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Um homem de 70 anos de idade, hipertenso, relata quadro de perda transitória da consciência quando estava deitado, assistindo televisão. Associado a esse quadro, afirma que também apresenta palidez cutânea e nega pródromos ou outros sinais e sintomas associados. Ele também nega episódios prévios semelhantes ou outras comorbidades. Refere uso regular de losartana (50 mg) duas vezes ao dia, com controle pressórico adequado.
A partir da situação apresentada nesse caso clínico, assinale a alternativa incorreta.
A história clínica e o exame físico adequado são fundamentais para a análise da causa dessa condição clínica.
O eletrocardiograma tem baixa sensibilidade, levando ao diagnóstico da causa de síncope em até 5% dos pacientes ou sugere uma etiologia em outros 5%.
No quadro clínico descrito, não há sinais de alto risco, uma vez que a síncope aconteceu em posição supina.
O OESIL e o EGSYS são escores que podem ser utilizados para auxiliar na estratificação do risco da síncope apresentada.
Ao dar alta ao paciente, é importante orientá-lo acerca do risco ocupacional e automobilístico, se houver.
“Exame que avalia a fonação (esfíncter velofaríngico e laríngeo) e a deglutição, com variação do volume e viscosidade do bolo oferecido, e sem precisar de anestésico. Tem como objetivo avaliar macroscopicamente a morfologia das estruturas; a mobilidade do palato mole e do esfíncter velofaríngeo; as pregas vocais; a simetria de recessos piriformes e aritenoides; a presença de estase em valécula e no recesso piriforme; a regurgitação nasal; a penetração/aspiração antes e após a deglutição; a sensibilidade; e o número de deglutições espontâneas e/ou para clareamento durante a ingestão do bolo alimentar”.
A descrição acima refere-se a uma avaliação objetiva da deglutição. Assinale qual:
Videoendoscopia da deglutição.
Ausculta cervical.
Videofluoroscopia da deglutição.
Eletromiografia de superfície.
Sobre a hemorragia digestiva aguda, evidenciada pela hematêmese, melena ou enterorragia, marque o item CORRETO:
Em pacientes cirróticos o volume arterial efetivo é baixo, com tendência à hipotensão; a manutenção dos níveis de hemoglobina em torno de 6 g/dl e da pressão sistólica em torno de 60 mmHg são suficientes para se garantir uma boa perfusão tecidual, independente da presença de comorbidades, status dinâmico e idade do paciente.
Em pacientes com depressão acentuada do nível de consciência é recomendada a intubação orotraqueal, a fim de prevenir pneumonia aspirativa e a sonda nasogástrica deve ser mantida para facilitar a administração de medicamentos.
A utilização de drogas vasoativas é indicada a priori, até porque o tratamento farmacológico não apresenta tantos resultados exitosos; no caso de usá-las a terlipressina é a mais indicada, sendo administrada em bolus a cada 12 horas até o controle da hemorragia.
A reposição de volume nos pacientes cirróticos deve ser feita, de preferência, apenas com soro e o máximo de soluções cristaloides possível, pois somente assim pode-se evitar novo sangramento, formação de ascite e extravasamento de líquidos para o espaço extravascular.
A hérnia de hiato é uma protrusão do estômago pelo hiato diafragmático. Muitas hérnias são assintomáticas, mas uma incidência aumentada de refluxo ácido pode causar doença de refluxo gastroesofágico. O diagnóstico se faz pelo esofagograma com bário. O tratamento é direcionado aos sintomas da Doença do Refluxo Gastresofágico (DRGE), se presente. Sendo assim, o tratamento envolve:
I- Às vezes, correção cirúrgica.
II- Algumas vezes, um inibidor da bomba de prótons.
III- Hérnias paraesofágicas não necessitam de qualquer tratamento específico. Os pacientes com DRGE associada devem ser tratados com um IBP.
IV- Na hérnia de hiato por deslizamento assintomáticas, deve-se considerar o reparo por causa do risco de estrangulamento.
Estão CORRETOS os itens:
I e II.
II e III.
III e IV.
I e IV.
A úlcera de Cameron está relacionada à úlcera
duodenal.
no estômago herniado.
jejunal.
de membros inferiores.
esofágica.
Homem de 42 anos com histórico de úlceras duodenais e terapia antibiótica tripla convencional para infecção por H. pylori há 3 meses é atendido em consulta de retorno. Ele se queixa de plenitude epigástrica e dor em abdome superior nos últimos 5 dias. Está em uso de ibuprofeno devido a torção no tornozelo. Uma nova endoscopia é realizada e mostra gastrite erosiva extensa e uma única úlcera de 1 cm no duodeno próximo à ampola de Vater.
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Com relação a essa segunda endoscopia, a fisiopatologia e gênese dos achados alterados encontrados são:
infiltração de neutrófilos.
inibição da ciclooxigenase.
hipergastrinemia.
infiltração de mastócitos.
aumento da síntese de prostaglandina E2.
