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Mulher de 62 anos procura atendimento ambulatorial por quadro de dispepsia pós-prandial há aproximadamente seis meses com as seguintes características: desconforto epigástrico após as refeições, plenitude precoce e ocasionais episódios de náuseas. Refere história de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado aos 28 anos, em uso regular de insulina, e hipotireoidismo em tratamento com levotiroxina 100 mcg por dia. Nega tabagismo, etilismo ou uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico, apresenta IMC 24 kg/m², palidez cutaneomucosa discreta, glossite atrófica e ausência de outras alterações significativas.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 4.800/mm³
• plaquetas 165.000/mm³
• ferritina 88 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL)
• vitamina B12 sérica 145 pg/mL (VR: 200-900 pg/mL)
• ácido metilmalônico elevado
• gastrina sérica em jejum 850 pg/mL (VR: menor que 100 pg/mL).
Endoscopia digestiva alta evidencia mucosa gástrica com aspecto atrófico difuso no corpo e fundo, com visibilidade aumentada da vascularização submucosa e múltiplas pequenas lesões polipoides menores que um centímetro. Anatomopatológico de biópsias do corpo gástrico demonstra atrofia glandular acentuada com perda de células parietais e principais, substituição por epitélio metaplásico pseudopilórico e intestinal, infiltrado inflamatório linfoplasmocitário em profundidade e hiperplasia de células enterocromafins-like. Biópsias de antro mostram mucosa preservada sem atrofia. Pesquisa de Helicobacter pylori negativa.
A conduta apropriada para o caso descrito é:
iniciar terapia de erradicação para Helicobacter pylori com esquema tríplice por 14 dias, programar endoscopia de controle em três meses e orientar reposição oral de vitamina B12;
solicitar dosagem de anticorpos anticélulas parietais e antifator intrínseco, iniciar reposição parenteral de vitamina B12, programar vigilância endoscópica a cada três anos e investigar lesões polipoides com biópsias adicionais;
programar vigilância endoscópica anual devido ao alto risco de adenocarcinoma gástrico tipo intestinal, iniciar suplementação oral de ferro e vitamina B12 e repetir dosagem de gastrina em seis meses;
encaminhar para antrectomia cirúrgica para redução dos níveis de gastrina e prevenção de tumores neuroendócrinos, associada à reposição parenteral de vitamina B12 em longo prazo;
iniciar inibidor de bomba de prótons em dose plena, programar endoscopia de controle em um ano e orientar suplementação oral de vitamina B12 e ácido fólico.
Uma mulher de 62 anos com linfoma não Hodgkin em remissão há 6 meses apresenta episódios recorrentes de angioedema assimétrico afetando face, língua e abdome (com dor intensa e diarreia), sem urticária associada ou gatilhos identificáveis como medicamentos (não usa IECA ou AINEs). Os episódios duram 3-4 dias e respondem parcialmente a anti-histamínicos em alta dose, mas requerem hospitalização frequente por risco laríngeo. Laboratorialmente, C1-INH funcional 15% (normal >50%), C4 <2 mg/dL (normal 10-40), C3 normal, C1q <1 mg/dL (normal 12–22), sem mutações em SERPING1. Biópsia de lesão cutânea mostra edema dérmico sem vasculite. Considerando a fisiopatologia de consumo de C1-INH por autoanticorpos ou células linfoproliferativas na AAE tipo 1 associada a malignidade, integrando evidências de resposta variável a terapias de reposição e necessidade de imunossupressão adjuvante para reduzir recorrências, qual é a abordagem terapêutica inicial mais apropriada para profilaxia de longo prazo, priorizando redução de frequência de ataques e monitoramento oncológico?
Prescrever concentrado de C1-INH intravenoso profilático (1.000 UI 2x/semana), associado a rituximabe para depleção de células B produtoras de autoanticorpos, com reavaliação trimestral de C1q e imagem oncológica.
Iniciar icatibanto subcutâneo sob demanda para ataques agudos, sem profilaxia crônica, pois a remissão do linfoma pode resolver espontaneamente a deficiência de C1-INH em até 12 meses.
Optar por androgênios atenuados (danazol 200 mg/dia) como profilaxia, monitorando hepatotoxicidade, dado o perfil de segurança em idosos e a eficácia em aumentar síntese hepática de C1-INH.
