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Paciente de 2 anos, internado em UTI pediátrica por insuficiência respiratória aguda secundária à pneumonia extensa. Intubado com cânula orotraqueal número 4 com cuff, com bom padrão respiratório, mantendo SatO2 = 96%. Logo após atendimento da fisioterapia, apresentou queda de saturação sustentada até 70% e assincronia ventilatória. Exame físico com ausculta muito diminuída em hemitórax direito, com expansibilidade também diminuída no mesmo lado. Associado a isso, houve queda de PA para 66 x 24 (44) mmHg e piora da perfusão.
Realizou-se a ultrassonografia “point-of-care” conforme imagem a seguir, no modo M, vista em todo hemitórax direito (aspecto de “código de barras”).

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Considerando esses achados, qual é a conduta adequada para a condição apresentada pelo paciente?
Realizar toracocentese de alívio de derrame pleural em quinto espaço intercostal.
Realizar punção torácica de emergência em segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular média.
Ajustar parâmetros ventilatórios com o intuito de aumentar o volume corrente.
Realizar drenagem de tórax em quinto espaço intercostal com dreno tubular.
Paciente de 10 anos, com antecedente de encefalopatia crônica não evolutiva por anoxia neonatal. Recebe dieta por gastrostomia e faz uso de medicações anticonvulsivantes e antiespásticas. Ao longo do último ano, teve diversas internações, com piora significativa de qualidade de vida e da interação com familiares. Deu entrada no Pronto-Socorro com insuficiência respiratória crônica agudizada, onde foi intubado e transferido à unidade de terapia intensiva. Evoluiu com disfunção renal, com indicação de diálise. No entanto, considerando-se o quadro de base, foi acordado em reunião com a família de que não seriam tomadas condutas que prolongassem o sofrimento do paciente, sendo contraindicada a terapia de substituição renal. A mãe, entendendo o contexto, pergunta sobre a possibilidade de extubar o paciente, verbalizando o desejo de pegá-lo no colo sem suporte ventilatório.
Assinale a alternativa correta sobre a extubação no caso apresentado.
A extubação nesse caso é proibida e configuraria eutanásia.
A extubação nesse caso é proibida e configuraria omissão de socorro.
A extubação nesse caso é permitida e configuraria ortotanásia.
A extubação nesse caso é permitida e configuraria distanásia.
Um lactente com bronquiolite moderada recebe suporte ventilatório com cânula nasal de alto fluxo (HFNC) na unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. Entre os mecanismos fisiológicos pelos quais o HFNC melhora a função respiratória, destaca-se:
lavagem do espaço morto anatômico nasofaríngeo, favorecendo a saída de CO₂ e a oxigenação
diminuição da resistência vascular pulmonar, melhorando a hemodinâmica pulmonar
aumento do volume corrente pulmonar, promovendo maior recrutamento alveolar
supressão do drive respiratório central, reduzindo a demanda ventilatória
Os procedimentos de Glenn e Fontan são utilizados para paliar e reparar corações univentriculares ou com um ventrículo hipoplásico, lidando com o retorno venoso sistêmico e o fluxo sanguíneo pulmonar. Em relação a descrição desses procedimentos, é correto afirmar que, na circulação de:
Fontan, todo o retorno venoso sistêmico atravessa a circulação pulmonar, fazendo uso de uma câmara de bombeamento para manter o enchimento ventricular adequado
Glenn, o fluxo sanguíneo pulmonar é derivado da drenagem venosa das extremidades inferiores e do fígado por meio da veia cava superior
Fontan, o retorno venoso da parte inferior do corpo é desviado diretamente para as veias pulmonares
Glenn, a veia cava inferior drena diretamente para o ventrículo único
De acordo com as diretrizes da AHA 2020, assinale a alternativa que apresenta corretamente a abordagem mais adequada para o manejo de uma criança com insuficiência respiratória aguda e hipoxemia persistente, apesar do uso de oxigênio suplementar em alto fluxo.
Realizar intubação orotraqueal imediatamente; após avaliação, se necessário, realizar permeabilização da via aérea superior.
Administrar adrenalina nebulizada e iniciar ventilação mecânica invasiva.
