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Sobre as compressões torácicas de boa qualidade durante a RCP, todas as seguintes práticas são recomendadas, EXCETO:
Deprimir o tórax em no mínimo 5 cm e no máximo 6 cm e permitir o completo retorno entre as compressões.
Manter uma frequência de compressões de 100 a 120/min.
Alternar os profissionais que aplicam as compressões a cada 2 minutos para evitar fadiga.
Minimizar a ventilação durante as compressões para priorizar o fluxo sanguíneo.
Analise as seguintes assertivas sobre o atendimento de uma parada cardiorrespiratória (PCR):
I. A Fração de Compressão Torácica de 80% indica uma reanimação cardiopulmonar de alta qualidade.
II. Em um paciente sem pulso central palpável, com taquicardia ventricular ao monitor, é recomendado manter as compressões torácicas por 1 minuto e após realizar a desfibrilação ventricular.
III. A lidocaína pode ser utilizada na fibrilação ventricular refratária na dose inicial de 1 a 1,5 mg/kg em bolus endovenoso.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
De acordo com o Protocolo SAMU 192 para emergências clínicas de suporte avançado de vida em casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre os sinais e sintomas que podem indicar a ocorrência de um AVC e que justificam a inclusão do paciente no protocolo está(ão):
I. Início súbito de déficits neurológicos focais.
II. Distúrbios da fala.
III. Alteração da consciência.
IV. Dificuldade súbita para deambular.
Quantos dos itens está(ão) CORRETO(S)?
Apenas 1 deles.
Apenas 2 deles.
Apenas 3 deles.
Todos os 4.
Em pacientes previamente diabéticos – sem outras comorbidades e vícios – que chegam à emergência sintomáticos e com hipoglicemia confirmada deve-se:
administrar glicose por via oral
infundir até 50 g de glicose a 50%
indicar alimentação com carboidratos
administrar de 100-300 mg de tiamina
utilizar 500mg de glucagon intramuscular
Hipotensão, taquicardia e vasodilatação periférica após contato com a administração de contraste venoso, ao realizar um exame complementar, são características de um choque:
séptico
obstrutivo
anafilático
cardiogênico
hipovolêmico
Uma mulher de 64 anos, hipertensa, diabética e com histórico de infarto do miocárdio há 3 anos, chega ao pronto-socorro com queixa de dor torácica em aperto, irradiando para o pescoço, iniciada há 3 horas. A dor não aliviou com repouso. O eletrocardiograma (ECG) mostra alterações inespecíficas de repolarização ventricular, sem supradesnivelamento do segmento ST. A dosagem de troponina revelou elevação significativa. O paciente está hemodinamicamente estável, com pressão arterial de 155/85 mmHg e frequência cardíaca de 52 bpm. Ausculta pulmonar sem crepitações ou sibilos, sem sinais de insuficiência cardíaca aguda. A equipe médica decide internar a paciente para estudo coronariano invasivo, haja vista o escore de risco ter sido calculado como de alto risco.
Qual deve ser a conduta inicial mais adequada no pronto-socorro para essa paciente?
Iniciar ácido acetilsalicílico (AAS) em dose de ataque, heparina em dose plena e infusão de nitroglicerina contínua, reservando o segundo antiagregante plaquetário para após a definição da anatomia coronariana no cateterismo, o qual deve ser realizado em até 24 horas.
Administrar ácido acetilsalicílico (AAS), iniciar heparina em dose plena, infusão de nitroglicerina contínua, reservando o segundo antiagregante plaquetário para após a definição da anatomia coronariana no cateterismo, o qual deve ser realizado em até 48 horas.
Iniciar dose de ataque de ácido acetilsalicílico (AAS) e clopidogrel na sala de emergência, seguido de infusão de nitroglicerina contínua e encaminhar imediatamente o paciente para cateterismo cardíaco de emergência em até 2 horas.
Administrar ácido acetilsalicílico (AAS) em dose de ataque, iniciar heparina não fracionada contínua, infusão de betabloqueador intravenoso e observar o paciente até o cateterismo.
Iniciar ácido acetilsalicílico (AAS) e ticagrelor em dose de ataque, infusão de nitroglicerina contínua e heparina de baixo peso molecular, transferindo o paciente para cateterismo cardíaco nas próximas 24 horas.
