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O planejamento por radioterapia de intensidade modulada (IMRT) permitiu o tratamento dos tumores de nasofaringe com melhor conformidade e menor toxicidade. No delineamento do volume de tratamento de áreas de alto risco de doença subclínica (CTV 59,4Gy), baseado nos volumes do RTOG 06-15, a estrutura que só é incluída em tumores T3 e T4, com doença bulky envolvendo o teto da nasofaringe, é o(a):
espaço parafaríngeo
fossa pterigoide
seio cavernoso
seio esfenoide
Homem de 54 anos com adenocarcinoma de pulmão estádio IIIB tratado, em 2018, com radioterapia e quimioterapia concomitante, apresentou cefaleia intensa e realizou RM de crânio, que revelou duas lesões cerebrais, além de PET/CT de reestadiamento, que não evidenciou doença em atividade extracraniana. O paciente foi encaminhado para avaliação de radiocirurgia e, ao ser examinado, encontrava-se lúcido e orientado, relatando que a cefaleia melhorava com o uso de analgésico comum e não manifestando outras queixas. De acordo com o Recursive Partitioning Analyses (RPA), a sobrevida média desse paciente é de:
2 meses
4 meses
7 meses
9 meses
Sobre o campo de tratamento de radioterapia de cérebro total, com base em referencias 2D, é correto afirmar que
deve incluir a calota craniana com 2 cm de luz de campo, com limite inferior em C1 e o limite anterior incluindo o seio frontal, o terço posterior da órbita e a base do crânio.
o limite de campo junto à calota craniana permite que seja poupado o couro cabeludo, diminuindo a alopecia, sendo então o limite preferencial.
colimações com chumbo próprio devem ser preferidas em relação ao uso de colimadores multilaminas porque são mais seguras e precisas.
não há necessidade de colimação do cristalino, uma vez que esses pacientes têm baixa expectativa de vida.
o uso de máscaras de imobilização é absolutamente dispensável dado o caráter paliativo de tratamento.
Sobre o tratamento preservador de órgão em câncer de bexiga, é correto afirmar que
os melhores candidatos a tratamento preservador são aqueles submetidos a RTU 3 meses antes, com doença multifocal e com preservação da função da bexiga.
a minoria dos pacientes atinge resposta completa.
a sobrevida dos pacientes submetidos a quimio e a radioterapia é inferior na comparação com pacientes submetidos a tratamento cirúrgico.
esquemas hipofracionados associados a gencitabina em baixa dose apresentam bons resultados oncológicos em pacientes idosos.
a inclusão das drenagens pélvicas na área de tratamento é consensual e deve ir até a bifurcação das ilíacas comuns.
Sobre o tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células doença avançada, é correto afirmar que
a técnica de radioterapia com intensidade modulada do feixe (IMRT) mostra melhores distribuições de dose, mas não reduz a ocorrência de pneumonite clínica.
o padrão de tratamento atual é radioterapia combinada à quimioterapia, seguida de durvalumabe.
a esofagite não costuma ser uma toxicidade relevante no tratamento desses pacientes.
pacientes com enfisema pulmonar não são candidatos a tratamento de quimio e radioterapias concomitante.
o escalonamento de dose mostrou-se superior ao esquema de 60Gy em 30 frações e por isso deve ser sempre favorecido.
Sobre o tratamento do câncer de mama hereditário, é possível afirmar que
pacientes portadoras da mutação do BRCA 1 e 2 não são candidatas a tratamento conservador de mama pelo maior risco associado de neoplasia secundária pela radioterapia.
pacientes portadoras de mutação do BRCA 1 e 2, com diagnóstico estabelecido de câncer de mama localizado em uma mama, têm indicação de radioterapia profilática da mama contralateral, conforme demonstrado em estudo randomizado israelense.
nas pacientes portadoras da mutação no p53, a mastectomia deve ser a opção de tratamento preferencial no caso dos tumores iniciais, dados os riscos associados de carcinogênese após exposição a radioterapia.
nas pacientes portadoras da mutação no p53, a radioterapia adjuvante deve ser omitida, mesmo na presença de risco de recorrência loco regional com a presença de acometimento linfonodal.
infelizmente não existem diretrizes sobre a conduta da equipe da radioterapia diante de pacientes com câncer de mama hereditário.
Acerca do estudo EORTC 10981-22023 AMAROS, assinale a alternativa que apresenta corretamente quais foram as taxas de sinais clínicos de linfedema em 5 anos com dissecção axilar versus radioterapia axilar.
5% versus 3%
23% versus 11%
13% versus 22%
14% versus 11%
17% versus 15%
Assinale a alternativa que apresenta o impacto de radioterapia de crânio total com preservação de hipocampo mais memantina em comparação a radioterapia de crânio total convencional mais memantina em um estudo de fase III.
