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Segundo Rosa (2021), 0 desenvolvimento de enfermidades como doença arterial coronariana, acidente vascular encefálico, hipertensão arterial e diabetes mellitus parece ser reduzido com o consumo adequado de fibras na dieta. Qual é a quantidade mínima na porção para que o alimento seja considerado fonte de fibras?
1,5 g por porção.
1,8 g por porção.
2,0 g por porção.
2,5 g por porção.
3,0 g por porção.
A alimentação cardioprotetora foi criada para indivíduos que já passaram por um evento cardiovascular, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) ou doença vascular periférica e também pode ser indicada para pessoas com risco cardiovascular relacionado à alimentação, como:
Sobrepeso, obesidade, doenças oncológicas, ansiedade e depressão.
Doença de Alzheimer, hipertensão arterial sistêmica controlada, dislipidemias e ansiedade.
Sobrepeso, obesidade, hipertensão arterial sistêmica controlada, diabetes mellitus tipo 2 compensada, dislipidemias e doenças cardiovasculares.
Doenças vasculares, obesidade, sobrepeso, depressão e ansiedade.
Sobrepeso, obesidade, hipertensão arterial sistêmica controlada, doenças vasculares, diabetes mellitus tipo 2 compensada e depressão.
O paciente J.R., 68 anos, internado com insuficiência cardíaca congestiva, apresenta edema de membros inferiores, dispneia aos esforços e ganho de peso relacionado à retenção hídrica. A equipe multiprofissional solicita apoio da nutrição para reduzir a sobrecarga de volume e otimizar os sintomas. Uma recomendação dietética frequentemente indicada para esse perfil clínico é:
dieta hiperproteica, para reduzir edema
restrição hídrica e de sódio, conforme gravidade clínica
suplementação de fósforo, para melhorar a função cardíaca
aumento da ingestão de sódio, para melhorar a pressão arterial
Analise as afirmativas abaixo considerando os aspectos ligados ao tratamento não medicamentoso do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).
1. Para pacientes gestantes com HAS, em situações em que a PAS esteja entre 160 e 180 mmHg, recomenda-se a adoção do tratamento não medicamentoso de maneira isolada, de forma a não promover prejuízos ao feto.
2. Recomenda-se aumentar a ingestão de potássio, consumindo mais frutas, hortaliças, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura, exceto na condição de hipercalemia.
3. Recomenda-se reduzir o consumo de sódio para até 2 g/dia (equivalente a 5 g de sal/dia).
4. Não há nível seguro para o consumo de álcool; mesmo em pequenas doses, ele causa prejuízos. 5. Recomenda-se a suplementação de cálcio, vitamina D e vitamina K para adultos com valores de PAS acima de 155 mmHg.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
Segundo a atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019), considera-se hipertensão valores de PAS e PAD iguais ou acima de:
140 por 90 mmHg.
140 por 70 mmHg.
120 por 90 mmHg.
120 por 80 mmHg.
110 por 90 mmHg.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2025), para uma paciente hipertensa, do sexo feminino, com 60 anos, quais são as recomendações para índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal (CA), respectivamente?
IMC < 25 kg/m² e CA 90 cm.
IMC < 25 kg/m² e CA 88 cm.
IMC entre 22 e < 27 kg/m² e CA 90 cm.
IMC entre 22 e < 27 kg/m² e CA 88 cm.
Sobre a dietoterapia na hipertensão arterial sistêmica, assinale a alternativa CORRETA.
Tem como objetivo alcançar alvos pressóricos (pressão arterial sistólica inferior a 120mmHg; pressão arterial diastólica abaixo de 80mmHg).
As diretrizes nacionais e internacionais sugerem ingestão máxima diária de sódio de 3.000mg/dia.
A ingestão de até 1.500mg/dia de sódio melhoraria ainda mais os níveis pressóricos.
O uso de substitutos de sal contendo cloreto de potássio não pode ser recomendado.
A cafeína promove elevação aguda da PA, em especial, nos indivíduos que não têm o hábito de ingeri-la. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2025), é considerada segura a ingestão em adultos saudáveis de até
400 mg/dia.
