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Ao estudar a biologia do envelhecimento, pesquisadores frequentemente debatem se a senescência é um evento estocástico ou um processo programado.
Assinale a alternativa que compara CORRETAMENTE as premissas biológicas de diferentes teorias propostas para explicar o envelhecimento celular.
Enquanto teorias genéticas/programadas (incluindo a senescência replicativa associada aos telômeros) propõem que o envelhecimento envolve mecanismos biologicamente programados, as teorias do dano oxidativo e do erro catastrófico o comparam, respectivamente, ao acúmulo estocástico de lesões moleculares por espécies reativas e à amplificação progressiva de erros na síntese proteica.
A teoria do erro catastrófico defende que a senescência é rigidamente programada pelos genes desde o nascimento, ao passo que teorias genéticas relacionadas à senescência replicativa sustentam que o encurtamento telomérico ocorre de forma puramente aleatória, sem relação com mecanismos celulares de replicação.
As teorias das mutações somáticas e da desdiferenciação contrastam entre si ao afirmarem, ambas, que o envelhecimento independe do metabolismo celular, sendo a senescência explicada exclusivamente pela ausência de renovação mitocondrial, sem qualquer influência das falhas de reparo do DNA.
Enquanto a teoria metabólica associa maior longevidade a taxas respiratórias extremamente elevadas, a teoria do estresse oxidativo contrapõe essa visão afirmando que radicais livres são fisiologicamente benéficos por evitarem danos estruturais, retardando o processo de senescência do organismo de forma sistêmica.
Ateoria do desgaste orgânico compara o corpo a uma máquina que se regenera com o uso contínuo, divergindo da teoria do erro, a qual postula que a transcrição genética se torna progressivamente mais precisa com a idade devido à ação enzimática.
Homem, 70 anos, internado com quadro de letargia e confusão mental há cerca de três dias da internação. Investigação laboratorial chamou atenção por sódio sérico: 112 mEq/L. Osmolaridade plasmática: 238 mOsm/kg. Sódio urinário: 80 mEq/L. Osmolaridade urinária: 400 mOsm/kg. Paciente encontra-se clinicamente sem edema ou sinais francos de hipovolemia.
Assinale a alternativa que contempla o diagnóstico provável.
Síndrome de Secreção Inapropriada do ADH.
Síndrome de Cushing paraneoplásica.
Síndrome de deficiência de síntese de ADH.
Síndrome de resistência renal ao ADH.
Síndrome Cerebral Perdedora de Sal.
Homem de 73 anos, com internação recente e colonização prévia por Enterobacterales produtor de ESBL, apresenta choque séptico por pielonefrite obstrutiva. A via urinária foi drenada por cateter duplo J nas primeiras horas. As Hemoculturas foram positivas para Escherichia coli produtora de ESBL, sensível a meropenem e ertapenem, mas resistente a ceftriaxona, ciprofloxacino e sulfametoxazol trimetoprima. Após 72 horas de meropenem, encontra-se afebril, hemodinamicamente estável, sem vasopressores, sem sinais de infecção persistente, função gastrointestinal preservada e albumina sérica de 3,8 g/dL. Não há suspeita de infecção por Pseudomonas ou outro foco não controlado.
A estratégia antimicrobiana mais apropriada é
associar amicacina por 14 dias para prevenir o surgimento de resistência.
manter meropenem até o fim do tratamento, sem reavaliação do espectro antimicrobiano.
suspender todo antimicrobiano após 72 horas, porque houve estabilização clínica e drenagem do foco.
descalonar de meropenem para ertapenem, mantendo carbapenêmico como terapia definitiva pelo espectro mais estreito e pela ausência de opção oral ativa.
substituir meropenem por piperacilina tazobactam, mesmo sem demonstração de sensibilidade e apesar da bacteremia por ESBL no cenário descrito, como medida exclusiva.
Uma mulher de 79 anos, com histórico de hipertensão arterial e osteoartrite de joelhos, relata redução progressiva da força muscular e dificuldade para levantar-se de uma cadeira sem utilizar os braços. Nos últimos meses, passou a caminhar menos e refere receio de cair. Na avaliação geriátrica, são identificados redução da força de preensão palmar e desempenho físico inferior ao esperado para sua faixa etária. A equipe propõe um plano terapêutico individualizado, envolvendo atividade física e avaliação nutricional. Considerando os princípios atuais de avaliação e tratamento da sarcopenia em idosos, assinale a alternativa CORRETA:
O diagnóstico de sarcopenia pode ser estabelecido exclusivamente pela redução da força de preensão palmar, sendo desnecessária a avaliação da massa muscular ou do desempenho físico.
