Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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A história dos surdos, contada pelos não surdos, foi construída da seguinte maneira: primeiramente os surdos foram “descobertos” pelos ouvintes, depois eles foram isolados da sociedade para serem “educados” e conseguirem ser como os ouvintes; quando não mais se pôde isolá-los, porque eles começaram a formar grupos que se fortaleciam, tentou-se dispersá-los, para que não criassem guetos (SÁ, 2004). Dadas as afirmativas em relação à história da educação dos surdos,

I. Na antiguidade, os surdos eram isolados da sociedade sob o argumento de que o pensamento dependia da linguagem e que esta não se desenvolvia sem a fala.

II. Na década de 90 (século XX), o linguista americano William Stokoe apresentou a língua de sinais como uma língua, ainda, ilegítima e sem estrutura própria.

III. O século XX e início do século XXI apresentaram avanços quanto à valorização da língua de sinais e a possibilidade de construção da identidade surda, decorrente do respeito às diferenças.

verifica-se que está(ão) correta(s)


A
I, apenas.

B
II, apenas.

C
I e III, apenas.

D
II e III, apenas.

E
I, II e III.
Segundo a legislação internacional e também a brasileira, a acessibilidade é um direito básico para o exercício dos demais direitos, como saúde, educação, trabalho, cultura, turismo, entre outros. A acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida pode ser definida como:

A
possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de ambientes, informação, comunicação, sistemas e tecnologias.

B
equipamento eletrônico utilizado nos acessos aos espaços arquitetônicos urbanos.

C
dispositivos existentes nas construções e meios de comunicação que permitem o acesso de pessoas com deficiência auditiva.

D
independência conseguida apenas com o emprego do desenho universal na concepção de projetos.

E
possibilidade de uso de tecnologia da informação com o apoio de outra pessoa sem deficiência.
No preâmbulo da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, considera-se a deficiência como:

A
dificuldade da pessoa de participar das relações sociais e ambientais.

B
característica da pessoa, que não interfere em sua inclusão.

C
conceito estabelecido como desvantagem decorrente de doenças incapacitantes.

D
atributo que diferencia as pessoas e não se altera com barreiras do ambiente.

E
conceito em evolução resultante da interação entre a pessoa e as barreiras atitudinais e ambientais.
Considerando-se que “a carência de informações sensoriais tão básicas, como aquelas advindas dos sentidos da visão e da audição, fazem com que cada criança, quando exposta a um estímulo, consiga absorver apenas parte dessa informação”, fundamentada em Erikson (2002), Nascimento (2006) destaca que o papel do professor, intérprete ou guia-intérprete junto à criança surdocega será o de:

A
suprir a carência de funcionamento sensorial com estímulos organizados e significativos, de modo que as informações do mundo cheguem à criança de forma estruturada e sistematizada, permitindo-lhe começar a construir seu mundo e a construir o conhecimento como um todo.

B
mediar a comunicação com o mundo, antecipando à pessoa surdocega aspectos informacionais de modo a protegê-la de possíveis riscos e situações críticas na vida.

C
articular o processo comunicacional a partir de um diagnóstico do ambiente onde a criança surdocega vive, potencializando estímulos em família para criar vínculos afetivos.

D
estruturar processos comunicacionais que favoreçam à pessoa surdocega o acesso à informação, protengendo-a de exposição à avalanche de informações do mundo atual.

E
comunicar os estímulos do mundo de modo a cobrir lacunas informacionais deixadas pela ausência dos sentidos da visão e da audição, potencializando a chance de conhecer a vida.
Áudio-descrição ou audiodescrição? Apesar do Novo Acordo Ortográfico, os estudiosos do tema no Brasil ainda não chegaram a um consenso quanto à grafia da palavra que representa este recurso de Tecnologia Assistiva capaz de transformar a vida de pessoas com deficiência visual em todo o mundo. De acordo com Mattoso (2012), os estudos da áudio-descrição (AD) no Brasil começaram com o Prof. Francisco José de Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, responsável pelo primeiro curso de formação de áudio-descritores realizado no país. Esse curso foi denominado, metaforicamente, remetendo à prática da AD, como:

A
Palavras em foco.

B
Imagens que falam.

C
Palavras sonoras.

D
Imagens faladas.

