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O Programa Nacional de Triagem Neonatal - PNTN, criado em 6 de junho de 2001, é considerado um programa de grande importância nacional e de sucesso no Sistema Único de Saúde por contemplar os princípios e diretrizes fundamentais do SUS. A triagem neonatal a partir da matriz biológica, “teste do pezinho”, é um conjunto de ações preventivas, responsável por identificar precocemente indivíduos com doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, para que estes possam ser tratados em tempo oportuno, evitando as sequelas e até mesmo a morte. Além disso, propõe o gerenciamento dos casos positivos por meio de monitoramento e acompanhamento da criança durante o processo de tratamento. O exame realiza a detecção precoce das seguintes doenças congênitas:
Fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística e deficiência de biotinidase.
Fenilcetonúria, toxoplasmose congênita, anemia falciforme, fibrose cística, deficiência de G6PD e hemoglobinopatias.
Hipotireoidismo congênito, toxoplasmose congênita, sífilis congênita, anemia falciforme e fibrose cística.
Anemia falciforme, fibrose cística, hemoglobinopatias, HIV e sífilis congênita.
Qual ação mais eficaz para redução do número de RN com baixo peso ao nascer:
Solução dos problemas nutricionais maternos.
Melhorias das condições ambientais da famíia.
Melhor assistência pré-natal nas UBSs.
Melhoria das condições socioeconômicas da família.
Caso um RN não seja aprovado no exame de triagem auditiva neonatal, qual deve ser a conduta imediata desse bebê?
Repetir o exame após 24 horas.
Repetir o exame após 7 dias.
Repetir o exame após 30 dias.
Repetir o exame após 6 meses.
A radiografia de tórax é o exame de eleição para o diagnóstico das várias formas de SEAr. É fundamental, também, para a determinação do tamanho e da extensão da coleção de ar e da coexistência de outras entidades que possam facilitar ou perpetuar o escape de ar, além de permitir o acompanhamento evolutivo e avaliar a eficácia da terapêutica adotada. Na grande maioria dos casos o aspecto radiológico é típico, sendo possível definir o diagnóstico com relativa facilidade. Analise as imagens radiológicas com sinais patognomônico e assinale a alternativa da doença associada



1. Enfisema intersticial pulmonar, 2. Pneumotórax hipertensivo, 3. Pneumopericárdio.
1. Pneumonia lobar, 2. Derrame Pleural, 3. Pneumotórax não hipertensivo.
1. Enfisema intersticial pulmonar, 2. Pneumotórax não hipertensivo, 3. Pneumonia bacteriana.
1. Influenza H1N1, 2. Pneumotórax hipertensivo, 3. Pneumopericárdio.
A NIPS (Escala de Avaliação de Dor no RN e no Lactente) é composta por cinco parâmetros comportamentais e um indicador fisiológico, avaliados antes, durante e após procedimentos invasivos agudos em RN a termo e pré-termo. São parâmetros da Escala NIPS:
Expressão facial, choro e respiração.
Agitação, fontanelas e respiração.
Estado de alerta, choro e agitação.
Choro, fontanelas e expressão facial.
Recém-nascido com 14 horas de vida, 38 semanas, parto normal sem intercorrências, chorou ao nascer e Apgar 8/9. Mãe aciona equipe médica por achar seu bebê pouco reativo. Ao exame físico: T: 38.2ºC / FC: 189 bpm / FR: 60 irpm. Evoluiu com piora rápida para insuficiência respiratória. Tratando de um quadro clínico infeccioso, deve ser de origem materna ou hospitalar? Qual agente etiológico mais provável?
Hospitalar, Pseudomonas aeruginosa.
Hospitalar, Staphylococcus aureus.
Materna, Satreptococcus agalactie.
Materna, Enterobacter.
A atresia das vias biliares extra-hepáticas (AVBEH) constitui a principal causa de transplante hepático em crianças. Sobre essa anormalidade é INCORRETO afirmar que:
a poliesplenia constitui-se na anomalia mais frequente;
outras más-formações congênitas podem estar associadas, como as cardíacas;
os ductos biliares estão pérveos ao nascimento mas por dano perinatal pode ocorrer obliteração da árvore biliar;
a forma embrionária e a perinatal cursam com icterícia precoce, colúria, acolia fecal e hepatomegalia;
o único tratamento disponível é a portoenterostomia (Kasai e Suzuki, 1959) e suas modificações.
