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Ainda sobre a questão anterior, está indicada a realização de tratamento para erradicação do Helicobacter pylori? Estando indicado, qual é o tratamento de primeira linha, considerando que paciente nega qualquer tipo de alergia medicamentosa conhecida?
Não está indicado tratamento de erradicação; manter uso de inibidor da bomba de prótons (IBP) de 4 a 8 semanas; após, repetir endoscopia digestiva alta.
Está indicado tratamento. A primeira linha deve ser feita com amoxicilina 1 g, de 12 em 12 horas; levofloxacino 500 mg, uma vez ao dia; e IBP de 12 em 12 horas por 14 dias.
Está indicado tratamento. A primeira linha deve ser feita com amoxicilina 1 g, de 12 em 12 horas; claritromicina 500 mg, de 12 em 12 horas; e IBP, de 12 em 12 horas, por 14 dias.
Está indicado tratamento. A primeira linha deve ser feita com amoxicilina 1 g, de 12 em 12 horas; claritromicina 500 mg, de 12 em 12 horas; e IBP 12 em 12 horas por 07 dias.
Não está indicado tratamento de erradicação; manter uso de antiácidos para alívio sintomático apenas.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, procura o gastroenterologista para consulta relatando que apresenta alterações da consistência das fezes e que apresentou três episódios de sangue vivo junto às fezes nos últimos meses. Ao exame clínico, não apresenta alterações significativas em seus exames laboratoriais de rotina (hemograma, glicemia, ureia, creatinina, velocidade de hemossedimentação e calprotectina fecal). Informa também, que sua irmã estava em tratamento devido a adeno carcinoma do cólon. Diante do relato da paciente, foi solicitada uma colonoscopia que apresentou a seguinte conclusão:
"Preparo do cólon em boas condições com classificação 9 de Boston. Exame realizado com videocolonoscopia, examinados todos os seguimentos, inclusive transpondo a válvula ileocecal, com o íleo terminal de aspecto normal. No cólon ascendente e na região do sigmoide, observa-se a presença de 6 pólipos, sendo 3 no ascendente e 3 no sigmoide, todos com menos de 10 mm, ressecados a frio com pinça de biópsia convencional."
Na anatomia patológica apresentou a seguinte conclusão:
I. Pólipos do cólon ascendente do tipo adenoma viloso com displasia de alto grau.
II. Pólipos do sigmoide, do tipo adenoma viloso com displasia de alto grau.
Diante dos achados endoscópicos e anátomo patológicos, qual deverá ser o intervalo de controle colonoscópio a ser orientado pelo gastroenterologista dessa paciente?
1 ano.
3 anos.
5 a 10 anos.
10 anos.
João procurou atendimento médico relatando evacuações frequentes e em grande quantidade, com fezes amolecidas, às vezes contendo muco e sangue. Diante do quadro apresentado, assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico mais provável.
Constipação intestinal
Hemorroida
Diarreia
Úlcera gástrica
Gastrite
Qual é a variante anatômica com maior incidência na atresia esofágica com fístula traqueoesofágica?
Tipo A.
Tipo B.
Tipo C.
Tipo D.
A diarreia aguda e a diarreia crônica possuem etiologias e manejos distintos, sendo essencial diferenciá-las para uma abordagem eficaz. Dadas as alternativas relacionadas ao manejo dessas condições, assinale a correta.
A diarreia aguda causada por infecções bacterianas ou virais deve ser manejada prioritariamente com reidratação oral para prevenir desidratação.
O saneamento básico e a segurança alimentar são medidas preventivas que reduzem apenas a incidência de diarreia aguda, sem efeito na forma crônica.
O manejo da diarreia aguda requer antibióticos em todos os casos, independentemente da etiologia.
A diarreia crônica é caracterizada pela perda transitória de líquidos e eletrólitos, sem impacto nutricional significativo.
A diarreia crônica causada por giardíase é autolimitada e geralmente dispensa investigação laboratorial.
Considerando os riscos e fatores associados a eventos adversos em endoscopia digestiva alta (EDA) diagnóstica, assinale a alternativa correta.
A incidência de perfuração em EDA diagnóstica é de aproximadamente 0,3%.
Infecções após EDA diagnóstica estão associadas a fatores como internação hospitalar prévia e baixo volume de procedimentos no serviço.
Pacientes jovens e saudáveis têm risco elevado de eventos cardiopulmonares durante a EDA.
O risco de sangramento em pacientes com mais de 65 anos é menor do que em pacientes jovens.
A incidência de complicações cardiopulmonares após EDA diagnóstica é de aproximadamente 1%.
Pacientes com síndrome do intestino curto são propensos a desenvolverem
adenocarcinoma de cólon ascendente.
cálculo renal por oxalatos.
tumores de íleo terminal.
hipotensão arterial.
obesidade.