A utilização de suplementos proteicos e creatina deve ser indicada rotineiramente para todos os idosos com sarcopenia, independentemente da presença de doenças crônicas, estado nutricional ou uso de medicamentos.
O treinamento de força constitui uma das principais estratégias terapêuticas para a sarcopenia, podendo contribuir para melhora da força e da função muscular quando realizado de maneira adequada e individualizada.
A redução da atividade física deve ser estimulada durante o tratamento, pois exercícios de resistência aumentam obrigatoriamente o risco de quedas e lesões em idosos com baixa força muscular.
Em idosos com doença renal crônica (DRC), recomenda-se aumentar a ingestão proteica para valores elevados, 1,5 a 2,0g de proteína por kg de peso do paciente por dia, independente do estágio da DRC.
Paciente de 94 anos vai a uma consulta de rotina. Dentre os exames que leva há um que mostra a taxa de potássio de 2,9 mEq/L. Ela faz uso contínuo de hidroclorotiazida 25 mg/d, metformina 500 mg 3x/d, levotiroxina 25 mcg/d, omeprazol 20 mg/d, rosuvastatina 20 mg/d, carbonato de cálcio 500 mg/d, ibandronato 150 mg/mês, dapagliflozina 10 mg/d, pioglitazona 15 mg/d e colecalciferol 7.000 U/semana.
Assinale a alternativa que apresenta a medicação que juntamente com a hidroclorotiazida pode potencializar o risco de hipocalemia.
Levotiroxina.
Pioglitazona.
Omeprazol.
Metformina.
Rosuvastatina.
Durante uma consulta de rotina, um paciente de 67 anos apresenta-se acompanhado pela filha. Ao perceber que o médico começa a fazer perguntas diretamente ao paciente, a filha interrompe diversas vezes e passa a responder por ele, afirmando que “ele não entende muito dessas coisas”. O paciente permanece em silêncio durante alguns momentos, mas demonstra interesse em participar da conversa. O médico percebe que, apesar de apresentar alguma dificuldade auditiva, o paciente está lúcido, orientado e demonstra capacidade para compreender as informações e tomar decisões sobre sua saúde. Considerando os princípios éticos e de boa relação médico-paciente, assinale a alternativa CORRETA:
O médico deve direcionar a maior parte da consulta à filha, pois familiares possuem melhores condições de relatar os sintomas e decidir sobre a conduta em pacientes idosos.
Para evitar conflitos com a família, o médico deve aceitar as decisões da filha, desde que ela seja a principal cuidadora do paciente.
O médico deve estabelecer comunicação prioritariamente com o paciente, utilizando linguagem adequada, verificando sua compreensão e respeitando sua autonomia, sem excluir a participação da acompanhante.
A presença de um familiar durante a consulta impede que o médico obtenha informações diretamente do paciente, devendo a entrevista ser conduzida exclusivamente com o acompanhante.
A autonomia do paciente idoso pode ser desconsiderada sempre que um familiar demonstrar maior conhecimento sobre sua condição clínica.[SEP]
Um homem de 76 anos, lúcido e plenamente capaz de tomar decisões, procura atendimento médico após receber o diagnóstico de uma doença progressiva e incurável. Durante a consulta, manifesta preocupação com a possibilidade de, futuramente, perder a capacidade de se comunicar e decidir sobre o próprio tratamento. Ele deseja registrar previamente quais cuidados gostaria ou não de receber caso não consiga mais expressar sua vontade. Também solicita que sua família seja informada sobre suas preferências.
Considerando os princípios relacionados às Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), assinale a alternativa CORRETA:
As diretivas antecipadas de vontade somente podem ser elaboradas quando o paciente estiver em fase terminal e hospitalizado.
As DAV permitem que uma pessoa capaz manifeste previamente suas preferências em relação a cuidados e tratamentos que deseja ou não receber caso, no futuro, esteja impossibilitada de expressar sua vontade.
