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O medicamento imunobiológico Omalizumabe disponível no Brasil, possui aplicabilidade em diversas condições alérgicas e devido a sua termolabilidade, deve ser armazenado sob refrigeração em temperatura entre 2 e 8 °C. Assinale a alternativa correta sobre este importante imunobiológico.
O tratamento a curto prazo em pacientes com asma alérgica mostrou uma diminuição nas exacerbações da asma e no uso de corticosteroides.
O mecanismo de ação consiste no bloqueio da ligação da IgE ao receptor de IgE de alta afinidade (Fc?RI) em mastócitos e eosinófilos.
O omalizumabe possui indicação no choque anafilático associado a medicamentos broncodilatadores como salbutamol e terbutalina.
Asma moderada a grave e urticária crônica espontânea são algumas indicações do Omalizumabe.
Qual dos seguintes sintomas atípicos deve levantar a suspeita de anafilaxia em pacientes recebendo quimioterapia ou anticorpos monoclonais?
Prurido intenso e eritema generalizado.
Dor abdominal e diarreia persistente.
Febre e calafrios, acompanhados de dor.
Edema de glote e broncoespasmo refratário.
Hipotensão isolada sem outros sinais cutâneos.
Em relação à ABPA, os critérios atuais para o diagnóstico em pacientes asmáticos são:
níveis séricos de IgE total > 1.000UI/mL, teste cutâneo positivo para Aspergillus fumigatus, eosinófilos periféricos > 300cels/μL e IgG específica para Aspergillus fumigatus elevada
níveis séricos de IgE total > 500UI/mL, IgE específica para Aspergillus fumigatus > 0,35kUA/L, eosinófilos periféricos > 500cels/μL e IgG específica para Aspergillus fumigatus elevada
lavado broncoalveolar positivo para Aspergillus fumigatus, níveis séricos de IgE total > 1.000UI/mL, IgG específica para Aspergillus fumigatus elevada e teste cutâneo positivo para Aspergillus fumigatus
lavado broncoalveolar positivo para Aspergillus fumigatus, eosinófilos periféricos > 300cels/μL, IgE específica para Aspergillus fumigatus > 0,35kUA/L e teste cutâneo positivo para Aspergillus fumigatus
Sobre o tratamento da rinite alérgica, assinale a alternativa INCORRETA.
Lavagem nasal com solução salina faz parte do tratamento não medicamentoso.
São anti-histamínicos de primeira geração: cetotifeno, dexclorfeniramina e hidroxizina.
Nervosismo, tremores, insônia e aumento da pressão sanguínea estão entre os efeitos adversos dos descongestionantes sistêmicos.
O tratamento de primeira escolha nas crises de rinite é a aplicação de corticoide sistêmico de depósito.
A única terapia capaz de alterar a história natural da doença é a imunoterapia.
Um paciente adulto procura atendimento médico com queixas de obstrução nasal crônica, rinorreia aquosa e espirros frequentes há mais de 6 meses. Nega prurido ocular ou nasal intensos. Realizou testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para aeroalérgenos comuns, que apresentaram resultados negativos. A dosagem sérica de IgE específica para os principais alérgenos também foi negativa. A citologia nasal, entretanto, revelou a presença abundante de eosinófilos. O paciente não faz uso crônico de descongestionantes nasais ou outras medicações que sabidamente causem rinite. Considerando a situação clínica apresentada, o fenótipo de rinite mais provável para esse paciente é de rinite
alérgica persistente.
eosinofílica não alérgica.
alérgica local.
medicamentosa.
idiopática.
A principal estratégia terapêutica da rinite alérgica moderada a grave envolve o uso contínuo de corticosteroide intranasal.
Certo
Errado
É definida como uma reação multissistêmica grave, de início agudo e potencialmente fatal, podendo apresentar sinais como urticária, angioedema, comprometimento respiratório e gastrintestinal, além de hipotensão arterial. Pode-se observar inchaço facial e dificuldade respiratória.