Um paciente masculino de 55 anos apresenta dor epigástrica intensa, irradiada para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. Durante a avaliação inicial, foram solicitados exames laboratoriais que revelaram amilase e lipase significativamente elevadas. Considerando o contexto clínico, o médico suspeita de pancreatite aguda e prossegue com exames de imagem para investigar a etiologia. Acerca da abordagem diagnóstica e manejo inicial desse caso, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A elevação de amilase e lipase é suficiente para o diagnóstico definitivo de pancreatite aguda, dispensando a necessidade de exames de imagem.
(__)A ultrassonografia abdominal é o exame de primeira linha para investigar a presença de litíase biliar em pacientes com pancreatite aguda suspeita de origem biliar.
(__)A tomografia computadorizada de abdome com contraste é recomendada em casos graves ou quando há dúvidas diagnósticas, ajudando na avaliação de complicações como necrose pancreática.
(__)O manejo inicial da pancreatite aguda inclui hidratação vigorosa com solução cristaloide, analgesia adequada e avaliação do suporte nutricional, sendo essencial evitar nutrição enteral precoce.
A sequência está correta em:
V − F − F − F.
F − F − V − V.
V − V − V − V.
F − V − V − F.
A hemorragia gastrointestinal pode apresentar diversas etiologias e manifestações clínicas. Sobre esse tema, analise as afirmativas:
I. A hemorragia gastrointestinal alta é frequentemente causada por úlceras pépticas.
II. A colonoscopia é o principal método diagnóstico para hemorragia gastrointestinal baixa.
III. A hematêmese é um sinal característico de hemorragia gastrointestinal alta.
IV. O teste do sangue oculto nas fezes é suficiente para localizar a fonte de sangramento.
Estão corretas as afirmativas:
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
Uma paciente foi admitida por síndrome de gastroenterite aguda. O médico plantonista solicita que o acadêmico bolsista prescreva, para o manejo da síndrome emética, um medicamento da classe antagonista do receptor de serotonina tipo 3 (5HT3).
O seguinte medicamento será corretamente prescrito no caso:
ondansetrona.
metoclopramida.
bromoprida.
ciclizina.
escopolamina.
Mulher de 54 anos é encaminhada para realização de endoscopia de visão lateral (duodenoscopia), por suspeita de adenoma de papila duodenal em endoscopia prévia. Durante a realização do procedimento e diante da forte suspeita, a melhor conduta do endoscopista é realizar:
biópsias da possível lesão para posterior papilectomia endoscópica caso haja confirmação histológica do adenoma
esfincterotomia para drenagem profilática da via biliar e posterior ecoendoscopia para estadiamento da lesão
papilectomia diagnóstica e terapêutica com alça diatérmica, sem injeção submucosa
papilectomia diagnóstica e terapêutica com alça diatérmica, com injeção submucosa
Um paciente de 32 anos, sem comorbidades, queixa-se de pirose retroesternal pós-alimentar recorrente, pelo menos 2 vezes na semana, associada a regurgitação ácida. Nega disfagia, odinofagia, perda ponderal ou sangramentos. Seu exame físico é normal. Sobre esse caso é correto afirmar:
o paciente deve ser submetido à investigação complementar antes de qualquer conduta terapêutica.
uma endoscopia digestiva alta normal afasta por completo o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico.
a realização de biópsia esofágica na endoscopia digestiva alta é necessária antes de qualquer conduta terapêutica.
o paciente pode ser submetido à terapia antissecretora empiricamente e com segurança, devendo ser reavaliado em até 8 semanas.
caso opte-se pela investigação complementar antes do tratamento, a primeira opção de exame é a pHmetria.
Assinale a afirmativa correta sobre a Helicobacter pylori.
Helicobacter pylori é uma bactéria Gram-positiva, microaerófila, não flagelada que vive no muco gástrico e pode ser encontrada em crianças assintomáticas.
O processo inflamatório secundário à infecção por Helicobacter pylori pode localizar-se no antro gástrico, no corpo gástrico ou em todo o estômago, motivo pelo qual os endoscopistas se referem a gastrite antral e pangastrites.
Teste rápido da urease: é um método não invasivo, baseado na liberação de amônia que se forma pela atuação da urease produzida pela Helicobacter pylori sobre a ureia (hidrólise). Os indicadores de cor, pela mudança de pH, revelam a presença da Helicobacter pylori dentro de 1 hora no máximo. A sensibilidade do método é muito boa.
Testes expiratórios 14C e 13C são pouco sensíveis e específicos; neles, a quantidade de 14C e/ou 13C no ar expirado, após ingestão de ureia marcada pelos mesmos, permite verificar a ação da Helicobacter pylori sobre a ureia, do que decorre a presença no ar expirado de CO2 marcado pelo carbono 13 ou carbono 14.
