Questões de Concurso sobre Medicina da Família

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
492 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Durante atividade educativa na unidade básica de saúde, uma mulher de 26 anos questiona sobre a realização do exame preventivo do colo do útero. Ela relata nunca ter feito o exame e não apresentar queixas ginecológicas. Segundo as recomendações atuais, qual deve ser a orientação CORRETA sobre o início e o intervalo da coleta citopatológica?


A

Iniciar aos 25 anos, com intervalo anual até dois exames normais consecutivos, depois a cada 3 anos.


B

Iniciar aos 18 anos, com intervalo anual.


C

Iniciar aos 30 anos, com intervalo de 5 anos entre os exames.


D

Iniciar após o início da vida sexual, com intervalo semestral.


E

Iniciar apenas se houver sintomas genitais como sangramento anormal.

A lombalgia é uma queixa frequente e, na maioria dos casos, inespecífica. No entanto, o médico da ESF (Estratégia Saúde da Família) deve estar atento aos 'sinais de alerta' (red flags) que sugerem patologias graves subjacentes, como câncer, infecção ou fratura. Avalie as afirmativas abaixo quanto a esses sinais.


(__)História prévia de neoplasia maligna, perda de peso inexplicada e idade superior a 50 anos são sinais de alerta que justificam investigação por imagem mais aprofundada.

(__)A dor lombar que melhora com o repouso e piora com o movimento, sem irradiação para membros inferiores, é o principal sinal de alerta para metástase óssea vertebral.

(__)O uso crônico de corticosteroides e a presença de trauma recente, mesmo que leve em idosos, são fatores de risco para fraturas vertebrais e configuram sinais de alerta.

(__)A presença de febre, imunossupressão (ex: HIV) ou uso de drogas injetáveis associada à lombalgia levanta a suspeita de infecção espinhal (espondilodiscite).


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, F, V, V.


B

V, F, F, F.


C

V, V, V, V.


D

V, F, V, V.


E

F, V, F, V.

Na Estratégia Saúde da Família, a organização das visitas domiciliares deve considerar o território, o perfil populacional e as necessidades identificadas pelas equipes.


Diante desse princípio, assinale a alternativa que apresenta a abordagem mais adequada.


A

Planejar visitas regulares fundamentadas na análise do território, priorizando a identificação de famílias em maior vulnerabilidade e promovendo continuidade do cuidado.


B

Direcionar as visitas para famílias cujos membros solicitarem espontaneamente o atendimento na UBS, consolidando laços de confiança nessa parcela da população.


C

Priorizar visitas apenas para pacientes em acompanhamento por doenças crônicas, registrando mensalmente dados clínicos e informações de controle no prontuário eletrônico.


D

Realizar rodízios de visitas em todas as famílias do território, organizando uma agenda que contemple o máximo de domicílios em menor tempo, sem diferenciação do perfil de risco populacional.


E

Estabelecer visitas domiciliares preferenciais para pacientes já cadastrados na UBS com histórico de internação recente em unidades hospitalares de referência.

Ricardo, 34 anos, é atendido na Atenção Primária com pneumonia grave, apresentando taquipneia, febre alta e saturação de O2 em 89% em ar ambiente.


Qual é a conduta inicial mais adequada?


A

Amoxicilina-clavulanato via oral e reavaliação em 48 horas.


B

Encaminhar para hospitalização imediata e iniciar antibioticoterapia intravenosa.


C

Sulfametoxazol-trimetoprima via oral.


D

Solicitar tomografia de tórax antes de iniciar o tratamento.


E

Tratamento sintomático e retorno ambulatorial.

No contexto da Atenção Primária à Saúde, as visitas domiciliares constituem uma ferramenta estratégica para o cuidado integral, fortalecimento do vínculo, acompanhamento longitudinal e abordagem baseada no território e na vulnerabilidade.


Considerando esses princípios, assinale a alternativa que apresenta a estratégia que contribui mais efetivamente para fortalecer o vínculo e a longitudinalidade do cuidado.


