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A alergia alimentar é a denominação usada para as reações adversas a alimentos que envolvem mecanismos imunológicos, resultando em grande variabilidade de manifestações clínicas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os tipos de alergia alimentar com suas respectivas manifestações clínicas:
Primeira coluna: tipo de alergia alimentar
1.Mediada por IgE
2.Não mediada por IgE
3.Quadros mistos
Segunda coluna: manifestações clínicas
(__)Urticária, angioedema e broncoespasmo.
(__)Gastroenterite eosinofílica, dermatite atópica e esofagite eosinofílica.
(__)Enteropatia induzida por proteína alimentar, proctocolite induzida por proteína alimentar e Síndrome de Heiner.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
1 − 3 − 2.
3 − 2 − 1.
1 − 2 − 3.
2 − 3 − 1.
2 − 1 − 3.
Durante atendimento em ambulatório de alergologia, o especialista avalia um paciente com rinite alérgica persistente. Considerando que essa condição promove um desarranjo nas funções normais das vias aéreas superiores, causando desconforto, comorbidades e perda da qualidade de vida, o médico decide prescrever a primeira linha de tratamento recomendada para casos sazonais ou persistentes.
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta sobre a primeira linha de tratamento para rinite alérgica sazonal ou persistente:
Anti-histamínicos orais utilizados em conjunto com corticosteroides nasais.
Administração de omeprazol.
Terapia com antivirais de amplo espectro.
Suplementação vitamínica exclusiva.
Uso de colírios antibacterianos.
As manifestações da reação anafilática ocorrem logo após o contato com o antígeno e são tanto mais rápidas quanto maior a sensibilidade do paciente e a quantidade de antígeno, variando conforme a via de introdução no organismo.
Assinale a alternativa correta sobre sinais característicos da reação anafilática que a diferenciam da reação vasovagal:
Bradipneia e cianose periférica.
Cianose periférica e bradicardia.
Febre alta e calafrios.
Dor torácica e arritmia ventricular.
Hipotensão arterial e taquicardia.
Quanto a correlação do aleitamento materno e alergias, é correto afirmar que:
o aleitamento materno não possui efeito protetor para eczemas, asma e rinite alérgica.
são evidenciados níveis séricos mais elevados de IgE em crianças amamentadas exclusivamente ou parcialmente durante seis meses, o que sugere menor sensibilização a alérgenos alimentares na primeira infância e um papel de prevenção contra alergias no início da vida.
apenas 0,5% a 1% dos bebês exclusivamente amamentados desenvolverão alergia às proteínas do leite de vaca mais tarde em virtude da amamentação proporcionar uma exposição contínua de antígenos ao sistema imunológico materno, durante os primeiros meses de vida, quando o sistema imunitário do bebê está em constante desenvolvimento.
a exposição a pequenas quantidades de leite de vaca durante os primeiros dias de vida não aumenta o risco de alergia ao leite de vaca.
o leite materno não possui correlação com a modulação do sistema imunológico da criança, por componentes bioativos que atuam na imunidade humoral e celular e auxiliam nos mecanismos de maturação imune.
A Asma, doença crônica caracterizada por hiperresponsividade brônquica possui múltiplos fatores etiológicos. Qual alternativa contém apenas eventos relacionados com a fisiopatologia da asma?
Hipoplasia da musculatura lisa e Hipersecreção de muco.
Hiperplasia da musculatura lisa e infiltração de eosinófilos nos tecidos.
Descamação de epitélio e redução na secreção de muco.
Remodelamento das vias áreas e infiltração de IgE nos tecidos.
Urticária é um distúrbio comum, com prevalência vitalícia de aproximadamente 20% na população em geral. Uma lesão urticariforme típica é uma placa eritematosa e intensamente pruriginosa, às vezes acompanhada de angioedema. Assinale a alternativa incorreta sobre as características da urticária.
A urticária é mediada por mastócitos cutâneos e basófilos na derme superficial.
Anafilaxia, complicação grave da urticária, é caracterizada por aperto no peito, dificuldade para respirar, voz rouca, aperto na garganta, náuseas, vômitos, cólicas abdominais ou tontura.
Após a ativação, mastócitos e basófilos liberam múltiplos mediadores como histamina e vasodilatadores, os quais causam respectivamente prurido e edema.
Infecções virais, bacterianas e parasitárias estão associadas ao aparecimento de urticária, principalmente em adultos e raramente em crianças.
