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Qual é a dose adequada de epinefrina para o tratamento de anafilaxia aguda em adultos?
0,3 a 0,5 mg IM na concentração 1:1.000.
1 ml IM na concentração 1:10.000.
0,3 a 0,5 mg IV na concentração 1:1.000.
1 ml IM na concentração 1:1.000.
Um adolescente de 17 anos com diagnóstico recente de asma leve persistente apresenta dúvidas sobre a necessidade de medicação regular. Ele relata sintomas semanais de dispneia e tosse, mas nega sintomas noturnos ou limitações importantes. De acordo com as diretrizes GINA mais recentes, qual é a abordagem terapêutica inicial mais recomendada para este paciente?
Uso de corticosteroide inalatório em baixa dose combinado a um beta-agonista de curta duração conforme necessário.
Prescrição de montelucaste como terapia única em baixa dose.
Monoterapia com beta-agonista de curta duração conforme necessário.
Iniciar beta-agonista de longa duração como monoterapia diária.
Uso de corticosteroide oral intermitente em episódios de exacerbação.
Paciente em idade escolar, de 9 anos, apresenta-se com asma parcialmente controlada, com algumas exacerbações leves sem despertares noturnos. Vem utilizando salbutamol spray em casa. Já se encontra na terceira etapa de tratamento há quatro meses – etapa 3 da iniciativa GINA (Global Initiative for Asthma), com uso da associação salmeterol 25 mcg + fluticasona 125 mcg spray de 12 em 12 horas.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma orientação adequada a esse paciente.
Mudar a associação atual para formoterol 6 mcg e budesonida 100 mcg em inalador de pó seco duas vezes ao dia e, se ocorrer exacerbação, usar o mesmo dispositivo mais uma ou duas vezes ao dia.
Aumentar a dose da associação para salmeterol 50 mcg + fluticasona 250 mcg em spray oral de 12 em 12 horas e usar salmeterol nas exacerbações (um a dois jatos de 6 em 6 horas).
Associar montelucaste 10 mg/dia via oral à noite e beclometasona 250 mcg duas vezes ao dia em spray; nas exacerbações, usar beclometasona 250 mcg em spray duas vezes ao dia.
Mudar a associação atual para formoterol 12 mcg + budesonida 400 mcg em inalador de pó seco e, nas exacerbações, usar salmeterol 25 mcg de duas a três vezes ao dia.
Manter a medicação atual e associar tiotrópio (2 puffs uma vez ao dia, 5 mcg); nas exacerbações, aumentar a dose do tiotrópio para 2 puffs duas vezes ao dia (5 mcg)
Um adolescente de 16 anos apresenta lesões liquenificadas em dobras flexurais e eczema periocular associado a sintomas respiratórios, como rinite e asma. Testes imunológicos revelam altos níveis de IgE sérica e sensibilização a ácaros e pelos de animais. Após falha no tratamento tópico convencional, qual seria o próximo passo terapêutico mais indicado?
Terapia combinada com omalizumabe.
Fototerapia UVA associada ao uso de corticosteroides tópicos de alta potência.
Início de imunoterapia sublingual para ácaros.
Uso de ciclosporina em doses ajustadas ao peso.
Início de dupilumabe.
Um adolescente apresenta prurido e lesões urticariformes pequenas e evanescentes na pele da região dos membros superiores, do tronco e do rosto há um ano, que aparecem após exercícios físicos e nos dias mais quentes. No início, melhoravam com banhos mais frios, mas o paciente tem necessitado usar levocetirizina 5 mg uma vez dia, e os pruridos e as lesões vêm permanecendo por mais tempo e com mais frequência nos últimos seis meses.
Qual o diagnóstico mais provável e a melhor opção terapêutica para esse caso, respectivamente?
Urticária crônica espontânea e associar montelucaste 10 mg/dia.
Urticária vasculítica e iniciar prednisolona 20 mg/dia.
Urticária crônica induzida e associar omalizumabe 300 mg quinzenal.
Urticária colinérgica e aumentar de duas a quatro vezes a dose do anti-histamínico.
