Questões de Concurso sobre Socorrista

 
 
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Paciente adulto em parada cardiorrespiratória encontra-se intubado e em RCP.

Está disponível capnografia quantitativa de forma de onda, que mostra EtCO2 persistentemente em 7 mmHg após vários ciclos de compressões torácicas.

De acordo com as diretrizes do ACLS, assinale a opção que apresenta a interpretação e a conduta mais adequadas.


A

Tal valor de EtCO2 é esperado durante RCP, devendo-se manter qualidade das compressões e não utilizar esse dado para qualquer decisão.


B

Tal valor de EtCO2 sugere compressões torácicas excessivamente vigorosas, devendo-se reduzir a profundidade das compressões.


C

Um EtCO2 tão baixo sugere baixa eficácia circulatória - otimizar imediatamente a qualidade da RCP e reconhecer o pior prognóstico se o valor permanecer < 10 mmHg após cerca de 20 minutos.


D

Tal valor de EtCO2 indica retorno de circulação espontânea (RCE) iminente, e deve-se interromper as compressões para checar pulso.


E

O EtCO2 não tem papel estabelecido durante RCP no ACLS, sendo útil apenas para confirmar posição do tubo orotraqueal.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Paciente com doença hepática grave, decorrente de cirrose biliar primária, é levado ao pronto-socorro com sangramento gastrointestinal inferior. Ele é estabilizado e aguarda a realização de uma endoscopia de urgência.


Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta em relação aos defeitos de coagulação associados à doença hepática desse paciente.


A

A administração rotineira de vitamina K por via subcutânea é eficaz para reverter rapidamente a coagulopatia em todos os pacientes com doença hepática crônica descompensada.


B

A correção do INR para valores abaixo de 1,5, com plasma fresco congelado, é uma meta terapêutica essencial antes de qualquer procedimento invasivo para prevenir sangramentos graves.


C

Em caso de sangramento ativo e refratário, a reposição de fibrinogênio com crioprecipitado é uma terapia mais direcionada e segura do que a administração de plasma fresco congelado.


D

O concentrado de complexo protrombínico de 4 fatores é a terapia de primeira linha recomendada para reverter a coagulopatia e controlar sangramentos em pacientes cirróticos.


E

O plasma fresco congelado é benéfico porque fornece apenas fatores pró-coagulantes, inclinando decisivamente a balança hemostática para a formação de coágulos sem adicionar anticoagulantes.

No âmbito dos primeiros socorros, as medidas iniciais visam preservar a vida, evitar o agravamento do quadro e promover recuperação.


Assinale a opção CORRETA:


A

Em casos de hemorragia externa, deve-se priorizar a aplicação de torniquete em qualquer situação, independentemente da gravidade.


B

Na suspeita de fratura, a imobilização do membro afetado deve incluir as articulações acima e abaixo da lesão.


C

Em vítimas inconscientes, a oferta imediata de líquidos por via oral é recomendada para evitar desidratação.


D

A verificação da respiração é dispensável quando a vítima apresenta pulso palpável.

Mulher, 29 anos é atendida pelo SAMU em domicílio, 5 dias após tireoidectomia total por bócio multinodular. Refere início súbito de parestesias periorais e em extremidades, seguido de espasmos musculares dolorosos nas mãos. Evoluiu com ansiedade intensa e dificuldade para falar. Ao exame: consciente, ansiosa, mãos em posição de espasmo carpopedal. Sinal de Trousseau positivo. ECG no monitor: QTc prolongado. A acompanhante informa que a paciente recebeu alta hospitalar há 48 horas e não iniciou suplementação prescrita.


Diante do quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica mais adequada no ambiente pré-hospitalar?


A

Hipomagnesemia aguda; administrar sulfato de magnésio IVem bolus.


B

Crise de ansiedade com hiperventilação; realizar contenção verbal e reeducação respiratória.


C

Hipocalcemia aguda; administrar gluconato de cálcio IV, sob monitorização cardíaca.


D

Tetania secundária à alcalose respiratória; administrar benzodiazepínico e oxigênio suplementar.