Iniciar lanadelumabe subcutâneo (300 mg a cada 2 semanas), aprovado para HAE mas off-label para AAE, priorizando inibição de calicreína para bloquear formação de bradicinina, sem necessidade de imunossupressão.
Recomendar ácido tranexâmico (1 g 3x/dia) como antifibrinolítico de primeira linha, com escalonamento para ecallantide se falha, evitando reposição de C1-INH devido ao risco de consumo acelerado em AAE tipo 2.
O esquema da vacina nonavalente do HPV que é recomendado para pacientes imunodeprimidos de 9-45 anos de idade é o esquema em:
dose única
duas doses
três doses
quatro doses
O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) é um retrovírus. Quando, no laboratório, observamos um resultado indeterminado, pelo método de Western blot para HTLV, o diagnóstico pode ser esclarecido através de(da)
dosagem de proteínas totais.
realização de teste rápido para HTLV.
realização de PCR para DNA proviral.
repetição do Elisa na mesma amostra.
Nenhuma das respostas anteriores.
O número de pacientes em uso de drogas imunossupressoras na medicina é cada dia maior. Precaução especial deve ser dada, nesse grupo, na aplicação de vacinas de vírus vivos ou atenuados como, por exemplo, a vacina contra
meningite.
raiva.
Haemophilus.
covid.
dengue.
Com base no Programa Nacional de Imunizações (PNI) que estabelece o calendário de vacinação para crianças, a vacina oral contra o rotavírus humano (VORH) deve ser administrada em qual idade?
Ao nascer e aos 6 meses.
Aos 2 e aos 4 meses de idade.
Aos 3 e aos 5 meses de idade.
Aos 6 e aos 9 meses de idade.
Aos 12 meses, em dose única.
Na etapa de desenvolvimento de um imunoensaio para análise de contaminantes orgânicos de baixo peso molecular (<1000 Da), observou-se a necessidade de modificar quimicamente o analito antes da imunização. Essa estratégia é fundamental para garantir a indução de resposta imune e a produção de anticorpos específicos. Assinale a alternativa que justifica corretamente esse procedimento.
Pequenas moléculas apresentam múltiplos epítopos e alta imunogenicidade, dispensando modificações químicas.
A modificação visa aumentar apenas a solubilidade do analito no meio aquoso, sem impacto imunológico.
A conjugação reduz a especificidade do anticorpo produzido, comprometendo a aplicabilidade do ensaio.
Moléculas de baixo peso molecular atuam como haptenos e necessitam conjugação a proteínas carreadoras para se tornarem imunogênicas.
As imunizações são vitais não apenas na infância, mas também para adultos e idosos, prevenindo doenças graves e surtos. Acerca do calendário de vacinação do adulto e idoso (SBImMinistério da Saúde), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A vacina contra Influenza (gripe) é recomendada anualmente para todos os idosos (60 anos ou mais) e grupos de risco, devido à variação antigênica sazonal do vírus.
(__)Adultos com esquema completo de vacinação básica contra tétano e difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT (dupla tipo adulto) a cada 10 anos.
(__)A vacina contra Hepatite B não é recomendada para adultos acima de 50 anos que nunca foram vacinados, pois o risco de cronificação da doença nessa faixa etária é desprezível.
(__)A vacina Pneumocócica 23-valente (VPP23 (Vacina Pneumocócica Polissacarídica 23-valente)) é indicada para idosos acamados ou hospitalizados, devendo ser administrada em dose única, sem necessidade de reforço em nenhuma hipótese.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, F.
V, V, F, F.
F, V, V, F.
F, F, F, V.
V, F, F, V.
Sobre o sistema imune inato, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a correta descrição do papel da disbiose na patogênese de doenças e uma intervenção terapêutica comprovada para uma condição específica associada.
A disbiose é definida como um aumento na diversidade microbiana associado a doenças como obesidade e diabetes tipo 2, e o transplante de microbiota fecal (FMT) é o tratamento de escolha para restaurar a homeostase em pacientes com asma atópica.
A disbiose refere-se a uma alteração na composição, diversidade ou metabólitos do microbioma que predispõe a doenças como infecção por Clostridioides difficile, sendo o FMT um método efetivo de tratamento, embora não sem riscos.