Avaliar a necessidade de ventilação não invasiva (VNI) com pressão positiva.
Realizar broncoscopia para identificar obstruções na via aérea antes de qualquer intervenção.
Iniciar terapia com corticosteroides intravenosos para reduzir a inflamação pulmonar.
Um lactente de quatro meses de idade apresenta tosse há 9 dias, redução das mamadas e da diurese, e diarreia líquida abundante. Foram colhidos exames em uma UPA, sendo observadas leucocitose, anemia e acidose metabólica grave (Ph 7,03; pCO2 16; pO2 87, lactato 20 mg/dl e bicarbonato 6 mEq/L). O bebê foi transferido para um hospital, onde foi entubado e admitido na UTI. Estava bradicárdico, hipotenso, com glicemia capilar baixa, tendo recebido duas expansões com ringer lactato. O ecocardiograma funcional à beira do leito revelou: fração de ejeção 40%, VTIAo 11 cm, débito cardíaco 0,6 L/min, índice cardíaco 1,8 mL/min/m2 , IRVS 9 Wood. A VCI apresentava variabilidade.
Com base nos dados clínicos e ecocardiográficos do paciente da situação hipotética apresentada, assinale a opção correta acerca da próxima intervenção terapêutica recomendada.
realizar pericardiocentese urgente, suspeitando de tamponamento cardíaco
iniciar infusão de noradrenalina (0,05-0,3 mcg/kg/min) para tratar choque quente com baixa resistência vascular
administrar um diurético de alça (furosemida 1 mg/kg) para melhorar o estado de volume
administrar bolus adicional de cristaloide (20 mL/kg)
iniciar infusão de adrenalina (0,05-0,3 mcg/kg/min) para tratar choque frio com baixo débito cardíaco
Um paciente do sexo masculino, com nove anos de idade e diagnóstico de acidente ofídico, recebeu soro anti-botrópico + anti-crotálico. Foi admitido na UTI, em ventilação mecânica, sedoanalgesia com midazolam e fentanil e suporte hemodinâmico com dobutamina 10 mcg/kg/min, PA estável, pulsos cheios e amplos. Apresentava diurese reduzida (<0,3 mL/kg/h) com aspecto colúrico (hemoglobinúrica). Aos exames laboratoriais, apresentou os seguintes resultados: creatinina 4,88 mg/dl; ureia 236 mg/dl; sódio 127 mEq/L; potássio 6,27 mEq/L; glicose 60 mg/dl, TAP 16,9 seg (controle 12 s); INR 1,49; TTPA 28,2 seg.; gasometria arterial: pH 7,2; pCO2 36,7 mmHg; pO2 68 mmHg; bicarbonato 13,7 mEq/L; BE -13.
Considerando o quadro de insuficiência renal aguda estabelecida, assinale a opção que apresenta a conduta médica apropriada no manejo do paciente da situação hipotética precedente.
solicitação de ultrassonografia com Doppler de rins e artérias renais para excluir obstrução vascular
infusão rápida de bolus de soro fisiológico a 0,9% para expandir volume intravascular
ntrodução de um diurético de alça em bomba de infusão contínua para reverter a oligúria e evitar a diálise
administração imediata de solução salina hipertônica a 3% para correção da hiponatremia
início imediato de terapia renal substitutiva (diálise) de urgência
Criança com quatro anos de idade, previamente hígida no pós-operatório imediato de herniorrafia inguinal bilateral, estável, sem vômitos, sem dor importante, com boa perfusão e ausculta pulmonar limpa.
Com base no quadro clínico apresentado e no protocolo ERAS pediátrico (roteiro para uma jornada segura no perioperatório), assinale a opção que apresenta a conduta recomendada para a recuperação do paciente.
iniciar dieta oral precoce conforme tolerância
restrição hídrica para secar o pulmão
uso rotineiro de opioide forte por 48 horas
manter jejum absoluto por 12 horas
sonda nasogástrica profilática por 24 horas
Um menino de seis anos de idade, previamente hígido, sofreu queda da bicicleta com capacete, colidindo contra o chão de asfalto. Os pais relataram perda de consciência por 1 minuto, episódios de vômitos repetidos e cefaleia intensa. Ao exame constatou-se: Glasgow 14, pupilas isocóricas e fotorreagentes, pressão arterial 110/70 mmHg, frequência cardíaca 125 bpm, sem déficits motores, hematoma parietal discreto.