Teste de ELISA: quantifica anticorpo IgA contra Helicobacter pylori e negativa após a erradicação.
Paciente de 45 anos, com histórico de úlcera péptica duodenal diagnosticada há 3 anos, tem sido tratada com inibidores da bomba de prótons (IBPs) e antibióticos para erradicação de Helicobacter pylori, aderente ao tratamento.
Ela retorna ao consultório com sintomas persistentes de dor epigástrica, distensão abdominal e plenitude pós-prandial. Nega uso de anti-inflamatório.
A nova endoscopia revela deformidade e estreitamento da região pilórica, permitindo a passagem com dificuldade do aparelho, presença de úlcera duodenal ativa na parede posterior do bulbo duodenal, próxima ao piloro, com bordas irregulares, fundo de cor escura com pontos de hematina.
Entre as condutas a seguir, assinale a mais indicada para esse paciente.
Gastrectomia subtotal com reconstrução à Billroth II.
Duodenotomia com rafia da úlcera e inibidor da bomba de prótons em dose plena.
Gastrostomia para rafia da úlcera, vagotomia seletiva e anastomose gastrojejunal.
Dosar a gastrina; se normal, realizar vagotomia troncular associada a piloroplastia.
Utilizar terapia quádrupla para H. pylori por 14 dias e dobrar a dose do IBP por sessenta dias.
Mulher de 43 anos, IMC 21, apresenta pirose e regurgitação de longa data. Relata disfagia para sólidos, evoluindo para líquidos, e perda de 20 kg nos últimos 2 anos. Na endoscopia digestiva alta, apresenta megaesôfago e pangastrite enantemática leve. Manometria com pressurização esofágica em menos de 20% das deglutições e raio x contrastado com esôfago dilatado de 7 cm.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o provável diagnóstico e o tratamento adequado para essa paciente.
Espasmo esofágico difuso e miotomia cirúrgica.
Megaesôfago tipo II e cardiomiotomia com fundoplicatura.
Megaesôfago tipo III e esofagectomia sem linfadenectomia.
Esôfago hipercontrátil e inibidores de canal de cálcio.
Adenocarcinoma da junção esofagogástrica Siewert tipo I e esofagectomia com linfadenectomia.
No Brasil, qual o medicamento de escolha para o tratamento dos cestoides não invasivos?
Praziquantel.
Ivermectina.
Pamoato de pirvínio.
Mebendazol.
Tiabendazol.
Menino, 6 anos, com diagnóstico prévio de atresia das vias biliares, em seguimento para hepatopatia crônica, é levado à emergência com hematêmese em grande volume e queda do nível de consciência. Ao exame: PA 85/45 mmHg, FC 160 bpm, extremidades frias. A equipe decide pela administração de expansor volêmico e estabilização inicial. Qual das medidas abaixo é também indicada como parte do manejo específico para esse caso antes da realização de endoscopia digestiva alta?
Iniciar IBP endovenosa em alta dose e reavaliar necessidade de endoscopia após 24 horas.
Iniciar sucralfato oral ainda na emergência.
Iniciar infusão de octreotida e antibioticoprofilaxia precoce.
Aguardar resultado da endoscopia para definir conduta medicamentosa.
Realizar lavagem gástrica vigorosa com sonda para controle do sangramento.
Qual das alternativas abaixo apresenta um critério maior para iniciar profilaxia de úlcera de estresse?
Choque séptico.
Tempo de permanência na UTI superior a uma semana.
Insuficiência renal.
Trauma raquimedular.
Insuficiência hepática.
Qual exame é mais sensível para avaliar lesões precoces em pacientes com suspeita de Doença Celíaca?
Sorologia para anticorpos anti-endomísio.
Endoscopia digestiva alta sem biópsia.
Colonoscopia com biopsia ileal.
Teste genético HLA-DQ2/DQ8.
Sorologia para anticorpos anti-transglutaminase IgA .
Mulher de 32 anos, na 34ª semana gestacional, inicia prurido generalizado. Seus exames revelam ALT = 102 (VR: 40), AST = 94 (VR: 40), FA = 200 (VR: 120) e GGT = 70 (VR: 35); bilirrubina total = 2,5mg/às custas de bilirrubina direta. Os exames de hemograma, ureia, creatinina e EAS estão normais. Ao exame físico, a paciente encontra-se ictérica, com PA = 100x60mmHg. Com relação ao caso descrito, conclui-se que a:
paciente tem doença hepatocelular crônica que agudizou na gestação
biópsia hepática deve ser realizada para definir o diagnóstico e o acompanhamento da paciente
aspirina deve ser iniciada para evitar prejuízo ao crescimento fetal e reduzir a chance de óbito fetal
dosagem dos ácidos biliares é fundamental para o diagnóstico e para a decisão de interrupção da gestação