Recém-nascido a termo, nasceu bem e foi encaminhado com sua mãe ao alojamento conjunto. Com 24 horas de vida apresentou hipoatividade, vômito e distensão abdominal. Mãe teve tempo de bolsa rota superior a 24 horas. Diante da suspeita de sepse precoce a melhor conduta, dentre as abaixo, para o momento é:
internação na unidade de cuidado intermediário; colhido hemograma; cultura de sangue, líquor e urina; radiografia do abdome e tórax; instalado oximetria de pulso e antibioticoterapia empírica ampicilina com gentamicina; dieta oral zero;
internação na unidade de cuidado intensivo; colhido hemograma; cultura de sangue e líquor; radiografia do abdome e tórax; monitorização cardíaca e oximetria de pulso; antibioticoterapia empírica ampicilina com gentamicina; nutrição parenteral;
internação na unidade de cuidado intermediário; colhido hemograma; PCR; cultura de sangue, líquor e urina; radiografia do abdome e tórax; monitorização cardíaca e oximetria de pulso; antibioticoterapia ampírica com cefepime; nutrição parenteral;
internação na unidade de cuidado intensivo; hemograma; PCR; cultura de sangue, líquor; radiografia do abdome e tórax; monitorização cardíaca e oximetria de pulso; antibioticoterapia empírica ampicilina e gentamicina; dieta oral zero;
internação na unidade de cuidado intermediário; hemograma; PCR; VHS; cultura de sangue e líquor; radiografia do abdome e tórax; monitorização cardíaca; antibioticoterapia empírica ampicilina com gentamicina; dieta oral zero.
Recém-nascido a termo apresenta-se, imediatamente após o nascimento, pálido e flácido. Os passos iniciais são adotados, mas permanece flácido, sem respiração espontânea e frequência cardíaca (FC) de 40 bpm. Diante de NÃO resposta é adequado instituir:
oximetria de pulso, ventilação através de máscara e balão com oxigênio a 21%;
monitorização cardíaca, ventilação através de cânula e balão com oxigênio a 100% e massagem cardíaca;
oximetria de pulso, monitorização cardíaca e ventilação através de máscara e balão com oxigênio a 21%;
ventilação através de máscara e balão com oxigênio a 100% sincronizada a massagem cardíaca;
monitorização cardíaca, ventilação através de cânula e balão com oxigênio a 21% e massagem cardíaca.
O manejo terapêutico do recém-nascido em crise adrenal aguda requer correção urgente de problemas como:
hipovolemia e hipoglicemia;
hiponatremia e alcalose metabólica;
hipocalemia e hipoglicemia;
hipovolemia e alcalose metabólica;
hipocalemia e hiponatremia.
Na assistência perinatal humanizada os procedimentos técnicos indispensáveis à manutenção da saúde da mãe e do bebê estão em harmonia com o bem-estar psíquico da díade mãe-bebê, respeitando as individualidades e limitações que venham a se apresentar e oferecendo o suporte emocional necessário. Sobre esse tema é CORRETO afirmar:
A assistência humanizada no período neonatal não depende de acesso a pré-natal de qualidade para a mãe, visando preservação da saúde do binômio mãe - feto e englobando atividades que visem a construção da maternidade principalmente para as primíparas;
Na consulta antenatal não há necessidade de esclarecimentos, principalmente para mães de bebês de alto risco, sobre a necessidade de procedimentos de reanimação neonatal e cuidados de terapia intensiva, uma vez que podemos esperar para prestar esses esclarecimentos somente se o bebê realmente precisar de reanimação neonatal;
Na sala de parto, a mãe deve ser recepcionada em ambiente calmo e acolhedor. Bebês com boa vitalidade devem ter contato pele a pele com a mãe de forma imediata e ser amamentados na primeira hora de vida;
Não há necessidade de apoio e observação rigorosa da evolução da mãe no pós-parto e sua percepção do bebê real, uma vez que facilmente as mães fazem a transição do bebê sonhado para o bebê real e isso dificilmente determina quadros de ansiedade e depressão pós-parto.