Urticária crônica espontânea e associar anti-histamínicos anti-H2.
A asma pode ser desencadeada a partir de iatrogenia e a instituição de terapia medicamentosa inapropriada. Identifique a alternativa que contém apenas medicamentos contra indicados em pacientes com asma ou histórico de asma.
Salmeterol; Tiotrópio; Timolol.
Celecoxib; Albuterol; Propranolol.
Albuterol, Cetorolaco de trometamina e Montelucaste.
Acido acetilsalicilico, Timolol e carvedilol.
Paciente de 28 anos com histórico de eczema atópico e episódios frequentes de angioedema sem urticária apresenta uma piora súbita de sua condição com aumento da intensidade e frequência das crises. Qual dos seguintes exames seria a investigação mais adequada?
Teste de provocação com alimentos potencialmente alergênicos.
Biometria sanguínea com contagem de eosinófilos.
Teste de IgE específica para alérgenos alimentares comuns.
Dosagem de C4 e C1-INH no plasma
Exame de função pulmonar com pico de fluxo expiratório.
Na avaliação da dermatite atópica, são utilizados os escores Scoring Atopic Dermatitis (SCORAD) e Eczema Area and Severity Index (EASI). Ambos possuem diferenças na forma de cálculo e nos critérios analisados. Comparando esses escores, conclui-se que:
o SCORAD avalia extensão das lesões, intensidade dos sintomas e sintomas subjetivos, enquanto o EASI avalia apenas extensão e intensidade das lesões
o EASI é mais utilizado na prática clínica para avaliação da gravidade da dermatite atópica, enquanto o SCORAD é preferido para ensaios clínicos
o SCORAD é um índice baseado exclusivamente em achados clínicos objetivos, sem considerar sintomas subjetivos
tanto o SCORAD quanto o EASI inclui a avaliação de sintomas subjetivos, como prurido e distúrbios do sono
As reações adversas a alimentos compreendem uma vasta gama de sinais e sintomas clínicos. Em geral, as manifestações podem ser semelhantes, porém o mecanismo que envolve essas reações é o que diferencia um caso de alergia de outro que envolve intolerância. Quanto às reações adversas a alimentos, assinale a alternativa correta.
Reações adversas manifestam-se especificamente no trato gastrointestinal.
Na alergia alimentar, o sistema imune reconhece certos oligossacarídeos alimentares como antígenos e reage a elas.
A intolerância alimentar é uma resposta fisiológica anormal a um agente, sendo mediada imunologicamente.
A intolerância à lactose é um exemplo de reação farmacológica ao alimento.
As manifestações de alergia alimentar variam dependendo do mecanismo envolvido: IgE mediada, mista (IgE e célula mediada), ou não mediada por IgE.
Mulher de 30 anos é acompanhada com dermatite atópica controlada há dois anos, mas, há três meses, relata recidiva do eczema em fossas poplíteas e novas lesões em mãos, sem controle com hidratação cutânea e corticosteroide tópico. Foi realizado teste de contato, com leitura em 48 e 72 horas, positivo para propilenoglicol e negativo para bateria de corticosteroides, com efeito de borda na primeira leitura. Com relação ao resultado do teste de contato, avalia-se que:
esse teste não exclui alergia a corticosteroides, pois não foi realizada a leitura sete dias após a aplicação
é inconclusivo, pois deveria apresentar reatividade cruzada entre corticosteroides e propilenoglicol
o efeito borda é uma reação nas bordas do contensor com centro claro e deve-se ao efeito irritativo do propilenoglicol
deve ser desconsiderado, pois a dermatite atópica pode causar falsos positivos para substâncias irritantes como o propilenoglicol
Paciente de 40 anos apresenta história de rinite alérgica sazonal, com episódios recorrentes de espirros, coriza e obstrução nasal durante a primavera. Qual dos seguintes mecanismos fisiopatológicos está mais relacionado ao desenvolvimento de reações alérgicas em pacientes com esse quadro clínico?
Ativação de linfócitos T auxiliares tipo 2 (Th2), com produção de IL-4, IL-5 e IL-13, e recrutamento de eosinófilos.