E

Hipopotassemia aguda; administrar cloreto de potássio IV, sob monitorização cardíaca.

Mulher, 82 anos, institucionalizada, é atendida pelo SAMU após episódio de rebaixamento agudo do nível de consciência. Acuidadora refere urina turva e com odor fétido há 2 dias, sem febre. Possui antecedentes de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE 35%) e doença renal crônica estágio 3. Faz uso regular de furosemida, carvedilol e losartana. Ao exame: Glasgow: 12 (O3 V4 M5); Temperatura= 36,1 °C; FC= 96 bpm; FR= 30 irpm; PA= 92 × 58 mmHg; SpO₂= 93% em ar ambiente. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Diurese referida nas últimas 12 horas: mínima. Glicemia capilar: 168 mg/dL.


Durante a monitorização, o acesso venoso periférico é obtido com dificuldade. Diante desse cenário, qual é a conduta mais adequada no ambiente pré-hospitalar?


A

Realizar infusão rápida de 30 mL/kg de cristaloide e aguardar normalização pressórica antes do transporte.


B

Iniciar reposição volêmica cautelosa com bolus menores, monitorizar resposta clínica, fornecer oxigênio suplementar e priorizar transporte rápido para unidade hospitalar.


C

Iniciar vasopressor por via periférica imediatamente, visando a manter PAM ≥ 65 mmHg.


D

Administrar antibiótico empírico no atendimento pré-hospitalar e retardar o transporte até a obtenção de resposta hemodinâmica.


E

Considerar delirium por desidratação e insuficiência cardíaca, priorizando restrição hídrica e observação no local.

Homem, 64 anos, encontrado em domicílio após episódio de síncope. Histórico de doença coronariana e insuficiência cardíaca. Ao atendimento inicial pelo SAMU, apresenta-se consciente, porém confuso. Após estabilização primária, são observados os seguintes parâmetros: Glasgow: 13 (O3 V4 M6); PA: 86 × 52 mmHg (PAM ≈ 63 mmHg), após 500 mL de cristaloide; FC: 122 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 92% com O₂ suplementar a 4 L/min. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Lactato capilar: 4,1 mmol/L. ECG: taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento do ST.


Durante a avaliação secundária, o paciente mantém instabilidade hemodinâmica, apesar das medidas iniciais. Considerando os critérios de gravidade e os princípios do atendimento pré-hospitalar, qual é a conduta MAIS adequada em relação ao transporte?


A

Priorizar transporte apenas se houver queda adicional do nível de consciência ou parada cardiorrespiratória.


B

Permanecer no local até completa estabilização hemodinâmica antes de iniciar o transporte.


C

Solicitar apoio de outra unidade para avaliação conjunta antes de decidir o transporte.


D

Reduzir o ritmo das intervenções para evitar iatrogenias e observar resposta clínica por período prolongado no local.


E

Iniciar transporte imediato para o hospital com suporte avançado, mantendo monitorização e intervenções durante o deslocamento.

Situação hipotética: Durante o atendimento a uma parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente hospitalar, o monitor cardíaco evidencia um ritmo de fibrilação ventricular (FV). Assertiva: A prioridade imediata, antes mesmo de iniciar as compressões torácicas, é a administração de um choque elétrico não sincronizado.


C

Certo


E

Errado

O corpo de bombeiros é acionado para socorrer um paciente de 23 anos, vítima de acidente de motocicleta. No local, o médico constata que o paciente está desorientado e com quadro de insuficiência respiratória aguda, necessitando, então, de intubação orotraqueal. Na descrição, o médico classifica a avaliação do procedimento de intubação como "Mallampati III". Tal classificação caracteriza o procedimento como sendo:


A

sem dificuldade, observam-se palato mole e úvula


B

de dificuldade moderada, observam-se palato mole e base da úvula


C

sem dificuldade, observam-se palato mole, úvula e pilares das tonsilas


D

de dificuldade moderada, observam-se palato mole, úvula e pilares das tonsilas


E

de grave dificuldade, não se observam nem o palato mole nem os pilares das tonsilas

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Paciente de 50 anos, com asma intermitente leve bem controlada, tem uma reação alérgica a uma vacina aplicada como tratamento para alergia ao ácaro. Ele tem hipertensão e está em uso de dose máxima de losartana e atenolol. Os achados incluem urticária, dor abdominal, dispneia e chiado no peito. Epinefrina intramuscular é aplicada (0,5 mg), mas os sintomas não melhoram. Os sinais vitais estão estáveis.


