Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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Sobre cultura e cultura surda, é correto afirmar-se que

A
a cultura surda é uma construção do POVO surdo. Sobre POVO surdo, entende-se que são os sujeitos surdos que habitam um mesmo local, que compartilham as mesmas peculiaridades, ou seja, constroem sua formação da língua de sinais.

B
os surdos não partilham da cultura ouvinte, pelo fato de não escutarem, por isso vivem isolados e incomunicáveis.

C
a experiência visual do surdo é um artefato cultural e está presente na vida de todos os surdos, exceto nos surdos oralizados.

D
para Strobel (2008), os artefatos mais relevantes, na cultura surda, são a experiência visual, a língua de sinais, a família, a literatura surda, a vida social e esportiva, as artes visuais, a política e os artefatos materiais.

E
o vocábulo “cultura” vem do latim, colere, significando originalmente “cultivo de plantas”. Essa origem etimológica explica a estreita relação entre natureza e cultura nos significados atuais atribuídos ao termo.
Ao se reportar sobre a inclusão de alunos com deficiência visual, Souza (1997, apud SONZA, 2013), diz que “a (con)vivência entre indivíduos muito diferentes não é tão fácil. Implica em mudanças institucionais, pedagógicas, metodológicas e pessoais.” Nesse contexto, assinale a alternativa que indica como deve ser o ambiente escolar para os alunos cegos e com baixa visão.

A
Um lugar sem barreiras físicas, que permita a livre circulação dos alunos com deficiência visual com segurança e conforto, principalmente nas atividades de reabilitação, lazer e recreação.

B
O espaço deve ter acessibilidade adequada para esse público alvo, disponibilizar ajudas técnicas para auxiliar no aprendizado, salas de aula, laboratórios e demais ambientes com piso tátil, mobiliário apropriado, sistemas de sinalização com inscrições em braile, com letras ampliadas e com contraste.

C
A escola deve oferecer acessórios didáticos adaptados nas áreas de higiene, vestuário, alimentação e utensílios domésticos. Tais cuidados permitem a minimização dos esforços dos estudantes cegos e com baixa visão no espaço educacional, além de contribuir para a realização das atividades da vida diária com equilíbrio, coordenação e orientação.

D
Deve atender a um recorte ergonômico voltado especialmente para o alunado com deficiência visual, conforme determina a NBR 9050:2015, da ABNT, como por exemplo: mobiliário escolar adequado, com dimensões que permitam a aproximação frontal, bebedouros com altura de 90 cm e piso tátil até o local de instalação.

E
Deve favorecer o acesso dos deficientes visuais com rampas, plataformas verticais, veículos adaptados e recursos didáticos diversos, entre eles: brinquedos pedagógicos, pranchas de apoio, prancha ortostática, stand-table e adaptações de mão para uso de lápis, tesoura e borracha.
Barreiras atitudinais são comportamentos que impedem a participação social da pessoa com deficiência. Assinale a alternativa que melhor descreve, no ambiente universitário, a atitude de “exaltação do modelo”.

A
Recusar-se a interagir com um aluno com deficiência, ou com os familiares deste.

B
Elogiar exageradamente um aluno com deficiência pela mínima ação realizada em sala de aula.

C
Generalizar aspectos positivos ou negativos entre dois alunos com deficiência, supondo que ambos terão as mesmas habilidades e dificuldades.

D
Usar a imagem da pessoa com deficiência como exemplo de persistência e coragem junto aos demais alunos.

E
Estimular a turma na realização de atividades pelas pessoas com deficiência, atribuindo-lhes uma pseudoparticipação.
De acordo com os estudos de Mattoso (2012) sobre o Programa Vision 2020 da Organização Mundial da Saúde, uma pesquisa realizada por Donatela Pascolini e Silvio Paolo Mariotti (2011) verificou que, à época, existiam em todo o mundo 285 milhões de pessoas com algum tipo de comprometimento visual, das quais 39 milhões eram cegas e 246 milhões tinham baixa visão. Deste total, 90% viviam nos países em desenvolvimento. A Classificação Internacional de Doenças (CID) divide as funções visuais em níveis, a saber:

A
visão normal, visão subnormal, cegueira, deficiência visual grave e deficiência visual leve.

B
visão normal, deficiência visual moderada, deficiência visual grave e cegueira.

C
visão normal, visão subnormal, deficiência visual, cegueira e baixa visão.

D
baixa visão severa, cegueira, deficiência visual e visão normal.