Deficiência da função de células dendríticas, com aumento da tolerância imunológica aos alérgenos ambientais.
Produção exacerbada de citocinas inflamatórias por linfócitos Th1 e Th17, com recrutamento de eosinófilos.
Desregulação da função do sistema complemento com aumento da produção de C3a e C5a e maior recrutamento de eosinófilos.
Aumento na liberação de histamina devido à ativação de mastócitos através de receptores do tipo TLR.
A urticária ao frio é a segunda forma mais comum de urticária crônica induzida. Em relação a essa doença e a sua investigação, é correto afirmar que a(s):
infecções bacterianas ou virais como sífilis, mononucleose e hepatites podem ser fatores de gatilho para a doença
urticárias surgem após variação de temperatura ambiental e possuem a bradicinina como principal mediador da doença
urticária ao frio é acompanhada de calafrios e febre, durando quatro a seis horas, e responde aos antiinflamatórios não esteroidais
síndromes autoinflamatórias familiares associadas ao frio são um dos principais diagnósticos diferenciais, as quais apresentam resposta positiva ao teste de provocação com o cubo de gelo
Um paciente de 40 anos com rinite alérgica perene, asma moderada e dermatite atópica não controlada apresenta piora significativa dos sintomas após iniciar um novo emprego em um armazém de produtos alimentícios. Testes cutâneos confirmam sensibilização a ácaros e baratas. Mesmo após otimização das terapias para asma e rinite com corticosteroides e broncodilatadores, os sintomas persistem. Qual intervenção mais eficaz pode melhorar o quadro deste paciente?
Prescrição de omalizumabe para controle de sintomas alérgicos generalizados.
Realizar lavagem nasal diária com solução salina hipertônica combinada a corticoterapia intranasal.
Imunoterapia subcutânea específica para ácaros e baratas, associada ao controle rigoroso do ambiente ocupacional.
Administração de antagonistas de leucotrienos e uso de purificadores de ar no ambiente de trabalho.
Uso de purificadores de ar e máscaras N95 durante o horário de trabalho.
Homem de 58 anos procura atendimento médico devido a episódios recorrentes de inchaço (angioedema) que afetam principalmente lábios, pálpebras e abdômen, sem coceira ou urticária associada. O início dos sintomas ocorreu há cerca de 3 anos, e o paciente nega histórico familiar de quadros semelhantes. Os exames laboratoriais iniciais revelam níveis baixos de C4 e atividade funcional reduzida do inibidor de C1 esterase (C1-INH). Considerando a suspeita diagnóstica de angioedema, qual dos achados laboratoriais abaixo seria o mais indicativo de angioedema adquirido em detrimento do angioedema hereditário?
Níveis antigênicos de C1-INH significativamente elevados.
Presença de níveis de C3 persistentemente baixos.
Níveis de C1q sérico consistentemente baixos.
C1-INH funcional normal, mas antigênico baixo.
Início dos sintomas na infância ou adolescência.
Texto/imagem para questão 24

Adaptado por Clement Clarke de Nunn AJ, Gregg I. BMJ 1989;298:1068–70 para uso com medidor de “peak flow” padrão EU/EN13826. Fonte: Adaptado de PACK Brasil Adulto: Kit de cuidados em Atenção primária – Ferramenta de manejo clínico em Atenção primária à Saúde. Florianópolis: Secretaria Municipal de Saúde, 2021.
Paciente sexo masculino, LIS, asmático, 45 anos e 1,83m, após a espirometria o valor de PEF encontrado foi de 400 L/min. Refere sintomas diários, despertar noturno com frequência maior que uma vez por semana, necessidade diária de agonista beta-2 adrenérgico para alívio e limitação de atividades presentes nas exarcerbações. Qual alternativa correta contém a capacidade respiratória observada no paciente LIS (em % conforme referência na figura para idade, sexo e altura) e a classificação de gravidade asmática correta estabelecida pelo Ministério da Saúde do Governo do Brasil?
62,5% Persistente Grave.
62,5% Intermitente grave.
62,5%;Persistente moderada.
60% Intermitente moderada.
