Questões de Concurso sobre Cirurgia do Trauma

 
 
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São características ideais de um indivíduo que realizará uma prótese total reversa do ombro:


A

função do manguito rotador preservado e ausência de quadro infeccioso.


B

doença de Parkinson e ausência de quadro infeccioso.


C

doença de Charcot e ausência de demandas excessivas para o ombro.


D

adequado estoque ósseo na glenoide e deltoide intacto.


E

deltoide intacto e função do manguito rotador preservado.

Paciente de 40 anos, vítima de acidente automobilístico, apresenta dor torácica intensa, dificuldade respiratória, presença de respiração paradoxal, crepitação subcutânea e uso de musculatura acessória. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Pneumotórax simples.


B

Contusão pulmonar.


C

Hemotórax.


D

Tórax instável.


E

Fratura costal isolada.

Quanto às complicações da reconstrução do ligamento cruzado posterior, assinale a alternativa correta.


A

Túnel femoral mais anterior e distal aumenta o risco de perda de flexão.


B

Outras instabilidades não tratadas não influenciam o risco de falha.


C

A perda de extensão é mais comum do que a de flexão.


D

Uso de enxerto da banda iliotibial ou tendões flexores tem menor risco de instabilidade residual.


E

A complicação mais comum é lesão vascular.

Qual o tratamento correto para uma luxação esternoclavicular anterior crônica, segundo Rockwood?


A

Uso do tendão do músculo subclávio para reconstrução dos ligamentos costoclaviculares.


B

Ressecção de 01 cm da clavícula medial.


C

Abandono perito.


D

Redução e fixação com pinos de Steinmann rosqueados.


E

Reconstrução dos ligamentos com o enxerto do tendão do palmar longo.

O ângulo formado por (1) uma linha conectando a espinha ilíaca anterossuperior e o centro da patela e por (2) uma linha conectando o centro da patela ao centro da tuberosidade anterior da tíbia é o


A

ângulo do sulco.


B

TA-GT.


C

ângulo de congruência de Merchant.


D

tilt patelar.


E

ângulo Q.

Um homem de 28 anos é admitido no pronto-socorro após colisão automobilística. Ele estava sem cinto de segurança e sofreu impacto direto na cabeça. Na chegada, apresenta Glasgow Coma Scale (GCS) de 12. Seus sinais vitais são pressão arterial de 150/90 mmHg, frequência cardíaca de 75 bpm, saturação O2 de 96% e frequência respiratória de 12 irpm irregulares. No exame, observa-se anisocoria com midríase à direita e reflexo pupilar lento. Não há outras lesões aparentes.


Após as medidas iniciais na sala de emergência, qual é a conduta mais apropriada nesse cenário?


A

Realizar tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste para avaliação de lesões intracranianas.


B

Administrar manitol 1 g/kg intravenoso como terapia inicial.


C

Hiperventilar o paciente agressivamente para reduzir a pressão intracraniana por meio de via aérea definitiva cirúrgica.


D

Encaminhar o paciente diretamente para craniotomia descompressiva emergente.


E

Monitorar clinicamente enquanto realiza reposição volêmica cautelosa para evitar hipotensão.

Homem de 55 anos, previamente hígido, sofre acidente automobilístico com trauma torácico fechado. É internado com diagnóstico de hemotórax moderado à direita, sendo submetido à drenagem torácica com melhora do quadro. Após 3 semanas, evolui com dor torácica persistente, dispneia aos esforços e febre baixa. Nova radiografia mostra velamento parcial do hemitórax direito e desvio contralateral da traqueia. Tomografia computadorizada evidencia espessamento pleural e líquido loculado no hemitórax direito, com colapso parcial pulmonar.


Considerando o quadro apresentado, a conduta adequada é:


A

antibioticoterapia de amplo espectro, com cobertura para germes hospitalares, por 4 semanas.


B

toracocentese diagnóstica, seguida de drenagem pleural fechada.


C

toracoscopia para desbridamento e decorticação pulmonar.


D

fisioterapia respiratória intensiva para reexpansão pulmonar espontânea.

Homem de 52 anos, condutor, sofre acidente automobilístico de alta energia e é transportado ao pronto-socorro inconsciente, em choque grave. A equipe do SAMU relata que o volante estava deformado, e o paciente não estava contido no veículo. Após a avaliação inicial, foi indicada laparotomia por FAST positivo em espaço de Morrison e esplenorrenal.

Durante a cirurgia abdominal extensa com hemorragia moderada, o anestesista nota queda da pressão arterial do paciente, que não responde totalmente à expansão volêmica. A monitorização mostra aumento súbito da pressão venosa central (PVC) e diminuição do débito cardíaco estimado.


Assinale a alternativa que indica, corretamente, qual mecanismo fisiopatológico cardíaco é o mais provável nesse contexto.


A

Insuficiência ventricular esquerda por isquemia miocárdica imediata.


B

Tamponamento cardíaco agudo por hemopericárdio.


C

Embolia aérea na circulação arterial.


D

Choque cardiogênico por infarto perioperatório, sem elevação de PVC.


E

Disfunção ventricular direita por sobrecarga de pós-carga (embolia pulmonar maciça).

Paciente masculino, 30 anos, vítima de ferimento penetrante por arma branca no hemitórax esquerdo, chega ao pronto-socorro apresentando hipotensão (PA 80/50 mmHg) e taquicardia (FC 130 bpm). Na avaliação inicial, foi identificada ausência de murmúrio vesicular no lado esquerdo. Realizou-se drenagem torácica com dreno 32F com saída imediata de 1.200 mL de conteúdo hemático e nas últimas 2 horas houve débito de 600ml pelo dreno. Após 1000ml de Ringer lactato o paciente mantém os mesmos parâmetros citados acima. A conduta prioritária para o tratamento deste paciente é:


A

aumentar a reposição volêmica com mais 1000ml de Ringer Lactato e reavaliar.


B

solicitar tomografia computadorizada de tórax para definição diagnóstica e terapêutica.


C

substituir o dreno torácico por um de maior calibre.


D

iniciar protocolo transfusão maciça e seriar hematimetria em UTI.


E

realizar toracotomia exploradora em sala de cirurgia.

Em relação aos exames complementares que podem ser utilizados no trauma abdominal, assinale a alternativa correta.


A

O lavado peritoneal não pode detectar lesão intestinal.


B

A acurácia do FAST independe de quem o realiza.


C

A tomografia computadorizada é um método diagnóstico não invasivo.


D

O lavado peritoneal não pode ser realizado em pacientes hemodinamicamente instáveis.


E

A tomografia computadorizada não pode ser repetida para fins de comparação.

Paciente sofreu trauma direto na orelha durante uma luta, com formação de hematoma auricular. Qual a conduta inicial?


A

Drenagem imediata do hematoma e enfaixamento compressivo.


B

Aplicar corticosteroides tópicos.


C

Antibioticoterapia empírica.


D

Realizar tomografia de crânio.


E

Aguardar resolução espontânea.

Um homem de 34 anos é admitido no pronto-socorro após acidente automobilístico de alta energia. Ele está consciente, mas confuso (Glasgow 13). À chegada, apresenta pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 135 bpm e saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente. No exame físico, observa-se distensão abdominal e ausculta pulmonar normal bilateralmente. O ultrassom focado para trauma (FAST) é positivo para líquido livre no abdome em todos os espaços pesquisados. Pelve e extremidades sem alterações.


Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada nesse momento.


A

Realizar tomografia computadorizada (TC) de abdome para melhor caracterização das lesões.


B

Estabilizar hemodinamicamente com reposição volêmica e encaminhar o paciente para laparotomia de emergência.


C

Inserir sonda vesical e realizar lavado peritoneal diagnóstico para confirmação do achado do FAST.


D

Iniciar transfusão maciça imediata e aguardar resposta clínica antes de decidir por intervenção cirúrgica.


E

Estabilizar o paciente com controle de danos no abdome em um centro de radiologia intervencionista.

Uma indicação relativa para a fixação de uma fratura de terço médio da clavícula é:


A

encurtamento de 1,5 cm.


B

idade entre 25 e 40 anos.


C

fratura exposta.


D

atleta recreativo, porém altamente motivado.


E

desvio maior ou igual a 05 mm.

Homem, 56 anos, é admitido na UTI após laparotomia por hemorragia intra-abdominal secundária a trauma hepático. Evolui com distensão abdominal progressiva, taquicardia (FC 122 bpm), hipotensão (PA 88×60 mmHg), necessidade crescente de vasopressores, redução da diurese (<0,3 mL/kg/h) e elevação da pressão de pico na ventilação mecânica. A pressão intra-abdominal aferida por via vesical é de 25 mmHg. Com base nesse quadro clínico, assinale a alternativa correta.


A

O quadro é compatível com hipertensão intra-abdominal, que deve ser tratada com diuréticos e suporte clínico.


B

A pressão intra-abdominal está elevada, mas só valores acima de 30 mmHg são clinicamente relevantes.


C

A síndrome compartimental abdominal está presente e pode justificar disfunções renal, cardiovascular e respiratória.


D

O tratamento definitivo consiste na reposição volêmica agressiva e fechamento precoce da parede abdominal.


E

A medida de pressão intra-abdominal por via vesical não é confiável em pacientes sob ventilação mecânica.

Homem, 29 anos, sofreu ferimento por arma branca na região lateral do pescoço, zona II, apresentando sangramento ativo, dificuldade para falar e dor cervical. Está hemodinamicamente estável, com pressão arterial de 120×80 mmHg e frequência cardíaca 98 bpm. Ao exame, observa-se enfisema subcutâneo discreto e hematoma cervical limitado, além de sinais iniciais de comprometimento da via aérea. Diante desse quadro, qual é a conduta cirúrgica mais apropriada?


A

Realizar exploração cirúrgica imediata para controle do sangramento e avaliação das estruturas cervicais.


B

Manter observação rigorosa com exames de imagem, já que o paciente está estável hemodinamicamente.


C

Solicitar angiografia cervical e tomografia para avaliação detalhada, e considerar cirurgia somente se exames forem positivos.


D

Adiar a intervenção cirúrgica e priorizar investigação de comprometimento de via aérea com broncoscopia.


E

Realizar apenas controle local do sangramento e encaminhar para observação em unidade de terapia intensiva.

As lesões no corno anterior do menisco são indicações para qual tipo de técnica de reparo meniscal?


A

Transplante meniscal.


B

All-inside.


C

Inside-out.


D

Saucerização.


E

Outside-in.

De acordo com a classificação de Letts para o joelho flutuante, as fraturas fechadas, sendo uma da diáfise e outra da metáfise, são caracterizadas como tipo


A

B.


B

C.


C

E.


D

A.


E

D.

O cisto de Baker ocorre tipicamente devido ao extravasamento do líquido sinovial por um mecanismo de válvula entre


A

o semimembranoso e o gastrocnêmio medial.


B

planos de clivagem de uma lesão no menisco lateral.


C

planos de clivagem de uma lesão no menisco medial.


D

o semitendíneo e o gastrocnêmio medial.


E

o gastrocnêmio medial e o gastrocnêmio lateral.

Após queda da cama elástica, criança de 07 anos de idade apresenta uma luxação acromioclavicular do tipo III.


Em relação ao caso, assinale a alternativa correta.


A

O tratamento para essa lesão, pelo desvio superior da clavícula, é cirúrgico.


B

Dos 06 tipos desse tipo de lesão que ocorre em crianças, o tipo III é o mais comum.


C

O terço distal da clavícula encontra-se entre as fibras do músculo trapézio.


D

Os ligamentos coracoclaviculares estão íntegros.


E

É comum a lesão do plexo braquial nesse tipo de lesão.

Paciente masculino, 28 anos, vítima de acidente automobilístico em colisão frontal, é admitido no pronto-socorro hemodinamicamente estável. Na avaliação inicial, apresenta dor abdominal difusa, sem sinais de irritação peritoneal. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome revelou lesão esplênica grau III com pequeno hematoma subcapsular, sem extravasamento de contraste e mínimo líquido livre na cavidade peritoneal. Foi iniciado Tratamento Não Operatório (TNO), com monitorização rigorosa em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após 12 horas, o paciente evolui com aumento da dor abdominal, taquicardia (FC 120 bpm), hipotensão (PA 85/55 mmHg) e queda de 3 pontos nos níveis de hemoglobina. A reavaliação por ultrassonografia FAST evidenciou líquido livre na cavidade peritoneal nas três janelas abdominais. A conduta indicada neste caso é:


A

manter o tratamento não operatório com reposição volêmica e transfusão sanguínea.


B

solicitar nova tomografia computadorizada de abdome para reavaliação detalhada.


C

iniciar protocolo de transfusão maciça e observar clinicamente o paciente.


D

indicar laparotomia exploradora imediata associada a hemotransfusão.


E

inserir dreno peritoneal para monitorar a evolução da quantidade e do aspecto do líquido livre.

   
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