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A imagem a seguir é de uma colangiopancreatografia endoscópica retrógrada. Este exame poderia pertencer a todos os pacientes abaixo, EXCETO UM:

Homem, 38 anos, portador de retocolite ulcerativa, com aumento de fosfatase alcalina, p-ANCA positivo.
Mulher, 48 anos, com trombose portal crônica e transformação cavernomatosa, há 2 anos com aumento de enzimas hepáticas canaliculares.
Homem, 62 anos, com icterícia, anticorpo antinuclear positivo, hipergamaglobulinemia (às custas de IgG-4), sem retocolite ulcerativa.
Mulher, 64 anos, com aumento de fosfatase alcalina e anticorpo antinuclear positivo com pontos isolados, anticorpo antimitocôndria negativo.
Determinado paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, cardiopata, diabético, hipertenso, apresentando lombalgia havia algumas semanas, fez uso de diclofenaco sódico 150 mg diários por 5 dias, tendo apresentado episódios de melena durante os últimos 4 dias, sem repercussão hemodinâmica. Esse paciente procurou o pronto socorro após apresentar 3 episódios de hematêmese. Ao exame, encontrava-se consciente, sudoreico e com pressão arterial de 90 mmHg × 45 mmHg. Foram-lhe administrados cristaloides, com boa repercussão hemodinâmica. O paciente foi encaminhado para o serviço de endoscopia após estabilização hemodinâmica. A videoendoscopia digestiva alta revelou úlcera de 13 mm × 10 mm de diâmetro no vértice inferior (parede posterior do bulbo duodenal), com bordos elevados, fibrina central, com vaso visível e pontos de hematina.
Considerando esse caso clínico, assinale a opção que apresenta a classificação de Forrest adequada e o tratamento adequado ao paciente, respectivamente.
Forrest IIa; injetoterapia com adrenalina a 1:10000
Forrest IIc; terapia térmica com heater probe
Forrest IIb; aplicação de clipes metálicos
Forrest IIb; injetoterapia com adrenalina e aplicação de clipes metálicos
Uma paciente do sexo feminino, de 42 anos de idade, IMC de 46, foi submetida a by-pass gástrico em Y de Roux por via laparoscópica. No 5º. dia de pós-operatório, ela apresentou febre, desidratação, aumento de proteína C-reativa, leucocitose, drenagem de secreção esverdeada pelo dreno abdominal, em pequena quantidade, sem instabilidade hemodinâmica associada. A paciente foi submetida a videoendoscopia diagnóstica, quando foram identificadas fístula no ângulo de Hiss em torno de 2,5 cm de diâmetro e estenose da anastomose gastrojejunal, o que não permitiu a progressão do endoscópio.
Em relação a esse caso clínico, assinale a opção correta.
Não há indicação da aplicação de stent metálico autoexpansível como forma de abordagem inicial para o tratamento da fístula do pounch gástrico.
Mesmo com sinais de infecção, a abordagem endoscópica antecede nova abordagem cirúrgica, sendo necessário drenar qualquer coleção abdominal antes da terapêutica endoscópica.
A terapia endoscópica inicial recomendada seria o fechamento da fístula com a aplicação de clipes endoscópicos.
A abordagem endoscópica adequada seria a realização de dilatação da anastomose com balão hidrostático e passagem de sonda nasoenteral.
Paciente João da Silva, 74 anos, tabagista ativo desde os 25 anos, etilista, autodeclarado como negro, chega ao seu consultório com queixa de disfagia a sólidos e perda de peso (não aferida) há 2 meses. Traz consigo exames realizados logo no início do quadro: endoscopia com laudo normal, pHimpedanciometria de 24h e manometria de alta resolução dentro dos padrões fisiológicos. Exame físico sem alterações, IMC 25 kg/m2. Você opta por nova endoscopia com cromoscopia, cujo laudo evidenciou unicamente lesão elevada com discreta depressão central, de bordos irregulares, bem delimitados, medindo 18mm, localizada em parede posterior de esôfago médio, cuja cromoscopia com corante revelou área de coloração rósea (“pink sign”). Histopatológico das biópsias da lesão foi compatível com neoplasia intramucosa bem diferenciada. Exames complementares sem evidência de metástase linfonodal ou a distância. Diante disso, responda corretamente:
Provavelmente trata-se de um carcinoma espinocelular de esôfago e o corante utilizado na endoscopia foi o ácido acético (corante de absorção), devendo ser procedida com ressecção preferencialmente com mucosectomia.