E
deficiência visual e cegueira.
Sobre participação de personalidades na educação de surdos, é correto afirmar-se que

A
Alexander G. Bell defendeu, fervorosamente, a oralização do surdo, o monolinguismo, a exclusão da língua de sinais e o afastamento do surdo dos espaços de convivência com outros surdos. A radicalidade do seu posicionamento diminuiu, entretanto, após ele se casar com uma jovem surda, Mabel.

B
o monge beneditino Ponce de Leon dedicou-se a educar surdos na Espanha, predominantemente filhos de nobres, mas também, em menor escala, surdos de classes sociais mais baixas.

C
entre os principais educadores da Idade Moderna, estão Juan Pablo Bonet, Rodrigues Pereire, J. Conrad Amman e Thomas Braidwood, que acreditavam que a fala/oralidade e a escrita deveriam ser as únicas ferramentas para educar os surdos.

D
a iniciativa para a criação da 1ª escola para surdos, nos EUA, surgiu do reverendo Thomas Gallaudet, que, por ter uma filha surda, Alice, viajou para a Europa em 1755, em busca de um professor que o ajudasse a fundar a escola em Hartford.

E
o médico italiano Girolamo Cardamo, no século XVI, foi um dos primeiros a se pronunciar quanto à necessidade e à capacidade do surdo de receber instrução.
“Ler sem ver as letras no papel pode parecer difícil ou impossível; contudo, não é bem assim. A cada dia, as pessoas com deficiência visual têm provado que a leitura é uma de suas práticas mais frequentes. Ora estudando regularmente, ora buscando informações e divertimentos extracurriculares. Existem três maneiras que tornam viável a leitura a uma pessoa com deficiência visual: o sistema braile; o uso do computador; e o auxílio de um ledor”. (MOREIRA, 2017). De forma resumida, pode-se dizer que ledor

A
um recurso de tecnologia assistiva que auxilia as pessoas com deficiência visual no desempenho de suas tarefas.

B
o profissional que lê e traduz os códigos de braile para as pessoas cegas.

C
segundo os dicionários, aquele que lê ou que tem o hábito de ler. Por isso, a palavra “ledor” é sinônima de “leitor”.

D
um importante elemento no ambiente educacional inclusivo, o qual assegura a acessibilidade comunicacional a pessoas cegas ou com baixa visão, por meio da leitura dos conteúdos escolares, literários etc.

E
uma ferramenta eletrônica que desempenha a atividade de leitura, gravação e impressão de pesquisas para as pessoas com deficiência visual.

Certo indivíduo, com uma deficiência motora grave que provoca nele tremor e instabilidade nos dedos, ao usar um teclado convencional, com frequência repete letras ou aciona outras letras que não a desejada.

Considerando-se o que fazer nesse caso, assinale a alternativa INCORRETA.


A
Utilização de uma colmeia para separar as teclas e ajudar o indivíduo a alcançar a tecla desejada sem ativar outras no caminho.

B
Seleção da opção “Ignorar Pressionamentos de Tecla Repetidos” em “Opções de Acessibilidade” do sistema operacional Windows.

C
Modificação da sensibilidade em “Teclas de Filtragem”, que faz parte das “Opções de Acessibilidade” do sistema operacional Windows.

D
Correção total do texto digitado através de um sistema de predição de palavras.

E
Utilização do ditado por voz como alternativa à teclagem, mesmo sabendo que este processo introduz alguns erros na transcrição. 43. Sobre o Prancha Fácil, assinale a
A professora Anne Sulivan reconheceu o potencial de aprendizagem de uma pessoa surdocega, tendo sido a responsável pela educação de Helen Keller. De acordo com Nascimento (2006), quanto à surdocegueira pode-se afirmar que:

A
não é apenas uma tipologia de deficiência multissensorial congênita ocasionada por diversas síndromes associadas, mas a mais grave de todas.

B
é uma tipologia de deficiência bissensorial adventícia e a pessoa por esta acometida já nasceu surda e cega por causa da Síndrome de Irlen.

C
é uma patologia multissensorial adventícia que acomete pessoas surdas ou pessoas cegas com mais de 20 anos de idade.

D
não se trata de uma simples somatória de surdez e cegueira, nem é só um problema de comunicação e percepção, ainda que englobe todos esses fatores e alguns mais.

E
é um transtorno multissensorial que faz com que a pessoa que nasceu cega fique surda ou faz com que a pessoa que nasceu surda fique cega.
Considera-se tecnologia assistiva ou ajuda técnica para pessoas com deficiência o conjunto que inclui:

A
dispositivos, recursos, práticas e serviços para superar desvantagens da deficiência múltipla e assegurar completa autonomia.

