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Uma gestante de 26 anos, na 33ª semana de gestação, recebe, após realizar um ecocardiograma transfetal, o diagnóstico de uma comunicação interventricular (CIV) perimembranosa com 2,5 mm de diâmetro e sem outros achados patológicos.
Em relação à conduta e à tomada de decisão para o caso, assinale a afirmativa correta.
O tratamento deve ser cirúrgico com seis meses de evolução pós-parto.
A mortalidade cirúrgica nesta fase da doença tem uma maior probabilidade.
Se não conseguirmos auscultar um sopro sistólico a indicação é contraindicada.
Provavelmente o fechamento desta CIV será espontânea.
O fechamento espontâneo será mais fácil se for um tipo de CIV muscular.
Paciente com 33 anos, masculino apresenta hipertensão arterial é portador de coarctação da aorta torácica após a artéria subclávia esquerda com gradiente de 40 mmHg.
A conduta correta para esse caso é:
enxerto extra-anatômico.
tratamento anti-hipertensivo otimizado.
endoprótese cobrindo o segmento coarctado.
ressecção da coarctação da aorta e anastomose términoterminal.
angioplastia com balão farmacológico.
Homem de 63 anos, portador de prótese mecânica mitral, apresenta dispneia progressiva há 10 dias e ortopneia. Relata uso irregular de varfarina. Ao exame, há atenuação do clique valvar e sinais de congestão pulmonar. O ecocardiograma sugere aumento de gradiente transvalvar, mas há limitação por sombra acústica. Qual estratégia diagnóstica e terapêutica inicial é mais apropriada, considerando o cenário e as recomendações atuais?
Priorizar avaliação por imagem complementar para caracterizar mobilidade dos folhetos e presença de massa e, então, definir estratégia entre cirurgia e trombólise conforme estabilidade hemodinâmica e perfil de risco.
Definir conduta após abordagem multimodal combinando ecocardiografia, cinefluoroscopia e tomografia computadorizada, com decisão entre cirurgia e trombólise de baixa dose e infusão lenta conforme gravidade e risco.
Intensificar tratamento clínico de insuficiência cardíaca e otimizar anticoagulação, com reavaliação por imagem após estabilização clínica inicial.
Considerar obstrução protética e iniciar estratégia de reperfusão farmacológica após avaliação clínica e ecocardiográfica, com encaminhamento cirúrgico se não houver resposta.
Direcionar investigação para tromboembolismo pulmonar e manter anticoagulação, reservando avaliação da prótese para momento posterior se persistirem sintomas.
Assinale a alternativa que apresenta uma descrição anatomicamente correta do coração considerando sua posição real no tórax.
O átrio direito localiza-se lateralmente à direita do átrio esquerdo.
O ventrículo direito ocupa posição predominantemente anterior em relação ao ventrículo esquerdo.
A aorta ascendente situa-se totalmente posterior ao tronco pulmonar.
O apêndice atrial esquerdo compõe a maior parte do contorno cardíaco anterior.
O ventrículo esquerdo encontra-se anterior ao ventrículo direito.
Criança de 8 meses, com fisiologia de ventrículo único, foi submetida recentemente a shunt de Glenn bidirecional. Evolui no pós-operatório com dessaturação progressiva e aumento de pressão venosa na parte superior do corpo, além de edema facial. A tomografia computadorizada (TC) sugere estreitamento no local de anastomose do shunt.
Qual complicação e qual consequência fisiológica explicam melhor esse quadro?
Trombose do shunt sistêmico pulmonar, com hiperfluxo pulmonar e insuficiência cardíaca de alto débito.
Estenose do shunt de Glenn, com síndrome da veia cava superior e redução do fluxo pulmonar.
Fenestração do Fontan, com aumento de resistência vascular sistêmica e redução de débito cardíaco.
Insuficiência do ventrículo sistêmico por redução da resistência vascular pulmonar, levando a roubo coronariano diastólico.
Migração de bandagem da artéria pulmonar, com aumento do retorno venoso pulmonar e edema agudo de pulmão.
Homem de 63 anos evolui após infarto agudo do miocárdio anterior extenso com comunicação interventricular aguda. Apresenta choque cardiogênico, porém responde parcialmente a suporte com balão intra-aórtico e vasopressores. Nas últimas horas, observa-se redução progressiva do lactato e melhora transitória da perfusão periférica. Considerando prognóstico e risco cirúrgico, qual das seguintes estratégias representa a melhor conduta inicial?
