Questões de Concurso sobre Coordenação e Orientação Educacional

 
 
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Um professor, pela primeira vez, assumiu a coordenação pedagógica de uma escola que além de Ensino Fundamental também possui turmas de EJA. Como não tem experiência com essa modalidade de ensino e o coordenador sempre deve preocupar-se com sua formação, pois uma de suas atribuições é ser formador de professores, resolveu pesquisar um pouco mais sobre o assunto a fim de orientar os professores e descobriu que


A

no início da oferta dessa modalidade de ensino, a Educação de Jovens e Adultos era intitulada “Supletivo” e tinha por objetivo atender a um perfil diferente de alunos de outras modalidades.


B

no início, os professores eram voluntários ou docentes que usavam os mesmos procedimentos que os adotados no Ensino Fundamental e Médio, por entenderem que essa modalidade era como uma extensão dos outros níveis.


C

no início, essa modalidade já via que os jovens e adultos não tinham finalizado os estudos na época adequada e que tinham perfis diferenciados daqueles apresentados por crianças e adolescentes, principalmente, por já estarem inseridos no mercado de trabalho e terem muitas vivências ao longo da vida.


D

no início, já que era pensado que além da oferta de vagas, era necessário um ensino de qualidade também para essa modalidade de ensino.

Uma orientadora pedagógica, ao passar perto da sala de aula de uma das professoras da escola, ouviu a seguinte observação da docente: “Se vocês não fizerem silêncio, darei uma prova.”. Considerando as concepções atuais de avaliação no processo de ensino-aprendizagem, assinale a alternativa que apresenta a intervenção correta a ser feita pela a orientadora pedagógica junto à professora.


A

A orientadora pedagógica dirá à professora que ameaçar os alunos não é uma prática condizente com o que se espera da atuação dos professores. Entretanto, como ela afirmou que daria uma prova e os alunos não fizeram silêncio, deve aplicá-la ainda que não estejam preparados para isso naquele momento.


B

A orientadora pedagógica entrará na sala de aula e dirá aos alunos que devem fazer silêncio, uma vez que a professora é autoridade e deve ser respeitada. Caso não façam silêncio, reforçará que a professora aplicará uma prova com questões difíceis, já que eles parecem dominar todos os assuntos, pois não querem voltar a atenção ao que a docente diz.


C

A orientadora pedagógica dirá à professora que provas e demais instrumentos avaliativos não devem ser utilizados para fins de controle disciplinar, uma vez que são importantes objetos de análise e revisão de práticas pedagógicas e estão associados às aprendizagens reais dos alunos, em que eles têm a possibilidade de refletir sobre aquilo que, de fato, assimilaram a partir das aulas.


D

Não há intervenção a ser feita. O trabalho realizado pela professora em sala de aula é de total responsabilidade dela. Além disso, qualquer intervenção pode causar constrangimento aos alunos ou à professora e não auxiliará na condução adequada das atividades pedagógicas.

Uma profissional atuará na rede municipal de ensino como orientadora pedagógica e sabe que, de acordo com o Estatuto do Magistério Público, há algumas distinções entre as modalidades de ensino. Cada escola municipal de Campinas conta um diretor, pode contar com vice-diretor e com a assessoria de um orientador pedagógico. A este respeito, é correto afirmar que o orientador pedagógico que atuar


A

na Educação Infantil e na Educação Especial poderá atender até três Unidades Educacionais.


B

no 1º grau assessorará uma Unidade Educacional ou duas Unidades Educacionais, neste caso com limite total máximo de 30 classes.


C

na Educação Infantil poderá assessorar apenas uma escola, com no máximo 20 turmas.


D

na Educação de jovens e adultos deverá aguardar dois anos para alterar sua escola-sede, sendo proibido a ele atuar na Educação Especial, por não ter formação específica.

Pais ou responsáveis que se sentissem incomodados com a situação poderiam usar o seguinte argumento para rebater a afirmação da coordenadora:


A

Os professores conseguem identificar, logo nos primeiros meses do ano letivo, quem tem condições de passar de ano e quem não tem.


B

Os alunos desinteressados ou indisciplinados devem ser punidos com notas baixas, e os alunos estudiosos e interessados devem ser recompensados com notas altas, para que a escola possa ser considerada de qualidade.


C

Não é o professor quem reprova o aluno, mas ele mesmo o faz, quando não presta atenção às aulas e não consegue entender os conteúdos das disciplinas.


D

Oobjetivo do processo de ensino e de educação é que todas as crianças desenvolvam suas capacidades físicas e intelectuais, seu pensamento criativo e autônomo, razão por que a avaliação deve ajudar todas as crianças nesse processo.


E

Provas escritas são o único meio de obtenção de informação sobre o rendimento dos alunos, e escola, professores e pais necessitam apenas da comprovação quantitativa dos resultados para analisarem e avaliarem o conhecimento dos alunos.