Provavelmente trata-se de um adenocarcinoma esofágico e deve ser procedida ressecção preferencialmente por mucosectomia e poderá ser dispensado o tratamento cirúrgico complementar se margens livres de neoplasia e a profundidade da lesão não ultrapassar 500 micrômetros após a muscular da mucosa.
Provavelmente trata-se de um carcinoma espinocelular de esôfago, deve ser procedida ressecção preferencialmente por dissecção endoscópica de submucosa e poderá ser dispensado o tratamento cirúrgico complementar se margens livres de neoplasia e a profundidade da lesão não ultrapassar 200 micrômetros após a muscular da mucosa.
Provavelmente trata-se de um carcinoma espinocelular de esôfago, deve ser procedida ressecção preferencialmente por mucosectomia e poderá ser dispensado tratamento cirúrgico complementar se margens livres de neoplasia e a profundidade da lesão não ultrapassar 500 micrômetros após a muscular da mucosa.
Homem, 70 anos, obeso e diabético, em uso recente de AAS em baixa dose por infarto agudo do miocárdio há 3 meses, evolui com hematêmese volumosa, em seu domicílio. Ao chegar no pronto-atendimento, apresenta-se calmo, consciente e orientado, sem novos episódios de hematêmese, com FC 110 bpm, PA 90x40 mmHg, FR 20 irpm. Os exames laboratoriais da admissão evidenciaram hemoglobina de 7 mg/dL, plaquetas 350.000/mL e função hepática normal. Marque a alternativa correta.
A principal hipótese do sangramento digestivo é doença ulcerosa péptica, devendo ser iniciado inibidor de bombas de prótons em altas doses por via endovenosa e o uso AAS não deve ser interrompido.
A endoscopia digestiva alta deve ser realizada de urgência, isto é, em até 12 horas, sendo a pesquisa de H. Pylori postergada em caso de sangramento por úlcera péptica.
A passagem da sonda nasogástrica é indicada para confirmar a suspeita de sangramento digestivo e para lavagem gástrica.
Deve ser iniciada ressuscitação volêmica e não há necessidade de transfusão de hemácias.
Paciente, 58 anos, feminino, realiza endoscopia digestiva devido a queixas de desconforto no andar superior do abdome e empachamento pós-prandial. Portadora de hipertensão arterial e diabetes. Relata ter feito EDA há 3 anos por estas mesmas queixas, sendo vista uma gastrite antral erosiva leve e tratado H. Pylori na época, sem controle da erradicação. A endoscopia mostra uma lesão isolada, levemente deprimida, na grande curvatura do antroproximal, medindo 12mm. De acordo com a Classificação da Sociedade Japonesa de Endoscopia Digestiva, como classificar esta lesão?
Tipo IIa.
Tipo IIb.
Tipo IIc.
Tipo III.
Paciente, sexo masculino, 43 anos, portador de asma e rinite alérgica, deu entrada em pronto-atendimento devido quadro de sensação de entalo após ingesta de carne há cerca de 2 horas. Refere ainda sialorreia intensa e tosse frequente desde início do quadro. Assinale a alternativa correta, diante do caso apresentado.
Deve ser realizada endoscopia digestiva alta de emergência pois o paciente apresenta sinais de obstrução esofágica.
Devido ao risco de broncoaspiração durante a retirada de bolo alimentar por endoscopia, o mais indicado é empurrar o bolo alimentar para o estômago.
São exemplos de indicações de endoscopia digestiva alta de urgência, em casos de ingestão de corpo estranho: obstrução esofágica, pilha em esôfago e moeda impactada em esôfago.
A presença de fissuras longitudinais, placas esbranquiçadas e anéis mucosos em esôfago na endoscopia digestiva alta é sugestiva de doença infecciosa associada, devendo ser realizadas biópsias após a retirada de corpo estranho.
