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Assinale a opção correta, a respeito de currículo e construção do conhecimento.
Para Giroux, o currículo envolve a transmissão de fatos e conhecimentos objetivos.
Ao criticar a educação bancária, Paulo Freire ataca o caráter verbalista, narrativo e dissertativo do currículo tradicional.
O currículo pós-moderno ensina, em geral, o conformismo, a obediência e o individualismo.
Sob a perspectiva dos estudos culturais, o conhecimento e o currículo são definidos como campos conceituais nos quais diferentes conteúdos curriculares estabelecem uma hegemonia.
De acordo com as teorias pós-críticas, o currículo pode ser compreendido sem a análise das relações de poder nas quais ele está envolvido.
O documento Indagações sobre o currículo: currículo, conhecimento e cultura (BRASIL/MEC/SEB, caderno 3) afirma que há uma íntima relação entre currículo e cultura.
De acordo com essa obra, é correto afirmar que
o currículo é o conjunto dos conteúdos científicos e artísticos mais relevantes produzidos por uma sociedade erudita.
como processo social privilegiado, o currículo é o espaço onde a cultura é produzida e transmitida, antes que possa circular pela sociedade.
o currículo é um espaço em disputa, onde situações de opressão se evidenciam, por vezes sendo reproduzidas e por outras questionadas.
a cultura de uma sociedade é o resultado das tensões provocadas na constituição dos currículos escolares.
em busca de uma vida social pacificada, a escola deve construir seus currículos eliminando os aspectos de tensão da cultura.
As discussões sobre um currículo nacional têm sido pauta das políticas curriculares atuais. A pesquisadora Alice Casemiro Lopes (2018) propõe o debate crítico a respeito do currículo nacional, seus limites e possibilidades. Sobre o debate crítico em questão proposto pela autora e os conhecimentos sobre currículo, assinale a alternativa correta.
Não há o que se possa chamar de uma parte curricular nacional ou global pura, um contexto local puro, sem inter-relações entre os sentidos dessas supostas partes, inviabilizando a pretensão de se associar uma parte curricular comum nacional e uma parte curricular local, como as recentes políticas têm proposto.
A noção de currículo comum simplifica o debate pedagógico, pois o currículo universalista já garante os direitos básicos de aprendizagem.
A imagem homogeneizante e negativa da escola oculta a problemática central da educação, que é de cunho pedagógico, sendo superada por novos métodos de ensino e aprendizagem.
A qualidade da educação é garantida a partir de uma base unificadora de currículo, dirigida pelas avaliações em larga escala, que permite medir, comparar e padronizar os processos de ensino e aprendizagem.
O investimento da educação deve focar na qualidade das avaliações em larga escala, principal vetor de qualidade da educação.
Analise os itens sobre o conhecimento necessário ao aluno para ler um texto e identifique o(s) correto(s):
I- Conhecimento de mundo.
II- Conhecimento textual.
III- Conhecimento fonético.
IV- Conhecimento de pontuação.
Assinale a alternativa correta:
Os itens I, II, III e IV estão corretos.
Apenas os itens II e IV estão corretos.
Apenas os itens I, II e III estão corretos.
Apenas os itens III e IV estão corretos.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Para Ivor Goodson, estudioso da história do currículo, é importante pesquisar como o currículo adquiriu sua forma e conteúdos atuais e como as diferentes disciplinas vieram a conformar o currículo tal como o conhecemos hoje. Sobre esse campo de estudos, assinale a alternativa correta.
É preciso interpretar o currículo como resultado de um processo evolutivo, de contínuo aperfeiçoamento sempre em direção a formas melhores e mais adequadas.
A análise histórica do currículo deve captar os pontos de continuidade e evolução do conhecimento para atribuir significado a conteúdos e disciplinas escolares.
A história do currículo nos permite compreender o processo de seleção e organização do conhecimento escolar como um processo epistemológico em que acadêmicos, cientistas e educadores determinam aquilo que melhor convém ensinar a crianças, jovens e adultos.
A história do currículo nos ajuda a ver o conhecimento corporificado no currículo não como algo fixo, mas como um artefato social e histórico, sujeito a mudanças e flutuações.