350 mg/dia.
250 mg/dia.
200 mg/dia.
L.M., 55 anos, sexo masculino, sofreu um infarto agudo do miocárdio. Após sua estabilização e alguns exames, foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um stent farmacológico com rapamicina, além de iniciar o uso de ácido acetilsalicílico (100 mg/dia).
Após a intervenção, foi recomendado que L.M. procurasse um(a) nutricionista para ajustes na sua dieta, visando otimizar sua recuperação. Dentre as recomendações feitas pelo nutricionista, foi sugerida a suplementação com ômega-3, especialmente com os ácidos graxos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA).
Assinale a opção que indica os efeitos benéficos do ômega-3 na saúde cardiovascular.
Diminui a formação de tromboxano, o que diminui a formação de placas de ateroma e de coágulos.
Reduz a formação de placas arterioscleróticas, pois diminui o número de plaquetas ativadas e a formação de trombos.
Reduz o índice de triglicerídeos e de HDL, e, com isso, diminui o processo inflamatório associado ao infarto do miocárdio.
Reduz o índice de triglicerídeos e de VLDL, reduzindo assim a pressão arterial do paciente, uma vez que aumenta a diurese.
Aumenta o nível de HDL e reduz os níveis de LDL, sem alterar os níveis de triglicerídeos e, com isso, diminuindo o índice de colesterol.
A hipertensão arterial sistêmica é uma condição crônica silenciosa que acomete mais de 40 milhões de brasileiros e constitui importante fator de risco cardiovascular.
Entre os medicamentos amplamente utilizados no tratamento está o captopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), cuja ação reduz a formação de angiotensina II, promovendo a vasodilatação e diminuindo a pressão arterial.
Considerando as possíveis interações entre esse fármaco e a alimentação, pacientes em uso de captopril devem ser orientados a
evitar alimentos como sardinha, chia e linhaça, pois são ricos em ácidos graxos ômega-3 que elevam a pressão arterial.
manter o uso habitual de sal de cozinha, já que a ação vasodilatadora do fármaco independe da ingestão de sódio.
evitar alimentos ricos em cálcio, como carne vermelha e leite, pois esses alimentos impactam na biodisponibilidade do alimento.
não ingerir alimentos como abacate, banana e espinafre, devido ao risco de hipercalemia decorrente da redução da excreção de potássio.
manter o consumo habitual de produtos lácteos, uma vez que o cálcio presente nesses alimentos não altera a biodisponibilidade do captopril.
Paciente masculino de 65 anos, internado há 2 meses por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior, submetido à angioplastia primária com implante de dois stents farmacológicos em artéria descendente anterior proximal.
Apresenta atualmente fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 35% (disfunção ventricular moderada a grave), Diabetes Mellitus tipo 2 com hemoglobina glicada de 8,2%, hipertensão arterial sistêmica em uso de losartana 100mg/dia e metoprolol 100mg/dia, e dislipidemia mista com LDL-colesterol de 140 mg/dL, apesar do uso de atorvastatina 40mg/dia.
Os exames complementares revelaram triglicerídeos de 280 mg/dL, HDL-colesterol de 32 mg/dL, creatinina sérica de 1,3 mg/dL (TFG 60 mL/min/1,73m²), índice de massa corporal de 29,8 kg/m², circunferência abdominal de 106 cm e proteína C-reativa ultrassensível de 4,8 mg/L. Paciente sedentário, ex-tabagista (parou há 1 mês) com carga tabágica prévia de 30 anos-maço, sem histórico familiar relevante. Mantém apetite preservado, mas refere episódios de dispneia aos moderados esforços e edema de membros inferiores discreto. Solicita orientação nutricional específica para otimização da prevenção cardiovascular secundária.
Sobre a estratégia nutricional que apresenta maior evidência para reduzir eventos cardiovasculares, assinale a afirmativa correta.