Correção cirúrgica precoce, após breve tentativa de estabilização hemodinâmica, visando limitar progressão de disfunção multiorgânica.
Estabilização hemodinâmica com suporte mecânico e clínico, seguida de correção cirúrgica em momento oportuno.
Tratamento clínico exclusivo, aguardando eventual redução espontânea do defeito septal.
Intervenção percutânea do defeito como estratégia definitiva.
Anticoagulação plena e observação em unidade de terapia intensiva.
Paciente de 68 anos apresenta dissecção aguda tipo B da aorta torácica. Inicialmente tratado clinicamente, evolui nas primeiras 48 horas com dor persistente, hipertensão refratária e sinais de malperfusão renal intermitente. A tomografia evidencia falso lúmen parcialmente trombosado, com compressão dinâmica do lúmen verdadeiro. O serviço dispõe de equipe endovascular experiente, embora com limitação parcial de materiais. Qual das seguintes decisões reflete melhor julgamento cirúrgico nesse contexto?
Planejar reparo endovascular da aorta torácica com cobertura do orifício de entrada.
Indicar cirurgia aberta imediata pela limitação parcial de recursos endovasculares.
Manter tratamento clínico intensivo até resolução completa da dor.
Aguardar cronificação da dissecção para reduzir risco do procedimento.
Realizar fenestração distal associada a controle rigoroso da pressão arterial, visando ao alívio da malperfusão renal enquanto se avalia estratégia definitiva.
A síndrome PHACE, além de múltiplas malformações congênitas no sistema nervoso central, cardíacas, olhos e esterno, está relacionada a
linfangiomas.
varizes secundárias.
lipomas.
agenesia de artéria femoral profunda.
hemangiomatose.
A arterite de Takayasu pode apresentar inúmeras manifestações anatômicas importantes acometendo a aorta.
A alteração anatômica cirúrgica mais encontrada nessa patologia é:
aneurisma da artéria renal.
insuficiência aórtica devido à dilatação da raiz aórtica.
aneurisma do arco aórtico e acidente vascular cerebral.
miocardite secundária a pericardite associada.
insuficiência coronariana.
O tumor maligno passível de ser operado e mais frequentemente encontrado no pericárdio é o
teratoma.
cisto pericárdico.
linfoma.
metastático (secundário).
melanoma.
Num paciente que apresenta dissecção da aorta tipo Stanford B, o segmento acometido é a(o)
aorta ascendente.
aorta descendente.
arco aórtico.
hematoma da aorta ascendente e descendente.
lesão ulcerada da aorta descendente com hematoma anterógrado.
Paciente com 53 anos, masculino, portador de valva aórtica bicúspide, vem apresentando cansaço aos médios esforços. Após ecocardiografia com Doppler foi diagnosticado com dupla lesão aórtica importante e leve regurgitação mitral. Verificou-se aorta ascendente com 3,5 cm pela angiotomografia.
A melhor conduta cirúrgica neste caso é:
Prótese aórtica mecânica.
Troca valvar aórtica e plastia de valva mitral.
Plastia de valva aórtica e endoprótese aórtica ascendente.
Troca valvar aórtica isolada.
Troca valvar aórtica e enxerto tubular ramificado na aorta.
Das causas de insuficiência mitral, a que tem maior recidiva após realização de plastia mitral é a
síndrome de Marfan.
degeneração fibromuscular.
congênita.
doença de Barlow.
isquêmica.
Em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio, qual complicação pós-operatória está associada, de forma consistente, a pior prognóstico em curto prazo e também a risco aumentado de desfechos tardios, incluindo mortalidade e readmissões?
Fibrilação atrial pós-operatória isolada, por estar associada a aumento de morbidade, porém com impacto prognóstico variável conforme o contexto clínico.
Infecção superficial de ferida operatória, por ter alta incidência e baixa tratabilidade.
Insuficiência renal aguda pós-operatória, por se associar a aumento de mortalidade precoce e risco tardio persistente.
Hiperglicemia transitória, por ser o principal determinante de falha de enxerto.
Derrame pleural pequeno, por representar sinal de falência de bomba em todos os casos.
Um paciente de 15 anos, em pós-operatório tardio de fechamento de comunicação interventricular é submetido a um cateterismo cardíaco, no qual não foi observado shunt intracardíaco. O paciente recebeu sedação leve, sem necessidade de suplementar oxigênio durante o procedimento.
Foram obtidas as seguintes medidas: Saturação aorta 98%, saturação artéria pulmonar 84%, saturação veia pulmonar 99%, saturação veia cava superior 83%, pressão média da artéria pulmonar 19 mmHg. Nesse contexto, o Qp/Qs desse paciente pode ser estimado em
1,0.
1,2.
1,4.
1,6.
1,8.
Em relação às indicações atuais de transplante cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca avançada, assinale a alternativa correta.
O transplante é indicado preferencialmente em pacientes com fração de ejeção preservada e sintomas leves.
A presença de hipertensão pulmonar fixa irreversível constitui contraindicação ao transplante.
O uso prévio de suporte circulatório mecânico inviabiliza a listagem para transplante.
Pacientes com insuficiência cardíaca avançada e resposta adequada ao tratamento otimizado devem ser priorizados.
Idade isoladamente superior a 60 anos é contraindicação absoluta ao transplante cardíaco.
Paciente de 74 anos, diabético e obeso, submetido à revascularização do miocárdio, retorna ao pronto atendimento, 20 dias após alta, com febre e malestar, além de dor torácica anterior. Ao exame, há instabilidade hemodinâmica e alteração local em ferida esternal, porém o exame físico inicial não permite concluir a profundidade do acometimento. Exames laboratoriais sugerem resposta inflamatória sistêmica.
No contexto de complicações pós-operatórias de revascularização, qual complicação apresenta associação particularmente forte com aumento de readmissão precoce e impacto prognóstico relevante?
Fibrilação atrial pós-operatória persistente, associada a instabilidade clínica e necessidade de intervenções adicionais.
Infecção esternal profunda, incluindo mediastinite, associada a necessidade de reintervenção e suporte intensivo.
Derrame pericárdico pequeno, quando acompanhado de dor torácica no pós-operatório tardio.
Episódios de hipotensão transitória no pós-operatório imediato, mesmo quando rapidamente reversíveis.
Anemia leve no pós-operatório, quando não há necessidade de transfusão.
Paciente de 58 anos, candidato à substituição valvar aórtica, pergunta sobre escolha entre prótese biológica e prótese mecânica. Em relação a esse assunto, quanto à tomada de decisão e às implicações do tipo de prótese, assinale a alternativa correta.
A prótese mecânica tem maior risco de reoperação por degeneração estrutural em 10 a 15 anos, quando comparada à biológica.
A idade é um fator relevante na escolha do tipo de prótese e frequentemente orienta a decisão inicial, devendo ser contextualizada com outros aspectos clínicos.
Próteses biológicas eliminam a necessidade de qualquer acompanhamento ecocardiográfico após o procedimento.
Próteses mecânicas dispensam anticoagulação oral quando implantadas em posição aórtica em pacientes sem fibrilação atrial.
A escolha deve ser baseada em decisão compartilhada, considerando preferência do paciente, necessidade e riscos da anticoagulação e probabilidade de reintervenção futura.
Em relação ao tratamento cirúrgico das doenças do pericárdio, especialmente pericardiectomia e drenagem pericárdica, assinale a alternativa correta.
A pericardiectomia parcial anterior é o procedimento de escolha na pericardite constritiva crônica.
A pericardiocentese é indicada rotineiramente em derrames pericárdicos inflamatórios sem repercussão hemodinâmica.
A pericardiectomia radical está indicada nos casos de pericardite constritiva não inflamatória ou refratária ao tratamento clínico.
A presença de calcificação pericárdica isolada é critério suficiente para indicação cirúrgica imediata.
O tamponamento cardíaco subagudo deve ser tratado prioritariamente com anti-inflamatórios antes de qualquer intervenção.
Homem de 61 anos é admitido com dor torácica súbita, intensa, migratória, associada à hipertensão arterial grave. A tomografia computadorizada com contraste demonstra dissecção aguda da aorta envolvendo a aorta ascendente e o arco, com extensão para a aorta descendente. Há derrame pericárdico moderado e sinais iniciais de malperfusão cerebral. Durante o planejamento cirúrgico, qual estratégia de proteção cerebral é mais apropriada nesse cenário?
Circulação extracorpórea normotérmica com parada circulatória total sem perfusão cerebral.
Hipotermia profunda isolada, dispensando qualquer forma de perfusão cerebral.
Hipotermia moderada associada à perfusão cerebral anterógrada seletiva.
Hipotermia moderada associada à perfusão cerebral retrógrada em situações selecionadas, conforme estratégia institucional e tempo estimado de parada circulatória.
Evitar parada circulatória, priorizando abordagem exclusivamente endovascular.