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Um paciente com cardiomiopatia dilatada realiza ecocardiografia para avaliação da função ventricular esquerda. Para estimar os volumes ventriculares, opta-se pela ecocardiografia tridimensional. A alternativa que descreve CORRETAMENTE uma vantagem desse método em relação à ecocardiografia bidimensional é:
Necessidade de menor qualidade de imagem para aquisição dos volumes.
Independência de pressupostos geométricos para o cálculo dos volumes ventriculares.
Substituição completa das técnicas Doppler na avaliação hemodinâmica.
Resolução temporal superior à obtida com o modo M.
Redução do tempo de processamento das imagens.
Na avaliação ecocardiográfica de artérias coronarianas pelo ecocardiograma transtorácico, o mapeamento de fluxo em cores pode revelar áreas com padrão em mosaico associadas a aumento local da velocidade do fluxo. Conforme o caso, esse achado está CORRETAMENTE associado a:
Fluxo laminar fisiológico da artéria coronariana.
Aceleração do fluxo em região de estreitamento luminal da artéria coronariana.
Ausência de fluxo coronariano por oclusão total da artéria.
Fluxo venoso coronariano retrógrado.
Artefato relacionado ao ganho excessivo no Doppler colorido.
Em relação à quantificação dos fluxos sistêmico e pulmonar, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A magnitude de um shunt intracardíaco ESQ-DIR pode ser calculada diretamente pela diferença entre o fluxo pulmonar (Qp) e sistêmico o (Qs), ou indiretamente, pela relação Qp/Qs.
( ) Para o cálculo do débito cardíaco, o plano paraesternal longitudinal deve ser preferencialmente utilizado para medida da área da via de saída do ventrículo esquerdo.
( ) A velocidade do fluxo não varia durante o período de ejeção.
( ) Um hiperfluxo pulmonar de grau importante é caracterizado como Qp/Qs ≥2,0.
( ) Através da janela paraesternal, calcula-se o índice de distensibilidade da VCI e de colapsabilidade da VCS antes e após a expansão volêmica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – V – F.
V – F – V – F – V.
F – F – V – F – F.
F – V – F – F – V.
V – F – V – V – F.
Em relação à avaliação do sincronismo interventricular, é INCORRETO afirmar que:
Observa-se diferença entre os tempos pré-ejetivos aórtico e pulmonar, superior a 40 ms.
O tempo pré-ejetivo aórtico deve ser medido pelo Doppler contínuo no plano apical de quatro câmaras.
O tempo pré-ejetivo pulmonar deve ser medido no plano paraesternal transverso.
Estudos sugerem que quando a diferença entre o intervalo eletromecânico da parede livre do VD e a parede livre do VE for maior que 40 ms pelo Doppler tecidual, há indícios de dissincronia interventricular.
A presença de dissincronia interventricular demonstrou ser preditora de piora sintomática e mortalidade cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca, sendo associada a melhor resposta à terapia de ressincronização.
Em relação ao strain bidimensional, analise as assertivas abaixo:
I. As medidas de deformação miocárdica têm sido utilizadas para a análise da sincronia interventricular, com resultados que permitem prever a resposta ao ressincronizador e orientar o melhor local de implante dos eletrodos.
II. O strain longitudinal tem sido a técnica com maior pesquisa e com resultados mais robustos para a identificação de pacientes com maior taxa de resposta ao ressincronizador.
III. O strain radial apresenta dificuldades em decorrênciada da baixa reprodutibilidade e disponibilidade do software nos ecocardiógrafos.
IV. Nos estudos destacam-se a análise do strain radial obtido por meio das imagens de eixo curto no plano valvar mitral e dos músculos papilares e o strain longitudinal, obtido nos planos apicais.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
São elementos avaliados no exame ecocardiográfico em cardiopatias congênitas, EXCETO:
Situs.
Emergência dos vasos supra-aórticos.
Retorno venoso.
Tipo de conexão atrioventricular.
Tipos de conexão ventrículo-artéria.
São janelas ecocardiográficas básicas, EXCETO:
Supraclavicular.
Paraesternal.
Apical.
Subcostal.
Supraesternal.
Em relação à insuficiência mitral, é INCORRETO afirmar que:
Pode ser orgânica (primária) ou funcional (secundária).
A insuficiência secundária é causada por remodelamento regional ou global do VE que impede a coaptação das cúspides, sem anomalias estruturais da valva propriamente dita.
Alterações congênitas (CLEFT, valva em paraquedas e valva em arcada) são exemplos de insuficiência mitral primária.
Alterações inflamatórias causadas por febre reumática, colagenopatias, radiação ou drogas são exemplos de insuficiência mitral secundária.
Fibrilação atrial ou cardiopatia restritiva causam insuficiência mitral secundária à dilatação anular.
Sobre volume regurgitante e fração regurgitante, analise as assertivas a seguir:
I. As medidas do volume regurgitante e da fração regurgitante têm sua importância na quantificação de lesões valvares.
II. O volume regurgitante em pacientes com insuficiência mitral pode ser calculado com a diferença entre o volume mitral e o volume aórtico e é descrito em mL/batimentos cardíacos.
III. A fração regurgitante é calculada como a porcentagem do volume regurgitante em relação ao fluxo anterógrado através da valva regurgitante.
IV. A fórmula do cálculo da fração regurgitante é: FR = V aórtico – V mitral / V aórtico x 100.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas IV.
Apenas I e III.
Apenas I, II e III.
No contexto do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a ecocardiografia é útil. Assinale a alternativa que melhor descreve sua utilidade nesse cenário:
É específico para IAM não sendo útil para diagnóstico diferencial de dor torácica com outras patologias.
A ausência de alterações na contratilidade do Ventrículo Esquerdo (VE) de repouso exclui doença arterial coronariana.
Na enfermaria, após as medidas realizadas na admissão.
Evidência de alteração contrátil do Ventrículo Esquerdo (VE).
Sobre uso do Ecocardiograma nas intervenções das cardiopatias congênitas, marque a alternativa certa:
Na septostomia atrial, o Ecocardiograma transesofágico é a primeira opção para avaliação do septo atrial.
Nos procedimentos de oclusão dos defeitos do septo ventricular, preconiza-se a realização do Ecocardiograma transtorácico, ao invés do transesofágico.
Na septostomia atrial (ou procedimento de Rashkind), o Ecocardiograma transtorácico é ótima opção para visualização do septo atrial.
Nas oclusões de persistência do canal arterial, a realização do ecocardiograma transtorácico prévio é indispensável para o procedimento.
Um paciente realiza ecocardiografia transtorácica para avaliação das dimensões cardíacas. Posteriormente, é submetido à ecocardiografia transesofágica, sendo observadas pequenas diferenças nas medidas cavitárias entre os dois exames. Acerca do caso, a alternativa que explica CORRETAMENTE essa diferença é:
A ecocardiografia transesofágica não permite avaliação confiável das cavidades cardíacas.
A ecocardiografia transesofágica utiliza parâmetros de normalidade diferentes da ecocardiografia transtorácica.
A dificuldade de reproduzir exatamente os mesmos planos padronizados da ecocardiografia transtorácica pode gerar diferenças nas medidas.
A ecocardiografia transesofágica superestima sistematicamente todos os volumes cardíacos.
A ecocardiografia transesofágica permite apenas mensurações lineares das cavidades.
Durante a realização de um ecocardiograma transtorácico, eletrodos de ECG são conectados ao ecocardiógrafo para registro simultâneo do traçado eletrocardiográfico. Conforme o enunciado, a principal finalidade desse acoplamento durante o exame ecocardiográfico deve ser:
Permitir a marcação temporal dos eventos do ciclo cardíaco, auxiliando análises como Doppler, speckle tracking e pesquisa de dissincronia.
Detectar arritmias cardíacas, sem influência na interpretação temporal das imagens ecocardiográficas.
Substituir a avaliação Doppler ao permitir estimar gradientes pressóricos a partir do traçado eletrocardiográfico.
Ajustar automaticamente o ganho do aparelho para melhorar o contraste das imagens bidimensionais.
Monitorar apenas a frequência cardíaca do paciente, sem interferir na análise das imagens obtidas.
Paciente de 62 anos com hipertensão arterial sistêmica é submetido a ecocardiograma transtorácico para avaliação estrutural cardíaca. O exame não evidencia valvulopatia significativa, e o cardiologista solicita que o laudo descreva medidas lineares básicas utilizadas na avaliação das câmaras cardíacas. Com base no enunciado, a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um conjunto dessas medidas é:
Fração de ejeção, pressão sistólica da artéria pulmonar, volume do átrio esquerdo e volume ventricular esquerdo.
Área do átrio esquerdo, área do átrio direito, área ventricular esquerda e eixo longo ventricular.
Índice de massa ventricular esquerda, strain longitudinal global, débito cardíaco e pressão sistólica pulmonar.
Diâmetro da aorta nos seios de Valsalva, diâmetro do átrio esquerdo, diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo e espessura do septo interventricular.
Gradiente médio mitral, área valvar aórtica, gradiente do trato de saída e velocidade máxima aórtica.
Em relação à utilização da ecocardiografia na avaliação de cardiopatias congênitas em crianças, assinale a alternativa CORRETA:
A qualidade das imagens ecocardiográficas em crianças costuma ser inferior à dos adultos devido ao menor tamanho corporal.
A presença de pulmões hiperinflados nas crianças geralmente dificulta a obtenção de janelas acústicas adequadas.
A ecocardiografia possui papel limitado no diagnóstico das pediátricas, sendo cardiopatias necessária congênitas confirmação invasiva na maioria dos casos.
O menor tamanho corporal das crianças permite o uso de transdutores de maior frequência, o que melhora a resolução das imagens ecocardiográficas.
A avaliação ecocardiográfica de cardiopatias congênitas em crianças segue os mesmos princípios utilizados para doenças cardíacas adquiridas em adultos, sem necessidade de abordagem específica.
Paciente com estenose aórtica grave foi submetido a implante percutâneo de prótese aórtica. No ecocardiograma realizado após o procedimento identifica-se insuficiência aórtica paravalvar moderada. Com base nas implicações clínicas desse achado, assinale a alternativa CORRETA.
A insuficiência paravalvar após o implante é rara e geralmente sem impacto prognóstico.
A regurgitação paravalvar moderada ou significativa após o implante está associada a aumento do risco de mortalidade no seguimento.
A presença de regurgitação após o implante indica necessariamente ruptura do anel aórtico.
A regurgitação aórtica após o implante ocorre exclusivamente por degeneração precoce da bioprótese.
A presença de regurgitação após o implante não apresenta relação com desfechos clínicos.
Paciente de 58 anos com cardiomiopatia dilatada é submetido a ecocardiografia para avaliação dos volumes ventriculares e da função sistólica. Para essa finalidade, opta-se pela ecocardiografia tridimensional. De acordo com o caso, a característica desse método que explica sua maior acurácia na mensuração dos volumes ventriculares é:
Utilização obrigatória de modelos geométricos para estimar o formato e o volume ventricular.
Estimativa dos volumes ventriculares a partir de fórmulas derivadas de medidas bidimensionais obtidas em diferentes planos ecocardiográficos.
Determinação direta dos volumes ventriculares com maior fidelidade à anatomia real, sem necessidade de inferências geométricas.
Avaliação predominantemente qualitativa da contratilidade ventricular em substituição à análise volumétrica.
Mensuração dos volumes ventriculares baseada exclusivamente em diâmetros obtidos no modo M.
Paciente no pós-operatório de cirurgia cardíaca apresenta hipotensão progressiva e má perfusão. A ecocardiografia evidencia derrame pericárdico com compressão significativa do ventrículo direito e repercussão hemodinâmica. Diante do exposto, a conduta CORRETA deve ser:
Solicitar obrigatoriamente exames adicionais antes de qualquer intervenção.
Presumir baixa relevância clínica, pois derrames pós-operatórios são comuns.
Realizar apenas seguimento ecocardiográfico seriado, pois compressão de cavidades direitas é esperada.
Considerar reexploração do tórax sem necessidade de exames adicionais, houver comprometimento hemodinâmico compatível.
Iniciar diurético e observar resposta clínica antes de nova abordagem.
Durante a realização de ecocardiograma em modo M em um paciente com dispneia súbita e suspeita de insuficiência aórtica aguda, observa-se fechamento meso-telediastólico da valva mitral no traçado ecocardiográfico. Com base nesse achado, é CORRETO afirmar que:
O achado indica aumento abrupto da pressão diastólica do ventrículo esquerdo ainda não adaptado à sobrecarga volumétrica.
O achado corresponde ao padrão típico da insuficiência aórtica crônica, na qual ocorre dilatação compensatória do ventrículo esquerdo.
O fechamento meso-telediastólico da valva mitral ocorre em consequência da redução da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo.
O achado reflete diminuição do fluxo diastólico proveniente da raiz da aorta sem alteração das pressões intracavitárias.
O fechamento meso-telediastólico da valva mitral é característico de estenose mitral grave.
Transdutores de banda larga trabalham na faixa de frequências compreendidas entre quais valores?
0,1 a 2,8 MHz.
1,4 a 3,2 MHz.
2,5 a 5 MHz.
2,8 a 10 MHz.
10 a 15 MHz.