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A polpa dental, assim como qualquer outro tecido conjuntivo do corpo, responde à lesão no tecido por meio de inflamação. Bactérias em lesões de cárie representam a fonte mais comum de agressão e antígeno.
Em relação as características histopatológicas e fisiológicas das alterações pulpares, avalie as afirmações seguintes.
I. A pulpite reversível caracteriza-se por resposta hiperêmica em uma área localizada da polpa e pode ser acompanhada de um infiltrado leve a moderado de células inflamatórias.
II. A pulpite irreversível caracteriza-se por vasodilatação prolongada que predispõe ao edema como resultado da elevação da pressão capilar e do aumento da permeabilidade vascular.
III. Na pulpite irreversível, a liberação de enzimas proteolíticas e de radicais oxigenados por células inflamatórias promove a destruição tecidual e, na maioria das vezes, são caracterizados por microabscessos.
IV. A necrose total do tecido pulpar ocorre pela coalescência de focos localizados de tecido necrosado e na ausência de fornecimento de sangue pulpar.
Está correto apenas o que se afirma em
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
Assinale a alternativa CORRETA acerca das patologias perirradiculares.
O cisto perirradicular a princípio é resultado da resposta do hospedeiro à infecção, sendo depois também uma fonte de irritação.
As células proliferativas no centro de uma massa celular tridimensional sofrem apoptose e dão origem à cavidade cística. É possível que, durante a proliferação, estas células adquiram propriedades antigências fazendo com que sejam reconhecidas como estranhas.
O reparo das lesões císticas é difícil, visto que o sistema imune passa a não dispor de mecanismos para eliminar as células epiteliais em proliferação.
O cisto consiste em uma cavidade patológica que contém material fluido ou semissólido, composto principalmente por células epiteliais degeneradas.
O granuloma perirradicular é uma condição transitória por progredir para uma lesão cística ao se tornar epiteliado.
Sobre alterações pulpares, seus sinais e sintomas:
Dor espontânea de longa duração é característica da pulpite reversível.
Na pulpite irreversível, o paciente sente dor somente durante a realização dos testes de sensibilidade.
O complexo dentinho-pulpar pode reagir ao irritante da polpa através de deposição de dentina reacional na superfície pulpar.
Quando acessada, a polpa apresenta maior sangramento durante a pulpite irreversível.
Em qualquer estágio de alteração pulpar, a dor pode cessar com o frio.
A respeito do diagnóstico de alterações da polpa, é correto afirmar:
A pulpite irreversível sintomática é caracterizada por episódios espontâneos (não provocados) intermitentes ou contínuos de dor.
A necrose pulpar é caracterizada por dor à palpação próxima do ápice dental e não responde aos testes térmicos.
A pulpite hiperplásica é caracterizada pela sensação de pressão no dente e descoloração da coroa dental.
A pulpite reversível é caracterizada por dor pulsátil desencadeada por calor, que cessa com o frio.
A reabsorção interna é caracterizada por dor aguda, lancinante, e coloração rósea da coroa do dente.
Sobre a inflamação perirradicular aguda é incorreto afirmar:
Geralmente dá origem a sinais e/ou sintomas, incluindo dor e inchaço.
O processo agudo (sintomático) pode se desenvolver sem uma inflamação crônica precedente ou pode ser o resultado da exacerbação de uma lesão previamente assintomática crônica.
O abscesso agudo pode ser considerado como um estágio avançado da forma sintomática da periodontite apical.
A infecção apical aguda não implica em infecção concomitante do canal radicular e dos tecidos perirradiculares.
Reabsorção na câmara pulpar, com alteração cromática da coroa indica a doença pulpar (polpa viva) denominada:
Reabsorção externa.
Mancha rósea.
Reabsorção interna.
Degeneração distrófica.
Calcificação difusa.
Sobre a patologia periapical é incorreto afirmar:
As lesões periapicais na maioria das vezes correspondem a reações inflamatórias decorrentes da necrose pulpar e contaminação bacteriana do canal radicular. Aceita-se que na ausência de bactérias a inflamação apical é de pouca intensidade.
Como ocorre com inflamação de outros tecidos, uma vez removida a causa através da obturação do canal radicular, a normalidade do periápice é restabelecida.
As inflamações periapicais frequentemente são crônicas e assintomáticas.
No exame radiográfico aparecem como áreas radiopacas circunscritas e associadas a dente sem vitalidade.
