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Homem, 55 anos, tabagista, realiza endoscopia digestiva alta por queixa de pirose. O exame mostrou esôfago de Barrett curto (Classificação de Praga C1M2), confirmado por histopatológico, que revelou ainda displasia de baixo grau. Qual a conduta mais adequada?
Erradicação endoscópica.
Não há necessidade de acompanhamento.
Vigilância endoscópica a cada 6-12 meses.
Repetir endoscopia após 3 meses de otimização do IBP.
Em uma reunião dos residentes de endoscopia digestiva de um hospital terciário, discutiu-se sobre a cromoscopia endoscópica para melhorar a avaliação de algumas patologias do trato digestivo. Foi solicitado a um dos residentes que citasse tipos de corante permanente, de contraste e vital. Qual a resposta correta para o questionamento feito ao residente na ordem questionada?
Tinta nanquim, índigo carmim e lugol.
Tinta nanquim, cristal violeta e azul de metileno.
Tinta nanquim, azul de metileno e azul de toluidina.
Tinta nanquim, índigo carmim e vermelho do congo.
Sobre os tumores neuroendócrinos, marque a alternativa correta.
O tumor neuroendócrino gástrico tipo III correlaciona-se com os níveis séricos de gastrina, é o de menor potencial maligno e apresenta marcador positivo para sinaptofisina.
O tumor neuroendócrino gástrico tipo I pode estar associado à gastrite atrófica (autoimune ou por H. Pylori) e hipergastrinemia, tendo como marcadores imuno-histoquímicos típicos cromogranina A e sinaptofisina, sendo recomendada a avaliação do Ki-67 e taxa mitótica.
O tumor neuroendócrino gástrico tipo II tem maior potencial de metástase do que o tipo I e diferencia-se deste último por não estar associado à hipergastrinemia, cuja dosagem de gastrina deve ser realizada em vigência de inibidor de bomba de prótons.
O tumor neuroendócrino gástrico tipo I pode estar associado à síndrome de Zollinger-Ellison, ou Neoplasia endócrina múltipla tipo 2, e hipergastrinemia, tendo como marcadores imuno-histoquímicos típicos cromogranina A e sinaptofisina.
Mulher, 60 anos, cirrótica descompensada, dá entrada na emergência de um hospital terciário por hematêmese franca. Realizada endoscopia digestiva, após medidas de suporte, que evidenciou sangramento por varizes esofágicas, tratadas prontamente com ligadura elástica. Após 24h do procedimento, a paciente evolui com novo episódio de hematêmese e choque hipovolêmico, sendo submetida a intubação orotraqueal. Realizada nova endoscopia, mas o sangramento é intenso, dificultando nova terapêutica. Qual a medida mais adequada para o momento, visando a interrupção rápida do sangramento e estabilização da paciente?
Escleroterapia.
Nova ligadura elástica.
Passagem de balão esofágico.
Nova endoscopia em 6 horas, após utilização de medicação procinética.
Sobre a classificação de Kudo para o padrão de abertura de criptas das glândulas na superfície da mucosa das lesões polipoides colorretais, pode-se afirmar:
O padrão de abertura das criptas pode ser avaliado e descrito sem uso de cromoscopia associada, desde que esteja disponível tecnologia de magnificação de imagem.
O padrão de criptas tipo I de Kudo, ou arredondada, refere-se à mucosa de aspecto normal, mas sugere presença de pólipo adenomatos
O padrão de cripta alongada ou III L de Kudo sugere a presença de lesão adenomatosa em mais de 80% dos caso
O padrão de cripta tipo I V de Kudo ou cerebriforme sugere a presença de adenomas serrilhados e lesões hiperplásicas.
A paciente certamente terá benefício com o tratamento multidisciplinar e multiprofissional.
Certo
Errado
Nas mulheres em faixa etária fértil, dor à mobilização do colo do útero exclui o diagnóstico de apendicite aguda.
