

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Adolescente, 13 anos, sexo feminino, é internada com dor torácica. Exames de imagem realizados evidenciam derrame pleural. Ela mora com a avó materna e nega contato com indivíduos com tosse crônica.
Ao exame: emagrecida, com hiperemia bilateral na região malar. Apresenta dentes em bom estado de conservação, mas notam-se algumas lesões ulceradas na boca.
Corrobora com a principal hipótese diagnóstica a presença de:
artrite erosiva com deformação das articulações das mãos.
elevação sérica do complemento, com aumento de CH50.
fator antinuclear positivo com títulos superiores a 1:80.
teste de Coombs indireto positivo na ausência de anemia hemolítica.
distúrbios neuropsiquiátricos associados à trombocitose.
Adolescente de 14 anos com perda ponderal importante, restrição alimentar e medo intenso de ganhar peso. Exame: bradicardia, hipotensão ortostática e extremidades frias. Laboratório: hipofosfatemia. Recusa alimentar no serviço. De acordo com o enunciado, a conduta CORRETA deve ser:
Acompanhar ambulatorialmente com retorno em 30 dias, pois ausência de ideação suicida reduz gravidade.
Indicar internação para estabilização clínica e manejo nutricional seguro, com vigilância de eletrólitos e equipe multiprofissional.
Prescrever estimulante e orientação alimentar domiciliar, buscando retorno escolar rápido.
Manter apenas psicoterapia semanal e evitar intervenções nutricionais, para reduzir dependência do serviço.
Indicar atividade física diária estruturada e restrição de carboidratos, visando normalização gradual do apetite.
Adolescente de 15 anos refere dor pélvica crônica há mais de um ano, com piora progressiva, associada a cólicas intensas durante a menstruação e episódios de sangramento uterino irregular. Relata faltas frequentes à escola por dor, além de períodos de desconforto abdominal e sintomas urinários sem relação clara com o ciclo menstrual. Não apresenta sinais infecciosos ao exame físico, e os analgésicos usuais trazem pouco alívio.
Com base na principal hipótese diagnóstica, o tratamento deve ser realizado com
anti-inflamatórios não esteroides como terapia principal.
monoterapia por tempo indeterminado com análogos de GnRH.
contraceptivo hormonal combinado ou progestagênico isolado.
tratamento cirúrgico isolado, usando medicamentos, se necessário.
supressão hormonal total associado a anti-inflamatórios não esteroides.
Criança de 11 anos apresenta dor abdominal recorrente, esteatorreia e perda ponderal. História de mutação genética associada à fibrose cística. A complicação que deve ser considerada prioritária, nesse caso, é:
Insuficiência pancreática exócrina com má absorção de gorduras.
Tumor pancreático.
Hipertensão porta.
Hepatite viral.
Colite ulcerativa.
Adolescente de 16 anos apresenta linfadenomegalia cervical persistente, febre vespertina, sudorese noturna e perda ponderal significativa nos últimos três meses. Exames laboratoriais mostram anemia leve e aumento da velocidade de hemossedimentação. A alternativa que indica o diagnóstico CORRETO é:
Mononucleose infecciosa, caracterizada por febre, linfadenopatia e fadiga, mas geralmente autolimitada e sem perda ponderal significativa.
Tuberculose ganglionar, caracterizada por linfadenopatia crônica, mas sem sintomas B clássicos de neoplasia.
Linfoma de Hodgkin, caracterizado por linfadenomegalia indolor, sintomas B (febre, sudorese noturna, perda de peso) e achados laboratoriais inespecíficos.
Leucemia linfoblástica aguda, caracterizada por blastos circulantes e pancitopenia, não por linfadenopatia isolada.
Infecção bacteriana aguda, caracterizada por febre alta e linfadenopatia dolorosa, sem evolução crônica.
Considerando que um adolescente de 14 anos apresenta edema periorbitário, proteinúria maciça e hipoalbuminemia, assinale a alternativa que indica o diagnóstico CORRETO:
Síndrome nefrítica, caracterizada por hematúria, hipertensão e edema moderado.
Infecção urinária, caracterizada por disúria e febre.
Síndrome nefrótica, caracterizada por proteinúria > 3,5 g/dia, edema e dislipidemia.
Nefrolitíase, caracterizada por dor lombar intensa e hematúria.
Insuficiência renal aguda, caracterizada por oligúria e aumento súbito da creatinina.
Adolescente de 17 anos apresenta fadiga, irritabilidade e queda no rendimento escolar. Exames laboratoriais mostram anemia leve. Com base no caso, o diagnóstico diferencial que deve ser considerado é:
Deficiência exclusiva de vitamina B12, que pode causar anemia megaloblástica, mas não explica integralmente sintomas emocionais e cognitivos relatados.
Infecção viral aguda, que pode cursar com fadiga e anemia transitória, mas não justifica quadro crônico e queda escolar persistente.
Predisposição genética isolada, que pode influenciar risco de anemia, mas não esclarece manifestações psicossociais e alterações funcionais associadas.
Influência cultural exclusiva, que pode impactar hábitos de vida, mas não justifica alterações laboratoriais objetivas e sintomas emocionais persistentes.
Depressão, transtornos de ansiedade e distúrbios do sono, que podem coexistir com anemia e justificar sintomas inespecíficos, exigindo avaliação integral e abordagem multiprofissional.
Paciente adolescente, 14 anos de idade, queixa-se de sonolência durante as aulas. Ele dorme cerca de 8 horas por noite. Refere que se sente mais alerta após breves cochilos durante o dia. Recentemente, iniciou com episódios de perda do tônus muscular após dar risada ou se irritar, mas nega perda de consciência durante esses episódios. Considerando o diagnóstico mais provável, é correto afirmar que:
níveis de hipocretina no líquor se encontram elevados.
teste de múltiplas latências do sono comumente se encontra normal.
modafinila e psicoestimulantes são opções terapêuticas.
alucinações que ocorrem ao adormecer são hipnopômpicas, e as que ocorrem ao despertar são hipnagógicas.
Adolescente do sexo feminino, com 16 anos e 6 meses de idade, vítima de violência sexual, descobre que está grávida, com aproximadamente 6 semanas. Pergunta ao médico que a atende sobre o seu direito ao aborto legal. A mãe, que a acompanha, informa que ela não tem condições de administrar essa situação e que resolveu procurar ajuda a fim de realizar o aborto.
A respeito desse caso, assinale a alternativa correta sobre o procedimento de aborto legal.
Em virtude de a vítima não ser considerada vulnerável, por ter mais de 14 anos, o médico deve acionar a polícia, independentemente do seu desejo ou do de seu representante legal, para que seja dada continuidade ao procedimento de aborto de violência sexual legal.
Segundo legislação vigente, todos os hospitais da rede pública e privada devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial, integral e multidisciplinar, além de encaminhar aos serviços de referência a gestante que manifeste o desejo de interromper a gravidez decorrente de estupro, sendo apenas necessária a lavratura de boletim de ocorrência na delegacia de polícia.
O consentimento da adolescente é necessário para a realização do abortamento em quaisquer circunstâncias.
De acordo com a legislação brasileira, os únicos documentos necessários para a realização do aborto legal devem ser o relato circunstanciado do que ocorreu (referido pela gestante) e o termo de responsabilidade (assinado pela gestante), dispensando-se qualquer consentimento livre e esclarecido para o procedimento técnico.
O médico deve tentar convencer a adolescente quanto aos riscos inerentes ao procedimento, e a realização de uma ultrassonografia, para verificação dos batimentos fetais, é necessária antes do procedimento.
Adolescente do sexo feminino, com 15 anos e 6 meses, apresenta diabetes mellitus tipo 1 desde os 6 anos de idade, em tratamento com insulina. Não apresenta comorbidades ou complicações micro ou macrovasculares. Menarca aos 13 anos, com ciclos menstruais pouco variáveis de cerca de 29 dias. Iniciou atividade sexual há cerca de 4 meses, utilizando apenas o preservativo externo (de forma correta e regular). De acordo com os atuais critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde para a prescrição de métodos contraceptivos, a indicação de um sistema intrauterino com levonorgestrel para essa adolescente é
inadequada, por tratar-se de adolescente com sexarca recente e nulípara.
inadequada, pelo risco excessivo de infecções em pacientes diabéticas.
inadequada, pelo risco excessivo de efeitos cardiovasculares desse progestágeno.
adequada, visto que a adolescente tem contraindicações absolutas para o uso de pílula anticoncepcional combinada por via oral.
adequada, visto que a adolescente não apresenta nenhuma contraindicação para o uso de qualquer LARC (long acting reversible contraception).
Lucas (nome social Lucky), adolescente com 15 anos de idade, sofre repetidas agressões verbais por parte de seu pai, José, pessoa rude, que nunca se conformou com o fato de Lucky não se identificar com seu sexo biológico. As agressões verbais são graves, e Lucky está em acompanhamento por depressão grave, clinicamente diagnosticada, mas não legitimada por José. Constatada a realidade dos fatos narrados, de acordo com a legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa correta.
Os fatos descritos revelam circunstância de mero desajuste de convívio familiar, não despertando relevância criminal ou de tutela de direitos individuais do adolescente, não sendo de alcance do ECA.
O juiz competente poderá determinar o afastamento de José da residência em que vive com Lucky, como medida cautelar para evitar o agravamento do dano psicológico ao adolescente.
O conselheiro tutelar poderá afastar cautelarmente José da moradia comum com Lucky, sem que isso implique juízo definitivo de valor sobre os fatos.
A situação descrita não revela motivação legalmente reconhecida como suficiente a determinar o afastamento de José da moradia comum, recomendando-se somente o aconselhamento educacional do pai.
Apesar das agressões verbais e do impacto psicológico, o ECA não prevê medidas diretas para casos envolvendo identidade de gênero, devendo este ser tratado exclusivamente por meio de aconselhamento.
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, com febre reumática apresentando sopro sistólico ++/6+ em foco mitral. Frequência cardíaca de 102bpm. Apresenta também dor e edema em joelho esquerdo e no punho direito. Os resultados dos exames coletados no dia anterior são: PCR = 5mg/dL, VHS = 38mm/h, ASLO = 1200 U Todd/ml. ECO realizado hoje: refluxo com discreto espessamento de valva mitral. Demais valvas não apresentam alterações. São observados, também, sinais de discreta pericardite, sem derrame pericárdico.
Se não tiver recidiva, até que idade esse adolescente deverá fazer profilaxia secundária?
18 anos.
21 anos.
25 anos.
26 anos.
45 anos.
Um jovem de 16 anos apresenta história de dificuldade respiratória, febre e tosse há uma semana. Os sinais vitais são temperatura de 40°C, frequência cardíaca de 110 bpm, frequência respiratória de 60 respirações/min e saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. Ao exame físico, ele está letárgico e irritável, com coloração azulada dos lábios. O exame pulmonar mostra expansão torácica simétrica com retrações intercostais profundas e crepitações em ambos os campos pulmonares. A gasometria arterial mostra pH 7,2, PCO2 60 mm Hg, HCO3 24 mmol/L, PaO2 60 mmHg e saturação de oxigênio 90% em ar ambiente. O paciente é intubado e colocado em ventilação mecânica com a seguinte configuração no modo de controle assistido: FiO2 80%, volume corrente 195 ml (6 ml/kg), PEEP de 8 cm H2O. A radiografia de tórax mostra opacidades e infiltrados bilaterais difusos. A relação PaO2/
Fase fibrótica.
Fase inflamatória.
Fase proliferativa.
Fase transudativa.
Fase exsudativa.
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes e jovens, considere as seguintes recomendações:
I. A vacina HPV4 é indicada rotineiramente para adolescentes de 9 a 14 anos.
II. A vacina meningocócica ACWY é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos
III. A vacina hepatite B deve completar 3 doses, conforme histórico vacinal, na faixa etária de 10 a 24 anos.
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
Analise as assertivas sobre a avaliação de risco de suicídio em adolescentes.
I- Educar pacientes e cuidadores sobre os efeitos desinibidores do álcool e outras drogas.
II- Restringir o acesso a todos os meios letais de suicídio, exclusivamente, medicamentos e objetos cortantes.
III- Perguntas como: "Você tem um plano?" ou "Quando e onde você pretende fazer isso?", podem contribuir no desfecho negativo em pacientes em risco e favorecer o risco de suicídio.
IV- A administração emergencial de antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, usualmente, não tem papel no manejo agudo de crianças ou adolescentes suicidas.
Está correto apenas o que se afirma em:
III e IV.
I e IV.
I e III.
I, II e IV.
Sobre os fatores de risco e sinais de alerta para suicídio em adolescentes, analise as assertivas.
I- Transtornos psiquiátricos (por exemplo, depressão grave, transtornos por uso de substâncias ou transtornos psicóticos).
II- Falar sobre morte.
III- Automutilação não suicida, como cortes.
IV- Mudanças de comportamento que incluem diminuição da impulsividade ou atenuação da agressividade.
Está correto acerca dos fatores de risco e sinais de alerta para suicídio em adolescentes apenas o que se afirma em:
I, III e IV.
I, II e III.
I e II.
I e III.
Adolescente, sexo masculino, com 15 anos de idade, previamente hígido, praticante de mountain bike, sofre acidente em uma ladeira e se queixa de dor torácica. Na avaliação inicial, as bulhas cardíacas estão abafadas. Apresenta frequência cardíaca de 150 bpm, frequência respiratória de 18 irpm, pressão arterial de 90 x 60 mmHg e saturação de oxigênio de 99% em ar ambiente.
Qual o diagnóstico mais provável?
Esterno fraturado.
Infarto do miocárdio.
Contusão pulmonar.
Hemorragia intra-abdominal.
Tamponamento cardíaco.
Um adolescente de 16 anos apresenta febre, odinofagia intensa, linfadenopatia cervical e fadiga há 7 dias. Ao exame físico, observa-se hiperemia faríngea, placas esbranquiçadas nas tonsilas e esplenomegalia leve. Há suspeita clínica de mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV).
Qual é a abordagem mais adequada para confirmar o diagnóstico?
Solicitar cultura de orofaringe para descartar infecção bacteriana por Streptococcus pyogenes.
Iniciar tratamento empírico com aciclovir e reavaliar em 5 dias.
Realizar biópsia de linfonodo cervical com punção por agulha fina para confirmar infecção viral.
Solicitar tomografia computadorizada de pescoço para avaliar linfadenopatia.
Realizar teste sorológico para anticorpos IgM anti-VCA (capsídeo viral) do EBV, associado a hemograma para avaliar linfocitose atípica.
De acordo com os conceitos de Anna Freud sobre o desenvolvimento emocional na adolescência, qual é o papel dos mecanismos de defesa nessa fase?
Os mecanismos de defesa são raramente usados na adolescência, pois os adolescentes já têm controle consciente sobre suas emoções e comportamentos.
Durante a adolescência, os mecanismos de defesa são usados para minimizar os conflitos internos entre impulsos inconscientes e pressões externas, facilitando o desenvolvimento emocional.
Os adolescentes substituem os mecanismos de defesa por comportamentos impulsivos e agressivos, que são sinais de transtornos de personalidade emergentes.
O uso de mecanismos de defesa diminui na adolescência, uma vez que os conflitos internos são resolvidos e a identidade do indivíduo já está estabelecida.
Os mecanismos de defesa na adolescência servem exclusivamente para evitar interações sociais desconfortáveis, sem impacto sobre o desenvolvimento emocional interno.
Uma adolescente de 14 anos chega ao consultório com queixa de irregularidade menstrual desde a menarca aos 13, associada a ganho de peso e surgimento de acne. Ao exame, observa-se IMC acima do percentil 90 e sinais de hiperandrogenismo. Considere esse cenário de provável síndrome dos ovários policísticos (SOP) na adolescência e escolha a conduta inicial mais coerente.
Recomendar apenas aguardar o amadurecimento fisiológico sem orientações de estilo de vida.
Direcionar para histerectomia profilática, suprimindo ciclos irregulares.
Orientar estratégias de controle ponderal (dieta, exercícios) e, conforme indicação, iniciar contraceptivos orais combinados para regular ciclos e sintomas de hiperandrogenismo.
Aplicar altas doses de androgênios para equilibrar hormônios e suprimir a acne.