E
Falando de imagens.
Podem ser considerados produtos que promovem a autonomia, a independência, a qualidade de vida e a inclusão social da pessoa com deficiência:

A
elementos de urbanização.

B
tecnologias assistivas.

C
intérpretes de LIBRAS.

D
adaptações razoáveis.

E
rampas e elevadores.
Quando contratadas por uma empresa pública ou privada, pessoas com deficiência permanente ou transitória podem ser beneficiadas por procedimentos especiais de inclusão laboral. Dentre as alternativas a seguir, a INCORRETA é:

A
o ambiente de trabalho adaptado.

B
a jornada variável.

C
o horário flexível.

D
o transporte particular adaptado.

E
o salário proporcional.
Conforme propõe Lima (2010), “há dois profissionais que devem trabalhar parceiramente na construção e oferta da áudio-descrição: o consultor em áudio-descrição e o áudio-descritor”. O consultor em áudio-descrição (AD) é, então:

A
uma pessoa com deficiência visual com formação comprovada em áudio-descrição que atuará como crítico, revisor e propositor de novas estruturas tradutórias para o texto áudio-descritivo, sustentado nas boas técnicas da AD.

B
um profissional vidente que acompanha todo o processo de criação e elaboração dos roteiros de AD, interferindo quando solicitado.

C
um jornalista especializado em acessibilidade comunicacional que presta consultoria na área.

D
um especialista em sonorizar produtos visuais e com conhecimento de técnicas de legendagem.

E
um empresário do ramo de consultoria que está investindo em áudio-descrição.
Sobre o oralismo, a comunicação total e o bilinguismo, é correto afirmar-se que

A
para Marta Ciccone (1996), a Comunicação Total não é uma filosofia Educacional que se preocupa com ideias paternalistas, mas uma proposta de valorização de abordagens alternativas que possam permitir ao surdo trocar ideias e exprimir sentimentos desde sua mais tenra idade.

B
na Antiguidade e na Idade Média, a abordagem oralista exercia forte influência na educação dos surdos, que eram obrigados a aprender a falar para poderem ter acesso aos direitos civis comuns a outros cidadãos.

C
a comunicação total surge, nos EUA, nos anos de 1950, e, no Brasil, na década de 1980.

D
para Skliar (1999), a educação bilíngue é uma “neometodologia”.

E
para Skliar (1999), a educação bilíngue não deve focar nos mecanismos e nas relações de poder e conhecimento, dentro ou fora da proposta pedagógica, pois a questão principal são as estratégias de ensino.
Em 1912, nos Estados Unidos, um homem chamado Robert J. Atkinson perdeu a visão por acidente. Desapontado com a pouca disponibilidade de livros para cegos, em 1934, ele inventou um sistema que deu origem ao primeiro livro falado, o qual foi por ele batizado de Readophone. Data do período Pós-Guerras, outra inovação neste segmento: a gravação de obras literárias e teatrais destinadas ao entretenimento de soldados que perderam a visão em batalha. Nascia, assim, o audiobook (áudio-livro). De acordo com os estudos de Mattoso (2012), atualmente, o áudio-livro e o livro falado distinguem-se a partir das características de:

A
comercialização, sendo o primeiro um produto distribuído gratuitamente pois integra estratégias de políticas públicas de todos os países do mundo, e o segundo um produto de consumo a partir do e-commerce.

B
acesso, pois o primeiro é distribuído gratuitamente para cegos do mundo inteiro, e o segundo deve ser comprado com pagamento à vista.

C
formato, considerando que o primeiro, como a própria expressão diz, é um formato tecnológico para ser ouvido, e o segundo, para ser falado.

D
recepção, porque o primeiro fala quando o leitor abre a capa, e segundo precisa de um equipamento para ser ouvido.

E
produção, pois o primeiro é elaborado por ledores-atores que interpretam as obras com apoio de efeitos sonoros, e o segundo preconiza a ausência de efeitos sonoros ou músicas, bem como a isenção de interpretação por parte do ledor.
A observância desse princípio implica a criação, para as pessoas com deficiência, de condições de vida análogas às das pessoas normais de uma sociedade.