Homem de 22 anos apresenta, há seis meses, história de queimação e prurido, em regiões de tronco, membros superiores e em face. Esses sintomas poupam membros inferiores e aparecem também em áreas fotoprotegidas. As lesões surgem em dias ensolarados, após exposição do paciente a ambientes extremamente quentes e durante caminhadas. As lesões são micropapulares e desaparecem em torno de uma hora. O diagnóstico provável é urticária:
solar
ao calor
colinérgica
espontânea
Menino de 10 anos, em acompanhamento com dermatite atópica grave refratária a tratamento tópico otimizado e imunoterapia para aerolérgenos, foi diagnosticado com esofagite eosinofílica. Sobre esse caso, é correto afirmar que o(a):
teste cutâneo de puntura ou a dosagem de IgE específica devem guiar a dieta de exclusão
dupilumabe pode ser considerado como tratamento de primeira linha
ciclosporina é indicada para o tratamento de ambas doenças
cirurgia antirrefluxo está indicada
Paciente de 42 anos, enfermeira, refere aparecimento de lesões eritematosas e pruriginosas nas mãos, com evolução para descamação e fissuras, iniciadas há seis meses. Relata piora após longos períodos de trabalho e melhora parcial nos fins de semana e nas férias. Nega história prévia de atopia. O teste de contato foi realizado com leitura em 48 e 72 horas, sendo positivo para metilisotiazolinona. Considerando o caso, a melhor interpretação diagnóstica é dermatite de contato:
alérgica, desencadeada pelo uso de luvas de látex, confirmada pelo teste de contato positivo
irritativa, com sensibilização concomitante à metilisotiazolinona, mas sem relevância clínica para o quadro atual
irritativa, desencadeada pela exposição frequente a substâncias químicas e atrito, sendo o teste de contato irrelevante nesse caso
alérgica, possivelmente desencadeada por substâncias presentes em sabonetes ou antissépticos, evidenciada pela sensibilização à metilisotiazolinona
Identifique a alternativa incorreta sobre a aspergilose broncopulmonar alérgica.
A galactomanana sérica não é útil na identificação da Aspergilose bronco pulmonar alérgica.
Enzimas proteolíticas e micotoxinas fúngicas, associadas à inflamação eosinofílica e neutrofílica, podem resultar em danos às vias aéreas e bronquiectasia central.
Asma e exacerbações recorrentes são comuns. Em casos graves, pode ocorrer obstrução brônquica, febre, mal-estar, expectoração de tampões mucosos acastanhados e hemoptise.
A aspergilose pulmonar invasiva aguda é uma complicação comum e pode ocorrer durante a terapia com itraconazol.
Um paciente de 8 anos de idade com DA moderada, que não obteve controle satisfatório com o uso regular de emolientes e corticosteroides tópicos de média potência, apresenta lesões eczematosas persistentes e prurido significativo que afeta o sono. Os pais expressam preocupação com o uso contínuo de corticosteroides tópicos devido ao “medo de efeitos colaterais” e buscam uma alternativa tópica que seja eficaz, segura e, se possível, com menor frequência de aplicação. A criança não possui histórico de infecções bacterianas graves ou outras comorbidades atópicas significativas além da DA. Considerando as diretrizes de tratamento da DA, qual é a conduta mais apropriada a ser discutida como próxima etapa no plano terapêutico?
Adicionar tacrolimus tópico 0,03% uma vez ao dia, explicando que, apesar das preocupações, é uma recomendação forte e eficaz.
Iniciar tratamento com dupilumabe, devido à sua forte recomendação e alta eficácia em DA moderada a grave, garantindo um controle rápido e duradouro da doença.
Prescrever antibiótico profilático, pensando na colonização por Staphilococcus aureus.
Recomendar banhos diluídos de água sanitária (dilute bleach baths) 2-3 vezes por semana, como uma medida adjuvante eficaz para DA moderada, devido ao seu baixo custo e fácil implementação.
Prescrever inibidor de iJAK, destacando sua muito rápida ação no prurido e nas lesões, reduzindo a necessidade de outros medicamentos adicionais.