Questões de Concurso sobre Imunologia

 
 
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Questão 22 O Programa Nacional de Imunizações (PNI (Programa Nacional de Imunizações)) passa por atualizações constantes para ampliar a proteção da população. Considerando o Calendário Nacional de Vacinação atualizado, assinale a alternativa CORRETA referente à vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV (Papilomavírus Humano)) e Meningocócica ACWY (Vacina contra meningite dos sorogrupos A, C, W e Y).


A

A vacina contra o HPV é disponibilizada para meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade, e a vacina Meningocócica ACWY é indicada para adolescentes de 11 e 12 anos em dose única.


B

A vacina Meningocócica ACWY é contraindicada para adolescentes portadores de HIVAids, devendo estes receberem apenas a vacina polissacarídica 23-valente.


C

A vacina contra o HPV é restrita ao sexo feminino de 9 a 14 anos, enquanto os meninos recebem apenas a vacina Meningocócio na adolescência


D

A vacina contra o HPV requer três doses para adolescentes imunocompetentes entre 9 e 14 anos, com intervalos de 0, 6 e 60 meses para garantir a imunogenicidade.


E

A vacina Meningocócica ACWY substituiu a vacina Meningocócica C em todas as faixas etárias, inclusive para crianças menores de 1 ano, devido à maior cobertura de sorogrupos.

Um imunologista notifica um aumento de reações anafiláticas graves ligadas a um lote específico de um novo imunobiológico, suspeitando de um desvio de qualidade na produção ou armazenamento. De acordo com o Art. 6º da Lei 8.080/1990, o campo de atuação do SUS responsável por “intervir nos problemas sanitários decorrentes [...] da produção e circulação de bens [...] de interesse da saúde” é a


A

Política de Recursos Humanos.


B

Vigilância Epidemiológica.


C

Assistência Terapêutica Integral.


D

Saúde do Trabalhador.


E

Vigilância Sanitária.

Na checagem matinal da sala de imunoterapia, antes do início dos atendimentos, o técnico de enfermagem identifica que a geladeira onde se armazenam os extratos alergênicos marcou 10°C durante a noite, violando a faixa de segurança (2°C-8°C), entretanto nenhum frasco foi utilizado e nenhum paciente foi exposto ao risco. De acordo com as definições da Portaria nº 529/2013 (PNSP), o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) deve classificar esse achado como


A

Não Incidente, pois nenhum paciente foi envolvido, sendo apenas uma questão de manutenção de equipamento.


B

Incidente Sem Dano (Near Miss), pois o técnico "quase" usou os frascos, mas percebeu o problema a tempo.


C

Evento Adverso, pois a perda potencial dos extratos é um dano (financeiro) para a clínica, devendo ser notificada.


D

Circunstância de Risco Notificável, pois representa uma situação com potencial significativo de causar um incidente (e dano).


E

Evento Sentinela, pois a quebra da cadeia de frio de imunobiológicos é considerada um evento grave por si só.

Um paciente de 48 anos, não tabagista, apresenta diagnóstico de asma grave e rinossinusite crônica com polipose nasal (RSCcPN) bilateral. Está em uso de terapia tripla com formoterol + budesonida e tiotropio em doses máximas e corticoide tópico nasal, mas mantém 4 exacerbações asmáticas no último ano e queixa de anosmia persistente com obstrução nasal (escore SNOT-22 = 50). Exames laboratoriais: Eosinófilos sanguíneos: 80 células/µL; fração exalada de Óxido Nítrico (FeNO): 95 ppb; IgE total sérica: 350 UI/mL; IgE específica para D. pteronyssinus: Classe 4 (Positivo). Considerando a necessidade de otimizar o tratamento de asma e comorbidades, assinale o imunobiológico com o mecanismo de ação mais adequado para o caso desse paciente.


A

Benralizumabe (Anti-IL-5Rα).


B

Omalizumabe (Anti-IgE).


C

Dupilumabe (Anti-IL-4Rα).


D

Mepolizumabe (Anti-IL-5).


E

Tezepelumabe (Anti-TSLP).

Na fisiopatologia da sepse, após a fase hiper-inflamatória inicial (tempestade de citocinas), o sistema imune frequentemente entra em um estado de imunoparalisia (fase hipo-inflamatória). Qual é o principal mecanismo celular que define esta fase?