A

Visitas regulares, priorizando pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade.


B

Visitas condicionadas a queixas prévias relatadas pelos moradores.


C

Visitas direcionadas a acamados e portadores de doenças crônicas graves.


D

Visitas direcionadas a famílias que solicitam acompanhamento.


E

Visitas organizadas em rodízio com objetivo de alcançar o maior número de domicílios, sem análise prévia de risco.

Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha uma família composta por mãe (32 anos, gestante de 28 semanas), pai (35 anos, hipertenso e ex-tabagista), filho adolescente (15 anos, diagnosticado com ansiedade e obesidade) e avó (60 anos, hipertensa e com mobilidade reduzida).


Durante a visita domiciliar, a equipe identifica:


  1. Dificuldades de comunicação entre os membros da família;
  2. Conflitos na divisão de tarefas domésticas, sobrecarregando a mãe gestante;
  3. Baixa adesão a tratamentos médicos e hábitos preventivos;
  4. Condições socioeconômicas precárias e insegurança alimentar.

A equipe deseja implementar uma intervenção integrada, baseada em Educação Popular em Saúde (EPS), abordagem familiar e método clínico centrado na pessoa (MCCP), com foco em planejamento longitudinal, vinculação e coordenação multiprofissional do cuidado.


Diante deste cenário, assinale a alternativa correta.


A

O acompanhamento deve focar exclusivamente na mãe gestante, que apresenta maior risco clínico, enquanto os demais membros recebem apenas orientações isoladas, garantindo eficiência técnica.


B

O método clínico centrado na pessoa consiste em aplicar protocolos e checklists rígidos para cada membro da família, priorizando eficiência e uniformidade, sem considerar contexto social ou percepções individuais.


C

A equipe deve realizar avaliação integrada de todos os membros da família, identificando vulnerabilidades e fatores de proteção, promovendo diálogo e participação na construção do cuidado, integrando MCCP e EPS.


D

A Educação Popular em Saúde deve se limitar a palestras padronizadas para a família, e o acompanhamento clínico pode seguir os protocolos usuais, sem necessidade de integração entre profissionais ou visitas domiciliares.

Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha uma comunidade urbana de baixa renda, onde recentemente ocorreram surtos de diarreia e suspeita de leptospirose, relacionados a enchentes e condições sanitárias precárias. Durante visitas domiciliares, a equipe observa:


  1. Falta de acesso a água potável em várias residências;
  2. Acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto;
  3. Baixo conhecimento da população sobre prevenção de doenças transmitidas pela água;
  4. Crianças e idosos apresentando sinais iniciais de desidratação e febre.

Considerando os princípios da vigilância em saúde e da APS, assinale a alternativa correta.


A

A vigilância em saúde na APS envolve a identificação de riscos e notificação de casos.


B

A vigilância em saúde consiste na coleta de dados estatísticos, sem necessidade de ações educativas ou intervenção direta na comunidade.


C

A equipe deve se limitar a tratar os casos clínicos individualmente, visto que a vigilância é responsabilidade exclusiva da vigilância epidemiológica municipal.


D

As ações de vigilância em saúde com campanhas periódicas, garantem efetividade, sem necessitar de monitoramento contínuo e acompanhamento longitudinal.

A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Lima, residente em uma comunidade com baixa adesão a exames preventivos, vulnerabilidade socioeconômica e barreiras de acesso a serviços de saúde.


A família é composta por:


  1. Mãe (42 anos): hipertensa e com histórico familiar de câncer de mama (tia materna diagnosticada aos 45 anos);
  2. Filha adolescente (16 anos): sem fatores de risco significativos;
  3. Avó (67 anos): sobrevivente de câncer de mama tratado há 10 anos;
  4. Tia (38 anos): obesa e tabagista.

Durante visitas domiciliares e consultas de rotina, a equipe identifica:


  1. Dificuldades de adesão a exames de rastreamento por medo, desinformação e distância do serviço;
  2. Necessidade de educação em saúde adaptada e participativa;
  3. Desejo da família de participar ativamente das decisões sobre prevenção e cuidados.

Considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, coordenação multiprofissional e vigilância em saúde, qual a conduta mais adequada pela equipe?


A

A equipe deve solicita mamografia para todas as mulheres da família devido ao alto risco familiar de câncer de mama.


B

A equipe deve priorizar apenas a mãe e a tia, ignorando a avó e a filha adolescente, pois somente as mulheres com risco clínico imediato precisam de atenção.


C

O rastreamento deve ser personalizado, integrando avaliação de risco individual e familiar, contexto socioeconômico, barreiras de acesso e preferências da mulher.


D

O rastreamento deve ser padronizado para todas as mulheres com mais de 40 anos, sem considerar histórico familiar, fatores de risco individuais, condições sociais ou preferências da paciente.

Um município médio do interior apresenta alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, doenças respiratórias), alta taxa de internações por condições sensíveis à Atenção Primária e baixa adesão a programas preventivos. A Secretaria Municipal de Saúde decide reorganizar os serviços utilizando o conceito de Redes de Atenção à Saúde (RAS), priorizando coordenação do cuidado, integralidade e continuidade assistencial.


Considerando os princípios das Redes de Atenção à Saúde no SUS, assinale a alternativa que melhor reflete a estratégia de reorganização do cuidado.


A

Fortalecer a Atenção Primária como porta de entrada e coordenadora do cuidado, integrando níveis secundário e terciário, promovendo continuidade assistencial, comunicação eficiente entre serviços, atenção centrada na pessoa e utilização de instrumentos de gestão clínica e territorial.


B

Priorizar hospitais e serviços de alta complexidade como eixo central da rede, transferindo a APS a função de triagem e encaminhamento, visando metas de produtividade e redução de tempo de espera.


C

Estruturar a rede com foco em indicadores e metas quantitativas, desconsiderando o vínculo com a população e a continuidade do cuidado, garantindo desta forma a integralidade e longitudinalidade, essenciais para RAS eficaz.


D

Utilizar os instrumentos de gestão clínica e territorial, para planejar, monitorar e organizar fluxos, garantindo que sejam realizados os encaminhamentos quando o usuário solicitar espontaneamente, independente de onde for solicitado na rede de serviços.

Uma Unidade Básica de Saúde localizada em território urbano atende uma população adscrita marcada por alta prevalência de doenças crônicas, vulnerabilidade social e uso frequente de serviços de urgência. A gestão municipal decide reorganizar o processo de trabalho da equipe, fortalecendo a Atenção Básica conforme as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), atualizada em 2017. Durante a reunião de planejamento, surgem diferentes propostas de reorganização das ações da equipe. À luz da PNAB 2017, assinale a alternativa que apresenta a proposta MAIS adequada para o fortalecimento da Atenção Básica como ordenadora do cuidado e coordenadora da Rede de Atenção à Saúde.


A

Priorizar o atendimento à demanda espontânea, reduzindo ações programáticas e territoriais, a fim de ampliar o acesso imediato aos serviços de saúde.


B

Organizar o processo de trabalho com base no território adscrito, integrando ao trabalho multiprofissional, articulando ações individuais e coletivas.


C

Centralizar o cuidado em atendimentos médicos individuais, priorizando a atuação dos demais profissionais da equipe às ações administrativas e ações coletivas.


D

Substituir o trabalho territorial e o vínculo com a população por encaminhamentos diretos para serviços especializados, otimizando o fluxo assistencial e potencializando a rede de serviços de forma integrada.

Uma Equipe de Saúde da Família atua em território que inclui uma comunidade quilombola reconhecida. A análise do território revela maior incidência de hipertensão arterial, óbitos evitáveis por condições sensíveis à Atenção Primária e baixa adesão ao acompanhamento pré-natal. Durante a escuta qualificada da comunidade, emergem relatos de experiências de racismo institucional, dificuldade de acesso oportuno aos serviços e desconsideração de saberes tradicionais no cuidado.


