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Homem, 65 anos, consome cerca de 4 doses de destilados todos os dias há 40 anos. Apresenta, no seu exame de endoscopia digestiva alta, varizes de grosso calibre no esôfago distal que se estendem para a grande curvatura; erosões lineares, menores que 5mm, no esôfago distal, não confluentes; mucosa gástrica com padrão poligonal e protrusão central avermelhada, com bordas amareladas e pontos centrais vermelhos maiores que 1mm.
Quanto ao caso descrito, é correto afirmar que
as varizes podem ser descritas como ocupando até um terço do lúmen esofágico.
de acordo com a classificação de Sarin, trata-se de varizes esôfago-gástricas GOV-1.
o paciente apresenta uma gastropatia hipertensiva intensa, e as lesões puntiformes sugerem alto risco de sangramento.
de acordo com a classificação de Sarin, trata-se de varizes esôfago-gástricas IGV-1.
associada às varizes esofágicas, há também uma esofagite erosiva grau B de Los Angeles.
Homem, 30 anos de idade, procura a clínica de endoscopia para a realização de endoscopia digestiva alta por queixa de sensação de refluxo. Nega: doenças, uso de medicamentos, alergias e cirurgias. Pesa 70Kg. Após confirmar essas informações e que o paciente se encontra em jejum absoluto há 10 horas, você e sua auxiliar (técnica de enfermagem) iniciam a sedação desse paciente com
midazolam 0,1mg/kg + fentanil 1microg/kg.
fentanil 1microg/kg.
midazolam 0,05mg/kg + fentanil 1microg/kg.
propofol 1mg/kg.
diazepam 0,5mg/kg.
Quanto à limpeza e à desinfecção em endoscopia, assinale a alternativa correta.
Orienta-se que, após a desinfecção, os endoscópicos sejam armazenados em armários limpos, secos e ventilados, enrolados em campos, sem válvulas e tampas.
Para lavagem e limpeza dos endoscópios, podese utilizar detergente com ou sem enzimas ou detergente contendo substâncias antimicrobianas, recomendando-se detergentes que produzam espuma.
Os aparelhos de endoscopia são classificados como materiais semicríticos, devendo ser submetidos à desinfecção de alto nível após limpeza mecânica e secagem, em sala específica para limpeza.
Preconiza-se a utilização de recipientes distintos para desinfecção de gastroscópio e colonoscópio.
O enxágue do endoscópio após a desinfecção de alto nível para a remoção do desinfetante deve ser feito com água estéril.
Mulher de 42 anos, com DRC estágio G3a A2, obesidade mórbida, diabetes mellitus tipo 2, litíase e hipertensão, é vista em consulta antes do planejamento de cirurgia bariátrica. Ela pergunta sobre os benefícios potenciais e riscos da cirurgia bariátrica.
Dentre as alternativas a seguir, contendo afirmações sobre cirurgia bariátrica, assinale aquela que apresenta a informação correta para a paciente.
Não está associada a um risco aumentado de injúria renal aguda.
Reduz o risco de DRC incidente e DRC terminal.
Não tem impacto na excreção da proteína urinária.
Não tem impacto na resolução ou redução de hipertensão.
Tem impacto importante na redução de formação de cálculos urinários.
De acordo com a resolução RDC no 6, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento para os serviços de endoscopia, como são classificados os serviços de endoscopia com base no tipo de sedação utilizada?
Serviço de endoscopia tipo I realiza procedimentos exclusivamente sob sedação consciente.
Serviço de endoscopia tipo II realiza procedimentos sem sedação e sob sedação consciente reversível com medicamentos antagonistas.
Serviço de endoscopia tipo III realiza apenas procedimentos sem anestesia tópica.
Serviço de endoscopia tipo I realiza procedimentos com sedação ou anestesia geral.
Serviço de endoscopia tipo II é exclusivamente responsável por procedimentos sob anestesia geral.
Sobre a técnica de ressecção endoscópica mucosa com alça fria (Cold snare EMR), assinale a alternativa correta.
A ressecção com alça fria requer coagulação de bordas posteriormente com a ponta da alça para prevenir recorrências.
A técnica utiliza exclusivamente diatermia para reduzir o risco de perfuração e sangramento tardio.
