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A Alimentação Cardioprotetora Brasileira tem como característica principal o desdobramento das recomendações nutricionais das diretrizes em práticas alimentares condizentes com a realidade da população brasileira. Os alimentos são classificados em quatro cores, de acordo com suas características. São alimentos classificados como verde, amarelo, azul e vermelho, respectivamente:
Cenoura, farinha de mandioca, pão francês, salsicha.
Leite desnatado, arroz integral, macarrão, refrigerante.
Banana, pão francês, peixe, mortadela.
Pão integral, castanha-de-caju, frango, linguiça.
Alface, iogurte natural desnatado, batata, ovos.
A Doença Cardiovascular (DCV) constitui um grupo de doenças interrelacionadas, apresentando, como os principais fatores de risco para a doença coronariana, a hipercolesterolemia, a hipertensão arterial e o tabagismo. Além disso, de acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2017), a manutenção de uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis, juntamente com a ingestão de fitosteróis, podem beneficiar um adulto com hipercolesterolemia. Diante do que foi exposto sobre as doenças cardiovasculares e suas dietoterapias, entende-se que
segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017), a recomendação de ingestão de Ácido Eicosapentaenoico (EPA) e Ácido Docosahexaenoico (DHA), para um paciente com nível de triglicerídeos de 382 mg/dl, é de 2 a 4g/dia.
o ácido oleico colabora para a redução do colesterol sanguíneo e para a diminuição do LDL-colesterol, além de ajudar a diminuir a agregação plaquetária, e suas principais fontes são o óleo de oliva, abacate e oleaginosas.
a hipercolesterolemia é identificada pelas elevadas concentrações de VLDL e o LDL, que estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos, podendo dar origem a formação de trombos.
a dislipidemia é caracterizada por concentrações anormais de lipídios ou lipoproteínas no sangue. Indivíduos que apresentam esse quadro clínico possuem alterações no metabolismo e em seu estado nutricional.
o óleo de peixe é a principal fonte alimentar de gordura monoinsaturada responsável pelo efeito preventivo da dieta mediterrânea sobre as doenças cardiovasculares.
De acordo com o preconizado pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (HA)(Barroso et al., 2020), assinale a alternativa INCORRETA:
Estima-se que o consumo excessivo de álcool seja responsável por cerca de 10-30% dos casos de HA e por aproximadamente 6% da mortalidade de todas as causas no mundo. Para os consumidores de álcool, a ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30 g de álcool/dia. Esse limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres e indivíduos com sobrepeso e/ou triglicerídeos elevados.
A obesidade geral e a obesidade abdominal foram associadas ao aumento do risco de HA. Por outro lado, a diminuição do peso promove a diminuição da pressão arterial (PA) tanto em indivíduos normotensos quanto em hipertensos. Ser “o mais magro possível” dentro da faixa da normalidade do IMC pode ser a melhor sugestão com relação à prevenção primária da HA.
Recomenda-se que a ingestão de sódio seja limitada a aproximadamente 2 g/dia (equivalente a cerca de 5 g de sal por dia) na população em geral. Há várias propostas de dietas para a prevenção da HA, que também favorecem o controle dos hipertensos e contribuem para a saúde como um todo. Tem destaque, nesse sentido, a dieta DASH e suas variantes (baixa quantidade de gordura, mediterrânea, vegetariana/vegana, nórdica, baixo teor de carboidratos etc.). Os benefícios são ainda maiores quando ocorre em conjunto a redução de ingestão de sódio.
A suplementação de potássio constitui-se em uma alternativa segura, sem importantes efeitos adversos, com impacto modesto, mas significativo na PA, e pode ser recomendada para a prevenção do aparecimento da HA. Uma ingestão adequada de potássio, na ordem de 90 a 120 mEq/dia, pode acarretar uma diminuição de 5,3 mmHg na pressão arterial sistólica e 3,1 mmHg na pressão arterial diastólica.