Considerando os princípios do SUS, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e os atributos da Atenção Primária à Saúde, qual a estratégia mais adequada para reorganização do cuidado nesse contexto?


A

Fortalecer o vínculo com lideranças quilombolas e articular práticas clínicas, educativas e intersetoriais no cuidado longitudinal.


B

Restringir a atuação da equipe às consultas individuais na UBS, evitando intervenções comunitárias que possam interferir na organização social local.


C

Encaminhar prioritariamente os usuários quilombolas para serviços especializados, considerando a maior complexidade social e clínica dessa população.


D

Ofertar ações padronizadas comuns às realizadas para toda a população adscrita, priorizando o princípio da universalidade, sem diferenciação de estratégias assistenciais.

Uma Secretaria Municipal de Saúde identifica aumento progressivo de internações por condições sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) em um território coberto por três Equipes de Saúde da Família. Apesar de boa cobertura populacional, observam-se falhas na coordenação do cuidado, baixa adesão dos usuários às ações programáticas e conflitos frequentes entre profissionais e gestão local. Diante desse cenário, a gestão decide adotar o Planejamento Situacional em Saúde, conforme a abordagem de Carlos Matus, para reorganizar as ações no território.


Considerando os fundamentos do Planejamento Situacional, qual das ações melhor expressa uma ação compatível com essa metodologia?


A

Definir previamente metas padronizadas e indicadores nacionais, aplicando-os uniformemente às equipes.


B

Priorizar intervenções baseadas na disponibilidade orçamentária anual, adiando a análise política e institucional para fases posteriores.


C

Elaborar um plano técnico normativo centrado na análise epidemiológica, com decisões conduzidas por especialistas e gestores centrais.


D

Identificar problemas prioritários a partir da percepção dos diferentes atores envolvidos, analisando governabilidade, viabilidade e cenários possíveis.

Um homem de 42 anos, previamente hígido, procura a Unidade de Saúde da Família com tosse produtiva há 6 semanas, perda de 6 kg, sudorese noturna e febre vespertina. A baciloscopia do escarro é positiva (2+). O teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) detecta Mycobacterium tuberculosis, sem resistência à rifampicina. Radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário no lobo superior direito. Não há comorbidades, uso prévio de tuberculostáticos ou contraindicações medicamentosas. Qual a conduta terapêutica mais adequada?


A

Iniciar esquema com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol por 2 meses, seguido de rifampicina e isoniazida por 4 meses, preferencialmente em comprimidos de dose fixa combinada, com tratamento diretamente observado.


B

Iniciar rifampicina, isoniazida e pirazinamida por 2 meses, seguida de rifampicina e isoniazida por 7 meses, totalizando 9 meses de tratamento, devido à presença de cavitação pulmonar.


C

Iniciar rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol por 2 meses, seguida de rifampicina, isoniazida e etambutol por 4 meses, para reduzir risco de resistência primária.


D

Iniciar rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol por 3 meses, seguida de rifampicina e isoniazida por 3 meses, uma vez que o TRM-TB descartou resistência.

Um homem de 34 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando dor epigástrica há 3 meses, em queimação, com alívio parcial após alimentação e recorrência noturna. Refere uso diário de anti-inflamatório não esteroidal (AINE) há mais de 1 ano por lombalgia crônica, sem prescrição regular. Nega perda ponderal, vômitos persistentes, hematêmese ou melena. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em epigástrio, sem sinais de peritonite.


A UBS dispõe de teste não invasivo para Helicobacter pylori, mas o acesso à endoscopia digestiva alta é restrito e regulado. Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, o manejo ambulatorial baseado em evidências e as recomendações clássicas da literatura de Medicina de Família e Comunidade, qual é a conduta mais adequada neste momento?


A

Iniciar antagonista do receptor H2 em monoterapia, suspender o AINE, e solicitar Endoscopia digestiva alta na urgência. Realizar teste não invasivo para H pylori, caso não apresente melhora clínica.


B

Suspender o AINE, realizar teste não invasivo para H. pylori e, se positivo, iniciar terapia de erradicação associada a IBP, reservando endoscopia para falha terapêutica ou surgimento de sinais de alarme.


