Questões de Concurso sobre Ecocardiografia

 
 
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Na aterosclerose carotídea, pacientes com oclusão da carótida contralateral não devem ser estratificados quanto ao grau de estenose com os critérios habitualmente utilizados, como os propostos pela SRU. Nesses pacientes, um dos critérios ultrassonográficos é o de


A

Kobayashi.


B

Fugitani.


C

CARE.


D

Philadelphia.


E

Browman.

Assinale a alternativa que contém a Malformação Cardíaca Fetal que na maioria dos casos é detectada no corte de 4 câmaras, EXCETO:


A

Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo.


B

Defeito de septo atrioventricular (DSAV).


C

Anomalia de Ebstein.


D

Coarctação de aorta.


E

Defeito do septo interventricular muscular (CIV).

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre a doença sistêmica e possíveis achados ecocardiográficos.


A

Síndrome hipereosinofílica – aumento da espessura miocárdica, poupando o ápice do VE.


B

Hipercortisolismo – dilatação e hipertrofia do ventrículo esquerdo; caracteristicamente a disfunção sistólica do VE está presente desde a fase inicial da doença.


C

Hiperaldosteronismo – hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica do VE, porém em graus menos acentuados que pacientes com mesmo nível de alteração da pressão arterial por hipertensão arterial primária.


D

Hipertireoidismo – TRIV aumentado e aumento da pressão sistólica pulmonar.


E

Acromegalia – dilatação e hipertrofia do ventrículo esquerdo; função sistólica do VE normal.

Observe a imagem.


Imagem associada para resolução da questão


(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)


A seta indica:


A

trombo.


B

teto do átrio direito.


C

ponta de cateter.


D

vegetação endocárdica.


E

válvula de Eustáquio.

O índice Doppler de velocidade (DVI) é um parâmetro útil na avaliação de próteses valvares.


Assinale a alternativa que apresenta o cálculo correto do DVI para prótese mitral.


A

VTI prótese / VTI velocidade pré-prótese.


B

VTI prótese / VTI via de saída do ventrículo esquerdo.


C

VTI velocidade pré-prótese / VTI prótese.


D

Velocidade máxima pré-prótese / velocidade máxima prótese.


E

Velocidade máxima prótese / velocidade máxima via de saída do ventrículo esquerdo.

Assinale a alternativa correta sobre estimar a área valvar aórtica pela ecocardiografia.


A

A via de saída do ventrículo esquerdo deve ser medida idealmente na mesossístole.


B

Uso de transdutor de alta frequência pode subestimar a medida do diâmetro da via de saída do ventrículo esquerdo.


C

Para estimativa da área valvar aórtica, deve-se utilizar apenas a VTI da valva aórtica obtida no corte apical 5-câmaras.


D

Em pacientes com fibrilação atrial, não deve ser estimada a área valvar aórtica, devido à baixa acurácia da estimativa nessa condição.


E

A presença de click de fechamento da valva aórtica em registro do Doppler pulsátil da VTI da via de saída do ventrículo esquerdo indica posicionamento inadequado do transdutor.

Em relação aos aneurismas do septo atrial, é INCORRETO afirmar que:


A

Um exame transesofágico pode comprovar trombos aderidos à parede.


B

Se há concomitância com defeito de septo, há dilatação cardíaca devido ao shunt esquerdo-direito.


C

Um aneurisma de septo atrial é uma anomalia congênita.


D

São detectados ao ecocardiograma transtorácico.


E

Geralmente não apresentam sintomas.

São medidas ao estudo com modo M ou bidimensional, EXCETO:


A

Diâmetro telediastólico interno do ventrículo esquerdo.


B

Espessura telediastólica do septo interventricular.


C

Diâmetro telessistólico do átrio esquerdo.


D

Espessura telediastólica da parede posteroinferior do ventrículo esquerdo.


E

Diâmetro sistólico da raiz da aorta.

Em relação aos transdutores transesofágicos, é correto afirmar que:


A

Operam nas faixas de frequência entre 1 e 3 MHz.


B

Transdutores multifrequenciais operam nas faixas de frequências entre 4 e 11 MHz.


C

Não podem identificar trombos em pacientes com fibrilação atrial.


D

Não podem ser usados para exame transoperatório.


E

Apresentam design grosso e com pouca ergonomia.