As substâncias cuja suplementação tem alguma evidência de discreta redução da PA são: vitamina C, peptídeos bioativos derivados de alimentos, alho, fibras dietéticas, linhaça, chocolate amargo (cacau), soja, nitratos orgânicos e ômega 3. Já uma redução bem significativa na PA pode ser observada com a suplementação de magnésio, vitaminas combinadas, chá e coenzima Q10.
Sobre a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), assinale a afirmativa correta.
A sensibilidade da pressão arterial ao cloreto de sódio é associada com alteração no transporte iônico no músculo liso vascular que favorecem a vasodilatação.
A alta ingestão de potássio pode reduzir a pressão arterial (PA) por possuir efeito natriurético e de inibição da liberação de renina, entre outros.
Os estudos acerca do efeito do consumo de bebida alcóolica sobre a HAS sugerem uma relação linear decrescente.
O envelhecimento aumenta a resistência vascular periférica, que leva ao enrijecimento aórtico, e reduz a sensibilidade ao sal.
Sobre a terapia nutricional para pacientes com hipertensão arterial sistêmica, analise as afirmativas a seguir.
I. Consumir frutas como maçã, laranja, limão, mexerica e outras.
II. Consumir cereais e grãos integrais como linhaça, aveia e pães integrais.
III. Não é recomendado consumir leite e seus derivados, por sua alta capacidade pró-inflamatória.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), para um paciente hipertenso, com base em uma dieta de 2.000 kcal/dia, do tipo Dash, as recomendações diárias de ingestão de sódio, grãos e derivados são até
5 gramas de sódio e 5 a 6 porções de grãos e derivados.
4 gramas de sódio e 7 a 8 porções de grãos e derivados.
3 gramas de sódio e 5 a 6 porções de grãos e derivados.
2 gramas de sódio e 7 a 8 porções de grãos e derivados.
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA). Tem alta prevalência e é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares e renais, apresentando determinantes genéticos, ambientais e sociais combinados. A respeito da abordagem dietética para prevenção e tratamento da HA, avalie as afirmativas a seguir:
( ) A dieta DASH (do inglês Dietary Approach to Stop Hypertension) e suas variantes parecem ser as mais adequadas para prevenção e tratamento da HA.
( ) O aumento da ingestão de sódio na dieta tem mostrado efeito protetor no tratamento da HA, promovendo a redução da PA.
( ) A suplementação de potássio constitui-se em uma alternativa segura, sem importantes efeitos adversos, com impacto modesto, mas significativo, na PA e pode ser recomendada para a prevenção do aparecimento da HA.
A sequência que preenche adequadamente as lacunas, na ordem de cima para baixo, é:
V, V, F.
V, F, V.
F, F, V.
V, F, F.
F, V, F.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), quantas porções de alimentos recomendados em dieta do tipo DASH a serem consumidas diariamente por quem dispende de cerca de 2.000 kcal/dia?
Frutas 3 a 4, vegetais 2 a 3, laticínio dietético 1, grãos e derivados 4 a 6.
Frutas 4 a 5, vegetais 3 a 4, laticínio dietético 2, grãos e derivados 4 a 6.
Frutas 4 a 5, vegetais 4 a 5, laticínio dietético 2 a 3, grãos e derivados 7 a 8.
Frutas 3 a 4, vegetais 2 a 3, laticínio dietético 2 a 3, grãos e derivados 7 a 8.
Os glicosinolatos são um vasto grupo de compostos que tem despertado interesse na nutrição, em virtude dos efeitos benéficos que desempenham à saúde humana, incluindo redução do risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e cânceres. A alternativa que descreve adequadamente a principal fonte de glicosinolatos na dieta é:
Vegetais crucíferos.
Frutas cítricas.
Pimentas.
Cúrcuma ou açafrão da terra.
Frutas vermelhas e roxas.
São orientações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2021) em relação ao tratamento não medicamentoso:
I. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é capaz de reduzir a PA, sendo esse efeito atribuído ao maior consumo de frutas, hortaliças, laticínios integrais e cereais, além de consumo moderado de oleaginosas e redução no consumo de gorduras, doces e bebidas com açúcar e carnes.