Aproximadamente 10% a 15% dos pacientes com doença ulcerosa péptica desenvolvem sangramento em algum momento no curso da sua doença. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
Em pacientes pediátricos, é documentado aumento da doença ulcerosa péptica sangrante que requer internação hospitalar
A hemorragia mais significativa ocorre quando úlceras duodenais ou gástricas penetram ramos da artéria gastroduodenal ou artéria gástrica esquerda, respectivamente
Pacientes com evidência clínica de sangramento gastrointestinal devem ser submetidos a uma endoscopia dentro de 24 horas e não pode ser iniciado IBP antes do estudo endoscópico
Na presença de um coagulo aderente (Forrest Ib), não se deve remover o coagulo, pelo risco de sangramento
No que diz respeito à vigilância endoscópica do carcinoma colorretal no portador da Retocolite Ulcerativa (RCU), assinale a alternativa correta.
Pacientes com colite esquerda ou extensa devem começar a vigilância endoscópica dentro de 1 a 2 anos após o exame de rastreio inicial, uma vez que a displasia e o câncer são mais comuns no cólon esquerdo.
A proctite ulcerativa é considerada fator de risco para o câncer colorretal nos portadores de RCU.
A utilização da cromoendoscopia é indispensável nos exames de vigilância em portadores de doença inflamatória intestinal.
A colonoscopia de rastreamento deve ser iniciada no máximo 5 anos após o aparecimento dos sintomas da RCU.
Os pacientes portadores de RCU só devem iniciar o rastreio de neoplasia colorretal após 10 anos de feito o diagnóstico, independentemente da sintomatologia.
Um homem de sessenta anos de idade, sem comorbidades, chegou ao pronto-socorro, alegando ter tido sangramento ao evacuar. Ao toque retal, há sangue vermelho vivo, sem sinais de doença orificial. Está completamente estável hemodinamicamente.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o próximo passo na elucidação da fonte do sangramento.
passagem de sonda nasogástrica e aspiração do conteúdo
endoscopia digestiva alta
angiotomografia de abdome
colonoscopia
arteriografia
Com relação ao papel da endoscopia na avaliação e tratamento da coledocolitíase, assinale a alternativa correta.
Em pacientes com baixo risco de coledocolitíase, a ecoendoscopia deve ser realizada.
Em coledocolitíase difícil e grande, a terapia intraductal está indicada.
Em pacientes com cálculos biliares grandes, após esfincterotomia, a dilatação papilar endoscópica não está indicada.
Em pacientes com pancreatite biliar sem colangite ou coledocolitíase, recomenda-se CPRE urgente (< 48 horas).
Colecistectomia eletiva após 4 semanas é recomendada para pacientes com pancreatite por cálculos biliares.
Um homem de 62 anos de idade apresenta, há vários meses, dor em queimação em região epigástrica e saciedade precoce, que não ocorrem todos os dias, mas podem incomodá-lo por semanas seguidas.
Uma endoscopia digestiva alta será imprescindível para sua abordagem inicial caso ele tenha
anemia normocítica / normocrômica ou sensação de empachamento.
diabetes tipo II ou melhora dos sintomas com evacuação.
perda de peso não intencional ou pirose.
vômitos persistentes ou disfagia.
São fatores que aumentam individualmente o risco de câncer colorretal em pacientes com doença inflamatória intestinal, exceto:
Colite difusa
Início da doença na infância
Colangite esclerosante associada
Acometimento da válvula ileal
Histórico familiar de câncer colorretal
Sobre a síndrome de Ogilve (Pseudo-obstrução aguda do cólon), assinale a alternativa correta.
Jejum, hidratação, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e antibioticoterapia fazem parte do tratamento
Cirurgias intra-abdominais, alterações hidroeletrolíticas e o uso de anticolinérgicos podem ser fatores desencadeantes
A neostigmina é tratamento inicial de escolha em todos os pacientes
Distensão cecal maior que 5cm é fator isolado para indicação de colonoscopia descompressiva
Pacientes com indicação de colonoscopia descompressiva devem realizar antes o preparo oral com agente laxativo
Homem de 56 anos com histórico de alcoolismo e cirrose hepática, sem uso de medicações, apresenta quadro de volumosa hematêmese (cerca de 300 mL de sangue vermelho vivo). Ao exame físico: ele só responde a estímulos dolorosos; ictérico 2+/4; respiração superficial sem uso de músculos acessórios; pressão arterial: 99 x 50 mmHg; frequência cardíaca: 110/min; frequência respiratória: 25 ipm; oximetria de pulso com SatO2: 93%; exame pulmonar com roncos; abdome com ascite; o restante do exame não é digno de nota. Exames séricos: hemoglobina: 8 g/dL; bilirrubina total: 6,8 mg/dL; aspartato aminotransferase: 154 U/L; alanina aminotransferase: 54 U/L. Dois acessos periféricos de grande calibre são inseridos, e a ressuscitação com cristaloide é iniciada.