Um homem de 58 anos, com diagnóstico prévio de cirrose hepática etanólica, em uso domiciliar de espironolactona 100m/dia e furosemida 40mg/dia, apresenta-se ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal difusa e febre (38,5°C) iniciadas há 24 horas. Ele relata aumento do volume abdominal e piora da dispneia nas últimas semanas. Ao exame físico, encontra-se ictérico, com edema de membros inferiores e ascite tensa. Dados vitais: PA 100/60 mmHg, FC 102 bpm, FR 20 irpm, SpO2 95% ar ambiente. A paracentese diagnóstica revelou um líquido ascítico turvo com 500 células/mm³, das quais 80% são neutrófilos. Laboratório revelou hiperbilirrubinemia (bilirrubinas totais 4,5), ureia 52 mg/dL, creatinina 1,1 mg/dL.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para esse paciente no pronto-socorro?
Iniciar antibioticoterapia empírica com ceftriaxone e albumina 1 g/kg/dia, manter medicações de uso domiciliar e internação hospitalar.
Iniciar antibioticoterapia empírica com cefepime, aguardar resultado de função renal e, se disfunção renal, iniciar expansão com albumina 1,5 g/kg/dia em regime hospitalar.
Iniciar antibioticoterapia empírica com cefotaxima e albumina 1,5 g/kg/dia, suspender medicações de uso domiciliar e internação hospitalar.
Iniciar antibioticoterapia empírica com cefotaxima, suspender medicações de uso domiciliar, internação hospitalar, sem indicação de albumina endovenosa.
Iniciar albumina intravenosa, furosemida endovenosa e aguardar os resultados da cultura do líquido ascítico para iniciar antibióticos.
Sobre as síndromes medulares, assinale a alternativa correta.
Na síndrome anterior da medula acontece pressão sobre as artérias espinhais da medula ocasionando danos na região anterior da medula
Na síndrome de Brown-Séquard acontece perda de sensibilidade nos membros inferiores bilateralmente
Na síndrome central da medula acontece perda desproporcional de força entre membros inferiores e superiores. Os membros inferiores são apresentam menor força que os membros superiores
Na síndrome central da medula acontece lesão por hiperextensão da medula lombar
A síndrome anterior da medula é explicada pela perda isolada de força em membros superiores
Assinale a alternativa que apresenta o tipo de acidente em que são observadas as úlceras de Roentgen.
Exposição a benzeno
Exposição a fenóis
Exposição a antraz
Exposição radiativa
Exposição a baixas temperaturas
Uma paciente, sexo feminino, 68 anos, é trazida ao pronto-socorro com suspeita de Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico. O intervalo entre o início dos sintomas e a hora da avaliação médica foi de cerca de 3h. A trombólise venosa para essa paciente será contraindicada de forma absoluta se houver:
qualquer trauma recente
condição diabética hemorrágica
trombo intraventricular esquerdo
TC de crânio sem evidência de hemorragia
AVC isquêmico ou TCE grave nos últimos 3 meses
A principal causa de pancreatite aguda é:
biliar
alcoólica
idiopática
hiperlipidêmica
hipercalcêmica
Um jovem de 25 anos é resgatado após um deslizamento de terra no bairro de Bultrins, Olinda. Ele está preso em uma posição anômala, com suspeita de fratura na coluna vertebral toracolombar. O paciente está consciente, mas queixa-se de dor intensa e incapacidade de mover as pernas. Há risco de agravar a lesão se for mobilizado incorretamente.
Qual é o procedimento correto de remoção e transporte no cenário pré-hospitalar para minimizar o risco de lesões adicionais?
Administrar analgésicos potentes antes de qualquer imobilização e observar a resposta clínica antes de decidir a remoção.
Realizar tração manual dos membros inferiores antes de imobilizar a coluna para aliviar a pressão.
Colocar o paciente em posição semissentada para aliviar a pressão sobre a coluna toracolombar.
Transportar o paciente manualmente, sem prancha, para evitar a movimentação brusca durante o resgate.
Aplicar imobilização cervical e usar prancha rígida com técnica de rolamento em bloco (log roll).
A anafilaxia é uma reação alérgica grave que requer intervenção imediata. Sobre a administração de epinefrina subcutânea como tratamento inicial em casos de anafilaxia, é correto afirmar que:
A epinefrina deve ser administrada por via subcutânea, pois essa via promove uma ação mais prolongada, evitando recidivas precoces da reação anafilática.