O quadro descrito refere-se a:
Edema pulmonar agudo
Reação anafilática
Crise asmática
Choque séptico
Anafilaxia
Uma paciente de 35 anos comparece ao consultório com queixa de lesões urticariformes e angioedema diários há 7 meses. As lesões são intensamente pruriginosas, migratórias, e resolvem-se em menos de 24 horas sem deixar máculas residuais. A paciente nega exposição a alérgenos conhecidos ou outros gatilhos específicos, embora refira que o estresse e o calor podem agravar os sintomas. Já fez uso regular de anti-histamínicos H1 de segunda geração (loratadina e fexofenadina) na dose padrão (1 comprimido ao dia) sem melhora significativa dos sintomas, que impactam sua qualidade de vida e sono. Ao exame físico, apresenta algumas pápulas eritematosas, edematosas, e um leve angioedema labial em resolução. Exames laboratoriais iniciais (hemograma completo, VHS, PCR, função renal e hepática) estão dentro da normalidade. Considerando o diagnóstico de Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária à dose padrão de anti-histamínicos H1, qual seria a conduta mais apropriada para o manejo desta paciente?
Solicitar biópsia de pele das lesões mais recentes para descartar urticária vasculite e, se negativa, iniciar terapia com corticosteroide oral em doses elevadas (como, por exemplo, prednisona 0,5 mg/kg/dia) por um mês para controle imediato.
Aumentar a dose do anti-histamínico H1 não sedante para até quatro vezes a dose padrão diária, mantendo por 2 a 4 semanas. Se persistir a refratariedade, considerar a introdução de omalizumabe.
Realizar testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para alérgenos inalantes e alimentares comuns, e dosar IgE total e triptase sérica, para identificar possíveis gatilhos alérgicos e confirmar a ativação mastocitária.
Iniciar ciclosporina oral em baixa dose como terapia imunossupressora, devido à gravidade e cronicidade do quadro, monitorando a pressão arterial e a função renal quinzenalmente.
Recomendar à paciente seguir uma dieta de exclusão de pseudoalérgenos (corantes, conservantes, salicilatos) por pelo menos 4 semanas e prescrever um anti-histamínico H2 (como, por exemplo, ranitidina) associado ao H1.
Uma paciente de 28 anos, previamente hígida, procura atendimento médico com histórico de infecções respiratórias recorrentes (principalmente sinusites e bronquites) e diarreia crônica intermitente, desde o final da adolescência. Ela relata que já foi tratada com múltiplos ciclos de antibióticos para essas condições. Recentemente, foi diagnosticada com doença celíaca, confirmada por biópsia intestinal compatível com enteropatia e a presença de anticorpos anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG) da classe IgG positivos, uma vez que a pesquisa de anti-tTG IgA e anti-endomísio IgA foi negativa. A paciente nega histórico de infecções oportunistas graves, hospitalizações frequentes por pneumonia, ou doenças autoimunes sistêmicas além da doença celíaca. A investigação laboratorial inicial revelou os seguintes resultados:
Com base nesse quadro clínico-laboratorial, qual é a conduta mais apropriada para o manejo a longo prazo dessa paciente?
Iniciar terapia de reposição de imunoglobulina (IVIg ou SCIg) para prevenir as infecções recorrentes e monitorar de perto um possível desenvolvimento de outras doenças autoimunes.
Recomendar que a paciente evite contato com alérgenos inalantes e alimentares e iniciar corticosteroides inalatórios e anti-histamínicos de forma contínua, pois a deficiência de IgA predispõe a doenças alérgicas severas.
Prescrever antibióticos profiláticos contínuos para as infecções respiratórias, devido ao risco aumentado de bronquiectasias, e considerar imunossupressores para a doença celíaca, visto que a deficiência de IgA pode impactar a resposta à dieta.
Realizar testes de resposta vacinal a antígenos proteicos e polissacarídeos e, se houver falha na produção de anticorpos, considerar o diagnóstico de Imunodeficiência Comum Variável (ICV) e encaminhar para avaliação de transplante de medula óssea.
Gerenciar as infecções pontualmente com antibioticoterapia direcionada, manter a dieta rigorosa sem glúten para a doença celíaca, e orientar a paciente sobre a importância de notificar sua condição de deficiência de IgA antes de receber transfusões sanguíneas ou hemoderivados.
Um paciente de 35 anos apresenta Rinite Alérgica Sazonal (RAS) moderada a grave, com sintomas predominantes de congestão nasal, espirros frequentes, prurido ocular e lacrimejamento, que impactam significativamente sua qualidade de vida. Ele relata que o uso de anti-histamínicos orais (OAH) tem proporcionado alívio limitado dos sintomas nasais e oculares. O médico alergologista busca a abordagem terapêutica mais eficaz, baseada nas evidências mais recentes para otimizar o tratamento do paciente. Considerando as evidências atuais apresentadas em revisões sistemáticas e meta-análises sobre o tratamento da rinite alérgica sazonal, qual das seguintes alternativas melhor reflete a superioridade terapêutica para esse paciente?