Paciente, 50 anos, feminino, realiza endoscopia digestiva devido a queixas de dispepsia. Nega outras patologias. Não tem história familiar de CA gástrico. À endoscopia, foram observadas áreas ovaladas enantematosas em antrodistal. Foram realizadas biópsias de corpo e antrogástricos, além de amostras dirigidas das áreas visualizadas. O exame histopatológico foi compatível com gastrite antral ativa com moderada intensidade, metaplasia intestinal incompleta em antro e presença do H. Pylori. De acordo com as recomendações mais recentes, publicadas pela Sociedade Europeia de Endoscopia Digestiva (ESGE), em 2019, como deve ser a conduta e o seguimento deste caso?
Deve-se erradicar o H. Pylori e não há necessidade de realização de seguimento endoscópico, pois não tem história familiar de CA gástrico.
Deve-se erradicar o H. Pylori e diante de metaplasia intestinal incompleta, o seguimento deve ser com exame endoscópico (de preferência com cromoscopia) e biópsias dirigidas a cada 3 anos.
Deve-se erradicar o H. Pylori e diante de metaplasia intestinal incompleta, o seguimento deve ser com exame endoscópico (de preferência com cromoscopia) e biópsias dirigidas a cada 1-2 anos.
Não há indicação de erradicar o H. Pylori, tampouco de seguimento devido a presença de metaplasia intestinal, pois o risco de desenvolvimento de neoplasia é desprezível.
Sobre as lesões de crescimento lateral (“laterally spreading tumor – LST") do cólon, pode-se afirmar:
São denominadas de LST lesões que crescem de forma lateral e são maiores que 20 mm.
Os tipos granular misto e não-granular pseudodeprimido são os que mais possuem risco de invasão submucosa.
A terapêutica de ressecção endoscópica está contraindicada quando as lesões ultrapassam 5 cm em seu maior eixo.
São divididas em 4 grupos (granulares e não granulares), sendo a forma granular homogênea a que possui mais risco de invasão da submucosa.
Homem, obeso, 56 anos, portador de doença de Von Willebrand e estenose aórtica, apresenta quadro de anemia a esclarecer. Em investigação diagnóstica com cápsula endoscópica foram identificadas lesões vasculares em intestino delgado. As lesões vasculares do intestino delgado podem ser classificadas de acordo com a classificação de Yano Yamamoto. Marque a alternativa correta, sobre essas lesões.
As lesões tipo 1a e 1b devem ser tratadas preferencialmente com plasma de argônio ou outras terapias térmicas.
A lesão tipo 2b corresponde a protrusão vermelha pulsátil com dilatação venosa ao redor.
As lesões puntiformes com sangramento pulsátil são classificadas como tipo 3.
É indicada a terapia endoscópica em todos os pacientes, mesmo nos assintomáticos e/ou sem anemia.
Paciente, sexo feminino, 42 anos, portadora de esquizofrenia, deu entrada no serviço de emergência acompanhada por familiares após tentativa de suicídio com ingesta de substância corrosiva não identificada. Refere desconforto torácico leve e disfagia. Ao exame físico, encontra-se agitada, consciente, sem enfisema subcutâneo, sem alterações no exame físico abdominal, com frequência cardíaca de 104 bpm e pressão arterial de 100 x 60 mmHg. Assinale a alternativa correta de acordo com o caso descrito.
O ácido ocasiona necrose por liquefação e o álcali ocasiona necrose por coagulação.
É necessário o seguimento endoscópico devido o risco aumentado de neoplasia de esôfago, sendo o principal subtipo o adenocarcinoma.
Deve ser indicada a internação hospitalar em leito de terapia intensiva, independente dos achados da primeira endoscopia, devido ao alto risco de perfuração de esôfago.
É recomendada a primeira endoscopia nas primeiras 48h para diagnosticar a profundidade e o grau de acometimento em pacientes sem suspeita de perfuração de esôfago.
