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A diverticulite aguda é uma complicação adquirida, sendo comumente associada a histórico de constipação. Acerca dos quadros de diverticulite aguda, a opção que contém a correta relação com o seguimento do quadro ou sua etiopatogenia é:
na condução de um caso de diverticulite aguda complicada com abscesso pericólico, está indicada a realização de colonoscopia após 4-6 semanas do término do tratamento
não é necessária avaliação colonoscópica nos casos de diverticulite, uma vez que o câncer colorretal não é um diagnostico diferencial
a diverticulite aguda é uma complicação da diverticulose que acomete mais comumente a população jovem
na diverticulite aguda não complicada, é indispensável a realização imediata da colonoscopia
o divertículo envolvido nos casos de diverticulite é considerado como verdadeiro
Em relação à eletrocoagulação térmica endoscópica, assinale a alternativa correta.
Alta potência (>50 W) é essencial para uma boa coagulação coaptiva.
As sondas do aquecedor podem coagular artérias de até 0,5 mm de diâmetro.
A corrente é gerada na base da sonda.
A terapia é ideal se aplicada por um período de tempo moderado (8–10 segundos).
As sondas aquecedoras fornecem uma quantidade variável de joules de energia dependendo da resistência do tecido.
Com relação a sedação nos procedimentos endoscópicos durante a gestação e lactação, assinale a alternativa correta.
O opioide de preferência em gestantes é a meperidina (classe B), pois o fentanil (classe D) é teratogênico.
A CPRE terapêutica é contraindicada durante a gravidez devido aos riscos da radiação para o feto.
Para procedimentos endoscópicos envolvendo sedação moderada durante a gravidez, a meperidina (classe B) é o agente preferido seguido por pequenas doses de midazolam, conforme necessário.
Em associação ao opioide de escolha, deve-se utilizar o diazepam (classe B) ou, se anestesista presente, propofol (classe C) para sedação em gestantes.
A amamentação deve ser interrompida por pelo menos 8 horas após a administração de fentanil, midazolan ou diazepam.
Paciente, 55 anos, está agendado para uma endoscopia digestiva alta devido a sintomas persistentes de refluxo gastroesofágico. Ele não possui comorbidades significativas e tem histórico de boa tolerância a medicamentos sedativos. Assinale a afirmativa correta em relação ao preparo e à sedação para esse procedimento.
A monitorização apenas da frequência cardíaca e da pressão arterial é suficiente durante a sedação para endoscopia digestiva alta.
A administração de antiespasmódicos é contraindicada antes da endoscopia digestiva alta, pois pode interferir com a visualização da mucosa gástrica.
O uso de propofol em bolus único é a escolha preferida para a sedação em todos os pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta, devido ao seu perfil de segurança superior.
A combinação de midazolam e fentanil é frequentemente utilizada para sedação consciente em endoscopia digestiva alta, proporcionando um rápido início de ação e uma recuperação rápida.
Uma mulher, 40 anos, chega ao serviço de emergência com relato de forte dor em andar superior de abdome “em barra”, que irradia para o dorso, com início há 15 horas. Além disso, encontra-se nauseada e relata ter tido 4 episódios de vômitos. São solicitados exames que revelaram uma amilase de 2000 U/L e um USG abdominal que evidenciou a presença de litíase biliar. Diante do principal quadro de suspeita diagnóstica, duas representantes de causas etiológicas para pancreatite aguda são:
pós-CPRE e hipocalcemia
hipercalcemia e alcoolismo
trauma abdominal e tabagismo
alcoolismo e hipotrigliceridemia
hipocalcemia e hipotrigliceridemia
Sobre a coledocolitíase, assinale a alternativa correta.
A ecoendoscopia tem 95% de sensibilidade para o diagnóstico, enquanto a sensibilidade da ultrassonografia transabdominal é < 50 %
A sensibilidade da colangiorressonância é maior que 90% para cálculos menores que 5 mm e papila manipulada.
A taxa de pancreatite aguda pós CPRE para coledocolitíase é de cerca de 15% e sangramento de 10%.
O sucesso na remoção de cálculos de 20 mm é alto, sem necessidade de técnicas de litotripsia.
Assinale a alternativa que apresenta apenas procedimentos endoscópios com alto risco de sangramento.