B
equipamentos e práticas usadas nas situações de doença grave para promover assistência respiratória e aporte de oxigênio.

C
produtos, equipamentos, estratégias e serviços que objetivem promover a funcionalidade, visando à inclusão social e à qualidade de vida.

D
produtos, metodologias e estratégias pedagógicas para suplementar a capacidade de aprendizagem do Braille.

E
dispositivos, produtos e práticas que promovam habilidades e competências no desempenho laboral.
“Com o advento dos softwares para a produção de textos e das impressoras automatizadas, a produção de livros em braile tornou-se mais fácil e rápida. Ao mesmo tempo, obras faladas e digitalizadas, o desenvolvimento de leitores de tela e muitos outros recursos estão tornando mais rápido o acesso à informação e à cultura, e facilitando a educação e profissionalização de pessoas com deficiência visual” (SONZA, 2013). No mundo moderno e virtual em que vivemos, pode-se afirmar, em relação ao sistema braile, que:

A
ele é um instrumento indispensável no processo da inclusão de pessoas cegas, baseado na combinação de seis pontos em relevo, permitindo a representação do alfabeto e dos números, da simbologia matemática, musicográfica, além da impressão em relevo de tabelas, gráficos, mapas, figuras geométricas e outras ilustrações.

B
ler em braile é bem fácil. Basta que se reconheça os símbolos e pode-se ler normalmente, seja com o tato ou com a visão. Os tipos são lidos da esquerda para a direita, através dos pontos em alto-relevo, com exceção dos sinais de pontuação. Para escrever, são utilizadas duas ferramentas: a reglete e o punção.

C
a maior parte das pessoas cegas ainda lê e escreve em braile no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com a National Federation of the Blind (Federação Nacional dos Cegos - EUA), 90% dos norte-americanos cegos ainda se comunicam em braile, e apenas 10% costumam usar recursos modernos, como o audiolivro, dispositivo de reconhecimento de voz e outras técnicas.

D
o sistema de leitura para cegos, popularmente conhecido como braile, é originário de um código de leitura no escuro desenvolvido por Charles Barbier, para fins militares. Quando Louis Braille, que era cego, conheceu o sistema, passou a empregá-lo, e em seguida o alterou, passando de um grupo de dez pontos para um grupo de apenas cinco pontos, composto por duas colunas com três pontos cada.

E
o agrupamento de seis pontos, que permite a composição de 63 símbolos diferentes que servem para representar caracteres na literatura, na matemática, na informática e na música foi inventado por Louis Braille, e até hoje é utilizado em todo o mundo como um sistema natural de leitura e escrita apenas para pessoas com baixa visão.
O século XIX marcou a vida das pessoas com deficiência visual em todo o mundo. Nascia, na França, Louis Braille. Acometido pela cegueira por conta de um acidente doméstico, ele revolucionou a educação, com a criação do sistema braile. Atualmente, de acordo com Montilla (2006) uma série de equipamentos específicos favorecem a acessibilidade comunicacional a estudantes com deficiência visual. No ambiente escolar, pessoas com baixa visão utilizam-se de equipamentos também utilizados por estudantes cegos. Assinale a única opção de equipamento utilizado apenas pelas pessoas com baixa visão.

A
Máquina braile para leitura e escrita.

B
Impressora 3D.

C
Lupa.

D
Gravadores para registrar aulas.

E
Livros falados.
A Tecnologia Assistiva pode ser definida como:

A
uma área da saúde, de característica interdisciplinar, que visa à promoção da funcionalidade em pessoas com deficiência.

B
uma abordagem voltada para a promoção de autonomia, da qualidade de vida e da inclusão social de qualquer pessoa com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida.

C
metodologias e práticas, que objetivam apenas promover a funcionalidade de qualquer pessoa com dificuldade.

D
uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços.

E
recursos de alto custo, que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida.
As condições de acessibilidade dos campi universitários e seus entornos interferem na permanência, no aproveitamento e no sucesso dos alunos, servidores técnicos e docentes com deficiência ou mobilidade reduzida. A legislação de acessibilidade determinou que os estabelecimentos de ensino de qualquer nível já existentes em 2004 deveriam estar adaptados até 2008 para assegurar condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes. Assinale a alternativa que NÃO contém uma exigência do Poder Público para a concessão de autorização de funcionamento, de abertura ou renovação de curso.

