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Qual é a característica semiológica distintiva de um cisto pancreático seroso e como ele pode ser diferenciado de um cisto mucinoso?
Cisto seroso geralmente apresenta conteúdo homogêneo e é assintomático, enquanto o cisto mucinoso pode causar dor abdominal e apresentar mural espessa.
Cisto seroso apresenta septos internos visíveis em exames de imagem, enquanto o cisto mucinoso é sempre unilocular.
Cisto seroso é frequentemente associado a dor intensa após refeições, enquanto o cisto mucinoso se apresenta com dor constante e perda de peso.
Cisto seroso é mais comum em pacientes com pancreatite crônica, enquanto o cisto mucinoso está associado a síndromes genéticas.
Cisto seroso tende a ser palpável à exame físico, enquanto o cisto mucinoso geralmente não é detectável.
Qual é a indicação principal para a passagem da sonda de Sengstaken-Blakemore em casos de hemorragia digestiva alta e quais são as considerações clínicas durante o procedimento?
Aumento da motilidade intestinal para facilitar a passagem do conteúdo digestivo, com atenção ao risco de perfuração.
Drenagem de secreções gástricas em casos de obstrução intestinal, com avaliação da necessidade de cirurgia imediata.
Avaliação da presença de sangramento oculto, sem necessidade de monitoramento contínuo.
Administração de medicamentos intravenosos para controle da dor, com foco na analgesia.
Controle da hemorragia por compressão direta de varizes esofágicas, com monitoramento rigoroso da pressão intragástrica.
Acerca da infecção por Helicobacter pylori, assinale a opção correta.
Para identificação da infecção por H. pylori, pode ser realizado o teste respiratório da ureia marcada com 13C, recomendável para crianças e bebês de qualquer faixa etária.
Crianças com histórico de câncer gástrico em parentes de primeiro grau devem ser testadas para infecção por H. pylori.
A pesquisa de H. pylori por meio dos métodos existentes independe do uso, pelo paciente, de inibidor de bomba de prótons.
Em pacientes com baixa estatura, recomenda-se investigar infecção por H. pylori.
Após o tratamento para a infecção, recomenda-se o uso de testes invasivos para confirmar a erradicação do H. pylori.
Acerca da doença inflamatória intestinal, uma das doenças crônicas mais comuns e com maior impacto na gastroenterologia pediátrica, assinale a opção correta.
A doença inflamatória intestinal pediátrica ocorre apenas em crianças com idade inferior a 12 anos.
A chance da ocorrência de doenças genéticas que alterem a função de barreira intestinal ou imunológica é baixa nas crianças com idade inferior a 6 anos que apresentam inflamação intestinal.
Em crianças, frequentemente a manifestação articular ocorre isolada, muito tempo antes dos achados gastrointestinais.
Fístulas perianais são achados comuns na retocolite ulcerativa.
Atraso da maturação sexual não é uma manifestação clínica das doenças inflamatórias intestinais.
A gastrite crônica é uma condição inflamatória da mucosa gástrica que pode afetar diferentes regiões do estômago e exibir graus diferentes de lesão da mucosa. A gastrite não atrófica se associa à topografia a de:
antro
corpo
piloro
todo o estômago
Uma das particularidades da hemorragia digestiva baixa em crianças é a baixa frequência dos sangramentos maciços, estando geralmente associada às malformações vasculares e a etiologia varia de acordo com a idade. Com isso, diante de um pré-escolar, com queixa de fezes com sangue vivo e com dor, tem-se como uma possível etiologia:
fissura anal
colite alérgica
enterocolite necrosante
hemorragia digestiva alta
A diarreia aguda caracteriza-se por início súbito de fezes líquidas ou semilíquidas, enquanto a diarreia crônica envolve alterações evacuatórias persistentes, frequentemente relacionadas a doenças inflamatórias, infecciosas persistentes, má absorção ou distúrbios funcionais. O adequado raciocínio clínico exige diferenciação etiológica, reconhecimento de sinais de alarme e definição do manejo apropriado, considerando riscos de desidratação, sepse e distúrbios eletrolíticos. Sobre os principais aspectos diagnósticos e fisiopatológicos da diarreia aguda e crônica, assinale a alternativa correta.
Na diarreia aquosa aguda, a realização de coprocultura é recomendada de rotina, independentemente da gravidade, pois aumenta a sensibilidade diagnóstica e melhora o desfecho clínico.
A presença de sangue e muco nas fezes na diarreia aguda é um achado típico de quadros virais, especialmente norovírus, sendo pouco compatível com etiologias bacterianas.
A diarreia crônica funcional, como na síndrome do intestino irritável, é caracterizada por inflamação da mucosa cólica e alteração estrutural do epitélio, frequentemente com elevação de marcadores inflamatórios.
A diarreia crônica por má absorção costuma cursar com fezes volumosas, esteatorreia e perda ponderal, podendo estar associada a doença celíaca, insuficiência pancreática ou giardíase persistente.