Nenhum benefício em relação ao tratamento convencional de crânio total
Função neurocognitiva melhorada, mas pior controle do tumor intracraniano
Nenhum benefício para a função neurocognitiva, mas melhora dos sintomas relatados pelo paciente
Melhoria da função neurocognitiva e melhora dos sintomas relatados pelo paciente
Piora dos sintomas relatados pelo paciente e piora da função neurocognitiva
Assinale a alternativa que apresenta corretamente em que nível termina o saco tecal nos adultos.
T11/T12
L1/L2
L3/L4
S1/S2
S4/S5
De acordo com a International Commission on Radiation Units and Measurements (ICRU), no relatório nº 62, é definido o Volume Alvo Interno (ITV). Assinale a alternativa que apresenta o volume ou elemento que não faz parte do ITV.
Volume Tumoral Grosseiro (GTV)
Margem para compensar pequenas variações no posicionamento do paciente, incertezas mecânicas do equipamento e incertezas dosimétricas
Volume Alvo Clínico (CTV)
Margem para compensar movimentos e variações de tamanho de órgãos ou tecidos alvos ou adjacentes e eles
Margem para compensar variações de posição e forma de órgãos ou tecidos alvos ou adjacentes a eles
A respeito das complicações tardias da radioterapia de crânio total, assinale a alternativa correta.
A alopecia é complicação irreversível e ocorre geralmente após 6 meses do início do tratamento.
Prostração e náuseas estão diretamente relacionadas à dose total de tratamento.
Cefaleia é complicação tardia frequente e irreversível na maioria dos casos.
O deficit neurocognitivo está mais associado a frações diárias superiores a 3Gy, bem como à concomitância com a quimioterapia.
O uso de corticosteroides em altas doses é fator protetor para o deficit cognitivo.
Acerca do tratamento do carcinoma de útero, assinale a alternativa correta.
Histerectomia total e anexectomia, sem amostragem linfonodal rotineira, em estágios IA endometrióde grau 1 ou 2 é o tratamento padrão segundo o NCCN 2023.
O estudo PORTEC 1 consolidou a indicação de tratamento radioterápico adjuvante para tumores iniciais, estádio I, em pacientes com ao menos 1 fator de risco dos seguintes: idade acima de 60 anos, invasão miometrial profunda, histologia de alto grau.
A utilização de quimioterapia adjuvante foi consolidada no estudo PORTEC 2, o qual comparou a utilização de braquiterapia com quimiorradioterapia adjuvante em carcinomas uterinos de histologia de alto grau (endometrióide grau 3, seroso e células claras).
O estudo GOG-249, que comparou braquiterapia vaginal seguida de quimioterapia versus radioterapia externa em pacientes, não demonstrou superioridade da estratégia combinada frente a radioterapia externa, mantendo a radioterapia externa como tratamento padrão em pacientes de risco intermediário alto, ou alto risco, em estágio inicial, de carcinoma endometrióide.
Nenhuma das alternativas anteriores está correta.
Sobre braquiterapia, analise as assertivas abaixo:
I. Alta taxa de dose (HDR) é a classificação dada a fontes radioativas com atividade entre 6 a 12Gy/h.
II. São exemplos de fontes radioativas de alta taxa de dose (HDR) o Ir-192 e o Co-60 e de baixa taxa de dose (LDR) o Cs-137.
III. A braquiterapia de baixa taxa de dose tem apresentado um gradual aumento na sua utilização nas últimas décadas, tendo em vista a maior segurança na utilização dessas fontes de radiação e maior conforto no tratamento, uma vez que a entrega de radiação se faz de modo mais ágil.
IV. A braquiterapia ginecológica é prescrita usualmente, em planejamentos bidimensionais, no ponto “A”, que é definido como o ponto distante 2cm da sonda intrauterina e do centro dos ovóides.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
Assinale a alternativa que nomeia corretamente a estrutura da Figura 1:

Figura 1
Epiglote.
Jugular comum direita.
Recesso piriforme.
Prega ariepiglótica.
Tonsila palatina.
Sobre o volume alvo no tratamento radioterápico do linfoma de Hodgkin, analise as assertivas abaixo:
I. Involved-field (IFRT) inclui somente o volume de tratamento pré-quimioterapia e pós-quimioterapia no volume alvo de tratamento.
II. Involved-node (INRT) inclui somente os linfonodos PET-captantes pré-quimioterapia e linfonodos alterados pós-quimioterapia, com margem de PTV. Essa técnica exige a realização de PET-CT na posição do tratamento radioterápico previamente à realização de quimioterapia.
III. Involved-site (ISRT) inclui as regiões nas quais havia doença previamente à quimioterapia somente.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Sobre radioterapia em linfomas, assinale a alternativa INCORRETA.
A radioterapia no linfoma folicular tem potencial curativo em estágio I, mas somente paliativo em estágio II ou acima.