Nesse momento, o tratamento correto de escolha é


A

difenidramina: 25 mg, intramuscular.


B

epinefrina 1: 1.000 (1 mg/mL): 0,3 mg, intravenoso.


C

hidrocortisona: 200 mg, intravenoso.


D

glucagon: 1 mg, intravenoso.


E

terbutalina: 500 mcg, subcutâneo.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Homem de 71 anos é atendido na emergência com quadro agudo de incontinência urinária. O histórico é relevante para diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. Ele também relata dor crônica nas costas, de muitos anos de duração, que piorou recentemente. O ultrassom realizado à chegada mostra bexiga com mais de 1.000 mL de urina, sendo realizada uma cateterização vesical de alívio. O IMC é de 35 kg/m2 , mas ele relata que perdeu algum peso recentemente. Exame físico: abdome flácido e indolor; cardiopulmonar sem alteração; sensibilidade e força parecem intactas em seus membros inferiores, mas seus reflexos no joelho e no tornozelo estão diminuídos.


O exame que deve ser solicitado é


A

antígeno prostático específico.


B

punção lombar.


C

ressonância magnética da coluna.


D

tomografia de abdome e pelve.


E

urograma intravenoso.

Homem, 36 anos, é atendido pelo SAMU após ser encontrado em via pública, confuso e prostrado, cerca de 6 horas após ter participado de uma competição amadora de crossfit em dia de calor intenso. Relato de uso recente de anti-inflamatório não esteroidal e suplemento proteico. Nega trauma direto significativo. Ao exame: confuso, Glasgow 13 (E4 V4 M5), FC: 118 bpm, PA: 96 × 60 mmHg, FR: 22 irpm, SpO₂: 95% em ar ambiente. Temperatura: 38,5 °C. Aparente dor muscular difusa, principalmente em coxas e panturrilhas. Urina coletada em sonda vesical de alívio: coloração castanho-escura. Durante o transporte, são obtidos dados iniciais: Glicemia capilar: 102 mg/dL, diurese inicial reduzida. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais mostram: Creatina Quinase (CK) Total: 18.000 U/L; Creatinina: 2,3 mg/dL; Potássio: 6,1 mEq/L; Cálcio: 7,6 mg/dL. Gasometria: acidose metabólica leve.


Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, suas prováveis causas e a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar e hospitalar inicial.


A

Insuficiência renal aguda primária levando a elevação secundária de CK; o tratamento inicial deve focar no uso precoce de diuréticos.


B

O quadro sugere mioglobinúria isolada por desidratação; hidratação oral e observação são suficientes.


C

Rabdomiólise por esforço físico intenso associada a hipertermia; no APH, deve-se priorizar reposição volêmica agressiva e transporte rápido, e, no hospital, hidratação venosa guiada por diurese e monitorização de eletrólitos.


D

Rabdomiólise traumática; a ausência de trauma significativo afasta a necessidade de reposição volêmica vigorosa.


E

Rabdomiólise leve; a hipocalcemia contraindica hidratação agressiva e exige correção imediata com cálcio EV.

Mulher, 39 anos, é atendida pelo SAMU por rebaixamento progressivo do nível de consciência, agitação alternando com sonolência e episódios de vômitos. Segundo familiares, apresenta perda ponderal importante nos últimos meses, intolerância ao calor e insônia, porém sem diagnóstico médico formal. Há 48 horas, evoluiu com febre, diarreia aquosa e palpitações intensas. Ao exame: confusa, pele quente, úmida, sudoreica. Tremor fino de extremidades. Temperatura: 40,1 °C, FC: 168 bpm, PA: 150 × 86 mmHg. Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Abdome: ruídos aumentados, sem dor à palpação. Glicemia capilar: 132 mg/dL. ECG no monitor: fibrilação atrial com resposta ventricular rápida.