C
Certo

E
Errado
Analisando a evolução da luta pelos direitos das pessoas com deficiência por uma abordagem histórica, em artigo publicado em 2007, o consultor Romeu Kazumi Sassaki estabelece quatro eras referentes às práticas sociais relacionadas àquelas pessoas: a mais antiga abrange desde os primórdios até os anos 1920; a segunda, entre 1920 e 1940; a terceira, entre 1950 e 1980; e a quarta e última, de 1990 até os primeiros anos do século XXI. As referidas eras são conhecidas, respectivamente, como:

A
Marginalização, Exclusão, Mediação e Educação.

B
Criminalização, Exclusão, Reabilitação e Integração.

C
Segregação, Exclusão, Inclusão e Reabilitação.

D
Dominação, Segregação, Mediação e Inclusão.

E
Exclusão, Segregação, Integração e Inclusão.
Sobre identidade e identidades surdas, é correto afirmar-se que

A
identidade e cultura são conceitos equivalentes, por isso falar em cultura surda é o mesmo que falar de identidade surda.

B
para Perlin (1998), as identidades surdas “híbridas” dizem respeito aos surdos que nasceram ouvintes e, com o tempo, se tornaram surdos.

C
a partir do conceito pós-moderno de identidade, é possível afirmar que há uma única identidade surda.

D
para o pós-estruturalismo, a identidade é construída a partir da diferença, portanto, para a formação de uma identidade surda, o mais importante é que os surdos convivam com pessoas diferentes deles, como os ouvintes.

E
as identidades surdas de “transição” referem-se aos surdos que tentam reproduzir as identidades ouvintes, pois as consideram superiores.

É fato que a surdocegueira caracteriza o comprometimento auditivo e visual. Todavia, guardadas as especificidades de cada uma dessas deficiências, entende -se que a surdocegueira


A

não se classifica como deficiência única, embora não resulte da somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual.


B

constitui-se como deficiência múltipla, pela somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual.


C

não se classifica como deficiência múltipla, embora se constitua pela somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual.


D

constitui-se como uma deficiência única e não a somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual.

O Congresso de Milão marca, oficialmente, o início de um longo período em que a educação de surdos se dedicou a sanar os efeitos da surdez nos sujeitos, inclusive por meio da proibição do uso das Línguas de Sinais. Além de outros, foram fatores motivadores das decisões tomadas no Congresso:


A

o domínio da energia nuclear com fins médicos e bélicos, os movimentos das minorias sociais e o aumento da velocidade ao compartilhar informações via internet, fatos de grande repercussão no século XXI.


B

as descobertas químicas feitas por Lavoisier, a dissociação do Reino de Portugal do Reino de Castela e o aperfeiçoamento do telescópio realizado por Galileu Galilei, ocorridos no século XVII.


C

o processo de colonização propulsionado pela criação da caravela, as rápidas mudanças na dinâmica econômica pela crise feudal e a invenção da imprensa, ocorridos no século XV.


D

a compreensão do sujeito como máquina, o avanço da tecnologia associada ao domínio da eletricidade pelo homem e a disseminação das ideias eugênicas, fatos de grande repercussão no século XIX.

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) foi fundado em 1857, no Rio de Janeiro, por um professor surdo, ex-diretor do Instituto de Paris, chamado Hernest Huet. No entanto, no ato de sua fundação, o instituto recebera outra denominação, sendo chamado de:


A

Instituto Nacional de Surdos.


B

Instituto Imperial de Surdos-Mudos.


C

Instituto Imperial de Surdos.


D

Instituto de Assistência aos Surdos-Mudos.


E

Instituto Nacional de Surdos Mudos.

Barreiras são entraves, obstáculos, atitudes ou comportamentos que limitam ou impedem a participação social da pessoa e o exercício de seus direitos, entre eles, à liberdade de movimento e de expressão. Assinale a alternativa que classifica INCORRETAMENTE tais barreiras.

A
Urbanísticas, tal como uma calçada incompatível com a circulação em cadeira de rodas num espaço de uso coletivo.

B
Físicas, tal como a ausência de oferta de órteses e próteses.

C
Arquitetônicas, tal como a falta de rampa adaptada na entrada de um edifício público.

D
Nos transportes, tal como a ausência de elevador ou plataforma para embarcar em um ônibus municipal.

E
Comunicacionais, tal como o não respeito pelas normas de acessibilidade em um website do governo.
 
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