A inclusão de epinefrina na solução injetada é indispensável para o sucesso da ressecção com alça fria.
A técnica de ressecção com alça fria pode ser realizada em lesões grandes e minimiza o risco de complicações, como sangramento e perfuração.
O uso de injeção submucosa com azul de metileno não é recomendado na técnica de ressecção com alça fria.
Sobre o tratamento da acalasia, dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que reflete corretamente as recomendações baseadas em evidências.
A dilatação pneumática gradativa tem eficácia limitada e é recomendada apenas para pacientes sem condições de realizar cirurgia.
O uso de toxina botulínica deve ser a primeira escolha de tratamento para pacientes com acalasia.
A decisão terapêutica deve considerar características específicas do paciente já que as opções terapêuticas disponíveis apresentam eficácia comparável.
A cirurgia laparoscópica de Heller combinada com um procedimento antirrefluxo é considerada menos eficaz que a miotomia endoscópica peroral (POEM) para a maioria dos pacientes.
O tratamento de disfagia recorrente após POEM deve ser feito exclusivamente com re-POEM.
Um homem de 65 anos apresenta hematêmese e melena. Após estabilização hemodinâmica inicial na sala de emergência, é submetido à endoscopia digestiva alta que revela uma úlcera duodenal de parede posterior com vaso visível não sangrante.
Qual é a conduta terapêutica mais adequada para prevenir ressangramento?
Observação clínica sem intervenção adicional, devido ao fato do sangramento ser autolimitado.
Início de inibidor da bomba de prótons (IBP) intravenoso em dose alta.
Terapia endoscópica definitiva, como coagulação térmica ou aplicação de clipes hemostáticos e IBP intravenoso.
Injeção de adrenalina intralesional e uso de drogas vasoativas.
Cirurgia imediata por via laparoscópica para sutura hemostática da úlcera duodenal.
Mulher de 58 anos apresenta dor abdominal intensa, no quadrante superior direito, há um dia, associada a febre, náuseas e vômitos. O histórico é notável por doença arterial coronariana com stent há seis meses e fibrilação atrial, em uso de aspirina, clopidogrel e dabigatrana. Ao exame físico, apresenta: temperatura: 39,4 oC; pressão arterial: 75 x 50 mmHg; frequência cardíaca: 120 bpm. Exames séricos: leucograma: 22.109/mm3; alanina aminotransferase: 420 UI/L; aspartato aminotransferase: 250 UI/L; bilirrubina total: 5,2 mg/dL; fosfatase alcalina: 350 U/L; razão normatizada internacional (INR): 3,5. Ultrassom: colelitíase e ducto biliar comum dilatado (16 mm) com um cálculo obstrutivo na extremidade distal. Ressuscitação com fluidos e antibióticos de amplo espectro foram iniciados.
Em relação à continuidade do tratamento dessa paciente, em seguida, deve-se
encaminhar a paciente para cirurgia para colecistectomia aberta (tradicional) de urgência.
encaminhar a paciente para colecistectomia laparoscópica de urgência.
indicar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para colocação de stent.
indicar CPRE com esfincterotomia para extração do cálculo.
manter o tratamento clínico e indicar cirurgia, se não houver melhora em 72 horas.
De acordo com a resolução RDC no 6, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento para os serviços de endoscopia e processamento de equipamentos e acessórios, assinale a alternativa correta.
Os endoscópios podem ser transportados entre a sala de procedimento e a sala de processamento apenas com a extremidade limpa protegida.
A limpeza automatizada com lavadora ultrassônica substitui a limpeza manual dos endoscópios, dispensando a escovação e lavagem prévia a imersão no saneante.
Os parâmetros dos saneantes utilizados devem ser registrados e arquivados pelo prazo mínimo de um ano e disponibilizados para consulta da autoridade sanitária.
Após o processamento, os endoscópios flexíveis devem ser mantidos nas suas respectivas caixas de transporte para evitar risco de queda ou danos a estrutura do aparelho.
A esterilização de acessórios críticos não precisa ser realizada pelo serviço de endoscopia, podendo ser uma atividade terceirizada.