A
Cumprir as regras de acessibilidade arquitetônica, urbanística e na comunicação e informação, conforme normas técnicas da ABNT.

B
Disponibilizar tecnologia assistiva para servidores, pessoal contratado e alunos com deficiência.

C
Garantir as condições de acessibilidade e os recursos de tecnologia assistiva em congressos, seminários, oficinas e demais eventos de natureza científico-cultural financiados pelo Poder Público.

D
Adotar nos editais de compra de livros, inclusive para o abastecimento ou a atualização de acervos de bibliotecas, cláusulas de impedimento à participação de editoras que não ofertem sua produção também em formatos acessíveis.

E
Dispor de regras internas para coibir a discriminação em razão da deficiência, se houver servidores ou alunos com deficiência em seus quadros.

Ao longo da história da educação dos surdos, três principais abordagens foram defendidas pelos profissionais que as seguem, como as mais adequadas para a educação dos surdos, a saber: o oralismo, a comunicação total e o bilinguismo. Nesse sentido, relacione as abordagens às suas características próprias e assinale a opção que apresenta a sequência CORRETA.


(1) Oralismo

(2) Comunicação Total

(3) Bilinguismo


( ) Acredita que os surdos possuem uma comunidade, com cultura e língua próprias.

( ) Visa à integração da criança surda na comunidade de ouvintes.

( ) Concebe a surdez como uma marca que repercute nas relações sociais e no desenvolvimento afetivo e cognitivo do surdo.

( ) Tem como principal preocupação o estabelecimento da comunicação e da interação entre os surdos e outros surdos e entre os surdos e os ouvintes.

( ) Considera importante a inferência de regras gramaticais no aprendizado da língua.

( ) Defende que o surdo não precisa almejar uma vida semelhante ao ouvinte, podendo aceitar e assumir sua surdez.


A

3, 2, 1, 2, 3, 1


B

3, 1, 2, 2, 1, 3


C

2, 1, 3, 1, 2, 3


D

3, 2, 2, 1, 1, 3


E

2, 3, 1, 3, 2, 1

Conforme colocado por Albres (2015), o processo de tradução envolve duas línguas de modalidades diferentes, como as línguas de sinais e as línguas orais, sendo uma tradução intermodal. Desta forma, a fala do professor em uma língua é interpretada em outra língua, fala esta direcionada aos alunos e com o objetivo específico de promover a aprendizagem de determinado conteúdo/conceito. Em relação a esta mediação, marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F), para as FALSAS.


( ) O professor torna-se parceiro do intérprete nesse processo ao mediar seus conteúdos com ele, e este, por sua vez, torna-se “mediador do mediador”.

( ) O intérprete educacional usa do discurso do outro (professor), vai enunciando simultaneamente com suas próprias palavras/sinais e construindo estratégias para trabalhar em prol do ensino-aprendizagem do aluno surdo.

( ) Ao perceber as dificuldades de compreensão do aluno surdo, o intérprete educacional poderá dedicar tempo em explicar, ensinar e tirar todas as suas dúvidas atuando neste contexto de forma independente do que está sendo tratado pelo professor. O objetivo é ajudar o aluno surdo.

( ) Ser usuário fluente no uso e compreensão da língua de sinais o torna automaticamente apto a realizar o processo de mediação no contexto educacional.

( ) Não é necessário a preparação antecipada do intérprete educacional para sua atuação na mediação, visto ele ser fluente em língua de sinais e língua portuguesa.


Assinale a alternativa que correspondente CORRETAMENTE à sequência de associação feita de cima para baixo:


A

V, V, V, F, F


B

V, V, V, F, V


C

F, V, F, F, V


D

V, F, F, F, F


E

V, V, F, F, F

A atuação em sala de aula dos intérpretes educacionais exige dos profissionais alguns saberes. Albres (2015) destaca alguns saberes pertinentes à atuação. São eles:


A

O saber ético, o saber cultural, o saber disciplinar e o saber pedagógico.


B

O saber ético, o saber cultural, o saber disciplinar e o saber discursivo.


C

O saber linguístico, o saber discursivo, o saber disciplinar e o saber cultural.


D

O saber linguístico, o saber discursivo, o saber disciplinar e o saber ético.


E

O saber linguístico, o saber discursivo, o saber disciplinar e o saber pedagógico.

A comunicação total utiliza toda e qualquer forma de comunicação. Não é contra a utilização da língua oral, mas a considera uma comunicação complementar.


C

Certo


E

Errado

 
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