A escola é uma organização com processos e dinâmicas próprias, que possui uma atividade específi ca, que se coloca sob diferentes dimensões. Constitui fundamento na ação da Orientação Educacional a dimensão:


A

social


B

psicológica


C

política


D

pedagógica


E

filosófica

Nessa perspectiva, a reprovação escolar é vista como:


A

umprejuízo ao ensino/aprendizado.


B

umproblema a ser solucionado.


C

uma motivação ao estudo.


D

uma renúncia à educação.


E

motivo de exclusão social.

As funções da Orientação Educacional e da Supervisão Educacional foram se modifi cando ao longo da história da educação brasileira. Nos tempos atuais, em relação às funções da OE e da SE, é correto afirmar que:


A

São funções que foram se diferenciando ao longo do tempo de forma que hoje não têm nada em comum.


B

A Supervisão e a Orientação têm atividades em comum e atividades específicas.


C

Nos tempos atuais, as funções são indiferenciadas.


D

A ação orientadora subordina-se à ação supervisora.


E

A ação orientadora é completamente independente, pois estrutura-se nas atividades de aconselhamento.

O Supervisor Escolar tem, hoje, uma função mais dinâmica e com mais possibilidade de eficácia a longo prazo, pois foca a sua ação na melhoria do desempenho do professor. Para tanto, o supervisor deve trabalhar com os profissionais da escola, revendo a prática pedagógica e propondo adequações no currículo, sempre que necessário, tendo sempre o aluno como sujeito da ação educativa. Essa proposta de ação educativa exige uma nova atitude dos educadores, na medida em que passam a considerar que ensinar é, principalmente:


A

transmitir conhecimentos


B

apreender a realidade


C

saber escutar


D

ter bom senso


E

atuar com autoridade

“A escrita é importante na escola, porque é importante fora dela e não o contrário” Emília Ferrero (2001). Ainda é muito grande o contingente de crianças e jovens que não conseguem se alfabetizar, ou que deixam a escola sem verdadeira autonomia para ler e escrever. Para que esta situação seja transformada, é preciso que a prática pedagógica exercida nas escolas seja revista. O papel do Supervisor Escolar é fundamental na mediação e estimulação desse processo de mudança.

Para que a aprendizagem se torne mais eficaz e prazerosa e, a médio prazo, se possa alterar o quadro de fracasso escolar no ensino brasileiro, é necessário que:


A

a prática pedagógica seja pautada em iniciativas instrucionais


B

a escola abandone o currículo oculto


C

o professor tenha uma visão pouco significativa da realidade do aluno


D

sejam propostas questões cujas respostas possam dialogar com a vida do aluno


E

o professor esteja em distanciamento correto do contexto de vida do aluno

Ao interrogar sobre qual, de fato, deve ser o papel da supervisão, Celso Vasconcellos se reporta à análise que supervisores fazem de seu trabalho cotidiano, afirmando estes que “a sensação que têm, com frequência, é a de que são bombeiros a apagar os diferentes focos de incêndio na escola, e ao final do dia vem o amargo sabor de que nada foi feito”.

A expressão desse sentimento comprova que:

1. A prática da supervisão, na sua origem, reforça a dimensão técnico-burocrática indispensável à manutenção da ordem vigente.

2. Muitos dos problemas vivenciados pelos hoje denominados coordenadores pedagógicos têm sua explicação na função de controle que deu origem à supervisão educacional.

3. A atuação da coordenação pedagógica, denominação hoje atribuída à supervisão, envolve o trato de questões pedagógicas como: currículo, conhecimento, aprendizagem, avaliação, prática pedagógica.

4. A atuação da supervisão educacional, desde sua criação, tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino ao assumir como foco de ação o acompanhamento pedagógico dos professores e do projeto educativo da escola.

5. A função do supervisor/coordenador pedagógico visa garantir a divisão social do trabalho no interior da escola.

Estão corretas:


A

1, 2, 4 e 5, apenas.


B

1, 2, 3, 4, apenas.


C

1, 3, 4, 5, apenas.


D

1 , 2, 3, apenas.


E

1, 2, 3, 4 e 5.

O conjunto de elementos sociais, culturais e psicológicos que compõe o retrato da escola denomina-se cultura organizacional.


C
Certo

E
Errado

“A Orientação Educacional, entre outras dimensões, trabalha no viés da dimensão social da escola, desvelando o contexto social de nossa realidade e, evidentemente, o dos próprios alunos envolvidos no processo ensino/aprendizagem.”

