Questões de Concurso sobre Obstetrícia

 
 
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Sobre o caso clínico, assinale a alternativa que apresenta informações corretas a respeito dos resultados da sorologia de rubéola, hepatite e tipagem sanguínea.


A

Deve-se programar a administração da imunoglobulina anti-D à paciente para a idade gestacional de 28 semanas.


B

Deve-se vacinar a paciente com a vacina tríplice viral após as 20 semanas de idade gestacional.


C

Deve-se solicitar teste de coombs direto.


D

Caso haja um sangramento no terceiro trimestre de gestação, não há necessidade de se repetir a dose da imunoglobulina anti-D.


E

A vacina da hepatite B deve ser programada para o período puerperal.

A.N.A., 27 anos, GII PI 1N A0, idade gestacional de 39 semanas, deu entrada no PSO com queixa de perda de líquido há 30 minutos, além de início de dor tipo contração uterina. Paciente HIV positivo, em uso de TARV há poucas semanas, por ter descoberto sorologia positiva recentemente. Última carga viral: 2.000 cópias/mL e CD4: 150 células/mm3 . Pesquisa de EGB positiva. Ao exame físico: AU 37 cm; DU presente; toque vaginal: colo 3 cm, M, M, bolsa rota, com saída de líquido claro com grumos pelo OE do colo uterino. BCF: 140 bpm. Cardiotocografia: padrão tranquilizador.


De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.


A

Ampicilina dose de ataque e manutenção e indução do trabalho de parto com misoprostol.


B

AZT por 3 horas e condução do trabalho de parto com ocitocina, conforme necessidade, e de acordo com o partograma.


C

Ampicilina dose de ataque e manutenção, AZT dose de ataque e manutenção e dilatação mecânica do colo uterino com sonda de Foley


D

AZT dose de ataque e manutenção, ampicilina dose de ataque e manutenção e condução do trabalho de parto.


E

Ampicilina dose de ataque; AZT por 3 horas e interrupção da gestação via alta.

Assinale a alternativa que apresenta os diagnósticos corretos.


A

Restrição de crescimento intrauterino (RCIU) precoce; síndrome hipertensiva gestacional.


B

Feto PIG; HAC.


C

Feto de crescimento normal (biotipo dos pais); pré-eclâmpsia.


D

RCIU tardio; pré-eclâmpsia superajuntada.


E

Provável aneuploidia; iminência de eclâmpsia.

De acordo com o caso, assinale alternativa que apresenta a conduta correta.


A

Indução do trabalho de parto com misoprostol VV.


B

Interrupção da gestação via alta.


C

Indução do trabalho de parto com ocitocina EV.


D

Acompanhamento diário do ducto venoso.


E

Acompanhamento diário do índice de pulsatilidade da artéria cerebral média.

Vacinas administradas durante a gravidez protegem não só a mãe, mas também o concepto. Vacinar gestantes contribui para a imunidade de rebanho, diminuindo a propagação de doenças contagiosas na comunidade. Referente a vacinas e gestação, assinale a alternativa correta.


A

A imunização ativa durante a gravidez pode reduzir a gravidade de doenças, mas não reduz a incidência de complicações, como partos prematuros, baixo peso ao nascer e hospitalizações neonatais.


B

A vacina contra a gripe é recomendada a partir do segundo trimestre de gestação para proteger mãe e recém-nascido contra a gripe sazonal.


C

O uso de imunoglobulinas para hepatite B, raiva e varicela-zóster é seguro na gravidez e está indicado em situações de risco de infecção aguda.


D

Vacinas como febre amarela (vírus atenuado), meningocócica e pneumocócica são contraindicadas mesmo em gestantes em situação de risco.


E

Após a administração de vacinas de vírus vivos ou atenuados em mulheres em idade reprodutiva, elas devem ser aconselhadas a aguardar duas semanas após a vacinação para engravidar.