Certo
Errado
Sobre o rastreamento endoscópico do câncer colorretal, pode-se afirmar:
Pacientes portadores de colangite esclerosante primária devem ser incluídos em protocolos específicos de rastreio para câncer colorretal desde o diagnóstico da doença hepática, independente da idade.
Pacientes com retocolite ulcerativa pancolônica não apresentam risco diferente da população geral para câncer colorretal.
Pacientes com pólipos hiperpásicos retais identificados em colonoscopias prévias devem ser submetidos a rastreamento de câncer colorretal a cada três anos.
Pacientes com até 20 adenomas colorretais identificados em um único exame de colonoscopia não são suspeitos de síndromes polipoides familiares e devem ser reavaliados em 5 anos.
Sobre a hemorragia digestiva alta varicosa, pode-se afirmar:
Tem mortalidade semelhante à hemorragia digestiva alta não varicosa em pacientes com o mesmo perfil de comorbidades e mesma faixa etária.
A causa mais comum é o sangramento de varizes do esôfago e o tratamento de escolha é escleroterapia
A causa mais comum é o sangramento de varizes de esôfago e o tratamento de escolha é ligadura elástica das varizes do esôfago.
A causa mais comum é o sangramento de varizes do esôfago e o tratamento de escolha é ligadura elástica das varizes do esôfago associado ao uso de drogas vasoativas venosas.
As hérnias diretas, ao exame físico, deslocam o dedo do examinador de lateral para medial, já que sua origem é a persistência do conduto peritoniovaginal.
Certo
Errado
A melhor forma de prevenção dessa doença é o controle vetorial, a fim de eliminar o reservatório, diagnosticar e tratar precocemente todos os casos e vacinar de acordo com as campanhas de imunização de todo o País.
Certo
Errado
Pode-se tratar empiricamente antes de realizar laparoscopia diagnóstica.
Certo
Errado
Os enxertos de pele total sofrem mais retração secundária do que os de pele parcial.
Certo
Errado
Adenocarcinoma é mais comum em homens afrodescendentes, enquanto o de células escamosas é mais frequente em homens brancos.
Certo
Errado
A causa definitiva para acalasia permanece desconhecida, mas acredita-se que seja pela denervação da musculatura lisa; já no Brasil, está fortemente relacionada à doença causada pelo Trypanosoma cruzi.
Certo
Errado
Paciente de 60 anos de idade, com diagnósticos prévios de diabetes e hipertensão arterial, admitido com enterorragia franca, com 24 horas de evolução, com instabilidade hemodinâmica. Considerando a epidemiologia das hemorragias digestivas baixas e o quadro clínico descrito, a principal hipótese diagnóstica é:
hemorragia digestiva baixa por doença hemorroidária perianal
hemorragia digestiva alta por úlcera duodenal
hemorragia digestiva baixa por doença diverticular do cólon
hemorragia digestiva baixa por colopatia isquêmica
O esôfago de Barrett, ou epitélio colunar metaplásico no estômago, está associado a um aumento de risco de 40 vezes de carcinoma de células escamosas do esôfago.
Certo
Errado
Sobre as doenças do esôfago e seus achados endoscópicos, a afirmativa mais adequada é:
A esofagite eosinofílica tem achados endoscópicos altamente sugestivos, mas requer biópsias com mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento para confirmação diagnóstica.
Na candidíase esofagiana, as placas brancas típicas podem ser facilmente removidas com a lavagem endoscópica da área acometida e não há lesão subjacente.
A esofagite herpética em imunocompetentes se manifesta tipicamente por grandes úlceras do esôfago com alto risco de hemorragia secundária.
O papiloma do esôfago não é uma manifestação da infecção da mucosa esofagiana pelo papilomavírus (HPV).
De acordo com os sintomas, relatados pelo paciente, de odinofagia e dor torácica, espera-se o acometimento do esôfago proximal.
Certo
Errado