Uma jovem residente na região Sul do Brasil apresenta queixas de espirros frequentes, rinorreia aquosa, prurido nasal e ocular intenso. Ela relata que esses sintomas aparecem todos os anos, especificamente durante os meses de primavera, e melhoram com o uso de anti-histamínicos. Ao realizar um teste cutâneo de leitura imediata (prick test), observa-se uma reação positiva a pólen de gramíneas. Considerando a situação clínica apresentada, o fenótipo de rinite mais provável para essa paciente é rinite
não alérgica.
alérgica sazonal.
medicamentosa.
hormonal.
idiopática.
O Teste de Provocação Oral (TPO) é a ferramenta diagnóstica mais precisa para a alergia alimentar, sendo considerado o padrão-ouro. No entanto, sua realização não é isenta de riscos e exige uma avaliação cuidadosa por parte do médico alergologista. Qual é a principal preocupação que o médico alergologista deve ter ao indicar e planejar um TPO para o diagnóstico de alergia alimentar?
A necessidade de garantir que o paciente esteja em jejum absoluto por pelo menos 24 horas antes do teste.
O custo elevado do procedimento e a cobertura limitada pelos planos de saúde.
A dificuldade em obter a cooperação de crianças pequenas, o que pode invalidar os resultados do teste.
A possibilidade de resultados falso-negativos devido à baixa sensibilidade do teste em casos de alergia não IgE mediada.
O risco potencial de reações alérgicas graves e a exigência de um ambiente clínico seguro com recursos de emergência.
Um paciente de 40 anos apresenta asma alérgica persistente de gravidade moderada, cujo fator etiológico primário é a sensibilização a ácaros da poeira doméstica. Apesar do tratamento otimizado com corticosteroides inalados, sua asma permanece parcialmente controlada, com a ocorrência de exacerbações ocasionais e necessidade de medicação de resgate. Ele não possui outras comorbidades graves e não está em uso de betabloqueadores. Considerando as diretrizes para a imunoterapia com alérgenos em asma, qual é a recomendação mais apropriada para esse paciente?
A imunoterapia subcutânea com alérgenos de ácaros é a opção preferencial, pois demonstra os efeitos mais robustos na redução de exacerbações e melhora do controle da asma em adultos.
A imunoterapia sublingual com alérgenos de ácaros é recomendada como tratamento adicional para adultos com asma parcialmente controlada, visando à diminuição de sintomas e necessidade de medicação.
A imunoterapia com alérgenos está contraindicada em pacientes com asma parcialmente controlada devido ao risco aumentado de reações adversas sistêmicas.
A imunoterapia sublingual com alérgenos de ácaros é recomendada como tratamento adicional à terapia regular para asma alérgica controlada ou parcialmente controlada, visando à diminuição de exacerbações e melhora do controle da asma.
Uma duração de tratamento de 5 anos ou mais é estritamente necessária para que a imunoterapia com alérgenos de ácaros garanta um benefício clínico sustentado na asma.
A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta significativamente a qualidade de vida de pacientes e cuidadores. As diretrizes de tratamento da DA trouxeram atualizações importantes sobre o manejo, com ênfase na medicina baseada em evidências, na consideração dos valores e preferências do paciente e na incorporação de novas terapias sistêmicas. A compreensão dessas recomendações é crucial para a prática clínica do alergologista. Qual das seguintes alternativas sobre o manejo da dermatite atópica moderada a grave com tratamentos sistêmicos é a mais precisa?
Inibidores de Janus quinase (iJAK) orais, como abrocitinibe e upadacitinibe, são a primeira linha de tratamento sistêmico recomendada para DA moderada a grave, devido à sua alta eficácia e perfil de segurança superior aos biológicos.
Dupilumabe é fortemente recomendado para pacientes com DA moderada a grave refratária a tratamentos tópicos, sendo os iJAK orais considerados uma alternativa após falha ou intolerância aos biológicos, com a devida consideração dos riscos associados.
O uso de ciclosporina e metotrexato é preferível aos novos biológicos e iJAK para o tratamento de longo prazo da DA moderada a grave, devido ao seu custo-benefício e menor necessidade de monitoramento.
A fototerapia UVB de banda estreita é contraindicada para pacientes com DA moderada a grave que não respondem a tratamentos tópicos, devido ao risco elevado de efeitos adversos graves.