Em relação à anatomia da artéria coronária circunflexa, assinale a alternativa que melhor descreve sua topografia e trajeto.


A

A artéria coronária circunflexa origina-se do tronco da artéria coronária esquerda e percorre o sulco auriculoventricular, irrigando a face posterior do ventrículo esquerdo.


B

A artéria coronária circunflexa origina-se do tronco da artéria coronária esquerda e se dirige para a face anterior do coração, irrigando a porção apical do ventrículo esquerdo.


C

A artéria coronária circunflexa origina-se da artéria coronária direita e se dirige para a face anterior do coração, irrigando a porção basal do ventrículo esquerdo.


D

A artéria coronária circunflexa origina-se da artéria coronária direita e percorre o sulco auriculoventricular, irrigando a face lateral do ventrículo esquerdo.


E

A artéria coronária circunflexa origina-se do tronco da artéria coronária esquerda e se dirige para a face inferior do coração, irrigando a porção média do ventrículo esquerdo.

Para a avaliação da função ventricular esquerda regional, o ventrículo está dividido em segmentos. Esquemas de segmentação devem refletir territórios de perfusão coronária, resultar em segmentos com massa miocárdica comparável e permitir a comunicação padronizada da ecocardiografia com outras modalidades de imagem. O modelo de 17 segmentos apresenta a seguinte disposição (sequência):


A

Começando na junção anterior do septo interventricular e da parede livre do ventrículo direito e continuando no sentido anti-horário, segmentos basais e médio ventriculares devem ser rotulados como ântero-septal, ínfero-septal, inferior, ínfero-lateral, ântero-lateral e anterior, nessa ordem.


B

Começando na junção anterior do septo interventricular e da parede livre do ventrículo direito e continuando no sentido horário, segmentos basais e médio ventriculares devem ser rotulados como ântero-septal, ínfero-septal, inferior, ínfero-lateral, ântero-lateral e anterior, nessa ordem.


C

Começando na junção anterior do septo interventricular e da parede livre do ventrículo direito e continuando no sentido anti-horário, segmentos basais e médio ventriculares devem ser rotulados como ínfero-septal, inferior, ínfero-lateral, ântero-septal, ântero-lateral e anterior, nessa ordem.


D

Começando na junção anterior do septo interventricular e da parede livre do ventrículo direito e continuando no sentido horário, segmentos basais e médio ventriculares devem ser rotulados como ínfero-septal, inferior, ínferolateral, ântero-septal, ântero-lateral e anterior, nessa ordem.

Paciente de 68 anos com dispneia aos moderados esforços apresenta ao ecocardiograma: FEVE 58%, septo interventricular 13mm, átrio esquerdo 45mm, onda E mitral 85 cm/s, onda A mitral 45 cm/s, e' septal 5 cm/s, e' lateral 6 cm/s. Em relação à função diastólica, assinale a alternativa correta.


A

A relação E/e' média de 15,4 indica pressões normais de enchimento do ventrículo esquerdo.


B

O padrão de enchimento mitral é consistente com alteração de relaxamento (grau I).


C

A relação E/A > 1,8 associada à e' média reduzida sugere padrão restritivo.


D

O valor da e' média associado à relação E/A indica disfunção diastólica grau II (pseudonormal).


E

A velocidade e' septal > 4 cm/s exclui disfunção diastólica significativa.

Sobre a ecografia vascular em Doppler (EVD), analisar os itens abaixo:

I. O Doppler pulsátil é utilizado para obtenção de velocidades provindas dos fluxos através das valvas cardíacas e vasos sanguíneos, para estimativa de fluxos, débito cardíaco, volume regurgitante, quantificação de comunicações intracardíacas e avaliação da função sistólica. Sua principal limitação refere-se à detecção de altas velocidades que ultrapassem o limite de Nyquist, causando o fenômeno de shift.

II. A mudança na frequência Doppler de cada onda de ultrassom é mostrada na tela do ecocardiógrafo como um ponto. O Doppler espectral dispõe, no plano vertical, da amplitude de velocidade a partir da linha de base e, no plano horizontal, da linha de tempo. Sinais demonstrados abaixo da linha de base denotam que a mudança na frequência ocorreu por movimentos em direção ao transdutor, ao passo que os sinais acima da linha de base denotam movimentos em direção contrária ao transdutor.