Primigesta de 39 anos, com 40 semanas de gestação, chega à emergência obstétrica em franco trabalho de parto. Realizou pré-natal sem intercorrências, exceto pela sua obesidade. Ao exame, apresentou pressão arterial de 120/80 mmHg, altura uterina de 36 cm, 4 contrações em 10 minutos, batimentos cardiofetais de 140 bpm com desacelerações. Ao exame especular, fluía líquido claro pelo orifício cervical externo; ao toque vaginal, a variedade de apresentação era cefálica transversa, no plano -1, com 7 cm de dilatação. Foi realizada cardiotocografia, cujo traçado evidenciou variabilidade da linha de base inferior a 5 bpm e desacelerações tardias recorrentes em mais da metade das contrações. Com base no quadro, qual é a causa da desaceleração intraparto e a conduta adequada no caso?


A

Compressão do polo cefálico durante as contrações – colocar a gestante em decúbito lateral esquerdo e instalar oxigênio.


B

Compressão do cordão umbilical – realizar analgesia e acompanhar o trabalho de parto.


C

Sofrimento fetal agudo – realizar cesariana de emergência.


D

Compressão do polo cefálico durante as contrações – realizar analgesia e acompanhar o trabalho de parto.


E

Sofrimento fetal agudo – realizar analgesia e parto operatório com fórcipe de Kielland.

Primigesta, 40 anos, 35 semanas de gestação, hipertensa crônica em uso de 1,5 g de metildopa ao dia, chega à emergência obstétrica referindo dor abdominal contínua. Nega sangramento vaginal ou perda líquida. Ao exame, apresenta pressão arterial de 150/100 mmHg, altura uterina de 35 cm, hipertonia uterina, batimentos cardiofetais de 100 bpm, toque vaginal evidenciando colo grosso, posterior e fechado. Qual é a conduta adequada no caso?


A

Iniciar indução do parto.


B

Realizar ultrassonografia.


C

Realizar cardiotocografia.


D

Indicar cesariana de emergência.


E

Posicionar a paciente em decúbito lateral esquerdo e iniciar tocólise.

São alterações cardiotocográficas encontradas apenas durante o trabalho de parto:


I. Taquicardia.

II. DIP precoce.

III. DIP tardia.

IV. DIP umbilical.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas I e IV.


C

Apenas II e III.


D

Apenas II, III e IV.


E

I, II, III e IV.

Secundigesta, com 22 semanas de gestação, assintomática, realiza ultrassonografia morfológica de 2º trimestre que evidencia colo uterino com 19 mm de comprimento. Está em uso de progesterona natural micronizada por via vaginal desde as 14 semanas devido a parto pré-termo com 33 semanas em gestação anterior. Nessa situação, qual é a conduta adequada?


A

Manter a progesterona, com aumento de dose.


B

Manter a progesterona e orientar repouso absoluto.


C

Suspender a progesterona e inserir um pessário.


D

Suspender a progesterona, realizar cerclagem e inserir pessário.


E

Manter a progesterona, realizar cerclagem e orientar repouso relativo.

Constitui indicação de amniotomia precoce durante o trabalho de parto a presença de:


A

Taquissistolia.


B

Sofrimento fetal agudo.


C

Placenta de inserção baixa.


D

Desproporção cefalopélvica.


E

Descolamento prematuro de placenta.

Gestante de 30 anos, G2P1, com 32 semanas e 4 dias de gestação, em pré-natal regular, sem comorbidades conhecidas. Ultrassonografia obstétrica realizada por suspeita de baixo ganho ponderal materno evidencia: peso fetal estimado: percentil 6; circunferência abdominal: percentil 4; líquido amniótico normal; placenta grau II, posterior. A Dopplerfluxometria mostrou artéria umbilical com índice de pulsatilidade elevado, fluxo diastólico presente; artéria cerebral média: índice de pulsatilidade reduzido; relação cérebro-placentária (RCP): < percentil 5 e ducto venoso: onda “a” preservada. Cardiotocografia basal reativa.


A conduta mais adequada nesse momento é


A

conduta expectante com vigilância intensificada materno-fetal.


B

internação hospitalar obrigatória até o parto.


C

iniciar corticoterapia e programar parto em 24 horas.


D

indicar amniocentese para avaliação de cariótipo fetal.


