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No acompanhamento da trajetória escolar dos estudantes, a evasão escolar constitui um indicador relevante para a garantia do direito à educação. Considerando os indicadores educacionais do Ministério da Educação e a atuação da escola na rede de proteção, a evasão escolar dá-se, prioritariamente, por:
Decisão individual do estudante, desvinculada de fatores institucionais ou sociais.
Resultado exclusivo de baixo rendimento acadêmico, devendo ser tratada apenas com reforço escolar.
Consequência direta da ausência de medidas disciplinares rigorosas no ambiente escolar.
Efeito automático da reprovação, independentemente das condições de permanência oferecidas pela escola.
Questões de ordem multifatorial, associada a condições sociais, pedagógicas, institucionais e às trajetórias escolares.
Frente a um aumento significativo nas taxas de evasão no Ensino Fundamental II, o orientador precisa priorizar ações que reduzam abandono e promovam permanência. Qual estratégia traduz a intervenção preventiva e contextualizada mais adequada?
Adoção de medidas disciplinares para estudantes infrequentes.
Mapeamento de fatores de risco com plano de acompanhamento intersetorial.
Redução das exigências curriculares para retenção escolar.
Encaminhamento automático ao Conselho Tutelar.
Realização de campanhas motivacionais sem monitoramento longitudinal.
A apresentação dos dados coletados de acordo com o Censo da Educação Superior de 2022 mostra que a taxa de desistência no ensino superior brasileiro foi de 58% no ensino presencial e 59% no ensino a distância. A evasão no ensino superior (2022) é maior nas instituições privadas (quase 61% do total) e nas instituições públicas é menos, cerca de 40%. As possíveis causas verificadas indicam que a desistência do aluno no curso acontece pela necessidade de buscar um emprego para auxiliar as dificuldades enfrentadas por suas famílias, ausências frequentes, reprovações, falta de conexão com a escola, gravidez na adolescência, a falta de preparo para as provas, a baixa autoestima em relação ao desempenho acadêmico e até mesmo a falta de conhecimento dos próprios direitos.
[Brasil. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo da Educação Superior 2022: notas estatísticas. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados]
Em outubro de 2023, as lideranças do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicaram e comentaram os resultados do Censo do ensino superior. Os comentários trouxeram, além das causas, algumas soluções à evasão dos alunos do ensino superior que são apresentadas nas afirmativas abaixo. Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo.
I. O levantamento dos dados divulgados e as informações delineiam políticas públicas cada vez próximas da realidade dos fatos.
II. A permanência e o acesso aos recursos acadêmicos no que diz respeito à evasão dos estudantes ainda não são identificados mesmo com os dados coletados. Apresentam fragilidade sobre a assiduidade dos alunos.
III. A amostragem dos dados indicaram que os alunos cotistas, os alunos beneficiados pelo Prouni e pelo Fies não conseguiram os melhores rendimentos, não alcançando a melhor taxa de conclusão dos cursos.
IV. Os dados apresentam que o caminho mais assertivo é cuidar dos alunos, principalmente dos que mais precisam, porque eles manifestam resultado satisfatório quando solicitados a ingressar na educação superior.
Estão corretas as afirmativas:
I e IV apenas
I e II apenas
I, II e IV apenas
I, III e IV apenas
I e III apenas
Historicamente, os processos de exclusão no ambiente escolar brasileiro estiveram relacionados, entre outros fatores, também à:
Seletividade social, econômica e cultural que limitava o ingresso e a permanência de determinados grupos.
Associação da escola pública com a meritocracia e a ampliação do financiamento da educação básica.
Descentralização administrativa promovida pela Constituição de 1988, que fortaleceu a autonomia dos municípios.
Expansão das políticas de inclusão que priorizaram o atendimento às diversidades culturais.
Universalização precoce do acesso ao ensino fundamental, que sobrecarregou as redes de ensino.
O professor da educação básica, ao compreender os fatores que condicionam a evasão e o retorno aos estudos na modalidade EJA, desenvolve consciência sobre a importância da permanência escolar na idade adequada e pode atuar preventivamente junto aos seus estudantes. Essa compreensão é essencial para identificar vulnerabilidades e promover ações que evitem a interrupção da trajetória educacional. Considerando o perfil de jovens entre 21 e 29 anos que não concluíram a educação básica e estão fora da escola, a probabilidade de matrícula na EJA apresenta qual configuração? Assinale a alternativa correta:
É maior entre mulheres e desempregados, e menor entre responsáveis pelo domicílio, residentes em área rural e trabalhadores.
