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Assinale a alternativa correta referente à classificação do processo de desinfecção de equipamentos em unidades de endoscopia.
Na desinfecção de nível intermediário são destruídas bactérias em forma vegetativa, a maioria dos vírus e dos fungos, bem como o bacilo da tuberculose.
Materiais que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras são classificados como acessórios críticos em endoscopia digestiva e respiratória.
A desinfecção de alto nível é suficiente para a destruição de todos os esporos bacterianos e de vírus lentos, sendo suficiente para a processamento de pinças de polipectomia e instrumentais de dissecção submucosa.
Uma desinfecção de baixo nível é aquela em que houve falha no processo de lavagem e por isso é considerada insuficiente, devendo ser indicado reprocessamento do equipamento antes do uso.
O álcool etílico e isopropílico, assim como o hipoclorito de sódio a 100ppm são excelentes opções de soluções germicidas para serem utilizadas na desinfecção de alto nível.
Em relação aos níveis de sedação, o nível em que o paciente mantém resposta intencional ao estímulo verbal ou tátil, não necessitando de intervenção nas vias aéreas, mantém ventilação espontânea adequada e a função cardiovascular geralmente está mantida, corresponde à:
sedação leve
anestesia geral
sedação profunda
sedação moderada
Em relação à cromoendoscopia, pode-se afirmar que o/a:
lugol é considerado um corante vital ou biológico.
ácido acético é considerado um corante de contraste
azul de metileno é considerado um corante permanente
tinta da índia (nanquin) é considerada um corante reativo
No preparo do paciente para a realização de procedimentos endoscópicos, a observação do jejum adequado é importante para minimizar o risco de broncoaspiração, regurgitação e vômitos. Sobre tempos preconizados de jejum, assinale a alternativa incorreta.
Líquidos claros (sem resíduos): 2 horas
Leite materno: 3 horas
Leite não humano: 6 horas
Refeições leves: 6 horas
Dieta geral: 8 horas
A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) tem baixo risco de infecção relacionada ao procedimento, geralmente não se recomendando profilaxia com antibióticos. No entanto, a profilaxia com antibióticos para uma endoscopia do trato gastrointestinal superior é recomendada grupos selecionados de pacientes. NÃO apresenta um grupo de paciente com indicação de profilaxia antibiótica em uma EDA.
Submetidos à gastrostomia ou jejunostomia endoscópica.
Com valva cardíaca protética ou valva cardíaca reparada.
Com cirrose submetidos à endoscopia devido a um sangramento gastrointestinal agudo.
Com neutropenia grave submetidos a procedimentos associados a um alto risco de bacteremia.
Em um hospital terciário, um paciente de 65 anos, cirrótico por alcoolismo, apresenta hemorragia digestiva com hematêmese importante e melena. Ao ser admitido, observa-se hipotensão e palidez. O paciente é encaminhado a UTI para ressuscitação volêmica, transfusão, estabilização e terapia com vasopressina. Agora, apresenta-se estável. Porém, o sangramento ainda persiste na SNG. Considerando todas as terapias disponíveis, qual deve ser realizada a seguir?
Tamponamento com balão.
Ligadura elástica endoscópica.
Cirurgia de desconexão ázigo-portal.
TIPS - derivação interna porto-sistêmica intra-hepática.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), sobre indicações para o acompanhamento anestésico em procedimentos endoscópicos, assinale a alternativa incorreta.
Procedimentos em gestantes
Procedimentos em pediátricos
Obesidade grau II e III
Alto risco de obstrução de via área por variação anatômica
Alto risco de evento adverso em paciente ASA (American Society Anesthesiologists) IV ou V
A lesão subepitelial mais frequente em crianças é denominada:
GIST
Lipoma
Leiomioma
Pâncreas ectópico
O esôfago de Barrett é definido como a substituição do epitélio estratificado e escamoso do esôfago pelo epitélio colunar com células intestinalizadas ou mistas, em qualquer extensão do órgão. O diagnóstico de esôfago de Barrett independe de extensão da área metaplásica. Quando, no entanto, esse segmento é inferior a 3 cm, dá-se a denominação de “Barrett curto”. Sobre o tema, analise a seguir:
I- O esôfago de Barrett é uma condição secundária à maior exposição da mucosa do esôfago ao conteúdo gástrico, seja este de natureza ácida, alcalina ou mista.
II- Um aspecto importante a ser considerado em pacientes com esôfago de Barrett é o risco potencial de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago.
III- O risco de malignização no Barrett curto é inferior àquele observado quando as áreas de metaplasia intestinal mostram-se mais extensas.
IV- Por conta desse risco menor, recomenda-se que apenas áreas mais extensas de mucosa de aspecto irregular devam ser biopsiadas.
Estão CORRETOS os itens:
I, II e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
Qual dos sinais endoscópicos abaixo está associado às úlceras malignas?
Atrofia de mucosa
Localização em bulbo duodenal
Lesão submucosa
Fundo fibrinoso
Localização cárdica
Em relação à classificação dos serviços de endoscopia segundo o tipo de serviço e recursos mínimos (RDC Nº 6 de 10 de março de 2013), assinale a alternativa correta.