II. O efeito hipotensor decorre do padrão de dieta DASH mais do que de seus componentes individuais — alto teor de potássio, cálcio, magnésio e fibras, com quantidades reduzidas de colesterol e gordura total e saturada.
III. A orientação nutricional deve ser centrada nas mudanças de impacto na diminuição da pressão arterial: perda de peso, aumento do consumo de frutas e vegetais e diminuição do consumo de sódio.
IV. As dietas com alto teor de sódio geralmente têm baixo teor de potássio, o que está associado à maior incidência de hipertensão arterial.
Quais estão corretas?
Apenas l e IV.
Apenas II e III.
Apenas II, Ill e IV.
I, II, Ill e IV.
As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2021) citam os fatores de risco para o desenvolvimento desta patologia, que são: idade, sexo, sobrepeso/obesidade, ingestão de sódio e potássio, álcool, sedentarismo e fatores socioeconômicos. Além desses, também são fatores de risco para desenvolvimento de hipertensão arterial:
Tabagismo, gota e consumo de drogas ilícitas.
Genética, etnia e Apneia Obstrutiva do Sono (AOS).
Dislipidemia, hérnia de hiato e enxaqueca crônica.
Descendência, diabetes e insuficiência renal crônica.
Em relação a terapia nutricional no infarto agudo do miocárdio (IAM), analisar os itens.
I. Nas primeiras 4 a 12 horas, depois de diagnosticado o evento, o paciente deverá permanecer em jejum. Para aqueles incapacitados de se alimentar por via oral, porém hemodinamicamente estáveis, deve-se iniciar terapia nutricional enteral precoce (de 24 a 48 horas).
II. Fracionamento da dieta em 3 a 4 refeições por dia com volume normal, não sobrecarregando o trabalho cardíaco no processo da digestão, e deve-se adaptar a consistência das refeições segundo as necessidades do paciente.
III. Inclusão de 20 a 30 g de fibras alimentares totais/dia para adultos, sendo que, desse total, 5 a 10g devem ser fibras do tipo solúvel (como frutas, leguminosas, aveia). As fibras auxiliam no trânsito intestinal e aumentam o volume fecal, uma vez que a necessidade de repouso absoluto na fase aguda pode resultar em obstipação intestinal. Além disso, retardam a absorção do amido e diminuem a velocidade da absorção de glicose.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas nos itens II e III.
Apenas nos itens I e III.
Em todos os itens.
Considerando a hipertensão arterial apresentada pelo paciente, avalie as orientações apresentadas a seguir.
I. Recomenda-se o consumo de café em quantidades baixas a moderadas, 200 – 300 mg de cafeína ao dia.
II. Deve ser prescrita a dieta do tipo DASH, com aumento no consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura e cereais integrais, com consumo moderado de oleaginosas e com redução no consumo de gorduras, doces, bebidas com açúcar e carnes vermelhas.
III. O consumo de sódio deve ser restrito a 2 g/dia, com substituição de cloreto de sódio por cloreto de magnésio, se não existirem restrições.
IV. O peso corporal deve ser controlado para a manutenção de IMC < 25 kg/m².
e acordo com as recomendações presentes nas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, o nutricionista deverá fornecer ao paciente as orientações
I e II.
I e III.
II e IV.
III e IV.
Os pacientes cardiopatas, devido ao uso crônico de diuréticos, são:
I – Depletados em magnésio.
II – Depletados em potássio.
III – Hiponatrêmicos e hipercalêmicos.
Marque a alternativa correta.
I e II apenas.
III apenas.
I; II e III.
II e III apenas.
I e III apenas.
Analise as afirmativas abaixo em relação à fisiopatologia das Doenças Cardiovasculares (DCV).
1. No processo de aterosclerose, a ruptura da placa de fibrina leva à formação de um aneurisma.
2. A aterosclerose é uma doença inflamatória aguda de origem genética e ambiental que ocorre em resposta à agressão endotelial, prejudicando principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre.
3. O depósito de lipoproteínas na parede arterial ocorre de maneira proporcional à concentração de LDL no plasma.
4. As placas ateroscleróticas tendem a se formar em sítios de ramificações dos vasos ou onde haja fluxo turbulento.
5. A formação da placa aterosclerótica inicia-se com a agressão ao endotélio vascular por diversos fatores de risco como dislipidemia, hipertensão arterial e/ou tabagismo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
A hipertensão arterial é caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos. Quanto à avaliação da pressão arterial em uma criança de 6 anos, é correto afirmar:
É considerado pré-hipertensão pressão arterial sistólica entre 100 e 110 mmHg e pressão arterial diastólica entre 70 e 80 mmHg, quando não há uso de medicação anti-hipertensiva.
É considerado hipertensão estágio 1 pressão arterial sistólica maior ou igual a 120 mmHg e pressão arterial diastólica maior ou igual a 80 mmHg, quando não há uso de medicação anti-hipertensiva.
Os valores limites de pressão arterial normal são avaliados por tabelas especiais que levam em consideração a idade e o percentil de estatura em que a criança se encontra.
Não é encontrado hipertensão arterial nessa faixa etária, de modo que a avaliação da pressão arterial é dispensável.
Nessa faixa etária, a hipertensão arterial é avaliada por meio de exames clínicos e sintomatologia.
A alimentação é essencial na prevenção de doenças cardiovasculares (DCV). A respeito de intervenções dietéticas nesse contexto, é correto afirmar que
todo o colesterol presente no sangue é derivado da dieta, o que reforça a importância de manter o consumo abaixo do valor de corte recomendado.
a suplementação de vitamina E deve ser associada a alimentação saudável, por ser um antioxidante protetor contra DCV.
as fibras insolúveis, representadas pela celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças), atuam diretamente sobre a colesterolemia.
o uso de substitutos do sal de cozinha com baixo teor de sódio enriquecidos com potássio não é recomendado para reduzir a ingestão de sódio, pois aumenta o risco de arritmias.
o consumo de frutas (incluindo frutas vermelhas) e vegetais, bem como peixes e óleos de peixe, promove redução do risco de DCV.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica ocasionada por anormalidade cardíaca em bombear sangue (disfunção sistólica) e/ou de acomodar o retorno sanguíneo (disfunção diastólica). Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre IC.
Os indivíduos acometidos frequentemente apresentam perda ponderal progressiva, podendo chegar ao quadro de caquexia cardíaca.
É uma doença de progressão rápida, tendo como principal causa no Brasil a cardiopatia isquêmica crônica associada à hipertensão arterial.
É uma síndrome sistêmica associada a um complexo padrão de alterações neuro-humorais e inflamatórias, incluindo a redução do catabolismo.
A dietoterapia nesses casos deve promover restrição calórica e volume reduzido, variando em função do balanço hidroeletrolítico.
O fracionamento da dieta deve ser de 3 refeições ao dia para diminuir o trabalho cardíaco e aumentar a plenitude pós-prandial.
A hipertensão arterial (HA) é definida como uma entidade multigênica, de etiologia múltipla e fisiopatogenia multifatorial. Sobre HA, é correto afirmar:
É caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos > 120/80 mmHg.
A recomendação diária de ingestão de sal (cloreto de sódio) para controle da pressão arterial é de 10 g.
Qualquer alteração no débito cardíaco ou na resistência periférica, ou em ambos, interfere na manutenção dos níveis pressóricos normais.
O plano alimentar DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) foca em nutrientes isolados e foi desenhado para testar o efeito de uma dieta sobre a diminuição da pressão arterial.
As recomendações dietéticas para controle da pressão arterial se resumem à restrição da ingestão de sódio.
Segundo Rosa (2021), são orientações nutricionais gerais ao paciente hipertenso, EXCETO:
reduzir a quantidade de sal dos alimentos e retirar o saleiro da mesa.
dar preferência a temperos naturais como timão, ervas, alho e cebola.
diminuir ou evitar o consumo de doces e bebidas com açúcar.
comer oleaginosas, sementes e grãos, de 4 a 5 porções por semana.
incluir pelo menos 1 porção de frutas/verduras no plano alimentar diário.