A administração de epinefrina subcutânea reduz a vasodilatação e a permeabilidade vascular, prevenindo o edema laríngeo e o choque circulatório.
A via subcutânea é preferida em anafilaxia leve, enquanto a via intramuscular é indicada apenas em casos de anafilaxia grave com parada cardiorrespiratória iminente.
A epinefrina subcutânea é mais eficaz em pacientes pediátricos, pois a absorção lenta é melhor tolerada, prevenindo os efeitos colaterais cardiovasculares.
A via subcutânea é contraindicada em casos de anafilaxia, sendo a via intramuscular no músculo vasto lateral a recomendada devido à rápida absorção e efeito imediato.
A laringoscopia é uma técnica crucial para o sucesso da intubação orotraqueal em emergências. Sobre os cuidados técnicos durante a laringoscopia, é correto afirmar que:
A laringoscopia deve ser realizada com o paciente em posição neutra, sem necessidade de hiperextensão do pescoço, para evitar lesões na coluna cervical.
A lâmina curva do laringoscópio deve ser inserida diretamente na glote para visualizar as cordas vocais de forma mais rápida e precisa.
A lâmina reta é preferencial em adultos, pois proporciona melhor visibilidade da epiglote e facilita a inserção do tubo endotraqueal em emergências.
A tração do laringoscópio deve ser feita no sentido cranial, evitando movimentos laterais que podem causar trauma nas estruturas laríngeas.
A introdução do tubo endotraqueal deve ser acompanhada pela ausculta bilateral imediata dos pulmões, dispensando confirmação por capnografia.
As crises de cefaleias em salvas são tão ou mais intensas que as de migrânea e necessitam ser devidamente controladas. O tratamento deve ser iniciado com:
AINE
opioide
analgésicos
oxigenoterapia
hidratação severa
Você está administrando compressões torácicas durante uma tentativa de reanimação cardiopulmonar de um usuário adulto do serviço de saúde da sua região que entrou em colapso ao entrar na Unidade Básica em que você trabalha.
Que frequência você deve usar para administrar as compressões?
80 a 90/min.
Mínimo de 100/min.
100 a 120/min.
Superior a 120/min.
Durante o atendimento a um paciente adulto em crise convulsiva, quais são os cuidados específicos a serem observados na administração de Diazepam e Fenitoína, de acordo com os protocolos de emergência?
Diazepam deve ser diluído antes da administração, e a Fenitoína pode ser administrada por via subcutânea.
Diazepam não deve ser diluído, e a Fenitoína deve ser administrada apenas por via intravenosa de grosso calibre.
Diazepam deve ser administrado via intramuscular, e a Fenitoína pode ser administrada rapidamente sem riscos.
Diazepam deve ser administrado somente se a crise ainda estiver em andamento, e a Fenitoína deve ser administrada com solução glicosada.
Um jovem, 21 anos, negro, comparece ao pronto-socorro com queixa de fadiga, tolerância reduzida aos esforços, dor óssea, dor torácica e febre baixa. No exame físico, notam-se mucosas pálidas, discreta icterícia e coloração de pele acinzentada. O diagnóstico mais provável é:
anemia hipoproliferativa da insuficiência renal
leucemia linfoide crônica
leucemia mieloide aguda
anemia megaloblástica
anemia falciforme
O ataque isquêmico transitório (AIT) é uma condição neurológica que requer diagnóstico rápido e preciso. Sobre os cuidados e a identificação do AIT durante o exame físico, é correto afirmar que:
A avaliação da pressão arterial e dos batimentos cardíacos é irrelevante para o diagnóstico do ATT.
A presença de perda de sensibilidade ou paralisia em um lado do corpo é um sinal comum de AIT.
A realização de tomografia computadorizada é desnecessária para descartar diagnósticos diferenciais no ATT.
A febre e os calafrios são manifestações frequentes no ATT.
A identificação de circulação colateral visível na pele é um sinal típico de AIT.
Com base na Escala de Glasgow (1974) que vai de 3 a 15 e se baseia em um esquema de estímulo e resposta, tem-se que de 15 a 12 o indivíduo está normal e consciente. De 11 a 7 o estado é de coma intermediário e de 6 até 3 o coma é profundo. Neste último nível existem grandes probabilidades morte cerebral ou então de persistência do estado vegetativo.
Certo
Errado