Durante o transporte, a equipe considera hipóteses diagnósticas e discute condutas iniciais. Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE identifica o diagnóstico mais provável, a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a sequência terapêutica correta no hospital.


A

Síndrome neuroléptica maligna; a ausência de rigidez muscular não afasta o diagnóstico, sendo indicado dantrolene precoce.


B

Sepse grave de foco abdominal; iniciar uso imediato de antibiótico de amplo espectro e expansão volêmica agressiva.


C

Síndrome serotoninérgica; iniciar benzodiazepínico e antagonista serotoninérgico.


D

Crise tireotóxica; a conduta inicial correta é administrar iodo imediatamente para bloquear a liberação hormonal, seguido de betabloqueador e, posteriormente, antitireoidiano.


E

Crise tireotóxica; no APH, priorizam-se suporte clínico, controle térmico e betabloqueador, e, no hospital, a sequência correta é: antitireoidiano → iodo → corticosteroide.

Homem, 68 anos, é atendido pelo SAMU com palpitações súbitas, dispneia leve e mal-estar há cerca de 6 horas. É portador de hipertensão arterial, diabetes Mellitus tipo 2 e com histórico de AVC isquêmico há 3 anos, sem sequelas. Faz uso regular de losartana e metformina. Ao exame: consciente, orientado, FC: 148 bpm, PA: 126 × 78 mmHg, FR: 20 irpm, SpO₂: 96% em ar ambiente, Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Ausculta pulmonar: sem estertores. Monitor cardíaco: fibrilação atrial (FA) com resposta ventricular rápida. Durante o transporte, o paciente mantém estabilidade hemodinâmica.


Na emergência hospitalar, após 2 horas, permanece em FA, FC média de 130 bpm, sem sinais de instabilidade. Ecocardiograma transtorácico sem trombo intracavitário nem disfunção ventricular significativa. Após 48 horas, o paciente recebe alta hospitalar.


Considerando o caso descrito, qual alternativa descreve CORRETAMENTE a conduta mais adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), hospitalar e após a alta, respectivamente?


A

APH: observação clínica | Hospital: cardioversão elétrica tardia | Pós-alta: suspensão de toda terapia se ritmo sinusal.


B

APH: cardioversão elétrica imediata | Hospital: antiagregação plaquetária | Pós-alta: betabloqueador isolado.


C

APH: cardioversão farmacológica | Hospital: alta precoce sem anticoagulação | Pós-alta: acompanhamento apenas se recorrência.


D

APH: controle da frequência cardíaca e monitorização | Hospital: estratégia de controle de frequência ou ritmo + anticoagulação | Pós-alta: anticoagulação oral contínua e controle rigoroso de fatores de risco.


E

APH: anticoagulação plena imediata | Hospital: alta direta | Pós-alta: antiagregante plaquetário.

Mulher, 60 anos, é atendida pelo SAMU após episódio de mal-estar súbito, associado à dispneia progressiva e desconforto torácico inespecífico, iniciados há cerca de 2 horas. Relata tontura e sensação de desmaio, sem perda da consciência. Antecedentes de hipertensão arterial, varizes de membros inferiores e viagem rodoviária prolongada (10 horas) há 5 dias. Ao exame: consciente, ansiosa. Sinais vitais: FC= 108 bpm; PA: 104 × 66 mmHg; FR: 24 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sem alterações. Ausculta cardíaca: bulhas normais, B2 discretamente hiperfonética. Extremidades: sem alterações. Monitor cardíaco: taquicardia sinusal. ECG: inversão de onda T em V1–V3. Durante o atendimento, após oxigênio suplementar (4 L/min), a paciente evolui com queda da pressão arterial para 88 × 54 mmHg, mantendo taquicardia.


Considerando o cenário clínico e as possibilidades diagnósticas e terapêuticas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), qual é a melhor interpretação e conduta?


A

Síncope vasovagal secundária à ansiedade; manter observação até estabilização completa.