Dieta com restrição severa de carboidratos (<100g/dia) priorizando carboidratos complexos de baixíssimo índice glicêmico, aumento proporcional de gorduras insaturadas (35-40% do VCT), proteínas de alto valor biológico (1,2-1,5g/kg/dia), suplementação de ômega-3 (2-3g EPA/DHA), fibras solúveis (25-35g/dia) e micronutrientes antioxidantes específicos.
Dieta DASH modificada com restrição rigorosa de sódio (<1,5g/dia), potássio suplementar (3,5-4g/dia), proteínas magras priorizando pescados ricos em ômega-3, laticínios desnatados, grãos integrais com baixo índice glicêmico, frutas e vegetais antioxidantes, associada ao controle calórico para perda ponderal gradual (déficit de 500-750 kcal/dia).
Padrão alimentar vegetariano estrito, com eliminação completa de produtos de origem animal, enfatizando leguminosas como fonte proteica principal, grãos integrais, oleaginosas, sementes, frutas e vegetais orgânicos, suplementação obrigatória de vitamina B12, ômega-3 de fonte algal, ferro quelado e zinco, com monitorização laboratorial rigorosa trimestral.
Dieta mediterrânea rigorosamente suplementada com azeite de oliva extra-virgem (50mL/dia), oleaginosas mistas (30g/dia- nozes, amêndoas, avelãs), pescados gordurosos (≥2 porções/semana), leguminosas diárias, cereais integrais, frutas e vegetais frescos, consumo moderado de vinho tinto (150mL/dia), restrição de carnes vermelhas e processadas, com adequação calórica individualizada.
Dieta hipocalórica estruturada (1200-1500 kcal/dia) com substituição sistemática de gorduras saturadas por carboidratos complexos (60-65% VCT), proteínas magras limitadas (15-20% VCT), gorduras totais reduzidas (<25% VCT), fibras aumentadas (35-40g/dia), fracionamento em 6-8 refeições diárias, suplementação de micronutrientes e acompanhamento nutricional semanal.
A Dieta Cardioprotetora Brasileira, desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o HCor, tem como objetivo promover a saúde cardiovascular por meio da valorização de alimentos in natura e minimamente processados, preparações típicas da cultura alimentar brasileira e redução do consumo de sódio, gorduras saturadas, açúcares e ultraprocessados. Considerando essas diretrizes, assinale a condição clínica que NÃO representa uma indicação primária para a adoção dessa dieta:
Sobrepeso.
Obesidade.
Hipertensão arterial sistêmica controlada.
Arritmia cardíaca.
Dislipidemias.
Declarada “Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade” pela UNESCO em 2010, a dieta mediterrânea é amplamente reconhecida por seus efeitos benéficos à saúde, especialmente na prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que não condiz com uma recomendação típica da dieta mediterrânea:
Preferência por azeite de oliva como principal fonte de gordura culinária.
Alto consumo de frutas, hortaliças e grãos integrais.
Alto consumo de oleaginosas e sementes.
Preferência pelo consumo de vísceras e redução de consumo de carne de aves e ovos.
Utilização de ervas frescas e especiarias no preparo das refeições para redução do uso de sal.
A hipertensão arterial é uma condição multifatorial, na qual a intervenção dietética desempenha papel relevante na prevenção e no tratamento dessa condição clínica.
Considerando os nutrientes e os padrões alimentares envolvidos, assinale a alternativa correta.
A restrição de cálcio dietético é recomendada, pois o mineral estimula a retenção de sódio nos túbulos renais, aumentando a pressão arterial.
O consumo elevado de proteínas de origem animal apresenta associação consistente com redução da pressão arterial, sendo preferível em relação às proteínas vegetais.
A ingestão de álcool em pequenas quantidades exerce efeito protetor comprovado sobre a pressão arterial.
A redução do sódio associada ao aumento de potássio, magnésio e cálcio na dieta contribui para a redução da pressão arterial, sendo um dos fundamentos do padrão alimentar tipo DASH.
Com base nas informações contidas nas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão sobre tratamento não medicamentoso, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O uso de tabaco eleva a PA cerca de 5 a 10 mmHg, em média, mas não há estudos mostrando o efeito benéfico da cessação do tabagismo sobre o controle da HA, porém é comprovada a redução de risco cardiovascular e de neoplasias.
