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A técnica descrita por LaPrade para reconstrução do canto posterolateral utiliza qual enxerto?
Tendão quadricipital e tendões flexores alógenos.
Tendão quadricipital e tendões flexores autólogos.
Tendões flexores autólogos.
Tendão patelar e tendões flexores autólogos.
Aquiles e tibial posterior alógenos.
Um homem de 37 anos é admitido no pronto-socorro após acidente de moto. Ele estava sem capacete e foi encontrado inconsciente no local. À chegada, apresenta Glasgow Coma Scale (GCS) de 8, pressão arterial de 90/60 mmHg, frequência cardíaca de 140 bpm e saturação de oxigênio de 85% com máscara de O2 com reservatório. No exame físico, há enfisema subcutâneo no hemitórax direito, ausência de murmúrio vesicular à direita e desvio da traqueia para a esquerda. A radiografia de tórax portátil não está disponível no momento. Foi intubado satisfatoriamente, mas houve piora do quadro ventilatório.
A conduta mais apropriada, nesse caso, deverá ser
realizar drenagem torácica em selo d’água no segundo espaço intercostal à direita.
administrar reposição volêmica vigorosa e encaminhar para tomografia computadorizada de tórax.
realizar traqueostomia imediatamente e iniciar ventilação mecânica com pressão positiva.
realizar toracostomia de alívio no quinto espaço intercostal à direita, seguida de drenagem torácica.
monitorar clinicamente enquanto aguarda radiografia de tórax portátil para confirmar o diagnóstico.
Quanto ao tratamento cirúrgico das lesões de cartilagem no joelho, assinale a alternativa correta.
O implante autólogo de condrócitos apresenta como vantagem o baixo custo.
O transplante osteocondral autólogo (mosaicoplastia) é limitado pela morbidade do sítio doador nas lesões de grandes dimensões.
A microfratura é ideal para defeitos de grandes dimensões.
O transplante osteocondral a fresco (aloenxerto) apresenta como desvantagem a necessidade de duas cirurgias.
O uso da microfratura é limitado pelo alto custo.
Homem, 32 anos, trabalhador da construção civil, sofre descarga elétrica de alta voltagem (13.800 V) após contato com fio de alta tensão. Foi socorrido consciente, com lesões de entrada na mão direita e de saída no pé esquerdo. Apresenta dor intensa e progressiva no antebraço direito, que está tenso, pálido e com diminuição da sensibilidade distal. O débito urinário é reduzido, e a urina apresenta coloração escura. Qual é a conduta inicial mais adequada diante do quadro descrito?
Realizar desbridamento cirúrgico imediato das áreas de necrose cutânea e observar a perfusão muscular por 24 h.
Instituir hidratação vigorosa com solução cristaloide, alcalinização urinária com bicarbonato e realizar fasciotomia do antebraço afetado diante da suspeita de síndrome compartimental e rabdomiólise.
Indicar amputação primária do membro afetado, pois a necrose muscular extensa é inevitável nesses casos.
Administrar manitol e furosemida para aumentar a diurese e evitar insuficiência renal. A necessidade de fasciotomia é postergada, pois a ação dos medicamentos tende a melhorar o edema e a dor do antebraço.
Alcalinizar a urina com bicarbonato e hidratação vigorosa para proteção renal e amputar o membro afetado o quanto antes, devido à necrose muscular e profunda pela queimadura elétrica.
A contusão é um tipo de lesão de tecidos moles que pode ocorrer diante de um trauma bucomaxilofacial.
Assinale a alternativa que contém informação correta em relação à contusão.
Após uma semana, ocorrerá reepitelização da ferida sob a escara, que é uma crosta ressecada de sangue e plasma que se desenvolve após lesão de tecido mole.
Diante de uma contusão, preconiza-se a remoção de todo o tecido contundido e desvitalizado da ferida e do tecido irregular da superfície, permitindo o fechamento linear.
Diante de uma contusão profunda na superfície cutânea, um enxerto de pele pode ser necessário para prevenir cicatriz excessiva.
Se a região não parar de se expandir, é provável que haja hemorragia arterial dentro da ferida, podendo requerer exploração cirúrgica e a ligadura do vaso.
Após o alinhamento adequado dos tecidos, a ferida deve ser fechada em camadas, por meio de suturas realizadas de dentro para fora.
Um homem de 28 anos, previamente hígido, é admitido no pronto-socorro após sofrer uma agressão com faca na região do flanco direito. Ele está hemodinamicamente estável (PA: 122 x 80 mmHg; FC: 88 bpm) e apresenta uma ferida puntiforme de 0,5 cm, sem evisceração; a exploração digital realizada pelo emergencista não foi conclusiva. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) não evidencia líquido livre, e a tomografia computadorizada com contraste revela trajeto da lesão restrito à musculatura da parede abdominal, sem sinais evidentes de lesão visceral. Após observação por 12 horas, o paciente permanece assintomático e sem sinais de peritonite.
Com base na melhor conduta para esse caso, assinale a alternativa correta.