Ressecção mucosa endoscópica, jejunostomia endoscópica percutânea e ablação por radiofrequência do esôfago de Barrett.
Jejunostomia endoscópica percutânea, ecoendoscopia com aspiração com agulha fina de lesões líquidas, hemostasia endoscópica.
Polipectomia, ligadura elástica de varizes esofágicas e gástricas, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada com dilatação com balão sem esfincterotomia.
Coendoscopia com biópsia com agulha fina de massa sólidas, coagulação com plasma de argônio, hemostasia endoscópica.
Ablação do esôfago de Barrett por coagulação com plasma de argônio, polipectomia, cistogastrostomia.
Um cirurgião está planejando uma colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) em um paciente com coledocolitíase e colangite leve.
Considerando as diretrizes para profilaxia antibiótica em procedimentos endoscópicos biliares, o cirurgião deve escolher um antibiótico que cubra:
Anaeróbios e enterococos.
Gram-negativos e estafilococos.
Gram-positivos, incluindo MRSA.
Gram-negativos, incluindo Pseudomonas.
Uma mulher, 43 anos, com epigastralgia há mais de 1 mês, realizou uma endoscopia digestiva alta que observou, em região distal do esôfago, áreas de coloração “vermelho-salmão”, conforme descrito no laudo do exame. Foi realizada biópsia do local e o exame anatomopatológico revelou “metaplasia intestinal sem displasia”. Tido isso, como melhor conduta compatível com o estágio da doença, indica-se:
radioterapia
ablação endoscópica
endoscopia digestiva alta a cada 1 ano
endoscopia digestiva alta + biópsia a cada 3-5 anos
não realizar acompanhamento com endoscopia digestiva alta
Paciente do sexo feminino, 29 anos, asmática, procurou o pronto socorro com disfagia e dificuldade para engolir há 11 dias. Após investigação com endoscopia digestiva alta, foram encontradas esofagite e, provavelmente secundário, a cândida. O tratamento adequado para essa paciente deve será base de
Aciclovir.
Ranitidina.
Fluconazol.
Esomeprazol.
O correto manejo da hemorragia digestiva alta é de fundamental importância na prática do endoscopista, principalmente no cenário hospitalar.
Sobre a endoscopia na hemorragia digestiva alta, assinale a alternativa correta.
Fazer endoscopia em caráter emergencial (< 6 horas) tem melhores desfechos no paciente com hemorragia não varicosa.
Em pacientes com úlcera Forrest IIb, deve-se tentar remover o coágulo e tratar de acordo com a reclassificação da úlcera.
A injeção de adrenalina em monoterapia está recomendada no tratamento de úlceras Forrest IIa.
A biopsia para pesquisa de Helicobacter pylori não está indicada no momento agudo.
A remoção endoscópica de pólipos colônicos reduz a incidência e mortalidade do câncer colorretal.
A atualização do Guideline da ESGE acerca desse tema recomenda que pólipos colônicos pequenos, entre 6-9 mm,
não necessitam de margem de segurança de ressecção.
lesões acima de 10 mm devem ser submetidos a técnicas de imagem avançada ou cromoscopia convencional para avaliar acometimento da submucosa.
lesões pediculadas com pedículo < 10 mm e cabeça de 30 mm podem ser submetidos à polipectomia com cautério, sem hemostasia profilática.
a mucosectomia pela técnica underwater não está indicada em lesões de crescimento lateral acima de 20 mm.
A Resolução RDC nº 6, de 10 de março de 2013 dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais.
Sobre as normas dispostas na RDC, assinale a alternativa correta.
A pré-limpeza do endoscópio deve ser realizada imediatamente após a finalização do procedimento com remoção da sujidade da superfície externa.
Os endoscópios flexíveis, após serem submetidos a processamento, devem ser mantidos em posição horizontal com preservação de alinhamento entre as duas extremidades até a sua utilização.
Os acessórios e outros produtos para a saúde classificados como críticos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível antes da sua utilização.
É obrigatório realizar a monitorização dos parâmetros indicadores de efetividade dos agentes saneantes que possuem ação antimicrobiana como concentração, pH ou outros indicados pelo fabricante, no mínimo uma vez por semana.