As Diretivas Antecipadas de Vontade devem ser consideradas apenas como uma manifestação de preferência do paciente, cabendo ao médico e aos familiares decidir livremente sobre sua aplicação conforme a situação clínica no momento do atendimento.
Uma vez elaboradas, as DAV não podem ser modificadas, mesmo que o paciente posteriormente manifeste uma vontade diferente enquanto estiver plenamente capaz.
As DAV têm como finalidade obrigatória determinar a realização de todas as medidas disponíveis para prolongar a vida, independentemente da condição clínica do paciente.
Um homem de 82 anos, previamente independente e sem diagnóstico de demência, é internado para tratamento de uma pneumonia. No segundo dia de hospitalização, apresenta alteração aguda do comportamento, com dificuldade para manter a atenção, desorientação temporal e períodos de agitação alternados com sonolência. A família relata que essas alterações não estavam presentes antes da internação. Durante a avaliação, não são identificados déficits neurológicos focais.
Considerando o diagnóstico e o manejo do delirium no paciente idoso hospitalizado, assinale a alternativa CORRETA:
A flutuação do nível de consciência é pouco compatível com delirium e sugere principalmente demência, devendo a investigação de causas clínicas ser realizada apenas após avaliação cognitiva formal.
A identificação de uma provável causa, como a infecção respiratória, torna desnecessária a investigação de outros fatores precipitantes potencialmente reversíveis, como desidratação, distúrbios metabólicos, dor, medicamentos e privação do sono.
A abordagem deve incluir a investigação e o tratamento dos fatores precipitantes, associados a medidas não farmacológicas, como reorientação frequente, disponibilização de relógio e calendário, uso de óculos e próteses auditivas quando necessários, preservação do ciclo sono-vigília, mobilização e manutenção de hidratação adequada.
Na presença de agitação psicomotora, a contenção física deve ser instituída precocemente para reduzir o risco de quedas e evitar lesões durante o episódio de delirium.
O uso de antipsicóticos deve ser iniciado rotineiramente nos pacientes com delirium, pois reduz a duração do quadro e deve preceder as intervenções não farmacológicas.
Um paciente idoso de 78 anos apresenta múltiplas doenças crônicas, uso contínuo de medicamentos e queixa de dificuldade para realizar atividades diárias. Considerando a abordagem geriátrica na atenção à saúde, assinale a alternativa CORRETA:
A avaliação geriátrica concentra-se principalmente na identificação de alterações orgânicas específicas.
A revisão dos medicamentos utilizados possui relevância limitada no acompanhamento de pacientes idosos.
A avaliação multidimensional do idoso considera aspectos clínicos, funcionais, psicológicos e sociais para orientar o cuidado.
A presença de múltiplas doenças reduz a importância da avaliação da capacidade funcional do paciente.
O acompanhamento do idoso deve priorizar exclusivamente o controle das doenças diagnosticadas previamente.
Um idoso de 78 anos é encaminhado a um hospital de referência, após dar entrada em unidade básica de saúde com quadro de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo há 48 horas. Após realização de tomografia computadorizada com contraste, foi observado um processo inflamatório agudo em cólon descendente, com densificação da gordura adjacente, associado a abscesso pélvico distante. Sobre a classificação original de Hinchey, pode-se afirmar que trata-se de Hinchey:
0
I
II
III
IV
Leia o caso a seguir.
Idosa, 82 anos, com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica classificação GOLD 4E, em uso de formoterol, tiotrópio e budesonida (LABA+LAMA+ICS) em doses otimizadas, em uso de oxigenioterapia domiciliar, vacinação em dia, permanece com grande desconforto devido a uma dispneia de repouso.
Qual medicação pode ser prescrita para os cuidados paliativos e alívio da dispneia nesse caso?
Codeína.
Metoclopramida.
Haloperidol.
Mirtazapina.
Mulher de 68 anos, pós-graduada, apresenta quadro de anedonia, choro fácil, insônia, dificuldade de concentração, diminuição do interesse em realizar quase todas as suas atividades diárias com frequência. Já não quer mais ir à igreja nem cozinhar para os filhos aos finais de semana. O quadro se agravou após a morte do esposo, há um ano. Apresentou ganho ponderal no período e não está se exercitando. Nega histórico psiquiátrico prévio, alucinações e sintomas motores. Antecedentes: hipertensão e epilepsia desde a infância. Exame físico sem particularidades. Exames laboratoriais evidenciando hipovitaminose D e B12, sem demais alterações. Montreal Cognitive Assessment (MoCA) = 27 pontos; Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) = 10 pontos; Questionário Pfeffer: 0 pontos; Escala Katz = 0 pontos.