As cardiopatias congênitas como a síndrome do coração esquerdo hipoplásico, transposição das grandes artérias (TGA), tetralogia de Fallot e atresia pulmonar com septo íntegro podem se manifestar precocemente no período neonatal. Sobre essas patologias é CORRETO afirmar:
A síndrome do coração esquerdo hipoplásico representa 7 a 9 % das cardiopatias congênitas, sendo considerada inoperável e fatal apesar do aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas;
A TGA é cardiopatia congênita cianótica determinada por falha na septação do tronco arterial que se apresenta com grave repercussão já durante o período fetal;
A TGA pode ser fatal ao nascimento caso não esteja presente concomitantemente outras anomalias como forame oval pérvio, comunicação interatrial (CIA), comunicação interventricular (CIV) ou persistência de canal arterial (PCA) uma vez que estas permitiriam a oxigenação sanguínea;
A tetralogia de Fallot é definida por presença de comunicação interventricular (CIV), estenose pulmonar infundibular, dextroposição da aorta e hipertrofia de ventrículo esquerdo.
Recém-nascido de 32 semanas de idade gestacional e 1 hora de vida apresenta desconforto respiratório. Nasceu de parto vaginal após genitora chegar em período expulsivo, a serviço de emergência obstétrica. Apresentou Apgar1’:7 e 5’:9 e recebeu ventilação com pressão positiva ao nascer. Exame físico: estado geral regular, dispneico, TSC + e TIC +, gemente, corado, hipoativo. AR: murmúrio vesicular presente, sem ruídos, pouca expansibilidade torácica, FR: 74ipm, SatO2 91% em CPAP com FiO250%.
Uma radiografia de tórax desse paciente deve mostrar
retificação de arcos costais com campos pulmonares limpos.
broncograma aéreo e infiltrado retículo granular fino e difuso.
pneumotórax e enfisema pulmonar.
broncograma aéreo e atelectasia lobar à direita.
infiltrado nodular grosseiro e irregular com áreas de hipoinsuflação.
Patologias maternas, como diabetes pré-gestacional ou gestacional, hipertensão arterial materna ou pré-eclâmpsia podem apresentar repercussões negativas intraútero e no período neonatal. Sobre os filhos de mães com patologias maternas é INCORRETO afirmar:
Os recém-nascidos filhos de mãe com diabetes pré-gestacional ou gestacional têm tendência a serem grandes para idade gestacional (GIG), estando mais expostos ao desenvolvimento de episódios de hipoglicemia com necessidade de intervenção terapêutica;
Além dos filhos de mãe diabética, os filhos de mães com pré-eclâmpsia e os filhos de mães submetidas a terapia tocolítica com beta-simpaticomiméticos para inibição do trabalho de parto prematuro também são pacientes de risco para apresentação de hipoglicemia;
A glicose é o maior substrato para o metabolismo cerebral e a presença de convulsão neonatal na vigência de hipoglicemia está associada a pior prognóstico. Atualmente existem evidências de que a hipoglicemia assintomática não é danosa ao cérebro do bebê;
Embora a hipoglicemia neonatal possa se apresentar de forma assintomática, sintomas como tremores, convulsão, cianose, hipotonia, hipotermia e insuficiência cardíaca no recém-nascido pequeno para idade gestacional (PIG) fazem parte da clínica da hipoglicemia neonatal.
Quanto à enterocolite necrosante, quais são os critérios para o diagnóstico:
Vômito, aspirado bilioso, distensão abdominal, sangue oculto ou visível nas fezes, pneumotórax intestinal, alça estomacal em posição fixa, traqueite.
Vômito, aspirado bilioso, distensão abdominal, sangue oculto ou visível nas fezes, pneumatose intestinal, alça intestinal delgado em posição fixa.
Vômito, aspirado bilioso, flacidez abdominal, sangue oculto ou visível nas fezes, pneumatose intestinal, alça intestinal delgado em posição relaxada, atelectasia.
Vômito, aspirado bilioso, distensão abdominal, sangue oculto ou visível nas fezes e na urina, pneumatose intestinal, alça do intestino grosso em posição fixa, pneumotórax.
Vômito, aspirado bilioso, flacidez abdominal, sangue oculto ou visível nas fezes, pneumatose intestinal, alça intestinal delgado em posição fixa, cardiomegalia.