C

Iniciar tratamento empírico com inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena por 8 semanas, e investigar H. pylori se não houver melhora clínica, pois o uso crônico de AINE exclui a necessidade de erradicação.


D

Solicitar endoscopia digestiva imediata, devido à presença de sinais de alarme e risco de perfuração, além de suspender o uso do AINE.

Na abordagem de pessoas consideradas “doentes difíceis”, qual estratégia da Medicina de Família e Comunidade (MFC) é mais indicada para melhorar a adesão e o relacionamento terapêutico?


A

Encaminhar imediatamente para especialistas, evitando envolvimento prolongado.


B

Aplicar protocolos rígidos, priorizando apenas os sinais clínicos objetivos.


C

Reduzir o tempo da consulta para evitar discussões longas.


D

Consulta centrada na pessoa, com escuta ativa e abordagem compreensiva de contextos biopsicossociais.


E

Prescrever medicamentos como estratégia principal de controle de sintomas.

As diretrizes metabólicas brasileiras mais recentes — incluindo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025 (SBC), a Diretriz de Diagnóstico e Classificação do Diabetes 2025 (SBD) e recomendações da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) — atualizam critérios diagnósticos, recomendações de rastreamento e metas terapêuticas.


Considerando essas diretrizes vigentes em 2025, analise as afirmações a seguir.


I- O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser confirmado por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões, HbA1c ≥ 6,5% utilizando método certificado, glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas típicos ou TOTG com glicemia de 2h ≥ 200 mg/dL; a diretriz de 2025 também reconhece a glicemia de 1h do TOTG como parâmetro auxiliar em situações específicas.

II- O rastreamento de dislipidemia deve ser iniciado em adultos a partir de 20 anos, mesmo na ausência de sintomas, e deve incluir colesterol total, HDL, triglicerídeos, LDL calculado ou medido, bem como colesterol não-HDL, que passa a ser considerado meta terapêutica coprimária nas novas diretrizes.

III- O tratamento farmacológico da obesidade deve ser considerado em IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² na presença de comorbidades, desde que medidas comportamentais tenham sido implementadas; portanto, não se restringe apenas a IMC ≥ 35 kg/m².

IV- O rastreamento universal de hipotireoidismo em adultos assintomáticos não é recomendado rotineiramente, devendo ser direcionado a indivíduos com fatores de risco clínicos ou epidemiológicos definidos.

V- As metas de LDL-c devem ser individualizadas conforme a estratificação de risco cardiovascular: < 115 mg/dL para baixo risco, < 100 mg/dL para risco intermediário, < 70 mg/dL para alto risco, < 55 mg/dL para muito alto risco e < 40 mg/dL para risco extremo, conforme atualizado pela Diretriz SBC 2025.


É CORRETO o que se afirma em:


A

I, III e IV, apenas.


B

I, II e V, apenas.


C

I, II, III, IV e V.


D

II, IV e V, apenas.


E

I, III, IV e V, apenas.

Um médico de família realiza avaliação domiciliar de uma paciente idosa de 78 anos, que mora sozinha. Durante a consulta, ele observa se a paciente consegue realizar tarefas básicas como banho, vestir-se, usar o banheiro e alimentar-se sozinha, e também verifica capacidade de gerenciar tarefas mais complexas, como preparar refeições, fazer compras, administrar medicamentos e lidar com questões financeiras. Essa avaliação tem o objetivo de identificar níveis de independência e necessidade de suporte para manter autonomia e qualidade de vida.


Qual ferramenta ele pode usar de forma mais adequada para avaliar as atividades básicas da vida diária, e qual avalia as atividades instrumentais mais complexas?


A

Atividades básicas:Timed Up and Go ; Atividades instrumentais: GDS.


B

Atividades básicas: Escala de Lawton; Atividades instrumentais: Escala de Katz.


C

Atividades básicas: Mini Exame do Estado Mental; Atividades instrumentais: Escala de Depressão Geriátrica.