III. O princípio Doppler tecidual permite medir a movimentação do miocárdio usando o Doppler pulsátil (com o volume da amostragem posicionado em um local específico no miocárdio) e o Doppler colorido (para visibilizar a movimentação do miocárdio em todo o plano da imagem). Essa modalidade é utilizada com filtros que privilegiam os sinais de baixa velocidade e alta amplitude, comumente emitidos pelo miocárdio. O Doppler colorido bidimensional somente pode ser obtido em tempo real, enquanto o Doppler tecidual espectral pulsado permite a análise das velocidades de tecido off-line. As velocidades obtidas pelo Doppler colorido são geralmente menores do que os valores obtidos no Doppler tecidual espectral.

Está(ão) CORRETO(S):


A

Somente o item I.


B

Somente os itens I e II.


C

Somente os itens II e III.


D

Nenhum dos itens.

A ecocardiografia bidimensional (2D) tem sido um dos métodos mais utilizados para a avaliação anatômica e funcional do ventrículo direito, mas apresenta o inconveniente de não poder estimar os volumes para o cálculo da fração de ejeção devido às características geométricas da cavidade. Assim, o cálculo da fração de ejeção pode ser realizado por:


A

ecocardiograma tridimensional (3D) ou pela ressonância magnética (RM)


B

apenas pela ressonância magnética (RM)


C

ecocardiograma transesofágico.


D

ECG.


E

apenas pelo ecocardiograma tridimensional (3D).

A fisiologia da cardiomiopatia que cursa com um defeito primário na contratilidade reduzida e graus variáveis de disfunção diastólica ocorre na cardiomiopatia:


A

dilatada


B

restritiva


C

infiltrativa


D

hipertrófica


E

arritmogênica

As câmaras cardíacas podem ser medidas de maneira seriada ao ecocardiograma para monitorar intervenção terapêutica e volemia do paciente. Existem técnicas corretas para se medir os diâmetros sistólico e diastólico do ventrículo esquerdo.


Sendo o ecocardiograma capaz de avaliar a resposta à ressuscitação volêmica dos pacientes criticamente comprometidos que estão em risco de insuficiência cardíaca ou hipoperfusão tecidual, assinale a alternativa incorreta.


A

As medidas do ventrículo esquerdo podem ser obtidas também pelo ecocardiograma transesofágico bidimensional no corte do esôfago médio ao nível dos músculos papilares.


B

Na hipovolemia, os diâmetros diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo estão diminuídos, enquanto em situações de queda na resistência vascular sistêmica o diâmetro diastólico está normal e o diâmetro sistólico está diminuído.


C

Ambos os diâmetros internos do ventrículo direito e esquerdo podem ser medidos de maneira seriada para monitorar a resposta volêmica. Medidas devem ser feitas sempre no mesmo corte ecocardiográfico para a melhor comparação.


D

Um diâmetro diastólico final pequeno do ventrículo esquerdo pode ser indicativo de hipovolemia, e deve-se tomar cuidado para não o confundir com um diâmetro sistólico final pequeno e hipovolemia.

A ________________________ primária caracteriza-se por um aumento da espessura miocárdica localizado em uma parede, ou difuso, na ausência de estenose valvar aórtica, estenose subaórtica membranosa ou hipertensão arterial. Assinale a alternativa que melhor completa a lacuna do enunciado.


A

Cardiopatia Chagásica.


B

Cardiomiopatia Dilatada.


C

Cardiomiopatia Hipertrófica.


D

Cardiomiopatia Restritiva.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece critérios ecocardiográficos mínimos para o diagnóstico de regurgitação valvar patológica secundária à Cardite Reumática, incluindo a presença de regurgitação:


A

mitral patológica com velocidade de pico > 4 m/s


B

aórtica patológica com comprimento de jato ≥ 2 cm


C

mitral patológica vista em pelo menos duas projeções


D

mitral com jato pandiastólico em pelo menos dois envelopes


E

aórtica com jato pansistólico em pelo menos dois envelopes

O emprego da ecocardiografia como método auxiliar no diagnóstico de endocardite infecciosa traz dados relevantes por critérios diagnósticos maiores, que incluem a presença de:


A

espessamentos estruturais


B

abscessos valvares cardíacos


C

perfurações cúspides valvares


D

abscessos de cúspides valvares


E

perfurações de fístulas cavitárias

   
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