A manipulação mínima oferecida ao recém-nascido refere-se a:
agrupamento de cuidados com o recém-nascido em unidades de cuidados intermediários e alojamento conjunto, seguindo protocolos nacionais, visando ao uso racional de incubadoras e berços aquecidos.
agrupamento de cuidados durante a amamentação do recém-nascido, priorizando a necessidade de estimular a sucção nutritiva no controle da dor.
conjunto de cuidados prestados pela mãe durante a internação do recém-nascido na unidade de cuidados intensivos neonatal.
agrupamento de cuidados no qual o recém-nascido é visto como o centro da assistência, o que leva os cuidadores a agirem em conjunto, priorizando a necessidade desse sujeito.
práticas assistenciais de saúde oferecidas aos recém-nascidos e família durante a internação na unidade de cuidados intensivos neonatal para prevenir infecções relacionadas a assistência.
O processo de expansão pulmonar que ocorre ao nascimento, associado a outros fenômenos fisiológicos adaptativos, leva à redução da resistência vascular pulmonar (RVP), com consequente aumento no fluxo sanguíneo que chega aos pulmões, para que o RN inicie a troca gasosa diretamente com o meio externo. Sobre esse processo é INCORRETO afirmar:
Na necessidade de instalação da ventilação mecânica convencional é importante observar intubação traqueal adequada inicialmente com pressão positiva expiratória final (PEEP) de 4 a 6 cmH2O e pressão inspiratória (PIP) mínima necessária para que haja boa expansão torácica;
Em condições onde apesar de estar se mantendo uma ventilação mecânica com parâmetros adequados não se consegue efetividade nas trocas gasosas deve-se considerar a presença de hipertensão pulmonar e indicação do óxido nítrico;
Pacientes com necessidade de oxigênio suplementar aos 28 dias de vida são definidos como portadores de Broncodisplasia Pulmonar;
Não existe nenhuma premência em reduzir o tempo e o nível de exposição do recém-nascido a radicais livres derivados da oxigenoterapia, uma vez que não existem evidências da implicação desta na retinopatia da prematuridade.
A asfixia perinatal desenvolve-se quando há hipoperfusão tecidual significativa e diminuição da oferta de oxigênio. Sobre a asfixia perinatal é INCORRETO afirmar:
A asfixia perinatal é a principal causadora da encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) sendo a taxa de mortalidade dos recém-nascidos asfixiados que desenvolvem EHI de 15 a 25%;
Dentre os recém-nascidos que sobrevivem a fase aguda da EIH, 25 a 30% apresentam como sequela mais importante a paralisia cerebral, além de retardo mental, déficit de aprendizado em níveis variados e epilepsia;
A asfixia perinatal pode evoluir com desenvolvimento de hipertensão pulmonar principalmente em bebês com síndrome de broncoaspiração meconial;
Embora a asfixia perinatal possa levar à necrose tubular aguda no concepto, não existe necessidade de estrito controle da cota hídrica diária ofertada ao RN.
De acordo com o desenvolvimento e maturação dos órgãos e sistemas no feto, a maturação pulmonar ocorre comumente em qual período gestacional? Assinale a opção correta:
Entre a 1ª a 4ª semana gestacional;
Entre a 4ª a 5ª semana gestacional;
Entre a 5ª a 10ª semana gestacional;
Entre a 30ª e 34ª semana, ou seja, bem perto das últimas semanas gestacionais.
Uma recém-nascida a termo apresentou apneia e hipotonia logo após o nascimento. O líquido amniótico era meconial.
Com base nessa situação hipotética, a conduta indicada é, além de colocar sob fonte de calor radiante, posicionar a cabeça e aspirar vias aéreas,
realizar intubação traqueal, iniciar massagem cardíaca, ventilar com pressão positiva e avaliar frequência cardíaca e respiração.
iniciar massagem cardíaca, ventilar com pressão positiva e avaliar frequência cardíaca e respiração.
realizar intubação traqueal, ventilar com pressão positiva e avaliar frequência cardíaca e respiração.
secar, reposicionar a cabeça e avaliar frequência cardíaca e respiração.
ventilar com pressão positiva e avaliar frequência cardíaca e respiração.