Em relação às Alterações Pulpares, assinale a alternativa CORRETA:
A Pulpite reversível se caracteriza por: dor espontânea, resposta positiva aos testes térmicos, percussão e palpação negativos e periápice normal.
A Pulpite irreversível se caracteriza por: Dor espontânea, mas que cessa com analgésicos, percussão e palpação negativos e periápice normal ou levemente espessados.
A Hipersensibilidade pulpar se caracteriza por: Dor provocada, aguda e de baixa intensidade, percussão e palpação negativos e periápice espessado.
Nenhuma das alternativas estão corretas.
Analise as afirmativas abaixo sobre o tema doenças da polpa e do periápice dental, com base em Neville et al, 2009.
1. Numa pulpite aguda de caráter irreversível, a dor do dente será aguda, espontânea, difusa, contínua, pulsátil e tende a aumentar frente ao calor de um alimento.
2. O Cisto Periapical, também conhecido como Cisto Radicular, está associado ao periápice de um dente com pulpite crônica e caracteriza-se clinicamente por ser uma lesão crônica e não expansiva.
3. Histologicamente, o cisto periapical caracteriza-se por ser uma cavidade patológica, revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso com infiltrado inflamatório crônico, revestida internamente por um epitélio pavimentoso estratificado fino; na luz, encontramos fendas de cristais de colesterol.
4. No pólipo pulpar ou pulpite crônica hiperplásica, observa-se clinicamente a presença de um tecido hiperplasiado preenchendo uma cavidade decorrente de uma extensa lesão cariosa oclusal, presente num dente com sério comprometimento periodontal e com lesão de furca.
5. A Angina de Ludwig exige intervenção em ambiente hospitalar pois corresponde a disseminação de uma grave infecção odontogênica, de rápida evolução, onde ocorre tumefação nos espaços submandibulares, sublingual e submentoniano, que pode evoluir para obstrução respiratória e levar o paciente a óbito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
Paciente com 22 anos de idade, sexo masculino, tem como queixa principal “dor de dente” intensa, pulsátil e intermitente na região póstero-superior direita. Na anamnese, o paciente relata sentir dificuldade em dormir à noite devido à dor e refere algum alívio ao colocar uma compressa gelada sobre a região dolorida. O exame clínico mostra restauração Classe I em amálgama no dente 16, que apresenta resposta positiva aos testes de vitalidade pulpar. O exame radiográfico mostra a lâmina dura intacta. Este quadro clínico é compatível com o diagnóstico de
abscesso dentoalveolar agudo evoluído, requerendo o uso de antibioticoterapia prévia à intervenção pulpar.
abscesso dentoalveolar agudo na fase inicial, necessitando de desbridamento do forame apical para drenagem do exsudato.
pulpite aguda reversível, implicando a necessidade de capeamento pulpar e prescrição de analgésico e anti-inflamatório.
pulpite aguda irreversível, requerendo a realização de abertura coronária e colocação de curativo expectante à base de corticosteroide e antibiótico.
periodontite apical de origem traumática, necessitando de realização de biopulpectomia em sessão única.
A necrose pulpar é caracterizada pelo somatório de alterações que acompanham a morte celular em um tecido. Marque a afirmativa incorreta, de acordo com LOPES (2015).
A necrose de liquefação resulta da ação de enzimas hidrolíticas, de origem bacteriana e/ou endógena (neutrófilos), que promovem destruição tecidual.
A necrose de coagulação resulta de extensa desnaturação proteica, impedindo a proteólise e a total destruição da célula.
Na necrose gangrenosa, os modelos de coagulação e liquefação coexistem.
Na necrose de coagulação o suprimento sanguíneo é interrompido, causando isquemia tecidual e resultando em extensa desnaturação proteica em grandes áreas de infecção bacteriana.
Dentina que se desenvolve quando existem irritações pulpares mais intensas, como lesão de cárie, preparo cavitário, erosão e abrasão. Apresenta túbulos bastante tortuosos, irregulares com a sua luz parcialmente diminuída:
Primária.
Secundária.
Terciária.
Quaternária.
A polpa dentária está comprometida em sua capacidade de responder às agressões externas por estar confinada em um ambiente não expansível e por não possuir circulação lateral suficiente. Após a realização de uma restauração de um canino superior, com resina composta, um paciente apresenta dor intermitente, que desaparece com uso de analgésico e anti-inflamatório, tornando a polpa dentária assintomática. Porém, com alguns meses de acompanhamento radiográfico, observa-se o aparecimento de lesão periapical, que indica a necessidade de tratamento endodôntico. Entre as causas possíveis para a necrose pulpar, é INCORRETO considerar:
A produção de calor por instrumentos de alta rotação durante a preparação cavitária ou polimerização de resinas como causa do aumento da temperatura intrapulpar e, posteriormente, sua necrose.