E

interrupção imediata da gestação por cesariana.

Gestante de 34 anos, G2P1, com 37 semanas e 1 dia de gestação, previamente hígida, comparece à maternidade por cefaleia leve e mal-estar. Nega escotomas, epigastralgia intensa ou dispneia. Movimentos fetais presentes.


Ao exame: PA: 150 × 112 mmHg, confirmada após 15 minutos de repouso, FC: 88 bpm, FR: 18 irpm. Sistema respiratório normal. Exames laboratoriais: plaquetas: 92.000/mm³; AST: 86 U/L; ALT: 91 U/L; Creatinina: 1,3 mg/dL; Proteinúria: 3+ em fita; CTG: reativo. Ultrassonografia fetal: feto único, crescimento adequado, líquido amniótico normal.


A conduta mais adequada é


A

alta com anti-hipertensivo oral e seguimento ambulatorial semanal.


B

observação clínica por 24 horas sem medicação específica.


C

internação, iniciar anti-hipertensivo oral e aguardar evolução até 39 semanas.


D

internação, iniciar anti-hipertensivo venoso e sulfato de magnésio venoso e programar interrupção da gestação.


E

interrupção imediata da gestação por cesariana de emergência.

Gestante de 26 anos, G1P0, com 32 semanas de gestação, procura atendimento no 5º dia de doença, com história de febre alta nos dias anteriores, cefaleia, mialgia intensa e dor retro-orbitária. Evoluiu nas últimas 24 horas com dor abdominal contínua, náuseas e vômitos persistentes e diminuição da ingesta oral. Nega sangramentos vaginais ou gengivais. Ao exame: PA 100/65 mmHg, FC 112 bpm, FR 22 irpm, temperatura 37,6 ºC, extremidades frias. Exames laboratoriais: hematócrito: 46% (pré-natal inicial: 38%), plaquetas: 88.000/mm³, leucócitos: 3.000/mm³, AST/ALT: moderadamente elevadas Teste rápido para dengue positivo.


A conduta mais adequada é


A

tratamento domiciliar com anti-inflamatório não esteroidal e hidratação oral.


B

tratamento domiciliar com hidratação oral e paracetamol.


C

tratamento domiciliar com dipirona e retorno ambulatorial em 48 horas.


D

internação hospitalar para hidratação venosa e monitorização materno-fetal.


E

antecipação do parto para evitar transmissão vertical.

Primigesta de 24 anos, em trabalho de parto ativo, evolução satisfatória da dilatação cervical e dinâmica uterina adequada. Ao toque vaginal, observa-se apresentação cefálica com mento apoiado no manúbrio esternal, variedade de posição occipitoanterior. O plano do estreito médio é ultrapassado com a sutura sagital desviada posteriormente, aproximando-se do promontório.


A adaptação da cabeça fetal ao trajeto pélvico que explica o achado descrito é


A

assinclitismo anterior.


B

assinclitismo posterior.


C

sinclitismo.


D

rotação interna incompleta.


E

deflexão da apresentação.

Mulher de 61 anos, menopausada há 8 anos, com antecedente de câncer de mama hormônio-dependente (com receptores de estrogênio e progesterona positivos), tratada há 4 anos com mastectomia, quimioterapia adjuvante e radioterapia, encontra-se em uso de inibidor de aromatase (letrozol) há 3 anos, com previsão de manutenção por mais 2 anos. Evolui com síndrome urogenital da menopausa grave, caracterizada por dispareunia incapacitante, fissuras vaginais recorrentes, ardor intenso e sintomas urinários irritativos, refratários a lubrificantes e hidratantes vaginais não hormonais utilizados de forma adequada.


À luz das evidências atuais e das recomendações para mulheres com história de câncer de mama em uso de inibidor de aromatase, é correto afirmar que


A

o uso de estrogênio vaginal em qualquer dose é absolutamente contraindicado em mulheres em uso de inibidor de aromatase, independentemente da gravidade dos sintomas.