O currículo é constituído por conhecimentos válidos, comprovados cientificamente, a partir de fatores lógicos e epistemológicos.
Segundo Lerner (2002), reformular a concepção do objeto de ensino em função das contribuições linguísticas e a concepção do sujeito que aprende a ler e escrever parece ser uma condição importante para contribuir para a mudança na proposta didática vigente na escola tendo como base o projeto curricular. Para a autora, a fim de se criar uma mudança profunda, é também imprescindível recolocar
o currículo tradicional, garantindo a valorização da leitura oral e da escrita.
os projetos didáticos e pedagógicos, garantindo a valorização das experiências dos alunos.
as bases da formação dos professores e promover a valorização social de sua função.
os pais dentro do processo de ensino aprendizagem, promovendo uma integração efetiva com a comunidade.
o conselho de escola como articulador do regimento escolar, valorizando a função do professor.
Na discussão sobre o currículo e os direitos dos educandos, a centralidade está
na escola.
no conhecimento.
no método de ensino.
na família.
no repertório do aluno.
Ao discorrer sobre currículo e conhecimento, Silva (1999) utiliza-se de conceito de Paulo Freire que afirma que “conhecimento é sempre conhecimento de alguma coisa, o que significa que não existe uma separação entre o ato de conhecer e aquilo que se conhece”. Nesse caso, está se referindo
à educação bancária.
ao conhecimento como algo pronto, acabado.
à educação problematizadora.
ao conhecimento como experiências, vivências.
ao discurso em sua forma de texto.
Ao discutir a metodologia do ensino de Ciências, Delizoicov e Angotti (1994) afirmam que a atividade educativa pode ser desenvolvida em três momentos pedagógicos. Um deles destina-se, sobretudo, a abordar sistematicamente o conhecimento que vem sendo incorporado pelo aluno, para analisar e interpretar tanto as situações iniciais que determinam o seu estudo como outras situações que não estejam diretamente ligadas ao motivo inicial, mas que são explicadas pelo mesmo conhecimento.
Esse momento é chamado de
mediação construtiva.
avaliação em processo.
problematização inicial.
aplicação do conhecimento.
organização do conhecimento.
Uma das questões ainda em construção na maioria das instituições de ensino superior brasileiras é repensar a Universidade de modo a mantê-la alinhada à formação docente. Nesse contexto, pode-se afirmar que as IES precisam pensar currículos atrativos que
devam ser ministrados usando novas tecnologias informacionais.
atendam às necessidades dos alunos.
possibilitem aos alunos o desenvolvimento de atividades práticas.
sejam resumidos e com conteúdos afins ao mercado.
precisam pensar em jogos pedagógicos que interajam globalmente.
Sobre a Representação do Modelo de Shulman (1986) para os saberes docentes, entende-se como conhecimento curricular da matéria os conhecimentos:
que englobam os materiais e recursos que o professor escolhe para abordar o assunto, bem como a ordem e o modo de apresentá-lo.
que incluem as analogias e os exemplos que o professor utiliza para que o aluno compreenda o assunto.
que englobam somente os conteúdos específicos trabalhados em sala de aula.
que tratam unicamente da seleção dos assuntos e de sua ordenação.
Os currículos escolares e os conhecimentos por eles veiculados nem sempre possibilitam aos alunos a atribuição de significado a determinados conteúdos, sobretudo àqueles mais distantes de seus saberes cotidianos, ocorrendo então uma aprendizagem mecânica, restrita à mera associação entre estímulo e resposta (Moysés,1995). A concepção subjacente à aprendizagem por compreensão é a de que ensinar é
fornecer aos alunos informações e instruções que deverão ser armazenadas na estrutura cognitiva.
planejar densas exposições teóricas e exigir atividade mental dos alunos na resolução de exercícios de fixação.
criar situações de interação para que os alunos apreendam um dado conteúdo, em vez de simplesmente memorizá-lo.
usar recursos metodológicos e livros didáticos ilustrados, de modo que facilitem os processos mnemônicos dos alunos.
A teoria da educação de Lauro de Oliveira Lima tem suas bases na escola experimental piagetiana, que privilegia a memorização e a linguagem.