Na disbiose cutânea, há predominância de Staphylococcus aureus não patogênico que promove a cicatrização de feridas, e o FMT oral é utilizado para corrigir deficiências em dermatite atópica.
A disbiose intestinal está diretamente ligada ao desenvolvimento de alergia alimentar por meio de aumento em peptídeos antimicrobianos, e a manipulação dietética é superior ao FMT para reverter o quadro em doença de Crohn.
A disbiose é primariamente causada por uso crônico de probióticos, levando à predisposição para vaginose bacteriana crônica, em que o FMT é contraindicado devido ao risco de superinfecção fúngica.
Uma mulher de 38 anos desenvolve DRESS grave (exantema maculopapular generalizado, eosinofilia de 1.800/µL, hepatite com transaminases 4x o limite superior e linfocitose com linfoblastos circulantes) após 3 semanas de tratamento com fenitoína para epilepsia pós-traumática. Após resolução com corticoides e retirada da droga, inicia piperacilina/tazobactama para infecção urinária complicada 4 semanas depois, evoluindo com exantema eritrodérmico, febre e agranulocitose no dia 7 de terapia. Testes in vitro (LTT) positivos para fenitoína, piperacilina e tazobactama; testes cutâneos negativos para betalactâmicos relacionados. Análise imunológica revela T-células CD4+ CD25dim PD-1+ CD38+ persistentes na circulação após 6 meses. Considerando o conceito de MDH como síndrome de hiperresponsividade T-cell persistente mediada por p-i, distinguindo de reações flare-up ou reatividade cruzada, e evidências de dupla sensibilização em combinações fixas (30–40% em LTT), qual é o mecanismo imunológico primário que explica a dupla reação à piperacilina/tazobactama no contexto de MDH sequencial, integrando ausência de deficiência regulatória T (Treg normal) e risco de evoluções graves como SJS/TEN em DHR subsequentes?
Reatividade cruzada hapteno-dependente entre fenitoína e betalactâmicos, com expansão policlonal células T CD8+ citotóxica, levando à agranulocitose por apoptose neutrofílica; recomendar evitação de todos os antiepilépticos aromáticos sem testes adicionais.
Ativação massiva de células T inicial por p-i HLA à fenitoína, resultando em hiperresponsividade persistente (PD-1+/CD38+) que baixa limiar para p-i TCR à piperacilina e tazobactama, sem reatividade cruzada; monitorar linfoblastos circulantes para prever reações futuras.
Deficiência funcional Treg (CD4+ CD25bright FoxP3+) induzida por reativação viral (HHV-6) em DRESS, facilitando sensibilização hapteno-IgE à tazobactama; priorizar imunossupressores como metotrexato para prevenção de MDH distante.
Farmacologia não imunológica por inibição COX em combinação, mimetizando intolerância AINE com mastocitose; usar BAT para confirmar ativação basófila não IgE e liberar betalactâmicos após resolução.
Reação autoimune por mimetismo molecular entre epilépticos e betalactâmicos, com autoanticorpos anti-HLA; realizar HLA tipagem (B*15:02) para prever SJS/TEN e optar por dessensitização rápida à piperacilina em cirurgias futuras.
O teste de Coombs é usado para
detectar anemia ferropriva.
detectar infecções bacterianas.
medir níveis de ferritina no sangue.
avaliar os níveis de hemoglobina no sangue.
detectar anticorpos capazes de se ligar às hemácias e provocar sua destruição.
Assinale a alternativa correta a respeito da tolerância imunológica e autoimunidade.
A autoimunidade é definida como uma resposta imune contra os antígenos autólogos e determina a ocorrência de diversas doenças autoimunes de etiologias já elucidadas.
A tolerância imunológica a diferentes antígenos autólogos somente pode ser induzida quando os linfócitos em desenvolvimento encontram esses antígenos nos órgãos linfoides geradores.
Por definição, a tolerância imunológica é resposta mínima induzida quando os antígenos imunogênicos ativam fracamente os linfócitos, levando à proliferação e diferenciação controladas desses linfócitos.
A tolerância imunológica é induzida quando antígenos tolerogênicos induzem a anergia funcional ou apoptose dos linfócitos, levando a incapacidade dessas células de responderem novamente ao mesmo antígeno, até de um modo imunogênico.