D

Atividades básicas: Índice de Barthel; Atividades instrumentais: Questionário de suporte social.


E

Atividades básicas: Escala de Katz; Atividades instrumentais: Escala de Lawton.

Durante consulta em uma UBS, um médico de Medicina de Família e Comunidade atende um paciente com dor lombar crônica. Ao longo da consulta, o médico explora como a dor interfere no trabalho do paciente, investiga suas preocupações em relação ao diagnóstico, esclarece expectativas quanto ao tratamento e, ao final, define o plano terapêutico em conjunto com o paciente. Considerando essa conduta, qual é o modelo adotado pelo médico?


A

Modelo de atenção centrado na pessoa, com valorização da experiência do adoecimento e decisão compartilhada.


B

Modelo de prevenção quaternária, voltado à redução de intervenções desnecessárias.


C

Modelo clínico-epidemiológico, orientado por protocolos e estratificação de risco.


D

Modelo de promoção da saúde, com foco prioritário nos determinantes sociais da doença.


E

Modelo biomédico tradicional, centrado na doença e no controle dos sintomas.

Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade de baixa renda com histórico recente de surtos de dengue e diarreia, associada a condições precárias de saneamento e vulnerabilidade social:


• Mãe (30 anos): diabética tipo 2, gestante de 26 semanas, sobrecarga de cuidados familiares.

• Pai (33 anos): hipertenso, com baixa adesão ao tratamento.

• Filho (15 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.

• Filha (12 anos): anemia ferropriva e baixa adesão a vacinação.

• Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada, mobilidade reduzida.


Durante visita domiciliar, a equipe identifica:


• Acúmulo de lixo e água parada, favorecendo proliferação do mosquito Aedes aegypti;

• Baixa compreensão da família sobre prevenção de doenças transmitidas por água e vetores;

• Conflitos familiares e sobrecarga da mãe;

• Dificuldade de adesão a tratamentos e hábitos preventivos;

• Vulnerabilidade socioeconômica severa, com insegurança alimentar.


Diante desse cenário, considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.


A

A vigilância em saúde deve ser realizada pelo setor de epidemiologia municipal, e a equipe de APS só deve notificar casos graves, sem engajar a família na prevenção e no controle dos riscos ambientais.


B

A equipe deve realizar avaliação integral de todos os membros da família, identificar vulnerabilidades e fatores de risco e adaptar intervenções às condições sociais, clínicas e familiares da comunidade.


C

A equipe deve se limitar a orientar individualmente cada membro da família sobre seus tratamentos clínicos para garantir a padronização e segurança técnica.


D

As ações de vigilância podem ser realizadas por meio de campanhas de saúde pontuais, sem necessidade de acompanhamento longitudinal ou articulação com as demais equipes de APS.

Uma mulher de 41 anos procura a Unidade Básica de Saúde com febre alta há 48 horas, calafrios, dor lombar direita intensa e disúria. Relata náuseas e um episódio de vômito nas últimas 12 horas. Nega gravidez.

Antecedentes: diabetes mellitus tipo 2 com controle irregular. Não faz uso recente de antibióticos.


Ao exame físico:


• Temperatura: 39,2 °C

• FC: 112 bpm

• PA: 100/60 mmHg

• FR: 24 irpm

• Saturação: 95% em ar ambiente

• Dor à punho-percussão lombar direita

• Estado geral comprometido


A unidade dispõe de exames laboratoriais básicos, mas não de antibiótico venoso para uso prolongado.


Considerando o manejo do caso acima, qual a conduta mais adequada?


A

Prescrever antibiótico oral por 7 dias e orientar retorno se não houver melhora.


B

Iniciar antibiótico oral de curto prazo, orientar hidratação e reavaliar em 72 horas.


C

Realizar medidas iniciais na APS, coletar exames quando possível e encaminhar imediatamente para internação hospitalar.


D

Solicitar urocultura e aguardar o resultado antes de qualquer decisão terapêutica, para direcionar o antibiótico mais adequado.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado