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É a calcificação dos canalículos dentinários, com a dentina tornando-se nesta região menos permeável, vítrea e sem vitalidade. Trata-se da:
Inervação dentinária.
Esclerose dentinária.
Ortodentina.
Dentina de reparação.
Segundo COHEN (2011), o tratamento endodôntico não cirúrgico é uma opção terapêutica altamente previsível em muitos casos, mas a cirurgia perirradicular pode ser indicada em dentes com condições patológicas apicais persistentes que não respondem a aborgagens não cirúrgicas. Sobre o acesso nos tecidos moles, assinale a alternativa incorreta em relação aos princípios gerais para o posicionamento de uma incisão relaxante vertical.
A papila dentária deve ser incluída ou excluída, mas não dissecada.
Não devem ser realizados cortes através das inserções musculares e do freio.
A incisão deve ser paralela aos vasos supraperiostais na gengiva inserida e na submucosa.
As inserções musculares e do freio devem ser localizadas no tecido rebatido, sempre que possível.
A dor de origem pulpar ou perirradicular corresponde à cerca de 90% dos casos de urgência nos consultórios odontológicos. A ocorrência de dor na pulpite irreversível sintomática é exceção e não a regra. Em alguns casos de pulpite irreversível, pode haver dor à percussão. Nos casos de pulpite irreversível, o tratamento de escolha é
o acesso à câmara pulpar, extirpação pulpar, completo preparo químico-mecânico do(s) canal(is) radicular(es) e, se não houver dor à percussão, realização da obturação do(s) canal(is) radicular(es).
o acesso à câmara pulpar, extirpação pulpar, completo preparo químico-mecânico e, independentemente da presença de dor à percussão, realização do selamento da cavidade com uma bolinha com formocresol e o selamento provisório da cavidade para posterior obturação do canal radicular.
a pulpotomia seguida pelo selamento da cavidade utilizando como medicação um corticosteroide.
a prescrição de antibiótico para posterior abertura dentária.
a prescrição de antibiótico e anti-inflamatório para posterior abertura dentária.
De acordo com Lopes & Siqueira Jr (2015), a pulpite reversível é uma leve alteração inflamatória da polpa, em fase inicial, em que a reparação tecidual ocorrerá, uma vez removido o agente desencadeador do processo. Com base nessa definição, e considerando as características histopatológicas, um indicativo típico de ocorrência desse tipo de pulpite é
vasos sanguíneos da polpa dilatados, o que é conhecido como hiperemia.
polpa usualmente desorganizada.
vasoconstrição prolongada que predispõe ao edema, como resultado da elevação da pressão capilar e do aumento de permeabilidade vascular.
formação de edema exacerbada fazendo pressão sobre as fibras delta A, o que impede a condução do impulso nervoso e a consequente ocorrência de dor espontânea.
Paciente D.R.F., 25 anos, procura atendimento odontológico de emergência apresentando dor no elemento 16. Na anamnese, refere dor aguda e espontânea de forma intensa e pulsátil, que piora à noite. Ao exame clínico, constatou-se presença de restauração com amálgama extensa, antiga, com fratura na porção distal, apresentando sinais de sensibilidade positiva ao teste frio. Radiograficamente, revela-se aspecto periapical normal com lâmina dura intacta.
Com base nesses sinais e sintomas, o diagnóstico mais provável é de
pulpite crônica.
periodontite apical traumática.
pulpite reversível.
pulpite irreversível.
Segundo TORABINEJAD (2010), são contraindicações para amputação ou hemissecção radicular, exceto:
Preservação de raiz(es) e de coroa(s) importante(s) estrategicamente.
Fusão ou proximidade radicular de maneira que a separação radicular não seja possível.
Dente com bom suporte ósseo (o dente envolvido deve ser extraído e substituído por uma prótese).
Incapacidade para concluir o tratamento endodôntico nas raízes remanescentes.
Em algumas situações clínicas, os dentes que receberam tratamento endodôntico necessitam de ter sua parte coronária reconstruída com retentores intrarradiculares fundidos. Sobre essas situações clínicas, assinale a alternativa CORRETA:
A cimentação de retentores intrarradiculares fundidos deve ser realizada exclusivamente com cimentos resinosos.
O comprimento ideal para o preparo do conduto radicular deve ser de 1/3 do comprimento da raiz.
O comprimento do conduto radicular deve ser preparado de maneira que seja preservado 4 mm de remanescente apical do tratamento endodôntico.
Todos os condutos de dentes multirradiculares devem ser preparados seguindo exatamente os mesmos critérios para os unirradiculares para que haja sucesso da restauração.
O tratamento do dente 21 consiste em
pulpectomia e colagem do fragmento dental com ionômero de vidro.
capeamento pulpar e confecção de faceta direta com resina composta.
pulpotomia parcial e restauração Classe IV em resina composta.
pulpotomia total e confecção de faceta indireta de cerâmica.
proteção pulpar e coroa total cerâmica.
O insucesso endodôntico é, na maioria das vezes, resultante de falhas técnicas, as quais impossibilitam a conclusão adequada dos procedimentos intracanais voltados para o controle e a prevenção da infecção endodôntica. O retratamento endodôntico consiste na execução do tratamento novamente, devido ao fracasso do tratamento anterior ou devido a necessidade defazer um tratamento mais adequado, principalmente nos casos em que surgiu a necessidade de os elementos dentários servirem de suporte a trabalhos protéticos.
Diante disso,julgue as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Na maioria das vezes o fracasso endodôntico é resultante da permanência de uma infecção instalada na porção apical do canal, mesmo nos casos em que os canais, aparentemente, foram tratados de forma adequada.
II. A microbiota associada a casos de fracasso da terapia endodôntica é constituída principalmente por micro-organismos gram-negativas com predomínio aparente de anaeróbios estritos e fungos
III. Os maiores índices de sucesso no tratamento endodôntico de polpas infectadas ocorrem quando o limite da obturação está entre 0 e 2 mm aquém do ápice.
IV. Canais obturados expostos diretamente à saliva não são passíveis de serem recontaminados, graças à não solubilização e impermeabilidade do cimento endodôntico.
apenas as afirmativas I e II estão corretas.
apenas as afirmativas I e III estão corretas.
apenas as afirmativas II e III estão corretas.
apenas as afirmativas II e IV estão corretas
apenas as afirmativas III e IV estão corretas
É possível explorar fístulas ou trajetos fistulosos na pele ou na mucosa com um cone de guta-percha introduzido para localizar, por meio de radiografia, a origem de eventual infecção através do método propedêutico odontológico denominado:
Exploração.
Sondagem.
Raspagem.
Diascopia.
Paciente com 57 anos de idade, sexo masculino, utiliza Prótese Parcial Fixa (PPF) de 4 elementos, tendo os dentes 44 e 47 como pilares. O prontuário registra que a PPF foi confeccionada há 5 anos. A detecção de uma fístula na região vestibular do dente 44 motivou uma avaliação radiográfica da região. O exame radiográfico mostra lesão periapical na região do dente 44, que apresenta obturação precária do canal radicular e ausência de pino intrarradicular. O tratamento do dente 44 consiste em
apicectomia com instrumentação e obturação do canal por via retrógrada.
retratamento endodôntico.
remoção cirúrgica da fístula após rastreamento com cone de guta percha.
obturação do canal radicular simultânea ao ato cirúrgico.
apicectomia com obturação retrógrada.
Analise a seguinte situação:
Paciente de 25 anos queixando-se de dor aguda localizada no dente 26, que ocorre após a ingestão de água fria e que passa logo após a remoção do estímulo. Ao exame clínico observa-se uma lesão cariosa recidivante sem exposição pulpar e sem dor à percussão.
Qual o diagnóstico mais provável?
Pulpite reversível.
Abscesso perirradicular crônico.
Abscesso perirradicular agudo.
Pulpite irreversível sintomática.
O provável diagnóstico do paciente é
hiperplasia gengival.
pulpite hiperplásica.
hiperemia pulpar.
necrose pulpar.
A conduta clínica correta no elemento dentário é
apicificação.
biopulpectomia.
necropulpectomia
pulpotomia.
No que tange à terapia pulpar para dentes decíduos e permanentes imaturos, podemos afirmar CORRETAMENTE que:
As pequenas exposições da polpa tem origem cariosa, e podem ser do tipo mecânica ou iatrogênica.
O capeamento pulpar direto não é indicado para dentes permanentes imaturos.
O tamanho da exposição pulpar afeta diretamente o prognóstico.
Para a dentição decídua, o tratamento das exposições pulpares com melhor prognóstico é a pulpotomia.
Em virtude do uso de substâncias antimicrobianas na limpeza da cavidade, exposições pulpares por cárie tem prognóstico tão favorável quanto aquelas de etiologia mecânica.
Sobre as doenças da polpa e do periápice, assinale a alternativa INCORRETA.
Os pacientes com pulpite irreversível precoce costumam sentir uma dor aguda, acentuada após estímulo térmico, e a dor continua após cessado o estímulo.
Pulpite crônica hiperplásica ocorre em crianças e adultos jovens que apresentam grandes exposições da polpa, nas quais já se perdeu toda a dentina do teto da câmara pulpar.
Existem três tipos de calcificações pulpares: dentículos, cálculos pulpares e calcificações lineares difusas. As calcificações lineares difusas não apresentam a organização lamelar dos cálculos pulpares.
A angina de Ludwig é uma celulite agressiva que se espalha rapidamente pelo assoalho da boca, regiões sublingual e submandibular. O tratamento concentra-se em: manutenção das vias aéreas, incisão e drenagem, antibioticoterapia e eliminação do foco infeccioso original.
No tratamento de granuloma periapical, a cirurgia periapical permanece um importante procedimento para a resolução da doença inflamatória periapical, sendo a primeira opção nos casos de falha do tratamento endodôntico convencional.
Sobre a etiologia das doenças pulpares e periapicais, assinale a alternativa correta.
Nos casos de pulpite reversível, não há dor espontânea, porém o aumento da pressão hidrostática pode diminuir o limiar de excitabilidade das fibras tipo A, fazendo com que a dentina fique hipersensível ao estímulo ao frio.
Nos casos de pulpite aguda irreversível, a pressão hidrostática tecidual é elevada significativamente, podendo exceder o limiar de excitabilidade das fibras nervosas mielinizadas tipo C, o que gera dor pulsátil, excruciante, lenta, lancinante e espontânea.
As fibras do tipo A são mais resistentes à hipóxia tecidual, podendo sobreviver por períodos prolongados em áreas de necrose pulpar.
Prostaglandinas aumentam o limiar das fibras do tipo C, tornando-as mais suscetíveis aos efeitos estimulatórios da bradicinina e da histamina.
No abcesso perirradicular cônico, se a resposta inflamatória não consegue eliminar o agente agressor ou reduzir a intensidade da injúria, há exacerbação do quadro clínico, caracterizado pelo conteúdo purulento.
A dor que se origina no periodonto é mais prontamente localizada do que a dor pulpar. A melhor capacidade de localizar a fonte da dor pode ser atribuída à sensibilidade proprioceptiva e mecanoceptora do periodonto, que se encontra ausente na polpa. Embora a localização do dente afetado seja freqüentemente precisa, em até metade dos casos a dor é difusa e irradia-se para o osso gnático onde está o dente afetado. Sobre este tipo de dor, podemos afirmar que está INCORRETA a alternativa:
Costuma estar associada ao desconforto ocasionado pela pressão no dente afetado e em geral não é agravada por calor nem frio.
Durante o exame do dente afetado, este é prontamente localizado por meio de percussão dentária.
É espontânea na fase inicial, de intensidade moderada a grave, persiste por períodos longos de tempo (horas), e é exacerbada pela mastigação com o dente afetado e, em casos mais avançados, mesmo ao fechar a boca e colocar o dente afetado suavemente em contato com os dentes antagonistas. Nesses casos, há a sensação de que o dente está “crescido” (extruído) e é muito sensível ao toque.
Geralmente é melhor tolerada do que as dores paroxísticas e insuportáveis da pulpite, pode ser associada com sensibilidade à palpação na região vestibular/periapical com precisão, e o paciente é capaz de indicar o dente afetado.
Geralmente é associada com um dente com vitalidade pulpar e associada com sensibilidade à palpação na região cervical.
A abordagem de lesões cariosas em dentina deve se concentrar na criação de condições mais favoráveis para o processo de cura, ou seja, com procedimentos e materiais que possam estimular e fortalecer o organismo do paciente. Sendo assim, assinale a alternativa correta com relação à proteção pulpar indireta.
A proteção pulpar indireta está contraindicada em casos de lesões cariosas ativas e profundas.
Atualmente, com a evolução dos materiais adesivos, a aplicação de cimento de hidróxido de cálcio não é mais necessária.
A terapia pulpar indireta tem por objetivo paralisar o processo de progressão da desmineralização, criando um microambiente favorável para a remineralização dentinária e a reparação pulpar.
A técnica da proteção pulpar indireta está indicada nos casos em que ocorra exposição acidental da polpa.
A técnica de proteção pulpar indireta preconiza a remoção total da dentina cariada.
Sobre o pólipo pulpar responda verdadeiro (V) ou falso (F) e assinale a alternativa que traz a sequência correta:
(__) - É bom exemplo de inflamação crônica hiperplásica e da grande capacidade de defesa de uma polpa jovem;
(__) - Ocorre quase que exclusivamente em dentes jovens com ápice amplo, com a polpa tendo abundante suprimento vascular e celularidade;
(__) - A exposição da polpa permite a epitelização do pólipo, com predominância de fenômenos destrutivos sobre os proliferativos.
V-V-F.
V-F-F.
F-V-V.
F-F-V.