Um paciente de 58 anos relata dor epigástrica recorrente vários meses, com piora em períodos de estresse e história de uso frequente de anti-inflamatórios para dores osteoarticulares; após avaliação clínica inicial, a equipe decide prosseguir com a investigação para determinar a etiologia da lesão ulcerada e definir a conduta terapêutica mais apropriada, considerando exames invasivos e não invasivos, bem como fatores de risco modificáveis e não modificáveis. Diante dos critérios técnicos empregados na avaliação de doenças ácido-peptídicas, assinale a alternativa correta.
A sorologia para H. pylori é o exame de primeira escolha para diagnóstico inicial, pois apresenta alta especificidade para infecção ativa e não sofre interferência de tratamentos prévios.
O teste respiratório da ureia é incapaz de diferenciar infecção ativa por Helicobacter pylori de exposições prévias, sendo, por isso, reservado apenas para confirmação pós-tratamento.
A endoscopia digestiva alta permite avaliação direta da mucosa, sendo indicada em pacientes com sinais de alarme ou quando se deseja obter biópsias para diagnóstico etiológico.
A suspensão imediata de todos os anti-inflamatórios não esteroides não interfere na evolução das úlceras associadas ao seu uso, desde que o paciente receba terapia com inibidor de bomba de prótons.
Homem, 58 anos, apresenta pirose de longa data, pior após refeições copiosas e associada à regurgitação. Refere perda de peso de 6 kg nos últimos 3 meses e disfagia progressiva para sólidos. Considerando a contextualização apresentada, assinale a alternativa correta.
O carcinoma epidermoide de esôfago é mais prevalente em países ocidentais e está relacionado à obesidade.
A esofagite erosiva crônica não apresenta risco de evolução para neoplasia de esôfago.
A endoscopia digestiva alta está indicada como rastreamento anual em todo paciente com pirose, mesmo sem sinais de alarme.
A principal indicação cirúrgica no tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a presença de pirose leve bem controlada com inibidores de bomba de prótons.
O adenocarcinoma de esôfago está fortemente associado ao esôfago de Barrett, complicação da DRGE crônica.
Um paciente de 45 anos, executivo, refere quadro de dor epigástrica em queimação há 2 meses, que melhora com a alimentação e piora 2 a 3 horas após as refeições, despertando-o à noite. Ele nega perda de peso, mas admite uso frequente de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) por cefaleia tensional e relata alto nível de estresse no trabalho. Uma endoscopia digestiva alta é realizada e evidencia uma úlcera de 1,5 cm de diâmetro na parede anterior do bulbo duodenal. O teste de urease para Helicobacter pylori na biópsia gástrica resulta positivo. Sobre a fisiopatologia e o tratamento desta condição, analise as afirmativas a seguir:
I.A fisiopatologia da úlcera duodenal envolve um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa. Neste caso, há dois fatores agressores principais: a infecção por H. pylori, que aumenta a secreção de gastrina e ácido clorídrico, e o uso de AINEs, que inibem a produção de prostaglandinas protetoras da mucosa.
II.O tratamento visa a erradicação do H. pylori, a cicatrização da úlcera e a prevenção de recorrências. O esquema de primeira linha preconizado no Brasil envolve a combinação de um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos, como amoxicilina e claritromicina, por 14 dias.
III.Após o término do tratamento de erradicação, é mandatório manter o uso contínuo de um IBP por tempo indeterminado para prevenir a recidiva da úlcera, mesmo com a confirmação da erradicação da bactéria.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e III apenas.
I e II apenas.
I apenas.
II e III apenas.
Os sintomas da doença de Crohn são determinados pelo local e tipo de envolvimento (isto é, inflamatório, estenosante ou fistulizante). Quanto à localização, qual é o local mais comum de desenvolvimento dessa condição?
Reto sigmoide
Cólon transverso
Esôfago distal
Ileocolite
Duodeno
Durante consulta de rotina, uma criança de 3 anos apresenta apenas uma evacuação por semana, sempre com dor e esforço intenso, além de episódios semanais de incontinência involuntária de fezes, após aquisição do controle esfincteriano anal. Esses sinais estão presentes há pelo menos um mês.
Qual é o diagnóstico mais compatível com o quadro descrito?
Diarreia funcional
Enterocolite
Constipação
Estenoses
Alergia alimentar
Julgue os itens abaixo sobre doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e assinale a alternativa correta.
I – A DRGE pode ser classificada em primária, quando existe disfunção no nível esofagogástrico, e secundária, quando existem causas subjacentes que predispõem ao RGE, como infecções, distúrbios metabólicos, malformações congênitas, obstruções duodenogástricas, lesões do sistema nervoso central, alergia à proteína do leite de vaca, colagenoses, drogas etc.