De acordo com o exposto, assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem para a paciente.
Por se tratar de transtorno cognitivo leve, provavelmente secundário à hipovitaminose de B12 e quadro depressivo, é recomendado iniciar imediatamente reposição de b12, vitamina D e antidepressivo, por exemplo, a mirtazapina.
Por se tratar de transtorno cognitivo leve, provavelmente secundário à hipovitaminose de B12 e quadro depressivo, é recomendado iniciar imediatamente reposição de B12, vitamina D e antidepressivo, por exemplo, a bupropiona.
Trata-se de queixa subjetiva de memória, devendo a paciente ser tratada para as hipovitaminoses e transtorno depressivo com medicação apropriada; por exemplo, a sertralina.
Trata-se de queixa subjetiva de memória, devendo a paciente ser tratada para as hipovitaminoses e transtorno depressivo com medicação apropriada; por exemplo, a bupropiona, objetivando perda ponderal.
Trata-se de quadro demencial, devendo-se tratar as hipovitaminoses e adicionar investigação com ressonância de crânio.
Durante avaliação de um idoso de 82 anos, com múltiplas comorbidades e queixa de tontura ao iniciar anti-hipertensivo, observam-se medidas de pressão arterial persistentemente elevadas no consultório, mas sem evidências de lesão de órgão-alvo e com episódios frequentes de hipotensão ao usar medicações. A equipe suspeita de pseudo-hipertensão. Qual achado clínico reforça esse diagnóstico?
Sopro carotídeo bilateral, indicando rigidez arterial sistêmica.
Divergência entre medidas do braço direito e esquerdo maior que 20 mmHg.
Manobra de Osler positiva.
Manobra de Osler negativa.
Manobra Dix-Hallpike positiva
Idoso pneumopata, hipertenso, chega à UBS, encaminhado pelo pneumologista, para atualizar cartão vacinal. O idoso ainda não foi vacinado para as seguintes vacinas: herpes zoster, pneumocócicas, Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Sendo assim, qual será a melhor conduta?
Prescrever na UBS a VPC 13 e, após 6 meses, VPP 23. Repetir VPP 23 em 5 anos. Orientar sobre a indicação da vacinação contra herpes zoster e VSR, porém explicar que tais vacinas não estão disponíveis pelo SUS até o momento, estando disponíveis apenas nas clínicas particulares.
Prescrever na UBS a VPC 20 e, após 6 meses, VPC 23. Repetir VPP 23 em 5 anos.
Orientar que essas vacinas não estão disponíveis via SUS, não sendo possível sua realização.
Prescrever na UBS a VPC 13 e, após 6 meses, a VPP 23. Repetir VPP 23 em 5 anos. Contraindicar a vacina de herpes zoster (VZR) por se tratar de vírus vivo atenuado. Orientar a tomar a vacina de VSR no particular.
Prescrever no particular a VPC 20 e orientar o paciente a retornar à UBS 6 meses depois para realizar a VPP 23. Orientar, ainda, sobre a indicação da vacinação contra herpes zoster e VSR no particular.
Mulher de 70 anos, pós-menopáusica há mais de 20 anos, apresenta IMC 21 kg/m², história de fratura de punho aos 63 anos após queda da própria altura e relata consumo regular de corticoide inalatório devido à asma moderada. Nega tabagismo e etilismo. Sua mãe teve fratura de quadril aos 78 anos. A paciente nunca realizou densitometria óssea. Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada em relação à avaliação de risco de fratura?
Solicitar densitometria óssea e, independentemente do resultado, iniciar imediatamente tratamento com bisfosfonatos.
Aplicar a ferramenta FRAX mesmo sem densitometria óssea, pois a paciente possui múltiplos fatores de risco e idade > 65 anos.
Não utilizar o FRAX, pois este só deve ser aplicado após resultado da densitometria óssea.
