Questões de Concurso sobre Cirurgia Bucomaxilofacial

 
 
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O tratamento cirúrgico das fraturas isoladas de sínfise e parassínfise envolve cuidados com os princípios biomecânicos no uso do material tanto para a fixação interna rígida/estável quanto para o correto processo de reparo ósseo. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.


A

A utilização de uma placa na região de sínfise é suficiente para manutenção dos segmentos ósseos.


B

O uso de placa pré-dobrada evita a diástase lingual e o alargamento facial nas fraturas de sínfise.


C

Fraturas não cominutivas são abordadas por acesso extraoral.


D

Deve-se realizar a pressão medial nos ângulos das fraturas não cominuídas para favorecer a constrição posterior.


E

O uso de parafusos bicorticais na placa da banda de compressão da borda inferior é desnecessário.

Em relação ao manejo na abordagem das fraturas do assoalho da órbita, assinale a alternativa correta.


A

Os testes de ducção forçada devem ser realizados durante a exploração do assoalho orbital.


B

Os enxertos ou implantes colocados nas fraturas complexas devem ficar 25 mm posteriores à rima.


C

As indicações clínicas para exploração orbital são a exoftalmia e a diplopia.


D

Quando houver evidências radiográficas de herniação de tecido orbital, o tratamento deverá ser conservador.


E

A fratura linear ocorre quando a rima infraorbital é atingida, deslocando o conteúdo da órbita e, posteriormente, o assoalho.

A mandíbula pode se posicionar com relação à maxila em um plano vertical, se distanciando ou se aproximando, em movimentos cêntricos de abertura e fechamento, até o completo contato dos dentes opostos. Se considerarmos dois pontos na face do paciente, um na maxila e outro na mandíbula, e medirmos a distância entre eles, teremos uma dimensão vertical.


No plano vertical podemos ter:


A

DVO


B

DVR


C

DVV


D

DVS

Sobre as hiperplasias dos maxilares, julgue a alternativa correta:


A

Em contraste com o torus mandibular, o torus palatino se desenvolve tardiamente, sendo descoberto primeiramente em adultos de meia-idade.


B

O torus mandibular pode ser diferenciado da displasia cementária periapical radiograficamente por esta apresentar contorno radiopaco definido.


C

As exostoses, geralmente, não requerem tratamento.


D

Os dentes mais comumente envolvidos com enostoses são os incisivos inferiores.

A Análise Cefalométrica apresenta-se como um passo fundamental do planejamento em Cirurgia Ortognática. A cefalometria proposta por alguns autores apresenta algumas medidas comuns com outros planejamentos e outras medidas específicas desse tipo de tratamento.

Considerando-se os aspectos de análise cefalométrica aplicada à cirurgia ortognática, abordados no livro Cirurgia Ortognática (ARAUJO, 1999.), avalie as seguintes afirmações.

I. No paciente com oclusão normal, o plano oclusal forma com o plano horizontal de Frankfurt um ângulo de 8 graus, com variação de 4 graus.

II. A medida padrão do ângulo nasolabial para pacientes adultos varia de 90 a 115 graus.

III. A posição vertical dos incisivos será considerada boa se esta medida for, em média, de 3,0mm, aceitando-se uma variação de 1,5mm.

IV. Considera-se uma altura desejável do lábio superior de 22mm, com uma variação de 2,0mm, em pacientes leucodermas.

Está correto apenas o que se afirma em


A

I e IV.


B

III e V.


C

I, II e III.


D

II, III e IV.

Caso seja detectada qualquer comorbidade durante a anamnese de pacientes traumatizados, o cirurgião bucomaxilofacial deverá solicitar obrigatoriamente uma avaliação com o médico especialista antes da realização do ato cirúrgico.

C
Certo

E
Errado
A utilização do sistema TNM (T=Tamanho do tumor primário, N=Comprometimento metastático em linfonodo, M=Metástase a distância) é de fundamental importância para um adequado planejamento terapêutico e prognóstico das lesões malignas em cavidade bucal.

C
Certo

E
Errado

O professor Arnett (2004) definiu 7 passos para o plano de tratamento cefalométrico para os casos de cirurgia Ortognátca. Dessa forma, escolha a opção que contém um desses passos:


A

Posicionamento ântero posterior da espinha nasal anterio.


B

Torque nos molares inferiores.


C

Correção do torque dos incisivos superiores.