Paciente, 50 anos, sexo feminino, refere que há 20 dias vem apresentando dor epigástrica de moderada a forte intensidade, associada a náuseas e que alivia após alimentar-se. As dores vêm ficando mais intensas nos últimos 3 dias. Nega sangramentos. É usuária crônica de AINEs devido lombalgia e é ex-tabagista (parou de fumar há 5 anos). Realizou endoscopia digestiva alta, com achado mostrado na foto abaixo. Diante deste achado, assinale a alternativa correta.

Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 2)
Trata-se de úlcera ativa Sakita A2 em incisura angular de provável origem péptica. Proceder com biópsias da úlcera e de corpo e antrogástrico para pesquisa de H. Pylori e iniciar uso de IBP.
Trata-se de úlcera em cicatrização Sakita H2 em incisura angular de provável origem péptica. Proceder com pesquisa de H. Pylori e iniciar uso de IBP.
Trata-se de úlcera ativa Sakita A2 em incisura angular de provável origem péptica. Proceder com pesquisa de H. Pylori e iniciar uso de IBP.
Trata-se de lesão ulcerada de aspecto neoplásico. Proceder com biópsias da lesão e iniciar estadiamento.
Sobre o processo de desinfecção e reprocessamento de materiais reutilizáveis em serviços de endoscopia, responda a alternativa correta.
São acessórios semicríticos aqueles que entram em contato com a pele não íntegra e penetra mucosas não íntegras, mas não penetra cavidades estéreis.
A desinfecção pode ser executada em três níveis a depender da solução e método utilizados: baixo, médio e alto nível. Na de alto nível, todos os microrganismos devem ser eliminados para que o processo seja concluído com sucesso.
São medidas de controle de infecção: higiene pessoal, uso de equipamentos de proteção individual e coletiva, reprocessamento adequado, treinamento único da equipe que deve ocorrer apenas antes de iniciar em um serviço de endoscopia.
São vantagens da desinfecção automatizada: todos os componentes são submetidos a desinfecção e enxágue uniforme, a contaminação cruzada é prevenida pelo uso único de soluções (filtros), menor poluição atmosférica e redução da exposição do indivíduo ao saneante utilizado.
Paciente masculino, 55 anos, assintomático, comparece para realização de colonoscopia para “screening” do câncer colorretal. Durante o exame, foi encontrada lesão polipoide em reto, avaliada por magnificação. Baseado na classificação de Kudo, o padrão de criptas da lesão sugere qual diagnóstico histológico?

Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 1)
Adenoma viloso.
Adenoma tubular.
Pólipo hiperplásico.
Carcinoma invasivo.
Paciente, do sexo masculino, 67 anos, foi submetido a endoscopia digestiva alta devido quadro de síndrome dispéptica e durante o exame foi evidenciada uma lesão subepitelial em pequena curvatura de corpo gástrico médio medindo cerca de 2,5 cm. Foi submetido a ecoendoscopia digestiva alta que mostrou uma lesão de ecotextura hipoecoica originada na quarta camada. Marque a alternativa correta no tocante às lesões subepiteliais.
Os lipomas gástricos se apresentam como lesões anecóicas e não devem ser puncionados por ecoendoscopia se o aspecto for típico.
A principal suspeita no caso é de GIST, sendo esperada a positividade para CD34, CD117, desmina e proteína S100 na análise imuno-histoquímica.
Como a lesão no caso se origina na quarta camada, as principais hipóteses diagnósticas são pâncreas ectópico e tumor neuroendócrino.
São alguns sinais de malignidade das lesões subepiteliais: bordas irregulares, espaços císticos, ulceração, focos ecogênicos e heterogeneidade.
Sobre a polipose adenomatosa familiar, marque a alternativa correta.
Pólipos de glândulas fúndicas é a principal manifestação extracolônica.
O risco cumulativo de desenvolvimento de câncer colorretal em pacientes não tratados é de 85%.
É recomendado iniciar vigilância com colonoscopia a partir dos 12-14 anos e com endoscopia digestiva alta a partir dos 25 anos.
A adenomatose duodenal é rara em pacientes com polipose adenomatosa familiar, mas pelo risco de malignidade se justifica o rastreio com endoscopia digestiva alta.