Deve ser realizada laparotomia exploradora imediatamente, pois todo trauma penetrante abdominal requer exploração cirúrgica.
O paciente deve ser encaminhado para laparoscopia diagnóstica obrigatória, pois o FAST tem baixa sensibilidade para identificar lesões viscerais.
Diante das circunstâncias descritas, o manejo inicial correto é a sutura da ferida, cobertura antitetânica, antibioticoprofilaxia, e o paciente pode ser liberado sem necessidade de internação.
O tratamento conservador com observação rigorosa é apropriado para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais clínicos de peritonite ou sangramento ativo, desde que com vigilância clínica adequada.
A ausência de líquido livre na FAST exclui lesão intra-abdominal, permitindo a alta imediata do paciente sem necessidade de acompanhamento.
É uma indicação da necessidade de tratamento cirúrgico da fratura da escápula:
ângulo glenopolar de 40 graus ou menos.
45 graus de angulação do corpo da escápula no raio-x em perfil escapular.
associação com fratura do terço médio da clavícula contralateral.
associação com lesão parcial do plexo braquial.
associação com fratura de, pelo menos, dois arcos costais.
São características ideais de um indivíduo que realizará uma prótese total reversa do ombro:
função do manguito rotador preservado e ausência de quadro infeccioso.
doença de Parkinson e ausência de quadro infeccioso.
doença de Charcot e ausência de demandas excessivas para o ombro.
adequado estoque ósseo na glenoide e deltoide intacto.
deltoide intacto e função do manguito rotador preservado.
Paciente de 40 anos, vítima de acidente automobilístico, apresenta dor torácica intensa, dificuldade respiratória, presença de respiração paradoxal, crepitação subcutânea e uso de musculatura acessória. Qual é o diagnóstico mais provável?
Pneumotórax simples.
Contusão pulmonar.
Hemotórax.
Tórax instável.
Fratura costal isolada.
Quanto às complicações da reconstrução do ligamento cruzado posterior, assinale a alternativa correta.
Túnel femoral mais anterior e distal aumenta o risco de perda de flexão.
Outras instabilidades não tratadas não influenciam o risco de falha.
A perda de extensão é mais comum do que a de flexão.
Uso de enxerto da banda iliotibial ou tendões flexores tem menor risco de instabilidade residual.
A complicação mais comum é lesão vascular.
Qual o tratamento correto para uma luxação esternoclavicular anterior crônica, segundo Rockwood?
Uso do tendão do músculo subclávio para reconstrução dos ligamentos costoclaviculares.
Ressecção de 01 cm da clavícula medial.
Abandono perito.
Redução e fixação com pinos de Steinmann rosqueados.
Reconstrução dos ligamentos com o enxerto do tendão do palmar longo.
O ângulo formado por (1) uma linha conectando a espinha ilíaca anterossuperior e o centro da patela e por (2) uma linha conectando o centro da patela ao centro da tuberosidade anterior da tíbia é o
ângulo do sulco.
TA-GT.
ângulo de congruência de Merchant.
tilt patelar.
ângulo Q.
Um homem de 28 anos é admitido no pronto-socorro após colisão automobilística. Ele estava sem cinto de segurança e sofreu impacto direto na cabeça. Na chegada, apresenta Glasgow Coma Scale (GCS) de 12. Seus sinais vitais são pressão arterial de 150/90 mmHg, frequência cardíaca de 75 bpm, saturação O2 de 96% e frequência respiratória de 12 irpm irregulares. No exame, observa-se anisocoria com midríase à direita e reflexo pupilar lento. Não há outras lesões aparentes.
Após as medidas iniciais na sala de emergência, qual é a conduta mais apropriada nesse cenário?
Realizar tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste para avaliação de lesões intracranianas.
Administrar manitol 1 g/kg intravenoso como terapia inicial.
Hiperventilar o paciente agressivamente para reduzir a pressão intracraniana por meio de via aérea definitiva cirúrgica.
Encaminhar o paciente diretamente para craniotomia descompressiva emergente.
Monitorar clinicamente enquanto realiza reposição volêmica cautelosa para evitar hipotensão.
Homem de 55 anos, previamente hígido, sofre acidente automobilístico com trauma torácico fechado. É internado com diagnóstico de hemotórax moderado à direita, sendo submetido à drenagem torácica com melhora do quadro. Após 3 semanas, evolui com dor torácica persistente, dispneia aos esforços e febre baixa. Nova radiografia mostra velamento parcial do hemitórax direito e desvio contralateral da traqueia. Tomografia computadorizada evidencia espessamento pleural e líquido loculado no hemitórax direito, com colapso parcial pulmonar.
Considerando o quadro apresentado, a conduta adequada é:
antibioticoterapia de amplo espectro, com cobertura para germes hospitalares, por 4 semanas.
toracocentese diagnóstica, seguida de drenagem pleural fechada.
toracoscopia para desbridamento e decorticação pulmonar.
fisioterapia respiratória intensiva para reexpansão pulmonar espontânea.