( ) A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) foi capaz de reduzir a PA, sendo o efeito atribuído ao maior consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura e cereais integrais.
( ) Dados epidemiológicos mostram que a ingestão de sódio se associa diretamente à elevação da PA, e ensaios clínicos randomizados caracterizaram o efeito hipotensor da restrição de sódio. Estudos mostram que mesmo uma pequena redução no consumo de sódio consegue produzir efeito, que é mais pronunciado em indivíduos hipertensos, em negros e em jovens.
( ) As dietas com alto teor de sódio geralmente possuem baixo teor de potássio, as quais estão associadas à menor incidência de HA.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V – V.
V – V – F – F.
V – F – V – F.
F – V – F – V.
Um paciente de 68 anos, portador de insuficiência cardíaca crônica, apresenta edema periférico grau II, dispneia aos esforços e peso 82 kg. O paciente relata ingestão elevada de alimentos processados ricos em sódio e limita sua ingestão hídrica por conta própria. Os exames laboratoriais recentes mostram natriemia 138 mEq/L e creatinina 1,2 mg/dL. Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde e recomendações nutricionais internacionais, a abordagem nutricional mais adequada para este paciente está representada na opção:
estimular ingestão líquida superior a 2,5 L/dia para compensar hipotensão, sem considerar edema
iniciar restrição hídrica rigorosa de 500 mL/dia, independentemente de sinais clínicos ou laboratoriais
monitorar os líquidos, permitindo que o paciente beba apenas conforme sede, sem avaliar retenção de líquidos
orientar redução da ingestão de sódio, realizar monitorização diária do peso e ajustar a ingestão hídrica entre 1 e 1,5 L/dia, conforme sinais de congestão
A Sociedade Brasileira de Cardiologia, no documento Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular – 2021, apresenta, em função dos riscos associados ao consumo de ácidos graxos trans, a seguinte recomendação em relação à ingestão desses compostos:
ingestão máxima de 3 g/dia.
restrição para 0,2 g/dia em indivíduos com LDL -colesterol elevado.
exclusão da dieta.
restrição para 0,6 g/dia em indivíduos com diabetes tipo 2.
substituição por ácidos graxos saturados de origem vegetal.
Dra. Mariana, nutricionista clínica em um hospital de referência, acompanha o Sr. Carlos, paciente com insuficiência cardíaca congestiva avançada e episódios recorrentes de edema pulmonar. Na condução da dietoterapia, ela sabe que a restrição hídrica é frequentemente necessária, mas o controle rigoroso do sódio e do volume hídrico deve ser cuidadosamente balanceado para evitar:
hipernatremia e hipertensão arterial
hipovolemia e hipertensão pulmonar
hiponatremia e sobrecarga de volume
hiponatremia e hipovolemia, comprometendo a perfusão renal
Pedro, 45 anos, portador de hipertensão arterial, foi submetido à avaliação nutricional. O exame de bioimpedância elétrica (BIA) revelou IMC de 32 kg/m², percentual de gordura corporal de 36% e massa magra reduzida. A principal conclusão da avaliação de composição corporal é que o paciente apresenta
sobrepeso, sem risco metabólico aumentado.
obesidade, caracterizada por excesso de gordura.
caquexia, devido à baixa massa magra e ao excesso de peso.
estado nutricional normal, pois o IMC está dentro do esperado.
Para indivíduos classificados como de alto risco cardiovascular, a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) recomenda terapia hipolipemiante de alta intensidade. Desse modo, o uso preferencial de estatina de alta potência ou terapia combinada é indicado. Nesse cenário, recomenda-se redução do LDL-c
≥ 70%, meta primária do LDL-c < 100 mg/dl.
≥ 60%, meta primária do LDL-c < 100 mg/dl.
≥ 50%, meta primária do LDL-c < 70 mg/dl.
≥ 40 %, meta primária do LDL-c < 70 mg/dl.