Solicitar apenas dosagem de vitamina D e cálcio sérico, reservando o FRAX apenas para mulheres acima de 75 anos.
Evitar o uso do FRAX, porque o corticoide inalatório contraindica sua aplicação.
Uma idosa de 72 anos é avaliada por queixa de esquecimento progressivo há dois anos. Os testes cognitivos mostram quadro compatível com transtorno cognitivo leve amnéstico, estando a paciente atualmente independente para todas as atividades de vida diária. Foi realizado PETamiloide, que demonstrou captação cortical aumentada, compatível com doença de Alzheimer. Qual é o melhor tratamento recomendado nesse caso?
Donepezila.
Rivastigmina transdérmica.
Memantina.
Intervenções não farmacológicas (atividade física, treino cognitivo estruturado, controle rigoroso de fatores de risco, incluindo tratamento de déficits auditivos e visuais).
Suplementação com ômega 3, vitamina B12, magnésio e colina.
Qual dos seguintes fármacos pode ser utilizado como adjuvante no tratamento da dor devido à osteoartrite?
Duloxetina.
Colchicina.
Prednisona.
Sertralina.
Escitalopram.
Idoso de 86 anos, acamado há 3 meses após AVC extenso, com hemiparesia grave, disfagia e dependência total para as atividades de vida diária, apresenta úlcera sacral, classificada pela equipe de enfermagem como lesão por pressão estágio 3, com perda total da pele, exposição de tecido subcutâneo, bordas irregulares e presença de exsudato moderado, sem odor fétido. O paciente está desnutrido (IMC 18 kg/m²), com albumina sérica 2,9 g/dL, apresenta baixa ingesta hídrica, usa fralda continuamente e passa longos períodos na mesma posição devido à limitação funcional. Em casa, a família relata dificuldade para reposicioná-lo.
Com base no exposto, sobre o manejo do paciente, assinale a alternativa INCORRETA.
Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas, utilizar superfícies de redistribuição de pressão (como colchão de pressão alternada) e garantir alinhamento corporal adequado durante o posicionamento.
Manter a lesão sempre coberta com curativo apropriado, escolhendo coberturas como alginato, conforme o nível de exsudato.
Otimizar o estado nutricional com aporte proteico adequado, hidratação adequada e suplementação nutricional, uma vez que desnutrição e baixa albumina prejudicam cicatrização.
Avaliar e manejar fatores de risco sistêmicos, como incontinência urinária e fecal, bem como deficiências vitamínicas, anemia e alterações vasculares.
Realizar desbridamento do leito da ferida quando indicado (cirúrgico, autolítico ou enzimático), considerando que lesões por pressão estágio 3 frequentemente necessitam desse manejo. Nunca realizar desbridamento em presença de esfacelo ou necrose.
JCS de 79 anos apresenta diminuição gradual de massa muscular, cabelos embranquecidos e redução da acuidade visual relacionada à idade. Mantém controle adequado de hipertensão e diabetes. Nas últimas consultas, passou a apresentar demência de Alzheimer com prejuízo de memória, raciocínio e julgamento, com impacto nas atividades de vida diária.
Segundo o Guia de Cuidados com a Pessoa Idosa — Ministério da Saúde, a correta classificação normativa do quadro apresentado é:
Alterações de senescência coexistindo com condições de senilidade que comprometem a capacidade funcional.
Exclusivamente alterações de senescência, pois fazem parte do envelhecimento.
Senilidade definida apenas quando há dependência física completa.
Senescência com preservação obrigatória da capacidade cognitiva.
A avaliação do idoso na atenção primária deve ser multidimensional, focando na funcionalidade e na identificação de síndromes geriátricas. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I. O Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) é uma ferramenta útil para triagem de fragilidade e planejamento de cuidados na atenção básica.
II. A síndrome da fragilidade é caracterizada por perda de peso não intencional, exaustão referida, redução da força de preensão e lentidão da marcha.
III. A polifarmácia, uso de cinco ou mais medicamentos, é um fator de risco independente para delirium, quedas e hospitalizações em pacientes idosos.
IV. O rastreamento de demência em idosos com baixa escolaridade deve utilizar o Miniexame do Estado Mental (MEEM) com pontos de corte elevados e fixos.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
I e IV.
II e IV.
I, II e III.
I, II, III e IV.