(Mirian Grinspun)

Considerando o papel da Orientação Educacional nos tempos atuais, o principal objeto do seu trabalho é:


A

o aluno


B

a aprendizagem


C

o conhecimento


D

a relação escola/família


E

a contextualização do currículo

No dizer de Darcy Ribeiro, o fracasso escolar é de tal ordem na escola pública brasileira que já não pode ser considerado apenas como um problema, mas um projeto, uma intenção. A Orientação Educacional, na busca da compreensão ampla dos processos que levam ao fracasso escolar, deve considerar em sua análise:


A

o déficit cultural dos alunos


B

as desigualdades econômicas e culturais dos alunos


C

os processos e dinâmicas de gestão escolar


D

as variáveis extraescolares e intraescolares


E

a falta de recursos da escola brasileira

Pensar no papel social da escola nos leva a refl etir sobre as contradições sociais e a história política de nossa sociedade. O Orientador Educacional, ao desenvolver seu trabalho com base na crença no papel da educação como instrumento de mobilidade social, adota uma concepção ou postura:


A

transformadora do papel da educação


B

do olhar crítico sobre a sociedade


C

compreensiva da realidade em que vive


D

crítica acerca da realidade escolar


E

ingênua acerca das relações estabelecidas na sociedade

O supervisor educacional deve supervisionar e orientar o trabalho de todos os funcionários da unidade de ensino onde atua.


C
Certo

E
Errado

O Orientador Educacional é ativo protagonista nos processos e dinâmicas da vida escolar. Dentre as inúmeras responsabilidades atribuídas a esse profissional, pode-se destacar como fundamental:


A

implementar projetos de aprendizagem e processos de avaliação


B

definir metodologias e estratégias de ensino na execução do planejamento


C

avaliar o nível de leitura e escrita dos alunos


D

reconhecer e valorizar o contexto sociocultural dos alunos no planejamento curricular


E

organizar a escola, o quadro de horário, a lotação dos professores de acordo com as demandas da escola

A questão da disciplina continua sendo um grande problema nas escolas. Esse problema está ligado não só ao pouco interesse do aluno pelo assunto tratado na sala de aula como, e principalmente, à forma como esse assunto é tratado pelo professor, à dificuldade que ele tem de articular construção de conhecimento e prazer. A aquisição do conhecimento está, em geral, associada a um esforço árido e pouco prazeroso. A supervisão pedagógica, mais que a apresentação de métodos e técnicas, deve incentivar o estudo dos princípios metodológicos, base de uma boa escolha do método de trabalho do professor.

Em relação aos problemas disciplinares, o estudo dos princípios metodológicos deve considerar, principalmente:


A

as mudanças na vida moderna que atingem a escola diretamente


B

a dinâmica da sala de aula e a diversificação metodológica


C

os recursos de avaliação e recuperação da aprendizagem


D

o currículo que precisa ser todo trabalhado


E

a especificidade dos temas do programa

Segundo Lück (2009), “todos que fazem parte da escola influenciam sua cultura ou interferem sobre seus resultados, direta ou indiretamente, positiva ou negativamente, de acordo com o modo como nela agem”. Considerando a afirmativa, é preciso, então, que todos tenham consciência sobre como atuam no conjunto da escola e como suas ações se relacionam e se interdependem.

Nesse sentido, como membro da equipe de gestão da escola, o supervisor precisa ter certas atenções básicas que estimulem o desenvolvimento de um ambiente participativo. Dentre elas, destaca-se:


A

a criação de uma visão de conjunto, associada a uma ação cooperativa


B

a atuação da escola como agência de formação, embora a ação educativa não apresente características do que se propõe a formar


C

a participação dos profissionais caracterizada pela falta de orientação para resultados institucionais e sociais


D

a natureza autoritária e centralizadora de nossa cultura


E

a ação desarticulada dos profissionais, sem maximizar e integrar seus esforços

O corpo técnico-administrativo formado, em geral, por diretores, supervisor escolar e orientador educacional, estabelece o tônus de integração da escola e promove a ação educativa, em torno de objetivos comuns.

A partir dessa afirmativa, é correto afirmar que:


A

Há uma justaposição de atividades, conteúdos, matérias e experiências.


B

Somente o orientador educacional resolve os problemas que surgem na sala de aula.


C

O supervisor escolar promove a melhoria dos materiais de instrução.


D

O diretor é o administrador dos recursos materiais e do pessoal.


E

A ação do corpo técnico-administrativo deve ser, não só integrada, mas também integradora.

A atuação colaborativa do supervisor educacional junto ao professor facilita sua prática na sala de aula, onde o professor precisa assumir efetivamente o papel de líder, frente ao grupo de alunos. A forma como ele assume essa liderança demonstra que os professores:


A

precisam ser bonzinhos, para manter o prestígio na turma


B

para atingir seus objetivos, devem considerar a opinião dos alunos


C

que compartilham a opinião dos alunos ficam sem limites na turma


D

que se envolvem com os alunos perdem o respeito do grupo


E

muito rígidos escondem sentimento de insegurança

   
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