Os linfócitos que são capazes de reconhecer antígenos próprios são constantemente gerados durante o processo normal de maturação dos linfócitos e a não responsividade a esses antígenos é mantida pela prevenção de esses antígenos serem vistos pelos linfócitos.
O processo inflamatório agudo é uma resposta inespecífica e imediata a um agente agressor fundamental para defesa do organismo. Para que o processo aconteça, precisamos de moléculas de adesão que nele atuem.
O recrutamento de leucócitos para o foco inflamatório ocorre por uma sequência coordenada de eventos mediados por moléculas de adesão expressas tanto nos leucócitos quanto no endotélio vascular.
Considerando a ordem correta dos fenômenos celulares e as principais moléculas envolvidas, assinale a afirmativa correta.
O rolamento leucocitário é mediado principalmente por integrinas β2 (LFA-1 e Mac-1) presentes nos neutrófilos, que interagem com ICAM-1 no endotélio, processo dependente da ativação por quimiocinas.
A adesão firme dos leucócitos ao endotélio é mediada pela interação entre selectinas endoteliais (E-selectina e Pselectina) e ligantes glicoproteicos nos leucócitos, sendo este o principal evento responsável pela diapedese.
O rolamento dos leucócitos ao longo do endotélio vascular é mediado pelas selectinas (P-selectina e E-selectina) expressas no endotélio, que se ligam a carboidratos sialilados (como sialyl-Lewis X) presentes em glicoproteínas dos leucócitos.
A transmigração (diapedese) leucocitária ocorre predominantemente por intermédio das junções endoteliais, sendo mediada pela interação entre integrinas β1 (VLA-4) nos neutrófilos e VCAM-1 no endotélio vascular.
A quimiotaxia leucocitária no interstício depende principalmente da interação entre PECAM-1 (CD31) nos leucócitos e no endotélio, permitindo a migração direcionada em resposta ao gradiente de quimiocinas.
Durante a resposta imune antiviral, a ativação de linfócitos T citotóxicos (CD8+) depende da interação entre antígenos virais e moléculas do MHC. Considerando os mecanismos de reconhecimento imunológico, assinale a alternativa correta.
Linfócitos T citotóxicos reconhecem antígenos apresentados por moléculas de Classe I.
Antígenos virais são apresentados por moléculas de Classe II para ativação de linfócitos T CD8+.
Moléculas de Classe I apresentam exclusivamente antígenos extracelulares processados por fagocitose.
A apresentação por Classe II independe da participação de células apresentadoras de antígeno (APCs).
Lactente de 2 meses com imunodeficiência combinada grave (SCID) confirmada por triagem neonatal e ausência de infecções ativas, mas com história familiar de infecções oportunistas e presença de um irmão pré-escolar frequentando creche. Considerando evidências de melhoria na sobrevivência pós-HCT em pacientes sem complicações infecciosas prévias e o equilíbrio entre riscos nosocomiais e exposição domiciliar, qual é a estratégia inicial de prevenção de infecções mais apropriada enquanto o lactente aguarda transplante de células hematopoéticas (HCT)?
Manter o lactente em isolamento domiciliar estrito, com aconselhamento aos cuidadores sobre higiene e evitação de contatos externos, sem necessidade de hospitalização, pois estudos mostram que o risco nosocomial é superior ao domiciliar em famílias sem crianças pequenas.
Iniciar profilaxia antimicrobiana trimetoprim-sulfametoxazol (TMP-SMX) e imunoglobulina intravenosa (IgIV) em casa, sem isolamento formal, pois a triagem neonatal precoce permite manejo ambulatorial sem impacto na sobrevivência pós-HCT, independentemente de fatores familiares.
Recomendar isolamento domiciliar com uso de máscaras N95 pelos cuidadores e pelo irmão, adiando HCT até resolução de qualquer exposição potencial, pois dados indicam que infecções virais comunitárias são o principal fator de mortalidade pré-HCT em SCID.
Hospitalizar apenas se surgirem sintomas infecciosos, priorizando vigilância ativa em casa com monitoramento semanal de linfócitos, já que evidências recentes mostram equivalência entre isolamento domiciliar e hospitalar em termos de sobrevivência pós-HCT para SCID sem complicações iniciais.