De acordo com o Guideline da ESGE sobre corpo estranho e impactação no trato gastrointestinal superior, é correto afirmar que
a impactação por bateria tipo disco no esôfago é uma urgência endoscópica, e o exame deve ser realizado em menos de 24 horas.
em casos de impactação alimentar, é recomendável a realização de biopsias esofagianas para investigação da doença de base.
corpo estranho longo, medindo 5-6 cm no estômago podem ser manejados com conduta conservadora.
a realização de tomografia não auxilia na condução de casos de ingestão de objetos pontiagudos não radiopacos como espinha de peixe.
Um homem, 85 anos, febril, internado em CTI há 10 dias por quadro de queimadura grave, com necessidade de ventilação mecânica invasiva, séptico, em uso de amina vasoativa, iniciou quadro de desconforto abdominal mais pronunciado em quadrante superior direito e plastrão palpável. Solicitado um USG de abdome, evidenciou-se uma vesícula biliar muito distendida de paredes espessadas e a ausência de cálculos em seu interior.
Diante do quadro clínico descrito acima, a medida mais imediata e necessária para o seguimento terapêutico desse paciente é realizar:
colangiopancreatografia retrógrada endoscópica
antibioticoterapia isolada
colecistectomia aberta
colecistostomia
papilotomia
O exame de cápsula endoscópica está indicado nas seguintes situações:
Investigação de anemia ferropriva e rastreamento de câncer de papila duodenal.
Doença de Crohn jejunal estenosante e tratamento de telangiectasias ileais.
Sangramento intestinal de provável sítio em intestino delgado e diverticulite de Meckel.
Doença celíaca refratária e pesquisa de tumores de intestino delgado.
Elias, 30 anos, apresenta relato de sangramento vivo em meio às fezes há 6 meses, chegando a “pingar no vaso sanitário”. Refere ainda que possui um prolapso indolor e intermitente pelo ânus com redução do mesmo de forma espontânea. O médico prosseguiu com a realização de uma retossigmoidoscopia, que confirmou o diagnóstico. A partir do caso descrito, pode-se afirmar que a classificação do estágio da doença corresponde ao grau:
I
II
III
IV
V
Um homem, 48 anos, cirrótico, hipertenso e diabético, deu entrada na emergência com relato de estar “vomitando sangue” há 1 hora. Prontamente foram avaliados os seguintes sinais vitais: FC: 124; PA: 84x60; FR: 25; SpO2: 96%. Diante do quadro clínico apresentado, com provável etiologia de varizes esofágicas sangrantes, a primeira conduta a ser tomada deverá ser:
observação e suporte clínico por 12hrs
passagem de sonda nasogástrica
realizar endoscopia digestiva alta
balão de Sengstaken-Blakemore
estabilização hemodinâmica
Um paciente apresenta epigastralgia crônica associada à dispepsia, que melhora com o uso de antiácidos. A endoscopia revela a presença de uma úlcera péptica duodenal. Diante desse cenário, qual das seguintes opções terapêuticas é a mais apropriada para erradicação do Helicobacter pylori e cicatrização da úlcera péptica?
Uso isolado de um Inibidor da Bomba de Prótons (IBP).
Administração de um regime triplo contendo um IBP, claritromicina e amoxicilina.
Tratamento com ranitidina e sucralfato para alívio sintomático.
Uso de um antibiótico isolado, como ciprofloxacino, para erradicação do H. pylori.
Terapia com um anti-histamínico H2, como a famotidina.
A desinfecção e a esterilização adequadas de endoscópios e seus acessórios são fundamentais para prevenir infecções associadas aos cuidados de saúde. Com base nas diretrizes mais recentes, qual das seguintes afirmativas está correta em relação aos processos de desinfecção e esterilização de endoscópios e seus acessórios?
A imersão dos endoscópios em glutaraldeído a 2% por, pelo menos, dez minutos é suficiente para alcançar a esterilização de alto nível.
O uso de sistemas Automáticos de Reprocessamento de Endoscópios (AERs) é recomendado para padronizar e garantir a eficácia do processo de desinfecção de alto nível.
Os acessórios endoscópicos descartáveis devem ser reutilizados após a desinfecção de alto nível, desde que sejam devidamente inspecionados e não apresentem danos visíveis.
A limpeza manual dos canais internos dos endoscópios antes da desinfecção automática é desnecessária, pois os AERs são capazes de remover todos os resíduos orgânicos e micro-organismos.