Corticosteroides sistêmicos são recomendados para o manejo de longo prazo da DA moderada a grave, visando o controle sustentado da doença e a prevenção de exacerbações
Adolescente, de 12 anos, apresenta espirros em salva, prurido e obstrução nasais diários há dois anos, que interferem no sono. Está em uso de spray de beclometasona 50 mcg (um jato em cada narina duas vezes ao dia) e desloratadina 5 mg (uma vez ao dia há 45 dias), com melhora discreta.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a melhor orientação para auxiliar o paciente a controlar os sintomas de rinite.
Associar montelucaste via oral e azelastina spray nasal diários.
Duplicar a dose de anti-histamínico oral e da beclometasona spray nasal.
Iniciar a associação propionato de fluticasona + azelastina spray nasal.
Associar descongestionante oral e spray nasal ao anti-histamínico oral.
Iniciar imunobiológico, como omalizumabe ou dupilumabe, uma vez ao mês.
A alergia alimentar é um problema de saúde pública, que impacta negativamente na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, nos âmbitos físico, emocional, social e financeiro.
Em lactentes, o alérgeno alimentar mais frequente e o primeiro a se manifestar é a:
Caseína do leite de vaca.
Albumina e ovoalbumina de ovos.
Albumina hidrossolúvel e Globulinas solúveis da soja e trigo.
Aglutininas ne Glicoproteínas lecitino-reativas do amendoim e frutos secos.
Parvalbuminas (alérgeno M) e tropomiosinas de peixes e mariscos.
As reações alérgicas são classificadas em quatro tipos principais de hipersensibilidade.
Analise as afirmativas abaixo sobre os mecanismos imunológicos envolvidos e no tempo de resposta após a exposição ao alérgeno.
1. Tipo I: Hipersensibilidade Imediata, mediada pela imunoglobulina E (IgE), que se liga a mastócitos e basófilos. A reexposição ao alérgeno causa a liberação de mediadores inflamatórios, como a histamina.
2. Tipo II: Hipersensibilidade Citotóxica, com anticorpos (IgG ou IgM) atacam antígenos presentes na superfície de células do próprio corpo ou de um doador, levando à destruição celular.
3. Tipo III: Hipersensibilidade por Imunocomplexos, com formação excessiva de complexos antígeno-anticorpo (imunocomplexos) que se depositam em tecidos, desencadeando uma resposta inflamatória que danifica os tecidos.
4. Tipo IV: Hipersensibilidade Tardia (Celular), com resposta imune retardada, mediada por células T, que leva à inflamação e lesão tecidual.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
A loratadina é amplamente utilizada no tratamento de condições alérgicas, como a rinite alérgica. Qual é o principal mecanismo de ação desse fármaco?
Inibição da enzima histamina-Nmetiltransferase, responsável pela degradação da histamina nos tecidos afetados.
Estímulo dos receptores H2 no trato respiratório, promovendo broncodilatação e alívio da congestão nasal.
Bloqueio dos canais de cálcio nas células mastocitárias, prevenindo a liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios.
Bloqueio dos receptores H1 da histamina, impedindo a vasodilatação e os sintomas associados à alergia sem causar sedação significativa.
Bloqueio dos receptores muscarínicos no trato respiratório, reduzindo a secreção nasal e o edema.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum no primeiro ano de vida, apresentando um amplo espectro de manifestações clínicas, que podem ser mediadas por IgE, não mediadas por IgE ou mistas. O diagnóstico e o manejo dietético são fundamentais para o bem-estar da criança. Acerca da APLV, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)As manifestações gastrointestinais não mediadas por IgE, como a proctocolite alérgica eosinofílica, caracterizam-se pelo surgimento de sangue em laivos nas fezes de um lactente em bom estado geral e com ganho de peso adequado, sendo o diagnóstico confirmado pela melhora do sangramento após a exclusão do leite de vaca da dieta da mãe (se em aleitamento materno exclusivo) ou da criança.
(__)Em crianças com APLV mediada por IgE com manifestações imediatas e graves (anafilaxia), o tratamento consiste na exclusão total do leite de vaca e derivados. Para a alimentação, a primeira opção de fórmula infantil a ser utilizada é a fórmula de soja, devido ao seu baixo custo e boa palatabilidade.
(__)O Teste de Provocação Oral (TPO) é considerado o padrão-ouro para o diagnóstico de APLV, especialmente nas formas não mediadas por IgE, e deve ser realizado, preferencialmente, de forma duplo-cega e controlada por placebo em ambiente hospitalar para confirmar o diagnóstico e avaliar a aquisição de tolerância.