É maior entre trabalhadores e residentes urbanos, e menor entre mulheres e desempregados.
É maior entre homens empregados, e menor entre residentes rurais e não responsáveis pelo domicílio.
É maior entre residentes rurais e responsáveis pelo domicílio, e menor entre mulheres e trabalhadores em jornada integral.
É maior entre homens e responsáveis pelo domicílio, e menor entre residentes em área urbana e desempregados.


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A relação entre educação e pobreza é um dos desafios mais complexos enfrentados pela gestão pedagógica e pelas políticas públicas no Brasil. A pobreza não afeta apenas o acesso material à escola, mas impacta profundamente as condições subjetivas da aprendizagem, a frequência e a trajetória escolar dos estudantes. Dados de pesquisas, como os do IBGE, frequentemente apontam para uma correlação direta entre a renda familiar e os índices de evasão ou abandono escolar, mostrando que jovens de famílias mais pobres têm uma probabilidade significativamente maior de deixar a educação básica antes de concluí-la.
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.A pobreza é um fator determinante que se correlaciona diretamente com o aumento das taxas de abandono e evasão escolar, pois a necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho e a falta de recursos básicos afetam a permanência do aluno.
II.A dimensão pedagógica é totalmente neutra à condição de pobreza, pois, uma vez dentro da escola, o desempenho do aluno depende exclusivamente de sua capacidade cognitiva e esforço individual, independentemente de seu contexto socioeconômico.
III.O impacto da pobreza na educação limita-se estritamente ao acesso, sendo que, uma vez matriculado, o aluno pobre apresenta, estatisticamente, o mesmo nível de proficiência e progressão que alunos de classes mais altas.
Está correto o que se afirma em:
II e III apenas.
I apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
A tabela abaixo mostra dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua referentes a pessoas de 14 a 29 anos com nível de instrução inferior ao médio completo, por motivo do abandono escolar ou de nunca ter frequentado a escola (%).

Fonte: Adaptado por CPCON/IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2023. Brasília: Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios,, 2024. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=2102068>. Acesso em: 10 nov. 2024.
Neste contexto, é CORRETO afirmar que:
a necessidade de trabalhar e a falta de acesso à escola, devido a fatores como localização, disponibilidade de vagas e turno desejado, foram os principais motivos apontados pelos homens para abandonar a escola ou nunca a ter frequentado.
para as mulheres, o principal motivo para abandonar ou nunca frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, seguido de gravidez e não ter interesse em estudar. Juntos, esses motivos correspondem a cerca de 50% das razões que as impedem de concluir as etapas obrigatórias da Educação Básica.
problemas de saúde permanentes estão entre os motivos apontados por homens e mulheres para abandonar ou nunca frequentar a escola. Trata-se de uma razão que impacta ambos os gêneros de forma praticamente proporcional, com uma diferença de apenas 0,5 pontos percentuais entre eles.
os afazeres domésticos e o cuidado de pessoas, predominantemente realizados por mulheres no Brasil, são a principal razão para que 9,5% delas tenham abandonado ou nunca frequentado a escola. Em contraste, entre os homens, esse percentual é inexpressivo, apenas 0,8%.
a falta de acesso à escola, decorrente de fatores como localidade, disponibilidade de vagas e turno desejado, afetou mais homens do que mulheres, levando-os a abandonar ou nunca frequentar a escola. Esse cenário evidencia as dificuldades do Estado em assegurar condições adequadas para o acesso à Educação Básica.
A evasão escolar é um fenômeno antigo e ainda hoje acontece no nosso sistema de ensino. Há diversas causas que podem justificar a sua ocorrência. A partir destas causas analise as assertivas abaixo.
I. A evasão escolar ocorre em função de situações vividas dentro da escola, não havendo relação com a ação da família.
II. Os fatores econômicos são os principais responsáveis pela evasão escolar sem apresentar ligação com aspectos pedagógicos.
III. A repetência e a defasagem idade-série não são causas significativas para a ocorrência do fenômeno da evasão escolar.
IV. A ausência do acompanhamento familiar e a falta de diálogo com a escola, podem contribuir para a evasão escolar.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e III apenas.
II e III apenas.
III apenas
IV apenas.
II apenas.
Pesquisas psicopedagógicas indicam que o fracasso escolar pode ser examinado a partir de diversas lentes interpretativas. Essa abordagem ultrapassa a esfera do indivíduo e da instituição, concentrando-se no modo como a estrutura social produz oportunidades e limitações.
Nessa perspectiva ampliada, o fracasso escolar é entendido como expressão de fatores:
socioculturais estruturais.
organizacionais escolares.
psicológicos individuais.
financeiros específicos.