D

Posição natural da cabeça.


E

Torque nos molares superiores.

Um paciente apresenta quadro infeccioso grave associado ao dente 16. De acordo com Hupp, Ellis II e Tucker (2009), quais espaços fasciais podem estar acometidos nessa situação?


A

Bucal, infraorbitário e pterigomandibular.


B

Infratemporal, bucal e faríngeo lateral.


C

Infraorbitário, submassetérico e temporal profundo.


D

Temporal superficial, bucal e infratemporal.


E

Infraorbitário, faríngeo lateral e bucal.

De acordo com Neville (2009), é conveniente separar as displasias cemento-ósseas com base nas características clínicas e radiográficas. Assinale a opção que apresenta corretamente esses grupos.


A

Focal, florida e osteolítica.


B

Focal, periapical e florida.


C

Periapical, fibrosa e unilocular.


D

Focal, central e agressiva.


E

Fibrosa, osteolítica e medular.

Na cirurgia bucomaxilofacial, as incisões são feitas mais frequentemente com bisturi cirúrgico. Após incisão cirúrgica, uma ferida necessita ser fechada. O meio convencional para isso é a sutura, embora outras técnicas, como a colocação de grampos ou o uso de adesivos teciduais, estejam disponíveis.

Suturar com agulha e fio de sutura proporciona melhor aposição dos tecidos e facilita a cicatrização. Os instrumentos para esse propósito são o porta-agulhas, a pinça clínica e as tesouras. Existem muitos tipos de materiais de sutura e de agulhas disponíveis. Atualmente, a maior parte das suturas já são acopladas à agulha, de modo que a colocação de fio não é mais necessária, exceto em circunstâncias excepcionais.
Existem muitos tipos de material de sutura disponíveis para diferentes usos. As principais distinções entre os fios de sutura podem ser: reabsorvíveis ou não reabsorvíveis (quando reabsorvem, demoram períodos diferentes para que isso ocorra) e; com monofilamento ou multifilamentos (também denominadas suturas torcidas).

Assinale a alternativa incorreta com relação aos tipos de suturas individuais.


A

Suturas com ácido poliglicólico e poliglactina: são muito similares. Trata-se de um produto totalmente sintético absorvido em aproximadamente 6 semanas, principalmente por hidrólise. Está disponível como multifilamento, monofilamento, multifilamento revestido e também em uma variedade de cores.


B

Polidioxanona (PDS) e poligliconato: produto biológico geralmente feito a partir do intestino da ovelha, que é um produto proteáceo. Suturas com polidioxanona e poligliconato simples são monofilamentos e reabsorvem em 5 a 7 dias. A reabsorção ocorre em virtude da ação enzimática e, por isso, muitas vezes provoca resposta inflamatória.


C

Náilon e polipropileno: são materiais de sutura com monofilamento não reabsorvíveis. Podem ser confeccionados em calibres extremamente finos e não causam irritações, de modo que frequentemente são usados para microcirurgia e sutura da pele.


D

Seda: é um produto natural produzido a partir do bicho-da-seda, usado como material de sutura não reabsorvível e sempre torcido. Seu nó é muito fácil e fica plano facilmente, mas tem de ser removido, pois alimentos tendem a ficar grudados nele; se não for mantido limpo, causará infiltração de resíduos e possível infecção.


E

Algodão: é um material natural não reabsorvível e com multifilamento, ocasionalmente, usado na mucosa. Seu nó é fácil, mas tende a provocar infiltração.

Nas fraturas em pacientes idosos que apresentam mandíbula atrófica, tem indicação o princípio de tratamento tipo load bearing, no qual placas de reconstrução são utilizadas para fixação, especialmente quando envolvem regiões de corpo e ângulo mandibular.


C
Certo

E
Errado

A rinorreia é muito comum nos traumas em terço médio, sendo que, nesses casos, pode estar associada à fratura da placa cribiforme do osso esfenoide e (ou) da parede posterior do seio frontal, e é necessária intervenção cirúrgica de urgência com a equipe da neurocirurgia.


C
Certo

E
Errado

Na luxação condilar unilateral traumática, o côndilo frequentemente se desloca para anterior. Se não for instituído tratamento adequado por meio de medicação com relaxantes musculares e fisioterapia, as luxações podem se tornar recidivantes, e o tratamento cirúrgico, como a condilectomia alta, poderá ser indicado.


