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Referente à classificação do choque na criança, assinale a alternativa correta.
A sepse e a anafilaxia são exemplos de choque distributivo e cursam com débito cardíaco (DC) diminuído.
Exemplos de causas de choque cardiogênico são os quadros de pneumotórax e tamponamento cardíaco.
O choque cardiogênico é manifestado fisiologicamente com aumento da função sistólica e DC normal ou aumentado.
No choque hipovolêmico, o retorno venoso ao coração aumenta, diminuindo a pré-carga, e aumentando o volume de ejeção e o DC.
No choque distributivo, há diminuição da pré-carga e, ao contrário dos outros tipos de choque, associa-se a um DC normal ou aumentado.
Paciente com 3 anos está internado na unidade de terapia intensiva com suspeita de morte encefálica. Foi realizado o primeiro exame clínico e precisa ser realizado o segundo exame. Qual é o intervalo mínimo que se deve aguardar para esse segundo exame?
De 1 hora.
De 6 horas.
De 12 horas.
De 24 horas.
De 48 horas.
Durante um plantão em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, ocorre um erro de medicação em uma criança com insuficiência respiratória. O enfermeiro administra uma dose incorreta de sedativo, sem repercussões clínicas graves. A equipe discute se o evento deve ser comunicado à família e à gestão de risco.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada a ser tomada nesse caso, segundo a Portaria MS nº 529/2013 e os princípios da segurança do paciente na assistência pediátrica.
Não comunicar, pois o evento não causou dano efetivo ao paciente.
Comunicar à família e registrar o evento como “quase erro” ou “near miss”.
Informar apenas à equipe médica, sem registro formal, por se tratar de erro humano.
Relatar apenas se houver repercussões legais.
Aguardar o desfecho clínico para decidir se é necessário relatar.
Durante um acidente automobilístico, um lactente de 3 meses foi ejetado do carro por estar no colo da mãe. Durante o atendimento no local, foi realizada intubação orotraqueal. Na chegada ao pronto-socorro, observa-se que o paciente se encontra inconsciente, com múltiplas escoriações, pálido, com fontanela anterior abaulada, hipotenso e taquicárdico. Em relação ao atendimento ao paciente, assinale a alternativa correta.
Esse paciente apresenta a tríade de Cushing e deve receber medidas imediatas para tratamento de hipertensão intracraniana.
O tórax do lactente é menos elástico que do adulto, portanto esse paciente tem mais risco de fratura de costela e instabilidade torácica.
O paciente pode estar com tamponamento cardíaco, pois apresenta a tríade de Charcot, caracterizada por hipotensão, taquicardia e palidez.
Caso não se consiga um acesso venoso periférico durante o atendimento inicial, deve-se realizar as medicações por via intramuscular até conseguir um acesso venoso periférico.
A hipovolemia é uma provável causa do choque nesse paciente, por se tratar de um paciente vítima de trauma.
Uma adolescente imunossuprimida em tratamento para leucemia linfoide aguda apresenta febre persistente após 72 horas de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. Diante da ausência de melhora clínica, a equipe assistencial considera a ampliação da cobertura antimicrobiana com a introdução de antifúngico.
À luz dos princípios do uso racional de antimicrobianos e da reavaliação sistemática da terapêutica anti-infecciosa em pediatria, o próximo passo mais adequado na condução do caso é
introduzir antifúngico imediatamente, sem reavaliação diagnóstica.
reavaliar exames de imagem, culturas e parâmetros clínicos antes de ampliar cobertura.
suspender antibióticos e iniciar antifúngico de rotina.
manter esquema atual e aguardar nova febre.
solicitar avaliação apenas após isolamento microbiológico positivo.
Um menino de 7 anos, previamente saudável, é admitido na emergência com sepse de foco pulmonar. Recebeu ampicilina e gentamicina empiricamente, mas a equipe assistencial questiona se o espectro de cobertura é adequado. Com base nas evidências atuais sobre etiologia bacteriana em sepse pediátrica, qual é a melhor conduta empírica inicial?
Manter o esquema atual até o resultado de culturas, pois cobre todos os principais agentes.
Substituir por vancomicina isoladamente, considerando o risco de MRSA comunitário.
Avaliar risco individual para patógenos resistentes e ajustar cobertura de acordo com perfil local.
Introduzir carbapenêmico de amplo espectro como primeira escolha.
Suspender antimicrobianos até confirmação laboratorial do agente.
Uma criança de 20 dias, em pós-operatório de Norwood-Sano, internada em UTI, em cateter de oxigênio, evolui com desconforto respiratório súbito grave seguido de parada cardiorrespiratória. Devido à dificuldade de intubação, foi realizada traqueostomia. No momento da intercorrência, não havia acompanhante familiar. Os pais, ao chegarem à UTI, se surpreenderam com o ocorrido e, por não terem sido consultados acerca do procedimento, ameaçam processar a equipe. Nesse contexto, de acordo com a Lei nº 8.080/1990,
a equipe deveria ter aguardado a chegada dos pais para realizar o procedimento.
a equipe deveria ter informado os pais antes de realizar o procedimento.
os pais estão corretos, pois houve violação da Lei nº 8.080/1990.
a equipe está correta e não houve violação da Lei nº 8.080/1990.
os pais e a equipe agiram de forma equivocada.