Anti-histamínicos orais são a primeira linha de tratamento e demonstram superioridade consistente em relação aos corticosteroides intranasais para o controle dos sintomas nasais e oculares em pacientes com RAS moderada a grave.
Os antagonistas de receptores de leucotrienos orais são tão eficazes quanto os corticosteroides intranasais na melhora dos sintomas nasais, com um perfil de segurança geralmente mais favorável e menos eventos adversos locais.
Embora haja evidências limitadas para Rinite Alérgica Perene (RAP), os resultados de superioridade dos tratamentos intranasais para RAS não podem ser extrapolados para a RAP devido a diferenças fisiopatológicas fundamentais.
A segurança dos tratamentos intranasais é significativamente inferior à dos tratamentos orais, com uma incidência notavelmente maior de eventos adversos graves e retiradas do tratamento devido a efeitos colaterais.
Tratamentos intranasais, incluindo corticosteroides intranasais e anti-histamínicos intranasais, são superiores aos tratamentos orais (anti-histamínicos orais ou antagonistas de receptores de leucotrienos) na melhora dos sintomas nasais, oculares e da qualidade de vida em rinite alérgica sazonal.
A principal etiologia das urticárias agudas em crianças com duração menor que seis semanas são
os medicamentos.
as vacinas.
os insetos.
os alimentos.
as infecções.
O manejo da urticária crônica é frequentemente desafiador, e a escolha da terapia anti-histamínica é um ponto central de debate na prática. Qual é a principal limitação observada no uso de anti-histamínicos não sedativos para o tratamento da urticária crônica?
A incapacidade de serem combinados com outros medicamentos.
A ausência de um efeito dose-resposta significativo.
O alto custo em comparação com os anti-histamínicos sedativos.
A ineficácia em pacientes com urticária crônica grave, mesmo em doses dobradas.
O risco elevado de interações medicamentosas graves.
O teste cutâneo é um importante recurso no diagnóstico das alergias caracterizadas por reações imediatas do tipo I, mediadas por imunoglobulina E (IgE), por Imunoglobulina(Ig) E. Marque a alternativa que não contém uma indicação recomendada para aplicação deste método diagnóstico.
Dermografismo e mastocitose cutânea.
Alergia ao veneno de insetos (Hymenoptera- abelha, formiga, vespas).
Alergia a látex; alergia alimentar; asma; alergia medicamentosa.
Rinite e conjuntivite alérgica.
Um técnico de montagem de 38 anos, empregado em uma fábrica de componentes eletrônicos de alta precisão, desenvolve um eczema persistente e recalcitrante nas mãos. Suas atividades rotineiras incluem a montagem manual de circuitos, o uso de luvas de proteção para manuseio de peças delicadas e a aplicação de compostos adesivos especializados para garantir uniões duráveis e de alta resistência entre os materiais. Ele também está exposto a fluidos de limpeza para as ferramentas e componentes. Considerando o perfil de alérgenos ocupacionais comuns no setor de produção e manufatura de precisão e a descrição do ambiente de trabalho do paciente, qual alérgeno é mais especificamente implicado na dermatite de contato alérgica em trabalhadores com essas características de exposição?
Thiuram mix.
Resina epóxi.
Formaldeído.
Cobalto.
Metilcloroisotiazolinona/Metilisotiazolinona (MCI/MI).
Paciente com quadro de ABPA exacerbada, tratado com corticosteroide oral, retorna a cada oito semanas para avaliação de resposta ao tratamento. Os critérios que permitem considerar o paciente respondedor ao tratamento (estágio 2) são:
melhora clínica de pelo menos 50%, radiológica acima de 50%, e redução no nível de IgE total de ≥ 20% após oito semanas de tratamento
melhora clínica e radiológica sustentada, IgE total abaixo do basal (ou < 50%) por um período ≥ seis meses após o tratamento
melhora clínica e radiológica acima de 50%, redução no número de eosinófilos periféricos e redução no nível de IgE total ≥ 50%
melhora clínica, redução do número de eosinófilos periféricos e redução no nível de IgE total de ≥ 25%
Um lactente de 18 meses é encaminhado para avaliação em um centro de referência devido a um histórico de infecções respiratórias de repetição, incluindo três episódios de pneumonia bacteriana confirmada por cultura (sendo dois por Streptococcus pneumoniae e um por Haemophilus influenzae) e otites médias agudas recorrentes. A investigação inicial revela níveis séricos de imunoglobulinas IgG e IgA significativamente abaixo do esperado para a idade, além de uma resposta vacinal inadequada a antígenos polissacarídicos. A mãe relata que, mesmo após o tratamento dos episódios agudos, a criança mantém uma tosse crônica produtiva persistente. Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual das seguintes condições é uma complicação pulmonar comum e esperada nesse cenário, frequentemente associada a imunodeficiências humorais?