A

Anergia de linfócitos T e apoptose de células linfoides (linfopenia), com aumento da expressão de receptores inibitórios (como PD-1), levando à incapacidade de combater infecções secundárias.


B

Hiperativação persistente dos macrófagos e neutrófilos, que continuam liberando Fator de Necrose Tumoral-alfa (TNF-alfa) e Interleucina-1 (IL-1), perpetuando a lesão tecidual.


C

Falha da medula óssea em produzir neutrófilos (neutropenia grave), sendo este o único mecanismo responsável pela imunossupressão.


D

Consumo exclusivo do sistema complemento (C3 e C5a), levando à falha na opsonização bacteriana, mas com preservação da imunidade celular.

Assinale a alternativa correta sobre fisiopatologia imune em defeitos do complemento e suscetibilidade a infecções:


A

Deficiência de C1q aumenta opsonização de bactérias encapsuladas por deposição de C3b e reduz risco de sepse.


B

Deficiência de C3 reduz opsonização e depuração de patógenos encapsulados, comprometendo fagocitose dependente de complemento.


C

Deficiência de C5a aumenta quimiotaxia neutrofílica e melhora controle de Neisseria spp.


D

Deficiência do fator H reduz ativação do complemento e protege contra meningococcemia invasiva.


E

Deficiência de C9 aumenta deposição de IgG em cápsulas bacterianas e reduz bacteremia.

As vacinas atenuadas, compostas por vírus vivos, são utilizadas para prevenir as seguintes doenças, EXCETO:


A

Hepatite A.


B

Rotavírus.


C

Rubéola.


D

Sarampo.


E

Varicela.

Assinale a alternativa que corretamente identifica os exames laboratoriais indicados para a avaliação geral da função imune humoral.


A

Contagem de neutrófilos e monócitos.


B

Dosagem de imunoglobulinas.


C

Prova de função fagocitaria.


D

Teste cutâneo de hipersensibilidade tardia.


E

Teste de proliferação linfocitária.

Paciente feminina, 32 anos, com tosse, febre e emagrecimento. A tomografia de tórax evidenciou grande massa de mediastino sem outras adenomegalia associadas. Feita a biópsia da massa que revelou linfócitos grandes, com nucléolos evidentes citoplasmas amplos em meio a fibrose.


O diagnóstico foi linfoma de grandes células do mediastino. Nesse caso, os seguintes marcadores devem ser positivos na maioria dos casos:


A

CD20 – CD3 – CD79A – CD30 – CD23 – CD15.


B

CD3 – CD20 – CD4 – CD7 – CD30 – Ki67.


C

CD20 – CD79A – CD23 – MUM1 – CD30 – Ki67.


D

CD20 – CD3 – CD30 – PAX5 – CD23 – EBV.


E

PAX5 – CD30 – MUM1 – CD23 – Ki67 – CD10.

Paciente de 32 anos com queixa de emagrecimento, febre baixa vespertina e adenomegalia cervical. A biópsia do linfonodo mostrou um processo inflamatório crônico granulomatoso com necrose caseosa.

Diante desse padrão de resposta tecidual ao agente agressor, assinale a opção correta quanto ao mecanismo imunológico envolvido.


A

Predomínio de resposta imune humoral mediada por linfócitos B, com produção de anticorpos IgG e ativação da via clássica do complemento.


B

Resposta imune do tipo Th2, com liberação de IL-4, IL-5 e IL13, levando à ativação de eosinófilos e mastócitos.


C

Resposta imune mediada por linfócitos T CD8⁺ citotóxicos, com lise direta das células infectadas por mecanismos dependentes de perforina e granzima.


D

Resposta imune celular do tipo Th1, com produção de IFN-γ e TNF-α, promovendo ativação de macrófagos e formação de granulomas, caracterizando uma hipersensibilidade tardia.


E

Resposta imune inata predominante, com ativação exclusiva de neutrófilos e formação de abscessos purulentos extensos.

Na atualização de protocolos, o hospital compara diretrizes nacionais e internacionais sobre imunossupressão inicial. De acordo com o tema, a diferença frequentemente observada é:


A

Diretrizes internacionais enfatizam maior individualização conforme risco imunológico do paciente.


B

Diretrizes internacionais recomendam imunossupressão mínima para todos os casos.


C

Diretrizes nacionais priorizam protocolos uniformes sem individualização.