Considerando o quadro clínico apresentado e o algoritmo PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network), a conduta recomendada é
administração de sedativo para controlar agitação e cefaleia antes da tomografia de crânio.
alta imediata com observação domiciliar, pois a perda de consciência foi breve.
apenas analgesia e observação em hospital por 6 horas antes de alta.
internação sem tomografia de crânio, realizando monitoramento neurológico contínuo.
solicitar tomografia de crânio imediata devido aos seguintes sinais de alto risco: perda de consciência e vômitos repetidos.
Uma adolescente de 14 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES) em atividade, apresenta febre persistente, hepatomegalia, astenia e piora do estado geral. Durante a avaliação laboratorial, são observados pancitopenia, hiperferritinemia, aumento de triglicerídeos e redução de fibrinogênio. O aspirado de medula revela presença de hemofagócitos.
Sobre os critérios clínicos e laboratoriais para diagnóstico de síndrome de ativação macrofágica (SAM), assinale a afirmativa.
O diagnóstico de SAM exige obrigatoriamente a presença de hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia.
Os critérios incluem febre persistente, esplenomegalia, pancitopenia, hiperferritinemia, e sinais de hemofagocitose na medula óssea ou outros tecidos.
A hiperferritinemia é um achado inespecífico e, por isso, não é considerada como critério diagnóstico para SAM.
O diagnóstico de SAM é baseado exclusivamente em critérios laboratoriais, independentemente de manifestações clínicas.
A síndrome de ativação macrofágica é diagnosticada exclusivamente por critérios clínicos sem a necessidade de exames laboratoriais complementares.
Menino com 4 semanas de vida, apresentando vômitos não biliosos explosivos, após mamadas. Ultrassonografia realizada demonstrou distensão gástrica, com extensão pilórica de 1,7 cm e espessura da camada muscular maior que 0,3 cm.
O caso sugere o diagnóstico de
atresia duodenal.
estenose duodenal.
estenose hipertrófica do piloro.
atresia jejunal.
volvo do intestino médio.
Um neonato com 20 dias de vida foi internado na UTI, com uma hipótese diagnóstica de estenose hipertrófica de piloro, para hidratação, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos e posterior correção cirúrgica quando estiver mais estável.
Com relação aos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos, é correto afirmar:
a hipocalemia na estenose hipertrófica de piloro ocorre exclusivamente devido à perda urinária de potássio.
a alcalose metabólica observada em pacientes como esse está associada a um aumento na excreção renal de bicarbonato.
o diagnóstico é confirmado pela presença de hiperpotassemia e acidose metabólica secundária à obstrução do piloro.
o tratamento é cirúrgico e não deve ser postergado para a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos.
a perda de íons de hidrogênio e cloro devido aos vômitos persistentes contribui para o desenvolvimento da alcalose metabólica, que leva à hipocalemia.
Com relação às diretrizes do PALICC-2 de 2023 para suporte ventilatório na síndrome do desconforto respiratório agudo pediátrico (PARDS), assinale a alternativa que corresponde corretamente às diretrizes mais recentemente publicadas.
Hipercapnia permissiva pode ser realizada desde que o pH não seja inferior a 7,15.
Recomenda-se o uso de volume corrente de 8 mL por quilograma de peso absoluto, para com isso conseguir manter uma pressão inspiratória abaixo de 28 cm H2O independentemente da complacência torácica da criança.
A saturação de oxigênio deve ser mantida acima de 90% independentemente da gravidade da PARDS, do valor da FIO2 e da pressão expiratória final utilizada.
A driving pressure (também chamada de “gradiente de pressão”) deve ser mantida em valores menores ou iguais a 15 cm H2O.
Recomenda-se o uso de ventilação de alta frequência oscilatória nos casos de falha da ventilação convencional.