Homem de 52 anos, condutor, sofre acidente automobilístico de alta energia e é transportado ao pronto-socorro inconsciente, em choque grave. A equipe do SAMU relata que o volante estava deformado, e o paciente não estava contido no veículo. Após a avaliação inicial, foi indicada laparotomia por FAST positivo em espaço de Morrison e esplenorrenal.
Durante a cirurgia abdominal extensa com hemorragia moderada, o anestesista nota queda da pressão arterial do paciente, que não responde totalmente à expansão volêmica. A monitorização mostra aumento súbito da pressão venosa central (PVC) e diminuição do débito cardíaco estimado.
Assinale a alternativa que indica, corretamente, qual mecanismo fisiopatológico cardíaco é o mais provável nesse contexto.
Insuficiência ventricular esquerda por isquemia miocárdica imediata.
Tamponamento cardíaco agudo por hemopericárdio.
Embolia aérea na circulação arterial.
Choque cardiogênico por infarto perioperatório, sem elevação de PVC.
Disfunção ventricular direita por sobrecarga de pós-carga (embolia pulmonar maciça).
Paciente masculino, 30 anos, vítima de ferimento penetrante por arma branca no hemitórax esquerdo, chega ao pronto-socorro apresentando hipotensão (PA 80/50 mmHg) e taquicardia (FC 130 bpm). Na avaliação inicial, foi identificada ausência de murmúrio vesicular no lado esquerdo. Realizou-se drenagem torácica com dreno 32F com saída imediata de 1.200 mL de conteúdo hemático e nas últimas 2 horas houve débito de 600ml pelo dreno. Após 1000ml de Ringer lactato o paciente mantém os mesmos parâmetros citados acima. A conduta prioritária para o tratamento deste paciente é:
aumentar a reposição volêmica com mais 1000ml de Ringer Lactato e reavaliar.
solicitar tomografia computadorizada de tórax para definição diagnóstica e terapêutica.
substituir o dreno torácico por um de maior calibre.
iniciar protocolo transfusão maciça e seriar hematimetria em UTI.
realizar toracotomia exploradora em sala de cirurgia.
Em relação aos exames complementares que podem ser utilizados no trauma abdominal, assinale a alternativa correta.
O lavado peritoneal não pode detectar lesão intestinal.
A acurácia do FAST independe de quem o realiza.
A tomografia computadorizada é um método diagnóstico não invasivo.
O lavado peritoneal não pode ser realizado em pacientes hemodinamicamente instáveis.
A tomografia computadorizada não pode ser repetida para fins de comparação.
Um ferimento por arma de fogo, em homem adulto, com orifício de entrada do projétil em topografia paravertebral, 1 cm lateral a C7, e orifício de saída em topografia de borda posterior de músculo esternocleidomastóideo, contralateral, 5 cm abaixo do limite inferior da apófise mastoide, poderá levar à lesão de estruturas anatômicas cervicais, incluindo:
músculo estilofaríngeo, artéria cervical transversa, plexo braquial e esôfago cervical.
músculo espinhal, artérias vertebral e carótida comum e nervo vago.
processo transverso do atlas, nervo espinhal acessório, tronco arterial tireocervical e nervo glossofaríngeo.
músculo trapézio, hipofaringe e nervos frênico e espinhal acessório.
músculos elevador da escápula e omo-hióideo, alça do nervo hipoglosso e cauda da parótida.
Um paciente de 38 anos de idade, vítima de acidente automobilístico com capotamento e ejeção do veículo, dá entrada na emergência acordado, hipocorado +/4+, PA 112 x 69 mmHg, FC 125 bpm, FR 26 irpm, SatO2 88%. A inspeção evidencia presença de grande equimose e crepitação em parede torácica esquerda, com enfisema subcutâneo e movimento paradoxal de um segmento extenso. À ausculta cardíaca há ritmo cardíaco regular, com bulhas normofonéticas, e à ausculta respiratória há murmúrio vesicular abolido a esquerda; à percussão torácica se evidencia hipertimpanismo do hemitórax esquerdo. Pupilas isocóricas e fotorreagentes.
Considerando um trauma torácico contuso com tórax instável, é correto afirmar que
o tórax instável necessita de correção cirúrgica imediata.
quanto maior o segmento instável maior o shunt pulmonar.
a instabilidade da parede é a principal causa de insuficiência respiratória nesse tipo de traumatismo.
a hipoventilação causada pela dor pode interferir na identificação do segmento instável da parede torácica.
a pressão positiva intrapleural e a pressão atmosférica se equivalem no segmento afetado, permitindo o seu afundamento.
Paciente de 21 anos é trazido para a emergência vítima de agressão e múltiplos ferimentos de arma branca em dorso, na região torácica posterior. Está com Escala de Coma de Glasgow 6, taquidispnéico, FR:29rpm, satO2:85% em ar ambiente, com uso de musculatura acessória e murmúrio vesicular diminuído a direita. Estável hemodinamicamente, PA 118x75 mmHg, FC:96bpm. Qual a conduta inicial mais apropriada?
FAST.
Drenagem de tórax a direita.
Tomografia de tórax.
Toracocentese de alívio.
Intubação orotraqueal.