Aspergilose pulmonar invasiva.
Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP).
Bronquiectasias.
Doença pulmonar intersticial granulomatosa e linfocítica (GLILD).
Hipogamaglobulinemia transitória.
Uma paciente de 48 anos, em tratamento oncológico com um novo anticorpo monoclonal, desenvolveu anafilaxia de início rápido durante a primeira infusão. Após o manejo da crise e estabilização clínica, a equipe decide pela investigação da hipersensibilidade e, caso indicado, pela Dessensibilização Rápida (DR) para permitir a continuidade do tratamento vital. Dados iniciais apontam para uma reação tipo I, IgE-mediada. Considerando os avanços e as nuances da dessensibilização a fármacos biológicos conforme a literatura especializada, qual das alternativas a seguir é a mais precisa e completa a respeito do procedimento e de seus aspectos diagnósticos ou de manutenção?
A DR é um procedimento seguro para reações tipo I a biológicos, mas a tolerância induzida é transitória e exige readministração diária do medicamento para ser mantida, não sendo aplicável em casos de anafilaxia prévia.
Biomarcadores como a triptase sérica são úteis para identificar e classificar reações de hipersensibilidade tipo I, mas não possuem valor preditivo para o sucesso da dessensibilização nem podem ser usados para monitorar a tolerância induzida.
A taxa de reações de hipersensibilidade a biológicos é menor quando comparada a outras drogas, e o uso de omalizumabe como pré-medicação é universalmente eficaz para todas as reações IgE-mediadas, garantindo um protocolo de dessensibilização sem intercorrências.
A DR é um procedimento padronizado eficaz na superação da maioria das reações de hipersensibilidade a biológicos, e a tolerância induzida depende da exposição contínua ao fármaco.
Excipientes como o polissorbato são frequentemente responsáveis por reações de hipersensibilidade a biológicos, mas testes cutâneos para esses excipientes são controversos e não têm utilidade clínica na avaliação pré-dessensibilização para anticorpos monoclonais.
Sobre a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a alergia alimentar em crianças, assinale a alternativa correta.
O consumo materno de chocolate durante a gravidez foi consistentemente associado a um risco aumentado de alergia alimentar na prole.
A restrição de glutamato monossódico na dieta infantil demonstrou aumentar o risco de sensibilização a novos alérgenos alimentares.
Elevados níveis de frutose na dieta infantil foram associados exclusivamente ao aumento da prevalência de asma, sem qualquer relação com alergia alimentar.
A ingestão de alimentos industrializados para bebês na primeira infância foi associada a um maior risco de alergia alimentar confirmada por testes de provocação oral.
Estudos mecanísticos confirmaram que os adoçantes artificiais em alimentos ultraprocessados promovem a tolerância imunológica, reduzindo o risco de todas as alergias alimentares.
Qual é a estratégia considerada de primeira escolha para a prevenção de reações repetidas em pacientes com histórico de hipersensibilidade a meios de contraste radiológico?
A administração de pré-medicação com duas doses de corticosteroides e anti-histamínicos antes da reexposição.
A redução da voltagem do tomógrafo, da dose e da velocidade de injeção do contraste durante o procedimento.
A realização de testes de provocação com drogas com um contraste com teste cutâneo negativo.
Evitar completamente qualquer aplicação futura de contrastes radiológicos, independentemente da gravidade da reação anterior.
A mudança para um meio de contraste radiológico com uma estrutura de cadeia lateral diferente, idealmente com teste cutâneo negativo.
A alergia alimentar é um tema importante em pediatria e uma frequente causa de dor abdominal nessa faixa etária. As reações de intolerância são decorrentes de propriedades inerentes dos alimentos e, caso sejam medidas por células, clinicamente podem gerar:
dermatite atópica e asma
urticária e broncoespasmo agudo
dermatite de contato e enterocolite
esofagite eosinofílica e angioedema