Nesse momento, o próximo passo correto é
administrar oxigênio por cânula nasal.
inserir um tubo endotraqueal.
passar um balão esofágico (Sengstaken-Blakemore).
realizar uma endoscopia digestiva alta.
transfundir plasma fresco congelado e fibrinogênio.
Homem de 36 anos com febre e mialgia de início abrupto há três dias. Há dois dias com cefaleia importante e dor em região retro-orbitária. Exame clínico: PA 120x80 mmHg, FC 76 bpm e leve exantema eritematoso em tórax, sem outras alterações.
O exame que deve ser solicitado é:
hemocultura.
quimiocitológico de liquor.
antígeno NS1.
VDRL.
Homem de 60 anos, com diagnóstico de acalasia tipo 1 pela classificação de Chicago, foi submetido ao tratamento endoscópico pela técnica POEM (miotomia endoscópica por via oral), sem intercorrências. Imagem apresentada.

Em relação ao POEM e à Cardiomiotomia Laparoscópica com Fundoplicatura (“CML+F”), assinale a alternativa correta.
A ocorrência do refluxo gastroesofágico pós-POEM é observada em mais de 40% dos pacientes.
A diminuição do índice de Eckardt pós-“CML+F” é superior à observada pós-POEM.
Os parâmetros do estudo de pHmetria de 24h confirmam um melhor controle do refluxo gastroesofágico no pós-POEM em relação a “CML+F”.
A disfagia é melhor controlada pela técnica da “CML+F” em relação ao POEM.
Homem de 60 anos de idade, chega ao serviço de emergência do Grupo Hospitalar Conceição apresentando febre, dor à palpação do quadrante superior direito, ictérico, hipotenso e diminuição do estado de consciência. Realiza exames laboratoriais que demonstram leucocitose, fosfatase alcalina de 210 U/l (valores de referência: 56-119 U/l) e bilirrubina total de 5 mg/dL (valores de referência: 0,1-2,0 mg/dL). Para esse paciente, qual dos seguintes procedimentos é útil tanto para diagnóstico quanto para terapêutica?
Ultrassonografia endoscópica.
Ultrassonografia de abdome superior.
Colangiopancreatografia por ressonância magnética.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
Tomografia de abdome total.
Sobre a terapia do esôfago de Barrett (EB), é correto afirmar que
EB com carcinoma intramucoso a indicação é de TEE.
EB com displasia de baixo grau (DBG), não tem indicação de terapia de erradicação endoscópica (TEE).
EB com displasia de alto grau (DAG), a TEE ou vigilância endoscópica a cada 6 meses apresentam a mesma taxa de progressão para adenocarcinoma esofágico.
EB com lesões visíveis durante endoscopia de vigilância tem indicação de ressecção mucosa endoscópica de todas as lesões visíveis, seguida de vigilância endoscópica a cada 6 meses.
a TEE com ressecção mucosa endoscópica de todo o epitélio metaplásico com displasia de alto grau é mais eficaz que a RME seguida de ablação por radiofrequênica.
Assinale a alternativa que corresponde às condições clínicas dos pacientes para os quais é recomendada antibioticoprofilaxia para procedimentos endoscópicos?
prótese articular ou sangramento agudo do tratogastrointestinal em cirróticos.
lesão cística do pâncreas com comunicação com o ducto pancreático ou condições cardíacas.
condições cardíacas ou prótese articular.
sangramento agudo do trato gastrointestinal em cirróticos ou lesão cística do pâncreas com comunicação com o ducto pancreático.
Mulher de 55 anos refere asma de difícil controle iniciada na adolescência, com várias internações pelas crises asmáticas desencadeadas principalmente por sinusites e poluentes ambientais. É portadora de hipertensão arterial há 10 anos e teve um episódio de acidente vascular cerebral há cinco anos. Recentemente passou a apresentar artrite em pequenas articulações, além de parestesias progressivas nos membros superiores e inferiores. Exame clínico: PA 140x95 mmHg, FC 100 bpm, IMC 28, ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com sibilos inspiratórios. Neurológico: compatível com quadro de mononeurite múltipla. Exames laboratoriais: Hb 13,3 g/dL, Ht 40%, leucócitos 12.800/mm3 (neutrófilos 55%, linfócitos 15%, eosinófilos 25%, monócitos 5%), VHS 65 mm, PCR 8,2 mg/dL, glicose 105 mg/dL, creatinina 0,8 mg/dL, TGO/TGP normais, FAN 1/160 pontilhado fino, fator reumatoide 40, urina I normal. Espirometria: distúrbio ventilatório do tipo obstrutivo, moderado; tomografia dos seios da face: espessamento do revestimento mucoso dos seios maxilares e etmoidais. Radiografia de tórax: normal.
Após confirmação da principal hipótese diagnóstica, além de corticoide sistêmico, o tratamento a ser instituído é:
rituximabe.
ciclofosfamida.
azatioprina.
ciclosporina.