B

Síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento; iniciar antiagregação e transporte não prioritário.


C

Tromboembolismo pulmonar de risco intermediário-alto com instabilidade hemodinâmica inicial; iniciar suporte ventilatório, volume cauteloso e transporte imediato para centro com capacidade de trombólise.


D

Pneumonia atípica de início recente; iniciar antibiótico empírico no APH.


E

Disfunção ventricular esquerda aguda; iniciar diurético e nitrato sublingual.

O atendimento inicial em situações de urgência e emergência deve seguir protocolos estabelecidos para garantir a abordagem rápida e eficaz do paciente. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.


I.Em casos de parada cardiorrespiratória, a massagem cardíaca deve ser iniciada imediatamente, com compressões torácicas em uma frequência mínima de 80 compressões por minuto.

II.A avaliação primária em um paciente politraumatizado deve seguir a abordagem do ABCDE, priorizando vias aéreas, respiração e circulação antes de prosseguir com outros cuidados.

III.O choque anafilático pode ser tratado inicialmente com antihistamínicos e corticoides, sendo a adrenalina reservada apenas para casos refratários.


Está correto o que se afirma em:


A

II, apenas.


B

III, apenas.


C

I, II e III.


D

I e II, apenas.

A única forma de acesso aos atendimentos dos centros de atendimento psicossocial (CAPS) se dá por meio de solicitação do próprio usuário, dados os aspectos éticos envolvidos nesses atendimentos.


C

Certo


E

Errado

Um paciente de 28 anos, vítima de colisão por engavetamento, dá entrada na sala de trauma trazido pelo SAMU. Ele está inconsciente, com vias aéreas obstruídas por sangue e vômito, apresenta respiração ruidosa e irregular, pulso radial filiforme e ferimento cortocontuso sangrante na coxa esquerda. Qual a primeira conduta a ser adotada para essepaciente?


A

Manter vias aéreas pérvias com cânula orofaríngea e iniciar ventilação com máscara-válvula-bolsa, enquanto solicita à equipe de anestesia intubação orotraqueal.


B

Realizar compressão direta no ferimento da coxa esquerda e iniciar reposição volêmica com solução cristaloide aquecida em acesso venoso intraósseo.


C

Imobilizar a coluna cervical, realizar exame físico rápido para identificar outras lesões e solicitar exames de imagem (radiografia de tórax e pelve).


D

Administrar oxigênio suplementar por cateter nasal a 15L/min e realizar manobra de elevação da mandíbula para garantir permeabilidade das vias aéreas.

Qual dos seguintes medicamentos pode ser indicado na ressuscitação cardiopulmonar, independentemente do ritmo da parada cardiorrespiratória?


A

Vasopressina.


B

Atropina.


C

Bicarbonato de sódio.


D

Epinefrina.


E

Amiodarona.

Sobre o manejo ventilatório de vítimas graves de afogamento (graus 4 a 6), assinale a alternativa correta.


A

Sobre o manejo ventilatório de vítimas graves de afogamento (graus 4 a 6), assinale a alternativa correta.


B

A pressão expiratória positiva final (PEEP) deve ser ajustada continuamente entre as primeiras 48 e 72h, conforme melhora clínica.


C

Deve-se manter a PaCO₂ ao redor de 35 mmHg para evitar lesão cerebral secundária, principalmente em afogamento grau 6.


D

A hipercapnia permissiva é indicada nas primeiras 24h para evitar lesões alveolares por barotrauma.


E

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), que ocorre em afogamento grau 6, tem recuperação lenta e costuma deixar sequelas pulmonares.

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é um sistema usado para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral, medindo respostas oculares, verbais e motoras. Seu escore varia de 3 a 15, indicando gravidade crescente da alteração neurológica. Sobre a Escala de Coma de Glasgow, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Flexão anormal (decorticação) na resposta motora contabiliza escore 3.


B

A ausência de resposta verbal conta como 1 ponto.


C

A abertura ocular em resposta à dor contabiliza escore 2.


D

A resposta verbal orientada conta com escore 4.


E

A extensão anormal (descerebração) contabiliza escore 3.

   
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