Na doença de Hodgkin, a radioterapia apresenta aumento de sobrevida livre de recorrência, mas não sobrevida global.
O uso de PET-CT para estadiamento do linfoma difuso de grandes células B substituiu a biópsia de medula óssea, uma vez que apresenta elevado valor preditivo negativo.
A desintensificação do tratamento com ABVD e RT para 2 ciclos de quimioterapia seguidos de 20Gy em 10 frações é indicada em pacientes com prognóstico favorável, estágio I ou II, com não mais de duas topografias acometidas, sem extensão extranodal ou massa mediastinal.
Dentre as possíveis indicações de BMO, encontra-se a exclusão de comprometimento em estágios iniciais de linfomas não Hodgkin, como MALT ocular.
Paciente de 38 anos, tabagista desde os 14 anos (32 maços-ano), etilista desde os 26 anos, vida sexual ativa e diversificada, procura atendimento médico por odinofagia progressiva e nodulação em região cervical esquerda, medindo aproximadamente 2-3cm, adjacente ao ângulo da mandíbula, aderida. Ao exame, lesão em porção posterior da língua, ulcerada, comprometendo linha média, não sendo possível avaliar limite inferior/posterior da lesão. Nodulação cervical já descrita. Sobre o caso narrado, analise as assertivas abaixo:
I. Investigação complementar com videolaringoscopia e tomografia de crânio deve ser realizada.
II. Caso confirmada suspeita clínica de carcinoma de orofaringe, a estratégia inicial deve ser cirúrgica, excetuando-se os casos de pacientes abaixo de 80 anos e tumores de base de língua, uma vez que estes apresentam baixo risco de complicação pós-operatória.
III. A pesquisa de HPV deve ser realizada, uma vez que impacta diretamente no planejamento cirúrgico do esvaziamento cervical, sendo indicado esvaziamento compreensivo em HPV positivos, níveis II a IV.
IV. As indicações de tratamento quimiorradioterápico advêm de análises de subgrupo de estudos maiores, sugerindo benefício em tumores ressecados com margens positivas ou extensão extranodal.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Assinale a alternativa correta do objetivo principal da radioterapia no tratamento tanto a síndrome de compressão medular (SCM) quanto a síndrome da veia cava superior (SVCS) no contexto de urgência oncológica.
Curativo
Redução do volume tumoral
Reduzir hemorragia
Minimizar efeitos da doença
Eliminar totalmente a pressão causada pelo Tumor
Segundo a norma CNEN 6.10, o titular de um Serviço de Radioterapia deve, obrigatoriamente, designar os seguintes profissionais para compor o corpo técnico do Serviço:
um responsável técnico e seu substituto, um supervisor de proteção radiológica de radioterapia, um especialista de física médica de radioterapia e a quantidade necessária e suficiente de técnicos qualificados de nível médio.
um responsável técnico, um supervisor de proteção radiológica de radioterapia, um especialista de física médica de radioterapia e seu substituto e a quantidade necessária e suficiente de técnicos qualificados de nível médio ou superior.
um responsável técnico e seu substituto, um especialista de física médica de radioterapia e a quantidade necessária e suficiente de técnicos qualificados de nível superior.
um supervisor de proteção radiológica de radioterapia e seu substituto, um especialista de física médica de radioterapia e a quantidade necessária e suficiente de técnicos qualificados de nível médio ou superior.
um responsável técnico e seu substituto, um supervisor de proteção radiológica de radioterapia e seu substituto, um especialista de física médica de radioterapia e a quantidade necessária e suficiente de técnicos qualificados de nível médio ou superior.
Paciente de 61 anos, do sexo masculino, procura pronto atendimento por sangramento oral. Encontra-se em relativo bom estado geral, apesar de pouco descorado. Sinais vitais não apresentam alterações. Ao exame clínico, encontra-se lesão em pilar amigdaliano direito, com aspecto tumoral e 3 cm de tamanho. Na palpação cervical, nota-se linfonodomegalia endurecida de 2 cm no nível II cervical direito. Procede-se com internação para investigação do quadro, com realização de biopsia confirmando a presênca de um carcinoma espinocelular da amigdala direita. Os exames de imagem não encontram sinais de doença a distância. Para o tratamento desse paciente, a melhor conduta é:
cirurgia do primário com linfadenectomia radical cervical à direita, seguida de radioterapia concomitante à quimioterapia com intuito adjuvante, em fracionamento convencional.
radioterapia exclusiva em fracionamento alterado, utilizando preferencialmente técnica de modulação da intensidade do feixe.
radioterapia concomitante à quimioterapia, com fracionamento convencional.
quimioterapia de indução, preferencialmente com 3 drogas, seguida de radioterapia concomitante à quimioterapia.
radioterapia concomitante a cetuximab, pela superioridade em sobrevida em relação ao tratamento com quimioterapia concomitante.