B

o uso de estrogênio vaginal em dose ultrabaixa pode ser considerado em situações excepcionais, desde que haja falha terapêutica das opções não hormonais, discussão formal dos riscos e benefícios e decisão compartilhada com a paciente e o oncologista.


C

só está liberado para essa paciente o uso de lubrificantes e hidratantes vaginais não hormonais.


D

a terapia vaginal com laser é considerada alternativa preferencial ao estrogênio vaginal, por apresentar eficácia superior e segurança comprovada em mulheres em uso de inibidores de aromatase.


E

a interrupção temporária do inibidor de aromatase durante o uso de estrogênio vaginal elimina o risco de elevação estrogênica sistêmica e é recomendada nos casos refratários de síndrome urogenital da menopausa.

Paciente de 28 anos do sexo feminino, primigesta de 32 semanas, dá entrada no pronto-socorro com queixa de dor epigástrica intensa e visão turva que se iniciaram há 2 horas. Refere também cefaleia.

Ao exame clínico: PA 170 x 120 mmHg, reflexos patelares aumentados, Glasgow 15. Exame das mãos e pés evidencia edema importante. Proteinúria de 3+ ao sumário de urina.


Nesse caso, a medicação que deve ser iniciada imediatamente, antes de qualquer outra intervenção, é


A

hidralazina.


B

nitroprussiato.


C

nifedipino.


D

sulfato de magnésio.


E

metildopa.

Gestante de 29 anos, G2P1, em pré-natal de risco habitual, apresenta sorologia positiva para HTLV-1, confirmada por teste confirmatório. Encontra-se assintomática, sem alterações neurológicas ou hematológicas. A gestação evolui sem intercorrências.


A principal orientação que deve ser fornecida ainda no pré-natal, com impacto comprovado na redução da transmissão vertical, é


A

programar cesariana eletiva como via de parto preferencial.


B

iniciar terapia antiviral durante a gestação.


C

orientar a suspensão do aleitamento materno após o parto.


D

indicar interrupção da gestação devido ao risco fetal.


E

prescrever imunoglobulina específica para o recém-nascido.

A cesariana a pedido é definida como aquela realizada a pedido da mãe, antes do trabalho de parto, na ausência de qualquer indicação materna ou fetal. De acordo com o tema, a normativa do CFM que dispõe que é ético o médico atender à vontade da gestante de realizar parto cesariano, garantidas a autonomia do médico e da paciente e a segurança do binômio materno-fetal, é a:


A

Lei n.º 14.443/2022.


B

Resolução no 2.294/2021.


C

Lei n.º 11.105/2005.


D

Resolução n.º 1.989/2012.


E

Resolução n.º 2.284/2020.

Gestante, G3P2 (2 cesarianas, a última há 2 anos), 40 semanas de idade gestacional, foi internada na maternidade em trabalho de parto. Após 3 horas da admissão, apresentou súbita dor abdominal intensa, sangramento vaginal discreto e parada da contratilidade uterina. Exame físico: PA = 90x60 mmHg; abdome flácido, palpação fácil de partes fetais. Não foi identificado o batimento cardíaco fetal. Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.


A

Trata-se de um descolamento de placenta, sendo indicada ultrassonografia.


B

Trata-se de iminência de rotura uterina com óbito fetal.


C

Houve uma rotura uterina, evoluindo com o óbito fetal.


D

Como não ocorreu uma rotura uterina consumada, a conduta é expectante.


E

O diagnóstico é de rotura de seio marginal, sendo indicada cesariana.

Gestante, 19 anos, idade gestacional de 8 semanas, procura o pronto-socorro relatando sangramento vaginal há 1 hora. Queixa-se de dor abdominal do tipo cólica. Ao exame: BEG, PA = 120 x 70 mmHg, abdome doloroso à palpação profunda, toque vaginal = colo pérvio. Assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico e a conduta indicada para esse caso.


A

Abortamento retido; ultrassonografia.


B

Abortamento retido; beta-hCG quantitativo.


C

Abortamento inevitável; esvaziamento uterino.


D

Abortamento inevitável; cerclagem uterina.


E

Insuficiência istmocervical; cerclagem uterina.

 
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