dos estudos linguísticos.
a variação de maior prestígio social é a norma culta que, por isso mesmo, é ensinada como língua padrão.
Segundo o texto 1, a criação do vocábulo “planetania” acompanha o mesmo processo verificado em “florestania”. Esse fato exemplificaria, no universo do texto dado, o que José Carlos Azeredo, em Fundamentos de Gramática do Português, caracteriza como:
formação de itens lexicais informais, exclusivos de uma variedade popular da língua
mecanismo de ampliação de significado, pela alteração do sentido dos morfemas
transgressão das normas gramaticais, pelo desconhecimento de léxico dicionarizado
geração de um modelo produtivo de léxico, a partir de um ato de criatividade