No Censo da Educação Superior – 2023, verificou-se uma leve mudança no quadro de concluintes da graduação, com um aumento de 6,8% em relação ao ano anterior. Por outro lado, os dados de permanência continuam preocupantes: após dez anos de acompanhamento dos ingressantes em 2014, 59% desistiram, 40% concluíram seu curso e 1% ainda permanece no curso. Em relação à situação de sucesso e permanência dos estudantes, considere as afirmações abaixo.
I Os programas governamentais, como cotas, PROUNI e FIES, têm contribuído para as taxas de sucesso e permanência no ensino superior. Além disso, desempenham um papel fundamental na ampliação do acesso ao ensino superior, promovendo maior inclusão e equidade.
II A evasão escolar resulta diretamente da exclusão acadêmica, deixando de ser atribuída exclusivamente ao fracasso do estudante. Nesse contexto, destacam-se fatores como aspectos individuais e pessoais, dificuldades de socialização, baixo rendimento, falta de interesse, além de questões relacionadas ao trabalho e à renda familiar.
III Na UFRN, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) tem desempenhado um papel fundamental na promoção de políticas de permanência estudantil, especialmente para aqueles provenientes do interior do Rio Grande do Norte.
IV A instituição de ensino superior deve se preocupar com o sucesso do estudante em detrimento do seu insucesso, uma vez que sua permanência depende, prioritariamente, do seu bom desempenho nas disciplinas.
Das afirmações, estão corretas
I e III.
I e II.
II e IV.
III e IV.


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Em uma escola de tempo integral com evasão no 1º ano do Ensino Médio, a análise do SPAECE e do Censo Escolar indica risco entre estudantes trabalhadores. Qual decisão de gestão integrada favorece a permanência?
Realocar professores para turmas com maior média e preservar a grade para evitar mudanças de rotina.
Ajustar jornadas, criar itinerários flexíveis e articular apoio à renda com a rede intersetorial.
Antecipar avaliações somativas e reduzir projetos, priorizando exposições nas últimas aulas.
Suspender reuniões com famílias até o fim do bimestre e focar listas de exercícios no contraturno.
Direcionar atendimento ao contraturno acadêmico e descontinuar tutoria de turmas com média acima da rede.
Em uma das entrevistas que compõem o livro A educação na cidade, Paulo Freire (1995) – à época, Secretário Municipal de Educação de São Paulo – é interrogado: “O que o senhor fará diante da evasão escolar, que é muito grande?”.
Em sua resposta, coerente com sua perspectiva mais ampla, Freire
recusa o conceito de evasão, afirmando que as crianças populares brasileiras são expulsas da escola por razões internas e externas.
ratifica o problema da evasão, explicando-o pela centralidade equivocada que as questões de ordem material adquirem nas metas educativas.
contesta o fenômeno da evasão, salientando que o problema está nos obstáculos ao acesso à escola, e não na permanência.
demonstra a recorrência da evasão, justificando-a a partir de uma cultura popular em que as crianças evadem da escola porque têm outros interesses.
formaliza a concepção de evasão, equiparando-a à expulsão promovida por questões de antipatia pessoal por parte dos educadores.
A gestão administrativa no âmbito educacional encontra diversos obstáculos que dificultam a efetividade das ações implementadas e, por conseguinte, os resultados alcançados ficam aquém do ideal. Tomando por embasamento as reflexões de Antônio Gois, ao analisar os duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas presentes, é destacado pelo autor um dos principais responsáveis por esse atraso, que remonta desde o Império, assinale-o:
Burocracia institucional.
Descontinuidade das políticas públicas.
Falta de investimentos na educação.
Inconsistência em relação à realidade vivenciada.
A educação não é vista como prioridade.
Cury (2015) afirma que a falta de interesse nas aulas é uma das principais dificuldades da educação escolar, pois muito alunos comparecem às aulas apenas por obrigação, não se envolvem nas atividades propostas pelos docentes e se comportam de forma apática.
Nesse sentido, é correto afirmar que justifica o desinteresse dos estudantes o fato de
não perceberem a utilidade dos conteúdos apresentados.
os combinados das aulas serem respeitados.
xingamentos e agressões entre colegas serem percebidos em sala.
casos de violência ou bullying ocorrerem na escola.
Considere as seguintes afirmativas a respeito do fracasso escolar:
I. A primeira perspectiva é a da sociedade, que considera os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais que permeiam o cotidiano do aluno e as oportunidades que lhes são oferecidas no decorrer de sua vida, seja no âmbito social, escolar e familiar;
II. A segunda perspectiva é a da escola, que se vincula ao seu projeto político pedagógico, à sua estrutura física e material, à orientação didático-pedagógica que orienta a prática do professor, à organização das classes, à avaliação, e à gestão escolar;
III. A terceira perspectiva é a do aluno e está relacionada somente a fatores como: orgânicos, sistema nervoso e cognitivo (atenção, concentração e memória).
Segundo Weiss (2008), é(são) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I e III.
I e II.
II, apenas.
I, apenas.


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No Estatuto de Criança e Adolescente, mencionado no Artigo 56 relata que os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:
Maus-tratos envolvendo diretora; faltas justificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; aprovação;
Maus-tratos envolvendo funcionários; reiteração de faltas injustificadas e de evasão domiciliar, esgotados os recursos escolares; elevados níveis de repetência;
Maus-tratos envolvendo pais e avós; reiteração de faltas justificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; elevados níveis de repetência;
Maus-tratos envolvendo seus alunos; reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; elevados níveis de repetência.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Educação 2023, nove milhões de jovens de 14 a 29 anos de idade não completaram o Ensino Médio no Brasil. O gráfico a seguir mostra o percentual dessas pessoas, que integram esta estatística por motivo do abandono escolar ou ainda por nunca ter frequentado a escola.

Fonte: Adaptado por CPCOM/IBGE, Diretoria de Pesquisa, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023.
Com base nos dados apresentado no gráfico anterior, assinale a alternativa CORRETA.
A falta de interesse em estudar, por ser o segundo principal motivo do abandono escolar ou de nunca ter frequentado a escola no Brasil, tem apresentado aumento sequencial nos três anos investigados.
A necessidade de trabalhar é o motivo que mais afasta os jovens da escola. No Brasil, este contingente chegou a 41,7% em 2023, aumento de 1,5 pontos percentuais em comparação a 2022.
No Brasil, o motivo que mais afastou mulheres da escola foi a gravidez, este contingente chegou a 23,1% em 2023.
O motivo que afasta na mesma proporção homens e mulheres da escola é a realização de afazeres domésticos e de atividades relacionadas ao cuidar de pessoas, sejam elas crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência.
Os três motivos que mais afastaram os jovens da escola no período de 2019 a 2023, foram, respectivamente, a necessidade de trabalhar, a falta de interesse em estudar e a gravidez. Se analisados de forma individual, em 2023 cada um desses motivos afastou mais mulheres que homens da escola.
A permanência dos alunos na escola é apontada por Brasil (1998) como um dos grandes problemas a serem enfrentados por todos na educação brasileira: órgãos governamentais, comunidades e equipes escolares. As causas da não permanência são múltiplas, porém uma delas é apontada como fator que condiciona as demais, assinale-a:
Diversidade e pluralidade das necessidades dos educandos.
Falta de acolhimento dos alunos pela escola.
Discrepância entre a proposta pedagógica e a realidade do educando.
Número de vagas abaixo da real necessidade.
Desigualdade de condições em função dos diferentes níveis socioeconômicos da sociedade brasileira.
O fracasso escolar é um problema complexo com diversas causas. Das alternativas abaixo, não é um fator que contribui diretamente para o fracasso escolar:
Dificuldades de aprendizagem específicas dos alunos.
Políticas públicas eficazes de combate à evasão escolar.
Falta de recursos financeiros para a educação.
Contexto socioeconômico desfavorável dos estudantes.
Nos debates sobre o fracasso escolar no âmbito das escolas públicas, é essencial situá-lo dentro de um contexto histórico e social específico. As elevadas taxas de abandono escolar e reprovação não são recentes. De acordo com Patto (1999), tratase de um fenômeno complexo que não pode ser atribuído a uma única causa. Em suas análises, a autora enfatiza que o fracasso escolar:
reflete a qualidade do ensino e da relação professor-aluno, em que métodos de ensino inadequados e falta de suporte pedagógico são os principais responsáveis
deriva do contexto socioeconômico dos alunos, uma vez que fatores externos como a renda familiar e o ambiente doméstico determinam o sucesso ou fracasso escolar
resulta da interação entre fatores sociais, políticos e psicológicos, incluindo a estrutura e práticas educacionais, que, muitas vezes, patologizam a criança e ignoram as desigualdades sociais e culturais
decorre de limitações cognitivas inatas dos alunos, implicando que a habilidade para aprender é majoritariamente influenciada por fatores genéticos e biológicos, subestimando o impacto de variáveis ambientais e contextuais no processo educativo


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