Um serviço de endoscopia tipo 1 realiza procedimentos endoscópicos sob qualquer tipo de sedação ou anestesia.
Um serviço de endoscopia é classificado conforme o tipo de sedação utilizada nos clientes, independentemente do nível de complexidade do procedimento endoscópico proposto.
Um serviço de endoscopia do tipo 2 realiza apenas procedimentos endoscópicos sob sedação consciente, sem medicação passível de reversão com uso de antagonistas.
Um serviço de endoscopia do tipo 3 realiza procedimentos endoscópicos apenas sem sedação ou anestesia tópica.
A RDC Nº 6 de 10 de março de 2013 dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento de serviços de endoscopia, independentemente da via de acesso ao organismo.
A sequência correta em relação ao risco de ressangramento, de acordo com a classificação de Forrest, nos casos de doença ulcerosa péptica, é:
Ia > IIa > IIb > Ib > IIc > III
Ia > Ib > IIa > IIb > IIc > III
Ia > IIa > Ib > IIb > IIc > III
Ia > IIa > IIb > IIc > Ib > III
O objetivo da intervenção endoscópica em pacientes com estenoses esofágicas não malignas é aliviar a disfagia aumentando o diâmetro do lúmen esofágico, sendo o ponto final da dilatação determinado pelos sintomas de disfagia do paciente. Sobre o número de dilatações por sessão de tratamento endoscópica, assinale a afirmativa correta.
Pelo menos cinco dilatações devem ser realizadas para garantir a eficácia da terapia.
Não há limite estabelecido; o número de dilatações é determinado pela gravidade da estenose.
O número de dilatações depende do tamanho do lúmen após a dilatação inicial; não há limite estabelecido.
Não mais que três dilatações de diâmetro progressivamente maior ou três tamanhos de inflação do balão incremental durante uma única sessão endoscópica.
Com base nos procedimentos endoscópicos e aplicações gerais, assinale a alternativa CORRETA que corresponde a uma aplicação terapêutica da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
Remoção de lesão (cálculo).
Hemostasia.
Drenagem (bile, pseudocisto pancreático).
Administração de agentes terapêuticos (experimental).
Bloqueio analgésico.
A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é um método essencial para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento do esôfago de Barret. Qual dos seguintes critérios é fundamental para o diagnóstico endoscópico de esôfago de Barrett?
Extensão do esôfago de Barrett superior a 1 cm.
Presença de sintomas de refluxo gastroesofágico.
Presença de metaplasia intestinal no epitélio esofágico.
Presença de lesões ulceradas na mucosa esôfago-gástrica.
A CPRE é geralmente considerada um procedimento seguro. No entanto, a CPRE tem sido associada a uma taxa mais alta de complicações do que a maioria dos outros procedimentos endoscópicos. As complicações sérias mais frequentemente encontradas após a CPRE são pancreatite; sangramento; infecção; e, perfuração. Considerando o fator de risco com preditor mais forte para o desenvolvimento de pancreatite após CPRE, assinale a afirmativa correta.
Sexo masculino.
Histórico de doença biliar.
Disfunção do esfíncter de Oddi.
Realização de esfincterotomia pancreática.
O acessório endoscópico indicado para a realização da desinfecção de alto nível é o/a:
fio guia
pinça de biópsia
agulha de esclerose
alça de polipectomia
Em relação à remoção de corpo estranho por meio da endoscopia, considera-se emergência encontrar:
baterias em estômago
objetos pontiagudos impactados no esôfago
objetos pontiagudos em estômago ou duodeno
bolo alimentar impactado, sem obstrução completa
Segundo a Resolução – RDC nº 6, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento para os serviços de endoscopia, com relação aos equipamentos utilizados nesse procedimento, pode-se afirmar que:
quando o endoscópio processado for transportado para outro serviço de saúde, dispensa-se a realização de novo processamento
sempre que o equipamento tiver canais, deve haver a introdução de solução fisiológica sobre pressão nestes, conforme orientação do fabricante
as escovas utilizadas na limpeza dos canais endoscópicos, quando passíveis de processamento, devem ser submetidas à limpeza e à desinfecção a cada exame realizado
os endoscópios flexíveis, após serem submetidos a processamento, devem ser mantidos em posição vertical com preservação de alinhamento entre as duas extremidades até sua utilização
Homem, 67 anos, com desconforto epigástrico e anorexia há 8 meses. Endoscopia digestiva alta evidenciou presença de lesão ulcerada em fundo gástrico, com pesquisa positiva para H.pylori. Biópsia revelou infiltrado linfoepitelial de pequenos linfocitos caracterizados por: CD20+, CD79a+, CD5-, CD10-, CD23- e ciclina D1-. Assinale a alternativa que apresenta qual alteração citogenética confere resistência ao tratamento de primeira linha.
t(1;14)
t(3;14)
t(11;18)
t(14;18)
t(11;14)