(__)Aproximadamente 50% das crianças com APLV apresentam reações cruzadas com a proteína do leite de cabra e de outros mamíferos, tornando o leite desses animais uma alternativa inadequada para a substituição do leite de vaca.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
V, F, F, V.
V, F, V, F.
F, F, V, V.
V, F, V, V.
V, V, V, F.
Um paciente do sexo masculino, 32 anos, é admitido no pronto-socorro com um inchaço facial progressivo, envolvendo lábios e pálpebras, de início há aproximadamente 3 horas. Ele descreve o inchaço como tenso, não pruriginoso e sem eritema ou urticária associados. Relata que esse é o quarto episódio nos últimos 8 meses; os episódios anteriores afetaram sua mão esquerda, um tornozelo e causaram dores abdominais intensas, com náuseas e vômitos, que foram previamente diagnosticadas como “gastrite aguda”. Menciona que sua mãe e um tio materno também apresentam histórico de “inchaços inexplicáveis” e “cólicas abdominais recorrentes”. O paciente nega uso de Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e qualquer exposição a alérgenos conhecidos. No momento, não apresenta sinais de dificuldade respiratória. Diante desse quadro clínico e histórico, qual é a conduta mais apropriada para o diagnóstico e o manejo agudo da condição?
Administrar imediatamente epinefrina intramuscular, corticosteroides (como, por exemplo, metilprednisolona IV) e anti-histamínicos (como, por exemplo, difenidramina IV), e solicitar dosagem de IgE total e triptase sérica para descartar anafilaxia.
Realizar uma bateria de testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para alérgenos inalantes e alimentares comuns, e prescrever um anti-histamínico H1 de segunda geração e corticosteroide oral por uma semana.
Recomendar avaliação psiquiátrica para investigar transtorno de somatização, devido à natureza inespecífica dos sintomas e à ausência de causas alérgicas evidentes, enquanto se monitora o inchaço.
Solicitar dosagem dos níveis séricos de C4, C1-inibidor (C1-INH) quantitativo e C1-INH funcional. Para o manejo agudo, administrar concentrado de C1-INH (derivado de plasma ou recombinante) ou icatibanto.
Iniciar profilaxia a longo prazo com ácido tranexâmico ou danazol oral, e realizar tomografia computadorizada de abdome para investigar a causa da dor abdominal, já que o inchaço não é a principal queixa.
Lactente de 6 meses, irmão de criança com alergia alimentar grave a castanhas, encontra-se em fase de introdução alimentar. Considerando o risco aumentado para alergia alimentar, qual a orientação adequada, conforme as diretrizes atuais?
Mensurar as IgE específicas para os alimentos mais alergênicos (leite, ovo, peixes, amendoim e castanhas) antes da introdução.
Postergar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos para depois do primeiro ano de vida.
Iniciar qualquer alimento a partir deste momento, respeitando valor nutricional e cultura alimentar.
Evitar castanhas e utilizar fórmula extensamente hidrolisada caso seja necessário complementar o leite materno.
Uma paciente de 45 anos, artista plástica, procura o dermatologista com uma história de 8 meses de dermatite eczematosa crônica, pruriginosa, com exacerbações e remissões parciais, predominantemente nas mãos, dorso e região cubital dos antebraços. Refere que o quadro iniciou após a aquisição de novos materiais de trabalho (tintas acrílicas, vernizes e solventes específicos). Já utilizou diversos corticosteroides tópicos de alta potência, anti-histamínicos orais e hidratantes, sem melhora sustentada ou com recidivas rápidas ao suspender o tratamento. Ao exame físico, observa-se eritema, pápulas, vesículas e liquenificação nas áreas afetadas, com distribuição que sugere contato com substâncias manuseadas. Não há histórico pessoal ou familiar de atopia. Diante desse quadro clínico e histórico ocupacional, qual é a conduta mais apropriada para estabelecer o diagnóstico etiológico e planejar o tratamento definitivo?
Iniciar prednisona oral em dose imunossupressora por 30 dias e encaminhar para biópsia cutânea das lesões ativas para confirmação histopatológica de dermatite eczematosa e exclusão de outras dermatoses inflamatórias.
Realizar dosagem sérica de IgE total e específico para aeroalérgenos e alimentos, considerando a possibilidade de dermatite atópica com apresentação atípica de início tardio.
Suspender todos os tratamentos tópicos e orais ativos (exceto hidratação) por um período de 1 a 2 semanas e, em seguida, realizar testes de contato (patch tests) com uma bateria padrão e, se disponível e eticamente seguro, com amostras dos materiais de trabalho da paciente.