II – Na população infantil, particularmente no recém-nascido e nos lactentes nos primeiros meses de vida, o RGE é um fenômeno quase habitual e frequentemente assintomático, manifestando-se comumente como tosse e vômitos, e ausência de refluxo.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
Em sua maioria, os casos de diarreia aguda são autolimitados, e a principal preocupação deve se concentrar em:
Uso prolongado e preventivo de antibióticos sem avaliação médica.
Reposição de água e eletrólitos perdidos no processo diarreico.
Apenas focar na redução drástica do consumo de fibras alimentares.
Suspensão total da ingestão de líquidos.
Uso exclusivo de medicamentos antitérmicos.
A acalasia é caracterizada por um distúrbio funcional na junção gastroesofágica, devido à falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior. Diante da suspeita clínica dessa condição, assinale a alternativa que indica o melhor teste inicial para investigação diagnóstica.
Colonoscopia com biópsia de cólon transverso
Tomografia computadorizada de crânio
Broncoscopia com lavado broncoalveolar
Esofagograma de bário
Ultrassonografia transvaginal
A gastrite crônica pode ter diferentes causas, embora algumas sejam mais frequentes.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a causa mais comum de gastrite crônica:
Infecção por Helicobacter pylori.
Deficiência de ferro.
Fraturas ósseas.
Diabetes mellitus.
Hipertensão arterial sistêmica.
A Pancreatite Aguda é uma infecção súbita do pâncreas associada à dor abdominal, em geral localizada no abdome superior com irradiação para as costas, aumento de pelo menos 3 vezes os valores normais de amilase ou lipase e evidência radiológica de pancreatite, sendo a presença de cálculos biliares a causa mais comum. Sobre o assunto, assinale a opção incorreta.
A pancreatite aguda biliar (PAB) é causada pela obstrução transitória da ampola durante a passagem dos cálculos, que leva ao refluxo da bile e aumento da pressão no ducto pancreático, com consequente desregulação das enzimas pancreáticas e autodigestão.
Entre os exames bioquímicos, os valores de amilase são menores nos pacientes com PAB que naqueles com pancreatite aguda alcoólica, sendo os níveis inferiores a 1.000 U/L, o que indica geralmente uma causa alcoólica para a pancreatite.
Níveis de alamina transferase pirúvica (ALT ou TGP) superiores a 3 vezes o valor da normalidade são sugestivos de pancreatite aguda, enquanto as dosagens de bilirrubinas, fosfatase alcalina e aspartato aminotransferase (AST ou TGO), não apresentam especificidade para o diagnóstico de PAB.
A ultrassonografia transabdominal (USTA) é um método muito sensível no diagnóstico de PAB, quando combinada com níveis de alamina transferase pirúvica (ALT ou TGP) maiores que 80 U/L, com sensibilidade de 80% e especificidade de 100%.
Com relação à doença de Crohn (DC), pode-se afirmar que:
A Doença de Crohn (DC) precoce é definida como doença diagnosticada em 12 meses antes do início dos sintomas, com complicações e sem tratamento prévio.
São exemplos de fatores prognósticos para o curso mais agressivo da DC: idade menor que 40 anos, doença perianal, níveis elevados de calprotectina fecal, baixos níveis de albumina e hemoglobina.
Na DC, dentre os marcadores laboratoriais, estão a elevação dos níveis de proteína C-reativa (PCR), baixos níveis de ASCA (anticorpo anti-Saccharomyces cerevisiae anti-bodies).
Para pacientes com alto rico de DC, deve-se considerar a estratégia de tratamento conhecida como set-down, que inclui corticoides e imunossupressores.
Paciente, sexo masculino, 48 anos, etilista crônico, cerca de 1 litro de cachaça por dia há mais de 20 anos, com histórico de cinco internações por pancreatite aguda nos últimos 5 anos. É atendido no pronto atendimento devido a episódios de melena e hematêmese, realizado endoscopia digestiva alta com achado de varizes de fundo gástrico isoladas, realizado hemostasia endoscópica. Qual dos achados de imagem melhor explicaria o quadro de hemorragia digestiva alta?
Trombose de veia porta.
Fígado com bordas rombas e ecotextura heterogênea.
Atrofia de parênquima pancreático.
Dilatação do ducto de Wirsung.
Trombose de veia esplênica.
A diarreia é um sinal / sintoma caracterizado por dois componentes principais: aumento do número de evacuações e diminuição da consistência das fezes. Sobre o assunto, assinale a opção incorreta.
Na doença celíaca os pacientes podem ser assintomáticos, com distensão abdominal, anemia, perda de peso e esteatorreia.
As características da diarreia na gastroenterite eosinofílica são: dor abdominal, diarreia aquosa, náuseas e vômitos.
As características da diarreia na enterite actínica são: diarreia aquosa ou muco sanguinolenta, a depender da porção do tubo intestinal acometida.
As características da diarreia no hipertireoidismo ocorrem apenas em casos agudos e sem descompensação.