C
Certo

E
Errado

Marque a opção INCORRETA.


A

Nos casos de Osteotomia Le Fort I, em geral utilizam-se 4 placas de titânio, sistema 1,5 mm para fixação interna rígida: 2 placas em pilares zigomáticos e duas placas em pilares caninos.


B

No caso de osteotomia vertical do ramo mandibular, indica-se fixação interna rígida nos casos de avanço, sendo utilizadas para este fim placas do sistema 1.5 mm com parafusos monocorticais.


C

No caso da fixação da osteotomia sagital bilateral dos ramos mandibulares, pode-se fixar com uma ou duas placas, sistema 2.0 com parafusos bicorticais, parafusos posicionais dispostos em “L” invertido, Lag Screw, ou combinação de placas e parafusos.


D

Na maioria dos casos de osteotomia sagital bilateral dos ramos mandibulares, a instalação de somente uma placa de cada lado, sistema 2.0 mm, com parafusos monocorticais é suficiente para manter a mandíbula em sua nova posição.


E

Para as mentoplastias de avanço, indicam-se placas 2.0 mm que podem ser pré-dobradas com a quantidade de posicionamento anterior já definida.

Segundo Proffit, Fieids e Sarver (2013), qual a sequência de abordagens adequada para o tratamento de pacientes com fenda labiopalatina?


A

Fechamento labial - Fechamento do palato - Enxerto ósseo alveolar - Alinhamento dos incisivos superiores - Ortodontia corretiva - Cirurgia ortognática.


B

Fechamento do palato - Alinhamento dos incisivos superiores - Fechamento labial - Enxerto ósseo alveolar - Ortodontia corretiva - Cirurgia ortognática.


C

Fechamento do palato - Enxerto ósseo alveolar - Fechamento labial - Alinhamento dos incisivos superiores - Ortodontia corretiva - Cirurgia ortognática.


D

Fechamento do palato - Fechamento labial - Alinhamento dos incisivos superiores - Enxerto ósseo alveolar - Ortodontia corretiva - Cirurgia ortognática.


E

Fechamento labial- Fechamentodo palato Alinhamento dos incisivos superiores - Enxerto ósseo alveolar - Ortodontia corretiva - Cirurgia ortognática.

Paciente com 68 anos de idade, sexo masculino, apresenta edentulismo total e utiliza prótese total superior e inferior. A queixa principal do paciente é o desconforto e dor ocasionados pelo uso da prótese total superior, que se “desloca” ao mastigar ou falar. O prontuário do paciente registra que as extrações dos dentes 11, 12, 13, 21 e 22 foram realizadas há um ano. O exame clínico mostra áreas salientes e inflamadas na mucosa da região súpero-anterior e falta de estabilidade da prótese total superior. A radiografia panorâmica mostra irregularidades nos contornos ósseos na região anterior do rebordo alveolar superior. Há indicação para a realização de


A

alveoloplastia para remoção de cristas ósseas interdentais.


B

osteoplastia para regularização da perda alveolar.


C

alveolectomia para produção de colapso ósseo.


D

sulcoplastia vestibular com cicatrização em segunda intenção.


E

tuberoplastia para remoção de hiperplasias fibromucosas.

A mãe de paciente com 9 anos de idade, sexo masculino, questiona se “é normal haver tanto espaço” entre os incisivos centrais superiores, pois a criança sente-se incomodada, “a ponto de não sorrir”, e se haveria algum tratamento para essa condição. O exame clínico mostra a existência de diastema de 2 mm e freio tetolabial persistente. O tratamento consiste em


A

reconstrução dos dentes 11 e 21 com ionômero de vidro.


B

fechamento do espaço interincisivos, por meio de tratamento ortodôntico.


C

ulectomia para remoção da hiperplasia fibrosa focal.


D

frenectomia do lábio superior.


E

confecção de facetas diretas com resina composta nos dentes 11 e 21.

Segundo Andrade e Ranali (2011), um paciente é classificado, segundo a American Society of Anesthesioiogists, em ASA III, quando for:


A

incapaz de andar ou subir escadas.


B

portador de diabetes Tipo II, controlada com dieta e medicamentos.


C

portador de diabetes Tipo I, com doença controlada.


D

maior de 65 anos.


E

asmático que, ocasionalmente, use broncodilatador em aerossol.

   
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