Paciente, sexo masculino, 50 anos, apresenta disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação noturna e perda de peso. A esofagomanometria confirma acalasia avançada com aperistalse esofágica e alta pressão no esfíncter esofágico inferior. Nesse caso, após falha de dilatações endoscópicas, o tratamento indicado, é:
Realizar esofagectomia.
Realizar miotomia de Heller com fundoplicatura.
Dar continuidade do tratamento com dilatação pneumática.
Prescrever injeção de toxina botulínica no esfíncter esofágico inferior.
A respeito da obtenção de consentimento informado em procedimentos endoscópicos, assinale a alternativa mais adequada.
O procedimento deve ser adiado até que o paciente recupere sua capacidade de decisão, independentemente da urgência clínica.
O consentimento deve ser obtido exclusivamente de um familiar próximo.
Deve ser registrada no prontuário uma decisão baseada no melhor interesse do paciente, com detalhes sobre a avaliação de capacidade, razões para a decisão e consultas realizadas.
Caso o paciente recuse o consentimento antes do procedimento, o exame poderá ser realizado desde que a recusa seja verbal e não documentada.
O consentimento informado pode ser considerado implícito em pacientes sem capacidade de decisão, desde que haja necessidade clínica urgente.
Em relação ao manejo de impactação de bolo alimentar no esôfago, assinale a alternativa correta.
O uso de enzimas proteolíticas, como papaína, é uma prática segura para auxiliar na remoção do bolo alimentar.
A técnica de avanço do bolo alimentar (push technique) nunca deve ser utilizada devido ao alto risco de perfuração esofágica.
A realização de dilatação esofágica após extração do bolo alimentar deve ser evitada em todas as circunstâncias devido ao risco de complicações.
Impactações alimentares, na maioria das vezes, ocorrem de forma acidental e esporádica, não havendo associação elevada com doenças primárias do esôfago.
Nos casos de impactação alimentar, devem ser realizadas biópsias esofágicas em todos os pacientes, para pesquisa da esofagite eosinofílica, mesmo que o aspecto da mucosa seja normal.
Com base nas recomendações para sedação durante procedimentos endoscópicos, assinale a alternativa correta.
A combinação de um opioide e benzodiazepínico não é segura devendo ser evitada para pacientes de baixo risco para eventos adversos relacionados à sedação.
O uso de capnografia é recomendado de rotina em todos os pacientes submetidos à endoscopia com sedação moderada.
É recomendado que profissionais sejam treinados especificamente para administrar sedação endoscópica e gerenciar eventos adversos relacionados à sedação.
O monitoramento de pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência cardíaca é opcional durante procedimentos endoscópicos com sedação leve.
A administração de oxigênio suplementar é recomendada apenas em casos de sedação profunda.
Com base nas diretrizes atuais referentes ao melhor momento para realização de endoscopia em casos de corpos estranhos ingeridos, assinale a alternativa correta.
Objetos pontiagudos no estômago podem ser observados por 48 horas antes de considerar a remoção endoscópica.
Impactação alimentar no esôfago sem obstrução completa deve ser manejada com observação em vez de endoscopia.
Moedas no esôfago podem permanecer por até 48 horas antes de remoção endoscópica, independentemente dos sintomas.
Objetos magnéticos em qualquer local do trato digestivo não requerem remoção endoscópica.
Baterias de disco localizadas no esôfago requerem endoscopia de emergência devido ao risco de lesão.
Qual é a recomendação correta sobre o uso do ultrassom endoscópico (EUS) para estadiamento de pacientes com esôfago de Barrett com displasia ou adenocarcinoma esofágico precoce?
O uso rotineiro de EUS é útil apenas para diferenciar lesões T1a (mucosas) de T1b (submucosas).
O uso de EUS é indicado como primeira linha para diagnóstico de pacientes com esôfago de Barrett com displasia ou adenocarcinoma precoce.
O uso de EUS é fundamental para a decisão entre ressecção endoscópica e esofagectomia em casos de adenocarcinoma precoce.
O EUS não permite a diferenciação entre adenocarcinoma precoce e localmente avançado.
O uso rotineiro de EUS para diferenciar doença mucosa de submucosa em pacientes com displasia ou adenocarcinoma precoce não é recomendado.