A injeção de solução anestésica com vaso constrictor como uma das principais razões para a necrose pulpar nesses casos, visto que ela diminui o fluxo sanguíneo permanentemente.
O ressecamento durante o preparo cavitário como causa da aspiração do núcleo dos odontoblastos para dentro dos túbulos dentinários, que leva à inflamação pulpar e necrose posterior.
A contaminação durante o processo carioso e a reação pulpar que ocorre desde os estágios iniciais da doença até sua remoção por procedimentos restauradores, que podem afetar o tecido pulpar irreversivelmente.
A aplicação de agentes condicionadores ácidos na dentina que pode promover agressão química e ao mesmo tempo facilitar a entrada de bactérias na polpa, resultando em necrose.
Paciente compareceu ao consultório odontológico relatando dor espontânea e intermitente, agravada pelo calor no elemento 46. A sintomatologia relatada pelo paciente sugere quadro clínico de:
Pulpite irreversível.
Pulpite reversível.
Necrose pulpar.
Pericementite.
Hiperemia pulpar.
As manobras usadas no exame clínico, como recurso semiotécnico, para detecção da vitalidade pulpar, são:
palpação, inspeção, evidenciação de placa bacteriana.
inspeção, percussão, evidenciação de cárie.
palpação, percussão, auscultação, testes térmicos.
prevenção de cárie, percussão e palpação, teste elétrico.
As calcificações pulpares podem oferecer dificuldades ao tratamento endodôntico, quando indicado. Elas têm sido cada vez mais comuns na população à medida que os indivíduos envelhecem com a manutenção dos dentes hígidos na cavidade bucal. O tipo de calcificação que não apresenta organização lamelar, que se mostra como área de calcificação irregular, fibrilar e fina, e que, frequentemente, está paralelo aos vasos sanguíneos, podendo estar presentes na câmara pulpar ou nos canais, é denominado de
Cálculo Pulpar.
Calcificação Linear Difusa.
Calcinose Tumoral.
Calcinose Universal.
Dentículo Pulpar.
Para um correto diagnóstico das alterações pulpares e periapicais necessárias, utilizam-se alguns testes.
Com base nisso, é CORRETO afirmar que
na realização do teste elétrico, deve-se adotar corrente elétrica de baixa frequência e alta voltagem.
teste elétrico em dentes com polpa normal produzem resposta com carga de alta intensidade.
a resposta pulpar é considerada normal quando a dor cessa após os agentes térmicos serem retirados.
a polpa está vital e em estágio inicial de alteração, quando a dor for aguda e persistir após a remoção do calor.
a realização dos testes térmicos não demanda a comparação dos resultados com dentes vizinhos ou homólogos.
O dente geralmente não apresenta sintomas clínicos, não responde aos testes pulpares, a radiografia exibe radiolucidez apical, geralmente não é sensível à pressão da mordida, mas o paciente pode ter uma “sensação diferente” à percussão, e presença de fístula. O texto descrito corresponde à seguinte alteração apical:
Abscesso apical agudo.
Pericementite apical aguda.
Periodontite apical assintomática.
Abscesso apical crônico.
Periodontite apical sintomática
Podemos citar diversas causas para a pericementite apical aguda, dentre as quais:
Apenas a alternativa I e II são verdadeiras.
Apenas a alternativa II e III são verdadeiras.
Apenas a alternativa III é verdadeira.
As alternativas I; II e III são verdadeiras.
Faça a associação das alterações pulpares com os respectivos diagnósticos depois marque a alternativa correta.
I. Hiperemia
II. Pulpite Aguda Serosa
III. Periodontite Apical Aguda
IV. Abscesso Dento alveolar Agudo (em evolução)
( ) Com ou sem Vitalidade Pulpar, Dor localizada, sensível ao toque, aumento do espaço periodontal
( ) Vitalidade Pulpar, dor aguda e provocada, localizada, espaço periodontal normal
( ) Sem vitalidade pulpar, dor espontânea, localizada, pulsátil, extrusão e mobilidade dental
( ) Com Vitalidade pulpar, dor aguda e espontânea, intensa, pulsátil, hemorragia abundante
I, III, IV, II
III, I, IV, II
I, II, III, IV
II, I, III, IV
III, II, IV, I