Paciente, 37 anos, sexo masculino, refere quadro de disfagia inicialmente para sólidos e evoluindo para alimentos pastosos e líquidos há cerca de 3 anos. Queixa-se também de regurgitação e episódios de dor torácica retroesternal. Perdeu 12kg neste tempo. Nega outras comorbidades. Sorologia para doença de Chagas negativa. Realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou presença de estase líquida em esôfago, calibre esofágico um pouco aumentado, com resistência à progressão do endoscópio para o estômago. Esofagograma evidenciou dilatação difusa do calibre esofágico, notadamente nos terços médio e distal, atingindo até 5,8cm de diâmetro, associada a afilamento abrupto da transição esofagogástrica (sinal de bico de pássaro) e retardo de transcrito da coluna de contraste. Manometria evidenciou ausência de relaxamento do esfíncter inferior do esôfago às deglutições úmidas (IRP: 25,4 mmHg – normal < 16 mmHg), corpo esofágico exibindo 100% de ondas inefetivas, com pressurização pan-esofágica em 30% das deglutições (imagem abaixo).

Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 3)
Diante dos achados, podemos dizer:
Os achados são compatíveis com Acalasia do tipo I, conforme a classificação de Chicago v4.0 e podem ser observadas boas respostas tanto com tratamento endoscópico (dilatação ou POEM) quanto com miotomia cirúrgica a médio prazo.
Os achados são compatíveis com Acalasia do tipo II, conforme a classificação de Chicago v4.0 e podem ser observadas boas respostas tanto com tratamento endoscópico (dilatação ou POEM) quanto com miotomia cirúrgica a médio prazo.
Os achados são compatíveis com Acalasia do tipo III, conforme a classificação de Chicago v4.0 , com os melhores resultados sendo vistos com a realização da miotomia endoscópica (POEM).
Os achados são compatíveis com Obstrução ao fluxo de saída da junção esofagogástrica, conforme a classificação de Chicago v4.0, com os melhores resultados sendo vistos com a realização do POEM.
No que concerne às esofagites erosivas, conforme a classificação de Los Angeles, uma (ou mais) solução de continuidade da mucosa confinada às pregas mucosas, não maiores que 5 mm cada configuram esofagite de grau
1.
2.
3.
4.
Paciente do sexo feminino, 72 anos, que devido a um quadro de dor abdominal inespecífica realizou TC de abdome superior com contraste. A TC de abdome demonstrou, além de achados, identificou uma lesão hipodensa em corpo pancreático, medindo 1,9 cm em seu maior eixo e com restante do parênquima pancreático normal, compatível com lesão cística. Foi decidido por realização de ecoendoscopia, que evidenciou lesão ovalada, anecóica, em corpo pancreático, medindo 1,8 cm, sem vegetação em seu interior e apresentando comunicação direta com ducto pancreático secundário. O ducto pancreático principal tem calibre máximo de 2,6 mm e o restante do parênquima pancreático é normal. Qual deveria ser, segundo consensos internacionais, a conduta mais apropriada?
Provavelmente trata-se de um pseudocisto pancreático e sugere-se acompanhamento com exames de imagem.
Provavelmente trata-se de neoplasia papilar mucinosa intraductal e a melhor opção terapêutica seria pancreatectomia corpocaudal, visto o alto risco para evolução para carcinoma.
Provavelmente trata-se de um cistoadenoma mucinoso e a melhor opção terapêutica seria pancreatectomia corpocaudal, visto o alto risco para evolução para carcinoma.
Provavelmente trata-se de neoplasia papilar mucinosa intraductal de ducto secundário sem critérios preocupantes e sugere-se acompanhamento com exames de imagem.
Sobre a realização de sedação durante os exames endoscópicos, responda corretamente:
O opioide de preferência, em gestantes, é a meperidina (classe B), pois o fentanil (classe D) é teratogênico.
O fentanil é excretado no leite materno, porém em baixas concentrações, sendo a amamentação segura logo após a sua utilização.
Em associação ao opioide de escolha, deve-se utilizar o diazepam (classe B) ou, se anestesista presente, propofol (classe C) para sedação em gestantes.
Serviços de endoscopia do tipo II podem realizar sedação moderada (consciente), desde que sejam utilizadas apenas medicações como: midazolam, fentanil e propofol em baixas doses.