Após seis minutos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade em um escolar de 8 anos que apresentou parada cardiorrespiratória (PCR) em assistolia, a equipe obtém o Retorno da Circulação Espontânea (RCE). O paciente é intubado e ventilado, mas permanece comatoso. Qual é a meta terapêutica prioritária no cuidado pós-PCR para otimizar o prognóstico neurológico, conforme as diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS)?
Manter uma Pressão Arterial Média (PAM) em níveis de hipertensão leve (acima do percentil 95) para garantir a pressão de perfusão cerebral.
Administrar Glicose endovenosa em bolus (2 mL/kg de Glicose 50%) para garantir o aporte energético cerebral, mesmo com normoglicemia.
Manter a normoxemia (Saturação de Oxigênio 94-99%) e a normocapnia (Pressão Parcial de Dióxido de Carbono 35-45 mmHg), evitando rigorosamente a hiperventilação e a hiperoxemia.
Induzir hipotermia terapêutica (32-34°C) imediatamente, pois esta é a única intervenção que comprovadamente melhora o desfecho em PCR pediátrica de causa cardíaca.
Recém-nascido a termo, sexo masculino, APGAR 6-9, apresenta desconforto respiratório progressivo iniciado ainda na sala de parto. As ultrassonografias obstétricas demonstravam polidramnia.
Na UTI neonatal, a hipótese diagnóstica mais provável foi da presença de
doença da membrana hialina.
taquipneia transitória do RN.
fístula traqueoesofágica.
cisto broncogênico.
eventração diafragmática.
Após a punção intraóssea em um lactente, de acordo com o recomendado no suporte avançado de vida pediátrico, para confirmar o posicionamento da agulha, é recomendado observar
sensação de "perda de resistência" ao atravessar o córtex, refluxo sanguíneo pelo hub da agulha, boa velocidade de infusão e radiografia mostrando ponta na cavidade medular.
refluxo espontâneo de medula óssea, resistência ao avanço da agulha e presença de crepitação óssea durante a inserção e bom fluxo intravenoso.
ausência de extravasamento de líquido nos tecidos moles adjacentes, frequência cardíaca acima de 100 bpm e melhora clínica imediata após infusão de 2 mL de salina fisiológica.
estabilidade da agulha no osso, capacidade de aspiração de medula óssea, capacidade de flush com solução salina fisiológica e não extravasamento ao redor.
inserção perpendicular ao osso a 10 mm distal à tuberosidade tibial com profundidade máxima de 5 mm abaixo da superfície cortical e observação de não extravasamento ao redor.
Escolar de 8 anos, inicia tratamento para epilepsia com fenobarbital e após 4 semanas apresenta febre, exantema maculopapular difuso, edema facial e linfadenopatia generalizada. O hemograma evidencia apenas eosinofilia e há elevação das transaminases e da creatinina sérica.
Diante do quadro em questão, a principal hipótese diagnóstica é:
síndrome de Stevens-Johnson.
necrólise epidérmica tóxica.
síndrome da pele escaldada.
DRESS (drug-induced hypersensitivity syndrome).
dermatite herpetiforme.
Recém-nascido com 38 semanas de idade gestacional apresenta, durante o exame na sala de parto, lesão cutânea na região lombar com exposição de tecido neural e saída de líquor. O exame neurológico apresenta-se com paraplegia flácida para os membros inferiores e ausência de reflexos profundos. Ultrassonografia transfontanela evidenciou presença de ventriculomegalia.
Considerando o diagnóstico de mielomeningocele, sua associação mais frequente é com
malformação de Chiari I.
malformação de Dandy-Walker.
malformação de Chiari II.
cisto aracnoide.
macrocefalia.
Lactente, sexo masculino, 7 meses de idade, ultrassonografia morfológica fetal sem anormalidades, febril (38,8 °C), apresentou exame da urina, por cateterismo vesical, com esterase leucocitária positiva, nitrito positivo e bacterioscopia (Gram) com bacilos gram-negativos. Uma amostra foi encaminhada para cultura e prescrito cefalexina. A cultura depois revelou Proteus mirabilis 80.000 UFC/mL.
De acordo com as recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria, assinale a opção correta a respeito da análise do caso e da respectiva conduta.
O Proteus mirabilis tem associação com fimose fisiológica e risco aumentado de alcalinização urinária, por possuir enzima urease, que hidrolisa ureia, eleva pH urinário e favorece a nefrolitíase por estruvita. A ultrassonografia de vias urinárias e renal deve ser realizada após resolução da infecção.