Paciente de 6 anos é transferido para UTI pediátrica, com febre, vômitos, cefaleia e alteração do nível de consciência. Diante da hipótese diagnóstica de meningoencefalite, é correto afirmar que o(a):
ventilação pulmonar mecânica deve ser instituída precocemente para evitar a falência respiratória
isolamento respiratório (aerossol) deve ser instituído na entrada do paciente na UTI e mantido por 12 horas
ressuscitação volêmica agressiva é importante para evitar o choque e manter a pressão de perfusão cerebral
punção lombar é realizada, porém a tomografia de crânio normal não exclui o risco de ocorrer a herniação durante o procedimento
Um bebê de 1 mês de vida, internado na unidade de terapia intensiva por uma bronquiolite desencadeada pelo vírus sincicial respiratório, está no quarto dia de evolução da doença, recebendo nebulização de oxigênio. O médico é chamado pela enfermagem para avaliá-lo, pois o paciente se encontra muito cansado. Ao entrar no leito, o médico encontra o bebê sonolento, com respiração lenta (uma respiração a cada doze segundos) e cianótico. No monitor cardíaco, a frequência cardíaca é de 51, e a saturação não mostra nenhum valor.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta a ser tomada de forma imediata.
Iniciar RCP de alta qualidade com uma relação de compressão/ventilação de 15:2, pois a frequência cardíaca está abaixo de 60.
Checar pulso e, se presente, iniciar ventilação com pressão positiva após assegurar que via aérea está pérvia.
Obter um acesso venoso e administrar epinefrina imediatamente.
Iniciar RCP de alta qualidade e administrar atropina assim que for obtido o acesso venoso.
Iniciar RCP de alta qualidade com uma relação de compressão/ventilação de 30:2, pois a frequência cardíaca está abaixo de 60.
Assinale a alternativa que descreve corretamente um aspecto crítico do manejo e da fisiopatologia do coma em crianças.
A monitorização de eletroencefalografia contínua em uma criança em coma pode ser realizada, mas frequentemente não auxilia na condução do caso, pois crises epilépticas na criança quase sempre se manifestam com quadro convulsivo, e o mal epiléptico eletroencefalográfico não convulsivo praticamente não ocorre na infância.
O coma metabólico em crianças pode ser causado por condições como hipoglicemia, erros inatos do metabolismo ou intoxicações, necessitando de diagnóstico rápido e tratamento específico.
A escala de coma de Glasgow é inadequada para a avaliação de lactentes, pois os critérios utilizados não contemplam essa faixa etária pediátrica.
A monitorização da pressão intracraniana em crianças com coma traumático deve ser evitada devido aos riscos de complicação do procedimento e ao fato de não influenciar no manejo clínico da criança.
A hiperventilação profilática é uma estratégia recomendada de rotina para o controle da hipertensão intracraniana em crianças em coma.
Paciente de 7 anos, vítima de acidente automobilístico, usando cinto de segurança, encontra-se desacordado e não responsivo aos estímulos. No exame físico, está hipocorado 3+/4+, com extremidades frias, palidez mucocutânea intensa, pulso periférico fino e enchimento capilar periférico de cinco segundos. Apresenta a marca do cinto de segurança no tórax. Os sinais vitais são: frequência cardíaca (FC) = 150bpm, frequência respiratória (FR) = 54irpm, saturação (SaO2) = 85% em ar ambiente e pressão arterial média (PAM) = 49mmHg; ausculta cardíaca com ritmo regular e bulhas normofonéticas; expansibilidade torácica assimétrica com hemitórax direito hipertimpânico com murmúrio vesicular inaudível; abdômen e membros sem alterações. O distúrbio hemodinâmico que ocorre é choque:
obstrutivo
distributivo
cardiogênico
hipovolêmico
Um escolar de 8 anos com queimaduras de 2º e 3º graus com 40% da Superfície Corpórea Queimada (SCQ), incluindo tronco e membros, encontra-se no 3º dia de internação em UTI pediátrica. Está sedado, intubado e em ventilação mecânica. Desenvolveu síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SIRS) com taquicardia persistente, febre e leucocitose. O íleo paralítico inicial está resolvendo (ruídos hidroaéreos presentes, sem distensão abdominal significativa). Qual é a estratégia de suporte nutricional mais adequada e precoce para esse paciente, visando modular a resposta hipermetabólica, preservar a barreira intestinal e otimizar a cicatrização?
Manter jejum e iniciar Nutrição Parenteral Total (NPT) central em 24-48h, com alta oferta calórico-proteica (por exemplo, 1.5x o Gasto Energético Basal [GEB], e 2.5-3 g/kg/dia de proteína) para suprir o hipermetabolismo.
Priorizar NPT periférica para evitar riscos da central, com oferta limitada de calorias e proteínas para não sobrecarregar o metabolismo, e iniciar Nutrição Enteral (NE) apenas após extubação e estabilidade hemodinâmica completa.
Iniciar NE por sonda nasoenteral o mais rápido possível (nas primeiras horas), com progressão gradual rápida conforme tolerância. Adiar NPT e usá-la apenas se a NE for contraindicada ou insuficiente por >3-5 dias, lembrando que esses pacientes têm necessidades calóricas aumentadas.
Utilizar uma fórmula enteral elementar (hidrolisada) por sonda nasojejunal desde o início, em volume pleno, para garantir máxima absorção e minimizar resíduo gástrico, associada à glutamina e arginina suplementares.
Iniciar dieta SNE clara ou água assim que os ruídos hidroaéreos estiverem presentes, progredindo rapidamente para dieta geral hipercalórica e hiperproteica, mesmo com o paciente intubado.
Paciente de 4 meses, pesando 5 kg, previamente hígida, internada em UTI pediátrica por quadro de pneumonia e síndrome do desconforto respiratório, intubada com necessidade de altos parâmetros ventilatórios. Evolui muito anasarcada, com baixo débito urinário, apesar de otimização do uso de diuréticos. Exames com piora progressiva da função renal. Indicada passagem de cateter para diálise peritoneal. Exames com Na = 139; K = 6,7; pH = 7,22; bic = 19; pCO2 = 55; ureia = 88; Cr = 1,3. Coagulograma sem alterações, não apresenta sangramentos.
Assinale a alternativa que contém a prescrição inicial adequada da diálise peritoneal para a paciente.
Solução de diálise a 2%, com potássio 2 mEq/L e heparina 500 UI/mL. Infundir 30 mL na cavidade. Tempo de permanência: 30 minutos. Tempo de drenagem: 30 minutos.
Solução de diálise a 1,5%, com potássio 2 mEq/L, sem heparina. Infundir 100 mL na cavidade. Tempo de permanência: 60 minutos. Tempo de drenagem: 20 minutos.
Solução de diálise a 1,5%, sem potássio, com heparina 500 UI/mL. Infundir 50 mL na cavidade. Tempo de permanência: 15 minutos. Tempo de drenagem: 15 minutos.
Solução de diálise a 2%, sem potássio, sem heparina. Infundir 75 mL na cavidade. Tempo de permanência: 30 minutos. Tempo de drenagem: 20 minutos.
Paciente de 3 anos, vítima de acidente automobilístico em um veículo que trafegava a 70 km/h, encontra-se no departamento de emergência. Ao exame físico apresenta-se consciente, com frequência cardíaca de 160 bpm, pressão arterial de 80 x 55 mmHg e tempo de enchimento capilar de 2 segundos, com hematoma em região abdominal.
Assinale a alternativa correta em relação aos exames utilizados na avaliação do trauma abdominal pediátrico.
O lavado peritoneal diagnóstico permanece como exame amplamente indicado na avaliação inicial de crianças com trauma abdominal contuso.
A tomografia computadorizada de abdome com contraste intravenoso é o exame de escolha para avaliação de lesões abdominais em pacientes pediátricos hemodinamicamente instáveis.
A avaliação focada com ultrassom no trauma (FAST) é útil para avaliação inicial, mas um resultado negativo não exclui a possibilidade de lesão intra-abdominal.
A radiografia simples de abdome tem boa sensibilidade para detecção de hemoperitônio e pode ser utilizada como exame de triagem inicial.