Prescrever um inibidor de calcineurina tópico (como, por exemplo, tacrolimus 0,1%) em regime de uso contínuo e fototerapia com UVB de banda estreita (UVBnb), associados à pesquisa de fungos nas lesões para afastar tinea manuum, considerando o aspecto crônico e refratário.
Orientar a paciente a manter a hidratação intensiva da pele e prescrever um corticosteroide tópico de potência muito alta em regime de pulsoterapia noturna para controle das crises, sem necessidade de investigação adicional, por se tratar de uma dermatite de contato irritativa crônica, comum em artistas plásticas.
Um paciente de 28 anos, com histórico de asma brônquica controlada (uso de salbutamol SOS), é trazido ao pronto-socorro por sua família com início súbito, há 20 minutos, de prurido generalizado, urticária difusa, sensação de “bolo na garganta”, dispneia, sibilos audíveis e tontura. Refere ter ingerido um sanduíche caseiro há cerca de 30 minutos, do qual não soube precisar todos os ingredientes, e que após os primeiros sintomas, tomou um comprimido de anti-histamínico H1 que tinha em casa, sem melhora. Ao exame físico, apresenta-se consciente, porém pálido, com dispneia intensa, FR 28 irpm, SpO2 88% em ar ambiente, FC 120 bpm, PA 90/50 mmHg. Ausculta pulmonar com sibilos difusos. Diante da suspeita de anafilaxia grave, qual é a conduta imediata e prioritária a ser instituída nesse momento?
Administrar 0,3 mL de epinefrina 1:1000 por via intramuscular na face lateral da coxa, iniciar oxigenoterapia, elevar as pernas do paciente e preparar para repetir a dose de epinefrina a cada 5-15 minutos se não houver melhora, associando salina 0,9% IV rápida e corticosteroides/ anti-histamínicos IV.
Iniciar oxigenoterapia de alto fluxo e nebulização com salbutamol para controle dos sibilos e da dispneia, enquanto se aguarda o resultado da dosagem de triptase sérica para confirmar a ativação mastocitária.
Administrar 500 mg de hidrocortisona IV e 25 mg de difenidramina IV para estabilização da reação alérgica, e monitorar a pressão arterial para considerar infusão de vasopressores em caso de hipotensão persistente.
Realizar intubação orotraqueal de emergência devido à SpO2 baixa e dispneia grave, garantindo a permeabilidade das vias aéreas antes de qualquer outra intervenção medicamentosa.
Investigar outras causas de síncope e dispneia agudas, como embolia pulmonar ou infarto agudo do miocárdio, solicitando ECG e angiotomografia de tórax enquanto se monitora o paciente em sala de emergência.
Paciente do sexo feminino, 48 anos, com diagnóstico de asma brônquica há 15 anos. Apresenta sintomas diários de dispneia, tosse e sibilância, com despertares noturnos duas a três vezes por semana, apesar do uso regular de alta dose de Corticoide Inalatório (CI) e beta-2 agonista de longa ação (LABA). Relata ter procurado o pronto-socorro três vezes no último ano devido a exacerbações graves da asma, necessitando de corticoide sistêmico oral e uma internação. Seus exames laboratoriais recentes mostram eosinofilia sérica persistente (contagem absoluta de eosinófilos >500 células/µL) e IgE total elevada. Não é tabagista e sua função pulmonar (VPP1) está em 65% do predito. Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada a ser implementada após a otimização da terapia inalatória e avaliação da adesão e técnica inalatória?
Aumentar a dose do corticoide inalatório para a dose máxima tolerada e adicionar um antileucotrieno oral, mantendo a paciente em observação por mais 6 meses para reavaliação.
Iniciar tratamento com corticoide sistêmico oral em baixas doses de forma contínua para controle dos sintomas, devido à gravidade da doença e ao perfil inflamatório.
Encaminhar a paciente para investigação de apneia obstrutiva do sono e doença do refluxo gastroesofágico, pois essas comorbidades são as principais causas de asma grave refratária.
Iniciar a investigação para asma grave refratária e considerar o uso de terapia biológica direcionada, como um anticorpo anti-IL-5 ou anti-IL-5R, dada a evidência de inflamação eosinofílica e o controle inadequado com a terapia máxima convencional.
Realizar broncoscopia com lavado broncoalveolar e biópsia para descartar outras causas de sibilância e eosinofilia pulmonar, como bronquiolite obliterante ou pneumonia eosinofílica.