A contagem de colônias de 80.000 UFC/mL deve ser considerada inconclusiva por estar abaixo do ponto de corte de 100.000 UFC/mL para o método de coleta realizado. Suspender o antibiótico nesse momento e após 48 horas, proceder com nova coleta de urina por punção supra púbica.
Em lactente, com o primeiro episódio de ITU febril por germe Gram-negativo, o protocolo impõe a realização obrigatória da uretrocistografia miccional e da cintilografia renal com DMSA na fase hospitalar aguda para o rastreamento imediato de Refluxo Vesicoureteral e cicatrizes renais.
A antibioticoterapia empírica deve ocorrer com nitrofurantoína por via oral, visto que apresenta excelente penetração no parênquima renal, o Proteus mirabilis demonstra ótima sensibilidade ao quimioterápico e ainda permite o tratamento ambulatorial seguro.
O saco coletor plástico é alternativa para a coleta na emergência pela praticidade e menor invasão. A confirmação diagnóstica, no caso, ocorreria com o isolamento da bactéria, diante do crescimento mencionado, visto o ponto de corte ser superior a 50.000 UFC/mL.
Recém-nascido, sexo masculino, a termo, peso 3.720 g, apresenta hipertelorismo ocular, fissuras palpebrais com inclinação descendente, ptose palpebral bilateral, implantação baixa de orelhas com hélice espessada e rotação posterior, pescoço alado, pectus carinatum e pectus excavatum, sopro sistólico no foco pulmonar e SatO2 96%. Cariótipo (amniocentese) 46,XY.
De acordo com características morfológicas descritas no período neonatal e cariótipo, é correto afirmar que se trata de uma síndrome genética e que
as malformações renais frequentes são a agenesia e a hipoplasia.
a cardiopatia congênita mais associada é a comunicação interventricular
cursa com padrão estático de dismorfologia facial ao longo da vida.
a herança é autossômica dominante, afetando ambos os sexos igualmente.
no momento, está indicado ecocardiograma e infusão de prostaglandina a seguir.
Criança de 7 anos com síndrome nefrótica recebe prednisona em dose imunossupressora há 4 semanas. Na consulta, a família pergunta sobre vacinação. Qual é a orientação correta?
Nenhuma vacina pode ser aplicada.
Vacinas vivas podem ser feitas normalmente.
Vacinas inativadas podem ser administradas, mas vacinas vivas devem ser adiadas.
Apenas BCG e febre amarela são permitidas.
Todas as vacinas do calendário devem ser feitas sem restrição.
Recém-nascido de 28 semanas, em CPAP nasal desde o nascimento, mantém desconforto respiratório progressivo nas primeiras horas de vida. Está em CPAP 6 cmH₂O, com FiO₂ de 35%, e radiografia compatível com síndrome do desconforto respiratório. Qual é a melhor conduta?
Aguardar FiO₂ atingir 60% para considerar surfactante.
Intubar e manter ventilação mecânica por 72 horas.
Indicar surfactante de resgate precoce.
Manter apenas CPAP, pois surfactante só é indicado se houver apneia.
Fazer nebulização de surfactante como primeira escolha.
Menino de 8 anos é internado com febre há 5 dias, dor abdominal intensa, vômitos, exantema, hiperemia conjuntival, taquicardia e hipotensão. Há história de COVID-19 há cerca de 1 mês. Exames: PCR elevada, linfopenia, troponina aumentada e plaquetopenia discreta. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual exame deve ser incorporado precocemente à avaliação hospitalar?
Broncoscopia.
Ecocardiograma.
EEG.
Endoscopia digestiva alta.
Densitometria óssea.
Recém-nascido prematuro tardio evolui com bradicardia persistente durante reanimação neonatal. Após 30 segundos de ventilação efetiva, foram iniciadas compressões torácicas. Após 60 segundos de compressões coordenadas com ventilação adequada, a frequência cardíaca permanece em 50 bpm. Qual é a próxima medida indicada?
Repetir apenas os passos iniciais de reanimação.
Administrar bicarbonato de sódio.
Administrar adrenalina, preferencialmente por via intravascular.
Suspender compressões e manter apenas ventilação.
Iniciar expansão volêmica antes de qualquer medicação.
Menino de 6 anos em tratamento com corticoide sistêmico precisa revisar esquema vacinal. Qual situação define dose substancialmente imunossupressora para fins de contraindicação temporária de vacinas vivas?
Prednisona por qualquer período.
Prednisona 0,5 mg/kg/dia por 5 dias.
Prednisona ≥ 2 mg/kg/dia ou ≥ 20 mg/dia, por pelo menos 14 dias.
Corticoide inalatório diário.
Dose única de metilprednisolona.
Lactente de 18 dias, alimentado exclusivamente com fórmula, mantém icterícia perceptível desde a alta da maternidade. Está ativo, afebril, sem perda ponderal importante. Qual deve ser a abordagem inicial?
Apenas observar até 30 dias de vida.
Solicitar hemograma e reticulócitos.
Solicitar bilirrubina total apenas.
Solicitar bilirrubina total e direta.
Iniciar fototerapia domiciliar.