D

Diretrizes nacionais proíbem uso de corticoides em qualquer fase.


E

Diretrizes internacionais excluem completamente uso de tacrolimus.

Mulher de 62 anos procura atendimento ambulatorial por quadro de dispepsia pós-prandial há aproximadamente seis meses com as seguintes características: desconforto epigástrico após as refeições, plenitude precoce e ocasionais episódios de náuseas. Refere história de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado aos 28 anos, em uso regular de insulina, e hipotireoidismo em tratamento com levotiroxina 100 mcg por dia. Nega tabagismo, etilismo ou uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico, apresenta IMC 24 kg/m², palidez cutaneomucosa discreta, glossite atrófica e ausência de outras alterações significativas.


Exames laboratoriais:


• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)

• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)

• leucócitos 4.800/mm³

• plaquetas 165.000/mm³

• ferritina 88 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL)

• vitamina B12 sérica 145 pg/mL (VR: 200-900 pg/mL)

• ácido metilmalônico elevado

• gastrina sérica em jejum 850 pg/mL (VR: menor que 100 pg/mL).


Endoscopia digestiva alta evidencia mucosa gástrica com aspecto atrófico difuso no corpo e fundo, com visibilidade aumentada da vascularização submucosa e múltiplas pequenas lesões polipoides menores que um centímetro. Anatomopatológico de biópsias do corpo gástrico demonstra atrofia glandular acentuada com perda de células parietais e principais, substituição por epitélio metaplásico pseudopilórico e intestinal, infiltrado inflamatório linfoplasmocitário em profundidade e hiperplasia de células enterocromafins-like. Biópsias de antro mostram mucosa preservada sem atrofia. Pesquisa de Helicobacter pylori negativa.


A conduta apropriada para o caso descrito é:


A

iniciar terapia de erradicação para Helicobacter pylori com esquema tríplice por 14 dias, programar endoscopia de controle em três meses e orientar reposição oral de vitamina B12;


B

solicitar dosagem de anticorpos anticélulas parietais e antifator intrínseco, iniciar reposição parenteral de vitamina B12, programar vigilância endoscópica a cada três anos e investigar lesões polipoides com biópsias adicionais;


C

programar vigilância endoscópica anual devido ao alto risco de adenocarcinoma gástrico tipo intestinal, iniciar suplementação oral de ferro e vitamina B12 e repetir dosagem de gastrina em seis meses;


D

encaminhar para antrectomia cirúrgica para redução dos níveis de gastrina e prevenção de tumores neuroendócrinos, associada à reposição parenteral de vitamina B12 em longo prazo;


E

iniciar inibidor de bomba de prótons em dose plena, programar endoscopia de controle em um ano e orientar suplementação oral de vitamina B12 e ácido fólico.

Uma mulher de 62 anos com linfoma não Hodgkin em remissão há 6 meses apresenta episódios recorrentes de angioedema assimétrico afetando face, língua e abdome (com dor intensa e diarreia), sem urticária associada ou gatilhos identificáveis como medicamentos (não usa IECA ou AINEs). Os episódios duram 3-4 dias e respondem parcialmente a anti-histamínicos em alta dose, mas requerem hospitalização frequente por risco laríngeo. Laboratorialmente, C1-INH funcional 15% (normal >50%), C4 <2 mg/dL (normal 10-40), C3 normal, C1q <1 mg/dL (normal 12–22), sem mutações em SERPING1. Biópsia de lesão cutânea mostra edema dérmico sem vasculite. Considerando a fisiopatologia de consumo de C1-INH por autoanticorpos ou células linfoproliferativas na AAE tipo 1 associada a malignidade, integrando evidências de resposta variável a terapias de reposição e necessidade de imunossupressão adjuvante para reduzir recorrências, qual é a abordagem terapêutica inicial mais apropriada para profilaxia de longo prazo, priorizando redução de frequência de ataques e monitoramento oncológico?


A

Prescrever concentrado de C1-INH intravenoso profilático (1.000 UI 2x/semana), associado a rituximabe para depleção de células B produtoras de autoanticorpos, com reavaliação trimestral de C1q e imagem oncológica.


B

Iniciar icatibanto subcutâneo sob demanda para ataques agudos, sem profilaxia crônica, pois a remissão do linfoma pode resolver espontaneamente a deficiência de C1-INH em até 12 meses.