Assinale a alternativa correta no que se refere ao preparo e à avaliação pré-procedimento para sedação em procedimentos endoscópicos:
Pacientes devem fornecer consentimento informado, incluindo uma discussão sobre os benefícios, riscos e limitações da sedação planejada.
O jejum pré-procedimento de 2 horas após ingestão de líquidos claros é suficiente em todos os casos, independentemente das condições do paciente.
A prática de jejum pré-procedimento pode ser considerada desnecessária em pacientes considerados de baixo risco para aspiração pulmonar.
A sedação profunda é sempre recomendada para minimizar o risco de aspiração, independentemente da condição do paciente.
Não há necessidade de considerar o esvaziamento gástrico em pacientes submetidos à sedação para procedimentos emergenciais.
Assinale a alternativa que apresenta uma conduta correta durante o preparo da sala de exames endoscópicos.
Todo endoscópio limpo e pronto para uso deve ser armazenado pendurado em armário fechado e ventilado.
As soluções desinfetantes de alto nível podem ser reutilizadas indefinidamente se mantidas em recipiente fechado.
O detergente enzimático deve ser diluído apenas com água quente para melhor eficiência.
Não há necessidade de testes de vazamento antes da limpeza manual.
A limpeza manual dos canais pode ser substituída pelo simples enxágue com água destilada.
Paciente de 65 anos, sexo feminino, apresenta quadro clínico de dor abdominal no quadrante superior direito com irradiação dorsal, náuseas e febre baixa (38 ºC) iniciada há 48 horas, sem melhora com sintomáticos, o que a levou a procurar um serviço de emergência. A paciente sabe ser portadora de colelitíase há alguns anos, tendo optado por não tratar.
Ao exame físico, apresenta icterícia, dor à palpação no quadrante superior direito do abdome, com sinal de Murphy positivo. Exames laboratoriais mostram elevação das transaminases (TGO/TGP) e bilirrubina total, com predominância de bilirrubina direta. A ultrassonografia abdominal revela uma dilatação pequena dos ductos biliares intra e extra-hepáticos, mas sem imagem de hipotransparência no ducto biliar principal, vesícula biliar de paredes espessadas, 5 mm, com imagem de duplo contorno, cálculo grande no seu interior e pequena quantidade de liquido no subhepático.
Diante desses achados, foi submetida a colecistectomia videolaparoscópica que confirmou o diagnóstico de colecistite aguda, e que foi convertida por não se conseguir uma abordagem segura do pedículo biliar, sendo então diagnosticada uma fístula colecisto-coledociana comprometendo aproximadamente 50% da circunferência do colédoco.
Diante desse achado, a melhor conduta é
colecistectomia com retirada do cálculo e hepaticojejunostomia.
colecistectomia com retirada do cálculo e síntese primária do colédoco.
coledocostomia à Kehr e programar CPRE para papilotomia e retirada do cálculo.
colecistectomia parcial e programar CPRE para papilotomia e retirada do cálculo.
colecistectomia subtotal com retirada do cálculo, coledocoplastia com utilização da parede da vesícula e coledocostomia à Kehr.
Mulher de 63 anos apresenta quadro de dor abdominal, febre e náuseas há 4 horas. Não há antecedente de doença hepática. Ao exame físico: pressão arterial: 110 x 60 mmHg; frequência cardíaca: 104 bpm; temperatura: 38,7 °C; há icterícia e dor leve à palpação epigástrica. Exames séricos: hemoglobina: 12,9 g/dL; leucócitos: 18.100/mm3 (neutrófilos: 80%; bastonetes: 10%); fosfatase alcalina: 150 U/L; aspartato aminotransferase: 745 U/L; alanina aminotransferase: 650 U/L; bilirrubina total: 5,0 mg/dL; amilase: 270 U/L. A ultrassonografia mostra cálculos biliares, ausência de dilatação do ducto biliar e um pâncreas aparentemente normal. A paciente recebe antibióticos. As hemoculturas, 12 horas depois, são positivas para Escherichia coli.
Com base nesse contexto, a conduta indicada é realizar uma
colangiopancreatografia por ressonância magnética.
colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
colecistectomia laparoscópica.
tomografia de abdome com contraste.
ultrassonografia endoscópica.