Hospitalizar imediatamente em isolamento, limitando visitas e usando máscaras, luvas e aventais por todos os entrantes, uma vez que a presença de irmão pré-escolar aumenta o risco domiciliar de transmissão viral, alinhado a evidências de melhor prognóstico pós-HCT em pacientes isolados institucionalmente.
Dos exames laboratoriais relacionados a seguir, assinale o que é mais frequentemente positivo na doença manifestada.
Anticorpo anti-Ro.
Anticorpo anti-CCP.
Anticorpo anti-La.
Anticorpo anti-histonas.
Anticorpo anti-β2 glicoproteína.
O HTLV-1 é um retrovírus humano que pode se manifestar com comprometimento cutâneo.
Com base na epidemiologia, vias de transmissão, tempo de latência, achados cutâneos e perfil imuno-histoquímico, assinale a opção correta.
O HTLV-1 é endêmico no Japão, no Caribe, na África Subsaariana e na América do Sul; a transmissão ocorre principalmente por contato sexual, transfusão sanguínea e aleitamento materno. As lesões cutâneas mostram infiltrado dérmico de linfócitos T CD4+, CD25+, com preservação consistente de CD7.
A infecção pelo HTLV-1 é adquirida, em grande parte, durante a infância por meio do aleitamento materno, permanecendo assintomática por décadas. As manifestações cutâneas do linfoma associado incluem placas e nódulos, e o imunofenótipo típico é CD3+, CD4+, CD25+.
O HTLV-1 apresenta distribuição mundial ampla, com maior prevalência na América do Norte e Europa; a principal via de transmissão é vertical transplacentária. Quando há comprometimento cutâneo, o infiltrado é predominantemente epidérmico, com linfócitos T CD8+ citotóxicos expressando granzima B.
A dermatite infecciosa associada ao HTLV-1 ocorre predominantemente em adultos, cursa com placas e nódulos cutâneos, e histologicamente apresenta infiltrado linfocitário policlonal com epidermotropismo, positivo para CD5 e CD7.
A leucemia/linfoma de células T do adulto associada ao HTLV1, é endêmico no Japão, Caribe, África Subsaariana e América do Sul e o envolvimento cutâneo é raro e tardio, com infiltrado dérmico polimórfico, geralmente CD30 positivo, podendo ocorrer expressão de ALK em casos avançados.
Paciente de 50 anos, com edema de mãos e fenômeno de Raynaud de início recente (6 meses), apresenta rápido espessamento cutâneo em tronco e membros, além de artralgia. A investigação laboratorial revela positividade para o anticorpo Anti-RNA Polimerase III (Anti-RNAP III). A complicação orgânica grave que está mais associada a esse perfil clínico-sorológico específico é
Hipertensão Arterial Pulmonar isolada.
Crise Renal Esclerodérmica.
Doença Pulmonar Intersticial, forma fibrótica extensa.
Miopatia Inflamatória, com disfunção cardíaca.
Colangite Biliar Primária.
Um trabalhador da indústria automotiva de 38 anos, sem antecedentes de atopias, passou a apresentar episódios de tosse seca, dispneia e aperto torácico que se iniciam horas após o início da jornada e melhoram aos fins de semana. Ele manipula tintas poliuretânicas há 4 anos. A espirometria mostra padrão obstrutivo com resposta significativa ao broncodilatador. A dosagem de IgE total é normal, e o teste cutâneo por puntura com extratos comuns foi negativo. Sobre o diagnóstico e o mecanismo fisiopatológico mais provável, assinale a alternativa correta.
A sensibilização a isocianatos pode ocorrer por mecanismo imunológico mesmo na ausência de atopia ou IgE específica detectável.
A exposição a isocianatos induz asma ocupacional predominantemente por mecanismo de hipersensibilidade tipo IV, mediado por linfócitos T CD8+.
O quadro é compatível com asma ocupacional de mecanismo não imunológico (irritativo), semelhante à síndrome de disfunção reativa das vias aéreas (RADS).
A confirmação diagnóstica depende exclusivamente da demonstração de IgE específica contra o antígeno ocupacional.
O teste de broncoprovocação inespecífica com metacolina está contraindicado por não contribuir para o diagnóstico ocupacional.
Qual dos imunobiológicos a seguir é um anti IL- 4?
Mepolizumabe.
Omalizumabe.
Dupilumabe.
Benralizumabe.
Tezepelumabe.