C

Optar por androgênios atenuados (danazol 200 mg/dia) como profilaxia, monitorando hepatotoxicidade, dado o perfil de segurança em idosos e a eficácia em aumentar síntese hepática de C1-INH.


D

Iniciar lanadelumabe subcutâneo (300 mg a cada 2 semanas), aprovado para HAE mas off-label para AAE, priorizando inibição de calicreína para bloquear formação de bradicinina, sem necessidade de imunossupressão.


E

Recomendar ácido tranexâmico (1 g 3x/dia) como antifibrinolítico de primeira linha, com escalonamento para ecallantide se falha, evitando reposição de C1-INH devido ao risco de consumo acelerado em AAE tipo 2.

O esquema da vacina nonavalente do HPV que é recomendado para pacientes imunodeprimidos de 9-45 anos de idade é o esquema em:


A

dose única


B

duas doses


C

três doses


D

quatro doses

O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) é um retrovírus. Quando, no laboratório, observamos um resultado indeterminado, pelo método de Western blot para HTLV, o diagnóstico pode ser esclarecido através de(da)


A

dosagem de proteínas totais.


B

realização de teste rápido para HTLV.


C

realização de PCR para DNA proviral.


D

repetição do Elisa na mesma amostra.


E

Nenhuma das respostas anteriores.

O número de pacientes em uso de drogas imunossupressoras na medicina é cada dia maior. Precaução especial deve ser dada, nesse grupo, na aplicação de vacinas de vírus vivos ou atenuados como, por exemplo, a vacina contra


A

meningite.


B

raiva.


C

Haemophilus.


D

covid.


E

dengue.

Com base no Programa Nacional de Imunizações (PNI) que estabelece o calendário de vacinação para crianças, a vacina oral contra o rotavírus humano (VORH) deve ser administrada em qual idade?


A

Ao nascer e aos 6 meses.


B

Aos 2 e aos 4 meses de idade.


C

Aos 3 e aos 5 meses de idade.


D

Aos 6 e aos 9 meses de idade.


E

Aos 12 meses, em dose única.

Na etapa de desenvolvimento de um imunoensaio para análise de contaminantes orgânicos de baixo peso molecular (<1000 Da), observou-se a necessidade de modificar quimicamente o analito antes da imunização. Essa estratégia é fundamental para garantir a indução de resposta imune e a produção de anticorpos específicos. Assinale a alternativa que justifica corretamente esse procedimento.


A

Pequenas moléculas apresentam múltiplos epítopos e alta imunogenicidade, dispensando modificações químicas.


B

A modificação visa aumentar apenas a solubilidade do analito no meio aquoso, sem impacto imunológico.


C

A conjugação reduz a especificidade do anticorpo produzido, comprometendo a aplicabilidade do ensaio.


D

Moléculas de baixo peso molecular atuam como haptenos e necessitam conjugação a proteínas carreadoras para se tornarem imunogênicas.

Quando o anticorpo a-HCV está positivo, em exames sorológicos, nos indica que


A

temos sempre uma infecção aguda presente.


B

o paciente nunca teve contato com o vírus da hepatite C.


C

o paciente foi vacinado contra HCV e HBV.


D

o paciente teve contato com o vírus da hepatite C, mas não diferencia infecção aguda de infecção passada.


E

o vírus está obrigatoriamente em replicação.

Um paciente de 45 anos, sexo masculino, apresenta episódios recorrentes de angioedema isolado (sem urticas) há 8 meses, afetando principalmente face e extremidades, com duração de 48-72 horas por episódio. Não há história de febre, dor articular ou mal-estar associado. O paciente nega uso de inibidores da ECA ou outros medicamentos desencadeantes. Exame laboratorial revela níveis normais de C4, proteína e função do C1-INH, ausência de anticorpos anti-C1-INH e mutações negativas nos genes C1-INH e fator XII. Não há história familiar de angioedema. Os episódios respondem parcialmente a altas doses de anti-histamínicos e a omalizumabe. Qual é o diagnóstico mais provável de acordo com o quadro apresentado?


A

Angioedema hereditário tipo III (HAE-III).


B

Angioedema adquirido por deficiência de C1-INH (AAE).


C

Urticária crônica espontânea (CSU) com angioedema isolado.


D

Angioedema idiopático não mediado por bradicinina nem histamina.


E

Vasculite urticariforme com angioedema predominante.

 
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